30.12.10

Sorry!

Caríssimos/as,

bem sei que não sou de vos abandonar e deixar de escrever, mas a vida não está fácil. Levei mais tempo do que pensava a sair de Nova Iorque e a vida por lá não foi singela. Na verdade, dava um filme e, na falta de alguém que reproduza a história, contamos nós aos netos. Mas isso são outros quinhentos.

Por cá, as coisas também estão complicadas. Como passei o Natal ausente, agora tenho de visitar e partilhar refeições com toda a gente da família e amigos. Nunca mais acaba. Vou ficar uma vaca.

Bem sei que tenho "Consultórios" para responder. Tentei antes de seguir viagem, mas não consegui. Tratarei de vos dar resposta.

Hei-de regressar! Até lá, fica uma amostra do que vi.

25.12.10

Do you remember? #133



Mariah Carey - All I Want For Christmas Is You - 1994

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

23.12.10

Christmas in NYC

Quando eu achava que não voltava aos EUA tão cedo, eis que os imprevistos bateram à porta.

Poisoned Apple will be spending Christmas in NYC para que o Poisoned Apple Man não fique sozinho no Natal, do outro lado do mundo.


Maneiras que é isto, amores. Pela primeira vez na vida vou passar o Natal longe de casa e da família. Não sei se ria ou se chore. Só sei que não se pode ter tudo, que gostava de ser omnipresente, que está muito frio para aquelas bandas, que não tenho roupa para isto, que não sei o que levar na mala.


Para afastar tristezas, o melhor é imaginar-me a patinar no gelo em Rockefeller Center e abraçar a oportunidade de ir a NYC no inverno, coisa que nunca tinha feito e há muito queria. Só não tinha de ser era no Natal.


Boas Festas que tenho muito para tratar!


Boas Festas!

Minha rica família da blogosfera,

fiquem gordos e pançudos como eu, mal-dispostos de tanto comer, quero saber de todos com pelo menos mais 3 KG para não ser só eu! Abusem dos doces, façam da sanita vossa melhor amiga, não se percam em dar presentes por obrigação (pesadelo, pesadelo!), façam sorriso amarelo a presentes sem sentido, vibrem com os presentes que tanto desejavam, não se enervem com as filas nas caixas para pagar, com os multibancos que não funcionam (dizem que não há dinheiro!) e fizessem como eu que começo a comprar presentes tranquilamente em Agosto e depois não aturo nada disso.

E vá, saiam pr'a night na noite de 25 para 26 que o Natal também é passado com os amigos. Lá estarei!

Boas Festas meus amoris!


Ai que nervos! Preseeeentes! :)

22.12.10

Castanhas com manteiga

Cheguei à cozinha, o Poisoned Apple Man estava a dar golpes em dezenas de castanhas.

- Hummmmm! Compraste castanhas? Que booom!
- Sim, comemos depois de jantar - respondeu.

Silêncio. Achei que era melhor relembrar:

- Olha, já sabes... - o homem percebeu e limitou-se a sorrir.

Horas mais tarde, no leito:

- Isto é demais! Até estou maldisposto... - disse com aspecto esverdeado.
- Não comprasses castanhas. Não estás à espera que saiam do forno e não as coma, pois não?

Aguente-se. Toda a gente tem problemas com castanhas.

20.12.10

"Agarrem-me senão eu mato-o!"

Eu estava a morrer de cansaço. Tive de ajudar as minha mãe uma tarde inteira a fazer compras de Natal, tratei de papeladas, tratei de um vestido descosido, tinha nada mais, nada menos, do que 12 aftas na boca (contadas!) e mais mil e uma coisas tratadas. Ou seja, estava de rastos, imprópria para consumo. Enquanto a moura se desdobrava em tarefas, o homem foi jantar com um amigo e chegou a casa às tantas da noite, tresandava a vinho, acordou-me porque queria fazer “cadeirinha” e eu a ter de acordar às oito da manhã no dia seguinte com mais mil porcarias para fazer.

Cinco da matina. O sonambulismo do homem ataca.

Senta-se na cama, abana-me e diz:

- Poisoned! Olha o homem! – apontando para o fundo do quarto. Eu olho e felizmente não há mais ninguém em casa. –Olha o homem! Fez-me aquilo e acha que se safa! Eu vou lá e trata-se já disto! – afirmou aos gritos.

Meus ricos vizinhos.

- Dorme! Estás a sonhar! Não há ali ninguém! - expliquei enquanto o empurrava para uma posição horizontal.

- Eu estou acordado! Estás a gozar? Tu não vês??! Eu estou muito acordado! –

Ai que nervos. O homem que nem é violento, durante o sono dá-lhe para isto. Como é que eu não hei-de ser uma pessoa nervosa?

Lá se deitou ao fim de alguma insistência. Os meus nervos não aguentam isto. Qualquer dia, em vez de pôr água na fervura e tentar levá-lo a dormir, viro o bico ao prego:

- Vai-te a ele! O homem apalpou-me as maminhas!

Tenho sofrido muito.

18.12.10

Do you remember? #132



Midge Ure - Breathe - 1996

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

17.12.10

Questões pertinentes #31

Queridas leitoras,

tenham a bondade de me auxiliar.

Em Lisboa, onde encontro uma fur headband em castanho ou camel? Que raio de nome se dá a este acessório em português? Procuro uma pele falsa e agradável ao toque. Há umas manhosas muito ásperas. Só encontro raposas! Não quero.


Consultório #45

Depois dos ciúmes "ficou tudo bem e andámos numa fase bastante calma. Parecia que tudo corria às mil maravilhas, o carinho, os mimos, as 'promessas' que deixam as apaixonadas a sonhar. Depois, de um momento para o outro, aliás da noite para o dia, porque de facto foi assim que aconteceu, ele diz-me que precisa pensar antes de tomar uma decisão pois talvez não esteja preparado para uma relação 'séria'. E estou há quase 24h à espera que ele tome uma decisão. Pediu-me tempo, eu disse-lhe que lhe dava todo o tempo que precisasse, mas esta espera dói tanto. E no fundo pressinto que ele já tomou uma decisão. Sinto-me tão culpada, sinto que há algo de errado comigo."

Olá J.,

obrigada pela sua nova mensagem.

De facto, não lhe trago boas notícias. Nada do que me escreveu anuncia o futuro que deseja para os dois.

Conta-me que depois de confessar os seus ciúmes tudo ficou bem. Entenderam-se, ficou aliviada e descansada, tudo corria muito bem, o carinho, os mimos eram os que queria, confissões apaixonadas e perspectivas de futuro. Mas de repente ele diz que precisa de pensar antes de tomar uma decisão. Decisão??! Vou repetir: decisão??!

Minha querida, a decisão já estava mais que tomada, ele é que decidiu recuar. Ninguém toma decisões depois de dar todos os passos que deu consigo. As decisões tomam-se antes de aprofundar as relações. É o chamado não meter o carro à frente dos bois. Ou seja, eu não me envolvo com uma pessoa, não a iludo, não faço promessas de amor para depois dizer "ainda não tomei uma decisão". Quem faz isso são os cobardes e os mentirosos. E as pessoas que não prestam. As pessoas que se prezam não aprofundam uma relação nem a tomam como séria quando ainda não sabem o que querem. Têm um pé atrás, são observadoras, guardam alguma distância e a outra parte sabe que é assim, mesmo que não se fale no assunto. É um pouco "vamos ver no que isto vai dar". As pessoas sérias não dão início a um namoro para depois se perguntarem "mas achavas que eu tinha tomado uma decisão?". Até porque uma pessoa que não tomou a decisão, que tem uma relação de rame-rame, quando decide que afinal não é isso que procura, verifica-se um afastamento gradual. Ninguém telefona a dizer "já decidi!".

O que eu gostava de apanhar um garoto destes pela frente.

As coisas de amores não se decidem, vão-se decidindo com o tempo. Ninguém decide acabar um namoro ou um casamento de um dia para o outro, vai acabando, vai-se pensando no assunto. O que significa que ele não se lembrou que não estava decidido da noite para o dia, pois era algo que ele já andava a pensar há mais tempo. O que aconteceu foi surpreendê-la da noite para o dia, o que não é a mesma coisa.

Eu digo-lhe quem não estava preparada para uma relação séria: eu. Tinha acabado de sofrer mais um desgosto, estava mesmo um caco, chorava continuamente, passava algum tempo com o Poisoned Apple Man que já conhecia há muito, percebia os avanços dele e fazia-me de estúpida porque gostava da companhia dele. Achava que ia passar muito tempo até conseguir envolver-me com alguém. E apaixonei-me. Um amigo dizia-me que com este ia ficar, eu chamava-lhe nomes e sacudia a ideia do pensamento como se fosse um bicho. Não queria mesmo, mas foi.

O que isto significa é que acredito mesmo que exista quem acredite não se sentir preparado para uma relação, mas depois a vida troca-nos as voltas. Depois afinal voltámos a gostar de alguém e, quando se gosta de verdade, somos surpreendidos pela vida e agradecemos. As impossibilidades caem por estrada e o sentimento é mais forte. Compreendo uma eventual resistência inicial, mas ela não surge quando a relação já existe!, quanto muito surge quando ainda não se sabe bem o que é a relação. As pessoa que não estão realmente preparadas para uma relação não se chegam a envolver, não vivem num dilema "ai eu gosto tanto dela mas não estou preparado", simplesmente não chegam a criar laços fortes. Fortes o suficiente para que tudo mude.

Dizer que não se está preparado é a tanga dos tempos modernos e dá direito a estalos na cara. Dizer uma coisa dessas é desconsiderar a outra pessoa, é tê-la usado, é na verdade "acho que agora não me serves bem, mas enquanto não me decido fica por aí". Quem gosta de verdade, não diz que não está preparado, confessa que está com dificuldades e pede comunicação para resolver o problema. Quem gosta de verdade, pode sentir falta de algumas coisas do tempo de solteiro, mas os benefícios de uma relação verdadeira superam tudo isso. Quem gosta de verdade não mente e muito menos inventa teorias psicológicas dos tempos modernos ai-que-estou-sujeito-a-muita-pressão.

Gostava mesmo de me sentar à mesa com esse moço.

E sabe como ganha essa luta? Mostrando-lhe que ele não passa de um imaturo. Por que é que ele tem coragem de lhe fazer isto? Porque sabe que a J. é permissiva. Aceitou o que ele disse e não fez que ele sentisse o ridículo do que dizia. Eu compreendo o medo de perder, mas o medo de não ser respeitada deveria ser muito maior. Isso será algo a aprender com o tempo.

Dizer-lhe que tem todo o tempo do mundo foi a pior resposta que lhe podia ter dado. Ao dizer-lhe isto, o que a mente de alguém no lugar dele lê é o seguinte:

1. Sim, põe e dispõe!
2. Não importa o que tu faças eu vou estar sempre à tua espera
3. Eu não valho nada sem ti, por isso sofro em angústia o tempo que quiseres, porque nada mais me resta
4. Não sou firme, fazem de mim o que querem
5. Tens-me na tua mão
6. Dependo de ti
7. Podes pisar-me que continuo a estender-me no chão para não sujares as solas
8. Dá-me as tuas migalhas que eu aceito qualquer coisa

Eu já escrevi aqui muitas vezes: as pessoas vão até onde lhes for permitido. Acredite que isto é verdade! Tenho pena de ter demorado tanto tempo a aprender isto. A J. cometeu um erro que fez com que ele perdesse o respeito por si. O que me parece é que este rapaz, para não querer manter sequer uma relação à distância, viu um passarinho verde. Lamento imenso, sei que dói, mas antes a verdade do que sermos tratadas como estúpidas. No limite, se a vida não corre ao rapaz como ele deseja, volta para si de vez em quando para se aliviar; diz-se muito amigo mas muito confuso; gosta muito de si mas tem problemas; a culpa não será sua, vai dizer que é dele; diz que a ajuda no que precisar mas nunca está presente; aparece quando lhe apetece e a J. não tem voto na matéria. Depois do seu cansaço, dá-lhe a entender que o que tem para dar é o de vez em quando. Ele não tem respeito nenhum por si. Esse rapaz não presta.

Não pense que estou a condená-la, nada disso. É certo que quando leio o que este rapaz lhe está a fazer fico com raiva, mas a força tem de ser sua, não minha. Ele está a dar todos os sinais de quem não presta. Erros tem de os cometer, muitos, até perceber como estas coisas funcionam. Também já fizeram de mim gato-sapato e aprendi. Aprendi sobretudo com a máxima: comigo vão até onde eu deixar. E se começam a pisar-me os limites, desapareço. Eu não fico à espera que as pessoas me tratem mal, eu atiro-as borda fora quando vejo todos os sinais de que isso vai acontecer. E isto serve para amigos, família e namorados. Venha quem vier, só a tratam mal se deixar, nunca se esqueça disso.

Não sei quais são os desenvolvimentos a esta altura, mas no seu lugar enchia-me de coragem e contactava-o. "Estive a pensar e não estou para me sujeitar a isto..." explicando-lhe o que lê nesta resposta. Diga-lhe que ficou com dúvidas porque o comportamento dele é muito imaturo e você é uma mulher feita. Tudo isto com muita calma (fúrias nunca!), explique que não está zangada, mas de facto está muito desencantada e, dada a atitude, se calhar ele não representa o que procura para a sua vida.

Escreva numa folha de papel, tire notas para não se esquecer de nada e olhe para essa folha enquanto fala com ele. Tire-lhe o tapete, vire o bico ao prego, saia por cima! Esse homem não presta, de qualquer forma. E ao menos leva uma lição.

Beijinhos!

16.12.10

Verdade #68

Depois de ter desesperado à procura de açúcar, uma semana inteira!, de só o ter encontrado à sexta tentativa, o melhor é abastecer-me de ovos, não vão as galinhas tecê-las e arruinar-me os doces desta quadra. E leite.

Sempre soube que as vacas não são de confiar.


15.12.10

Ah, a Natureza!

Eu queria coentros. O homem comprou flores.

Bati o pé. Fiz uma birra.

E eis que apareceu em casa com sementes de coentros e uma estufinha que é um mimo!

Tudo para a Princesa!


Agora é esperar. Que ansiedade!

Quando tivermos bebés eu aviso!

14.12.10

O Bonsai de Natal

Não gosto de plantas. Nem de animais de estimação. Bem explicadas as coisas, eu não gosto de cenas dependentes. Criaturas a quem é preciso dar de comer e de beber, e regra geral, dar atenção, não são para mim. Tenho mais com que ocupar o meu tempo. Comigo, a secura destas criaturas é a minha vontade mais certa. O único bicho de quem gostei na vida foi a gata Tchitchi que partiu este verão e jamais será substituída. Era esperta, racional e por isso é que gostava dela. Tinha personalidade como nunca vi um bicho ter. Parecia boa gente.
Adiante. Quis o destino, para deleite da minha mãe, castigar-me e prendar-me com um Poisoned Apple Man dono de um gato com o qual não quero confiança, um gato que alimento e dou de beber quando tem de ser, apenas porque tenho princípios, mas não tenho mais nada para lhe dar. A par disto, o Poisoned Apple Man é amante de plantas e plantinhas, flores e florzinhas, bonsais e raminhos, botões em flor e mais um aquário do tamanho de uma piscina olímpica onde não sei quantas dezenas de peixes nadam e se reproduzem pais com filhos. Um bordel onde o incesto impera, bem vistas as coisas.
Bicharada à parte, isto para dizer que não há árvore de Natal lá em casa. Nem houve o ano passado. Menos mal que continua a haver na minha mãe. Eu gosto muito, mas falta-me a paciência para a parte de comprar, montar e desmontar a infra-estrutura. No entanto tinha uma bola de Natal linda que decidi pendurar no bonsai do Poisoned Apple Man e assim criar a nossa árvore de Natal.
Não estava sozinha quando o fiz, tinha um amigo comigo que me fez uma série de avisos pertinentes. Não liguei. No dia seguinte, com o homem chegado a casa depois de mais uma ausência de alguns dias, recebi um telefonema:
- O que é aquilo pendurado no bonsai?
- É a nossa árvore de Natal! Não ficou lindo???!
E fez um silêncio, em busca de uma resposta adequada, que não fosse contra os meus interesses. Sim, ele não é parvo.
- Sim. Lindo. Mas não pode ficar naquele ramo. Está a pisar duas folhinhas.
Que resposta tão pouco viril! Saiu-me um conas na rifa. Ou um coninhas, é mais adequado a quem mima "plantinhas". Uma bola de Natal de papel, oca, que pesa o mesmo que um envelope pisou duas folhinhas! Acudam!
Vou comprar pensos rápidos para pôr nas feridas dos raminhos, como eu fazia com os joelhos das minhas bonecas.
E eu que estava a pensar electrificar o bonsai para lhe dar luzes natalícias.

13.12.10

Quando um gajo acha que já viu tudo...

... aparece um casal no Metro de Viena!

Lá longe

O Poisoned Apple Man tem muitos amigos fora. Levei mais de um ano para conhecer alguns deles. Fizeram as malas e, vamos embora que já é tarde. Também, nos meus vinte e poucos, comecei a ver os amigos partir. Fica um vazio nos programas porque há quem não possa aparecer em meia hora, ou um bocadinho atrasado, fica a ausência em algumas festas de aniversário, as chamadas são parcas, só se for mesmo muito importante, e dá-se lugar ao Messenger, ao Skype e aos e-mails. Muitos e-mails. Perdi já a conta aos e-mails enviados para longe. E aos amigos que partiram também. Provavelmente já não me chegam os dedos.

Com eles e com a distância, vai-se também, e inevitavelmente, alguma proximidade. Os anos passam, somos amigos na mesma, mas já não é a mesma coisa. Já não existe o contacto imediato para contar a última novidade, já não se fazem malas para voar para longe onde já se foi mais do que uma vez, deixa de fazer sentido contactar só para contar isto e aquilo e, no fim de contas, devagarinho e sem que se dê por isso, instala-se mais do que a distância geográfica. Somos todos amigos, apenas já não é a mesma coisa. E depois há os que partem para tão longe, os que ficam tanto tempo que, quando voltam, por vezes, até se esgota o assunto em três tempos. E em mim, a distância dá lugar à tristeza, porque são cada vez mais.

A Ritinha partiu, desejámos o melhor do mundo, vingou, descobriu o amor, recebeu um anel de noivado, e temos perfeita consciência de que o Tim a vai levar pelo mundo fora, feliz, mas nunca mais vai voltar.

Mais uma das minhas melhores amigas vai partir e, provavelmente, faltar ao casamento da Rita. Não vai ser a mesma coisa. Fiz figas para que conseguisse o novo trabalho e resultou. Desejo a maior sorte do mundo ao novo desfio, tenho a certeza que se vai safar lindamente, está ansiosa, não tem dúvidas, mas a mudança de vida deixa-lhe o coração apertado. Depois dos parabéns e do contacto efusivo, desliguei, olhei para o chão e sussurei: estou a ficar sem amigas. Entretanto, ela consola-se com quem já fez o mesmo e dita a sua opinião: daqui a um ano, está tudo na mesma. Lisboa tem apenas mais uma rotunda.

Percebo o coração apertado, o medo do desconhecido, mas a tristeza é maior para quem fica do que para quem parte. Já quase não tenho amigas à distância de uma curta viagem de carro, nem passando por uma dessas rotundas que há-de ser construída devagar, devagarinho, no país que se habitua a ver a minha geração desertar. Fico cá, à espera de ser bafejada com a sorte de um emprego que me entusiasme, continuarei a fazer contas aos fusos horários, a teclar cada vez mais, a perguntar as datas de visita ao país que as deixou sem nada para fazer e a encomendar botas Hunter, carregamentos de Clinique e outros artigos que este país não oferece em conta. E claro, a dar as boas novas de mais uma rotunda depois de 15 anos em obras.

11.12.10

Do you remember? #131



ABBA - Waterloo - 1974

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

10.12.10

Aviso ao Pai Natal

Pai Natal,

a modos que é assim: eu quando vejo que a coisa pode não ficar bem feita, arregaço as mangas e trato eu mesma. É o meu feitio e é o do costume, se não for eu a fazer, não fica bem feito. E vista a tua moleza no que respeita aos meus bens materiais, podes excluir estes dois presentes da minha lista, já que foram oferecidos de mim para mim e estão a caminho de casa, longe da baba das renas, à velocidade que os correios conseguem nesta época. Mas é meu, tudo meu! Estes ninguém me tira.


Consultório #44

"Olá,

(...) Estou numa relação, que se pode dizer de longa distância (...) Até há pouco tempo tudo corria bem, ele é um pouco ciumento, mas com algumas conversas as coisas foram ao lugar. Mas agora quem está, não sei se será ciúmes ou insegurança, sou eu. Ele nunca achou piada a redes sociais mas esta semana criou um Facebook. Ele é atraente, e há alguns anos era rapaz de noites e de festas. Como tal tem muitas amigas. Nunca me senti incomodada com isso, mas agora que vejo '7 cadelas a um osso' no perfil dele começo a sentir-me mal, por vezes até posta de parte, porque tenho a impressão que fala demasiado com elas, dá-lhes demasiada conversa, e nós mulheres às vezes topamos quando é que alguma se está a fazer ao 'nosso' homem. Ele nega, diz que é impressão minha, que sou parvinha e que me adora, mas o certo é que me sinto assim. É mania de perseguição? São ciumes doentios? Eu já passei muitos maus bocados à custa do sexo masculino e confio nele, mas há aquele medo irracional que por vezes me toma e me deixa apavorada".

Olá J.,

obrigada pela sua mensagem.

Ai os ciúmes, os ciúmes que eu não compreendo... Eu não condeno o que sente, mas não compreendo os motivos, por isso sou a pior pessoa a quem pode pedir ajuda. Não é que não queira ajudá-la, nada disso!, não sei é se vai servir de muito. Mas uma coisa eu acho: quando uma mulher desconfia, geralmente há mesmo motivos para desconfiar. O problema desta generalidade é que é necessário excluir quem padece de ciúmes infundados e no seu caso não tenho como fazê-lo.

Também com o Poisoned Apple Man, volta e meia, solta-se uma franga qualquer no FB. O que é que ele faz? Mostra-me, avalia o quão picada fiquei (sem sorte nenhuma), ri-se e vira-se para o lado. Ou seja, ele está-se nas tintas para quem aparece para meter conversa, que nestes casos são gente estranha ao círculo social, pois nunca aconteceu com uma amizade. Mais do que ele tem amigas, eu tenho amigos. A história repete-se. E por que é tudo tão pacífico? Porque não há motivos para desentendimento.

Eu não tenho de me incomodar com as mulheres que se insinuam, eu tenho de me incomodar é se ele tiver uma reacção imprópria! E é nisso que se deve focar. Caso existam comentários impróprios, isso sim é mau sinal! Se ele prefere passar horas agarrado ao FB com amigas que não conhece nem pretende apresentar, o melhor é ir deitando um olho de águia. Mas nunca faça cenas de ciúmes, finja que não se importa. Claro está, que quem sofre de ciúmes isto é fazer das tripas, coração, mas garanto-lhe que cenas de ciúmes só vão empurrá-la no sentido oposto ao que pretende. No entanto, se foi há pouco tempo que criou a página pessoal de FB, é natural que viva vidrado naquilo e no engraçado que é reencontrar as pessoas que não vê há muito. Com o tempo esse entusiamo esmorece.

Desta vez, na minha vida aprendi o importante que é escolher um homem que não se interesse por oferecidas. Achava que isso não existia, mas afinal existe. Não estou livre de vir a ser trocada, como ninguém está, mas há comportamentos que denunciam esse estilo de vida num homem. Bem sei que "escolher" é uma expressão ingrata, como se pudéssemos mandar no coração, mas a verdade é que existe muito homem que não está nem aí para mulheres dessas. Mas também, o que há mais são oferecidas. O que me lembra uma amiga, num tempo em que pejaram Lisboa com esculturas de umas vacas, já não lembro para quê, que comentou "com tanta vaca em Lisboa foram pôr mais uma no Saldanha!". Elas andam aí, não há como se desviar delas porque não é a J. que tem de o fazer, é o seu namorado que não tem de lhes dar feedback mesmo que estas mulheres chovam. Atente nisso, não disperse a sua atenção nessas piquenas.

Beijinhos!

9.12.10

Sala nova!

Eu estava a ver que não conseguia. Eu estava a ver que nada era possível. Eu estava a ver que ficava com um espaço vazio. E eis que chegou à minha vida a Oficina de Abat-Jours, no Bairro Alto, em Lisboa. Fazem tudo de tudo, com os materiais mais esquisitos e dão uma ajuda magnífica! Eis a sala nova!

Falta de inspiração para presentes de Natal? Que tal um candeeiro personalizado com a foto dos pombinhos, dos paizinhos ou dos rebentos mai'lindos? Fica aqui ideia e um exemplo. Adorei!


Antes que perguntem: http://www.oficinadeabat-jours.blogspot.com/

É de querer levar tudo para casa.

Sandálias Guess: a entrega

Eis como fazer uma mulher feliz apenas com um par de sapatos. Filipa, espero que lhes gaste as solas!

"Maçãzita...

Chegaram!!! Estou feliz =) Obrigado por tudo, principalmente por restaurar a minha fé (perdida) na humanidade! Bom saber que ainda há pessoas generosas capazes de oferecer presentes a estranhos! Também gostei que tivesse usado um envelope verde, amiguinho do ambiente. Mais uma vez um muito obrigado!"

Caso me aconteça novamente, ter um sapato diferente do outro, tratarei de doar o par a uma leitora que lhe faça uso. Quem diz sapatos diferentes, diz também os que já não uso.

8.12.10

Acrescente-se à lista do Pai Natal






Ele diz que gostava de ir passar uns fins-de-semana fora.
Ai é? Então aqui tens singelas sugestões! :)

7.12.10

Da revolta de alguns

Eu não me importo que haja quem queira casar virgem, que acha que o sexo é sujo ou quase sujo, que haja quem condene o divórcio porque o casamento é para toda a vida, independentemente da felicidade ou infelicidade dos intervenientes; não me importo que haja quem suspire de raiva contra o casamento homossexual e quem ameace imolar-se se os gays algum dia, neste país, puderem vir a adoptar crianças. Não me importo que haja quem seja contra o aborto, a eutanásia e a doação de sangue por homossexuais.

O que eu me importo é que porque uns gostam, todos têm (ou deviam) gostar também. Caso contrário, é errado. É mais ou menos como se todos gostassem de carne e, por isso mesmo, ninguém pudesse comer peixe ou tivesse de fazê-lo às escondidas, noutro país, longe da vista dos que pensam de forma diferente.

Em suma, o que eu me importo é que aos outros não seja dada liberdade de escolha, independentemente daquilo que preferimos para nós.

E da revolta, às vezes, nascem campanhas geniais, como está que chama o devido nome à Igreja: irresponsáveis. Aleluia.

Nota: para quem não domina espanhol, é uma pena que não percebam os trocadilhos presentes neste vídeo!

6.12.10

"Poupa-me!"

É expressão que quem a dita, acha que não está a fazer nada de mal. Porque não pensa.

Eu levo cada palavra, cada vírgula, a peito. Sou uma mulher de letras e cuido aquilo que digo aos outros. Não me saem da boca para fora expressões ofensivas, frases feitas porque quero ser a última a dizer qualquer coisa e muito menos digo coisas se não as sentir realmente. Posso dizer alguma coisa horrível, mas se o disser, é porque sinto mesmo.

Detesto, fico com os olhos raiados de sangue, ouvir que não foi por mal, que não foi sentido. Eu quero lá saber. O que eu quero é que, porque se importaram comigo, não tive de ouvir frases estúpidas que não sairam da boca para fora por mal, sem que o remetente se interessasse pelo facto de que para mim é importante. Eu não quero saber se não foi sentido, eu quero saber que existiu um cuidado prévio para com quem se sabe ser sensível. A pedra lançada, a palavra proferida, não volta atrás. Eu nunca me esqueço.

Como há anos, num jantar de aniversário de uma amiga, conversava-se sobre um tema que não lembro, e vi a irmã dela ouvir numa mesa cheia de gente o marido dizer: cala-te! Não sejas estúpida que não é nada assim! Fiquei gelada, furiosa e tive vontade de puxar a tolha da mesa. Mal a conheço, ainda assim fiquei revoltada. Frases como não digas disparates!, é completamente diferente de dizer não concordo nada contigo! Quando oiço estas coisas a minha cara transforma-se. Naquele jantar, a minha vontade foi responder estúpido és tu!, e depois do silêncio constrangedor estragava-se um jantar e queria ver a resposta que recebia.

Mandar calar, dizer poupa-me! ou não me chateies, é o mesmo que mandar à merda: uma falta de respeito entre duas pessoas que vivem uma relação amorosa. As minhas irmãs posso mandar à merda as vezes que me apetecer, mas numa relação a dois é diferente. É desconsiderar o que o outro tem para dizer, é chamar de estúpido ou de burra, dizer que a inteligência é nula, é estar-se nas tintas para o que o outro possa sentir. É não se importar se a pessoa se sente humilhada, é olhar para si próprio e não se lembrar que não está sozinho, que a atitude pode deixar o/a outro/a sentido/a. Em suma, é não querer saber porque, afinal, não foi por mal. E na vez seguinte é algo mais ofensivo. Na outra vez seguinte, algo mais duro. E esta é um espiral difícil de travar.

Poupem-me a mim a raiva que me pega fogo às costas, a vontade de berrar e a revolta que me provoca este tipo de falta de cuidado que uns têm com outros. Eu não faço isto. A mesma opinião ou contra-argumentação posso dá-la com palavras cuidadas e com respeito pelo meu par.

Ou sou eu que tenho uma maneira estúpida de pensar estas coisas a dois.

4.12.10

Do you remember? #130



Kim Wilde - Cambodia - 1981

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

3.12.10

Consultório #43

"Caríssima Maçã,

após uma ruptura de alguns meses a uma relação que durou três anos, estou de novo com o meu ex-namorado (...) Terminámos porque o traí e admito toda a minha culpa nisso, embora (e não querendo com isto desculpar-me) isso tenha acontecido por carência, mas isso já é uma história mais complicada que também não vem para o caso.


Acontece que admiti o meu erro, lutei por ele, propus-me a não repetir e após muito sofrimento, voltámos a namorar. Estamos juntos há coisa de um mês e ambos nos temos esforçado bastante para que isto resulte. Mudámos de cidade porque fomos estudar para lá e, por lá, somos o casal maravilha: temos sempre tempo um para o outro, andamos sempre abraçados e de mão dada, não discutimos, estamos sempre a sorrir, ele leva-me a almoçar fora, deixa-me à porta da faculdade e despede-se com um beijo carinhoso... Enfim, tudo se afigura perfeito e com boas perspectivas de futuro.

O único problema é que quando chega o fim-de-semana e regressamos à nossa cidade natal, tudo isso desaparece. Ele está comigo durante o dia tal e qual como descrevi em cima, mas só em casa dele. Não aparece comigo em público nem me assume como namorada dele perante os amigos. Ao princípio compreendia-o, pois não deve ser fácil admitir que se voltou para a pessoa que nos foi infiel, mas agora já me começa a custar viver com isso. Há uns dias abordei essa questão e disse-lhe que queria ser assumida e levar esta relação a sério, e o que ele me respondeu foi que a relação não era assumida, que não sabia se assumiria ou não e que sou livre de desistir quando quiser. Pensei para mim mesma que iria mesmo acabar tudo, mas no dia seguinte voltei a encontrar-me com ele e ele comportou-se como meu namorado. Mas obviamente, estávamos em casa, longe dos olhares dos outros.

Não sei o que fazer nem como mudar esta situação. Quero assumir isto perante toda a gente, não quero uma relação escondida e não consigo mais viver assim. O que me aconselha? "

Olá J.,

obrigada pela sua mensagem.

Nunca me vi na sua situação, logo é difícil dar uma resposta. Sempre achei que quem tem capacidade para trair é porque não gosta assim tanto, porque seria o que eu sentiria. Já tive relações que acabaram e estive meses, anos, sem me envolver com ninguém, não porque não tivesse oportunidade, mas porque ainda gostava de outra pessoa e não tinha capacidade para me envolver com outra. Mas não somos todos iguais e lá terá as suas razões, é apenas difícil para mim compreender.

O que o seu namorado parece sentir é, claramente, que a tem na mão. Por conseguinte, marca ele as regras e os limites, a J., não marca nada e se quiser aceita. E ele faz isto porque não tem medo. Na cabeça dele, uma pessoa que lutou tanto para o ter de volta não vai ter coragem de o abandonar. Para ele, o orgulho próprio é mais importante que a relação. Só que relação que não é assumida, não é relação.

Consigo compreender que uma pessoa tenha vontade de agir como ele, mas não consigo compreender que efectivamente uma pessoa aja dessa forma. A forma como ele a trata é mais ou menos como guardá-la numa caixa de sapatos: quando quer calçá-los tira-os para fora, quando não quer guarda e mantém longe da vista dos outros. É mais ou menos como ser amante quando afinal não o é.

Obviamente que não gosta nem concorda com esta situação, mas ele disse-lhe que pode desistir e isso é consigo. Eu não viveria assim, é fazer de uma relação um segredo, é não ser tão importante que não ponha o orgulho de lado, é um faz de conta. Não me parece que ele espere que a J. algum dia se revolte com a atitude dele, mas o que vai fazer não posso decidir por si.

O que me parece é que a J. quer uma coisa e ele quer outra, que é ter tudo e não se chatear com nada, tê-la para ele mas nunca admitir perante os amigos. Só que gostar é isso mesmo, é até aceitar de volta quando a outra parte cometeu um erro. Há aqui uma inversão de papéis. A J. cometeu um erro, assumiu, mostrou os seus sentimentos, abriu o coração e ele respondeu "está bem, mas às escondidas". Isso é vida para muita gente, mas não é vida para toda a gente.

Experimente inverter os papéis. Diga que não se sente bem, que não foi por isto que lutou, que não pode perder a auto-estima e que gosta dele, mas não vai viver um faz de conta. Ele não precisa de cantar aos quatro ventos que está de volta consigo, só precisa de assumir perante a J. que gosta de si. E isso passa apenas por agir naturalmente. Se alguém perguntar se estão de volta, respondem, se não perguntarem também não precisam de dizer nada. E é isto que ele tem de perceber, que não tem de contar ao mundo, tem apenas de agir normalmente.

Continuo a achar que quem gosta está, quem não gosta não está. E gostar passa também por assumir quem se tem ao lado, não tendo por isso que prestar contas aos outros por vontade própria.

Beijinhos!

2.12.10

Humilhação x 3

Estou de esguicho.

O patrão acabou de entrar no WC onde acabei de me desintegrar.

Eu não mereço. É já a terceira vez que me acontece uma desgraça relacionada com os intestinos no mesmo local.

Reaprender

Esta coisa de ter aparelho nos dentes obrigou-me a uma reaprendizagem: aprender a dar beijos na boca.

O que antes era natural e impensado, agora exige da minha parte cálculos à velocidade da luz, como quem precisa de construir uma obra de engenharia num ápice. Pode ser que eu seja é tonta da cabecinha, e provavelmente é isso, mas passo a vida com stresses de cada vez que dou um beijo na boca.

Penso: será que me estou a sair mal? Será que ele está a sentir o aparelho? em vez de sentir o beijo. Não é simpático. E é para mim um tira-tesão. Ao Poisoned Apple Man já nem falo nisso para não o ver revirar os olhos.

Não consigo tirar isto da cabeça. Tenho medo de me babar e até já sonho que sou trocada por uma colega de trabalho por ter aparelho nos dentes.

O que a mente de uma pessoa é capaz.

1.12.10

Carta ao Pai Natal - 2010

É Natal! É Natal! Lá, lá, lá, láaaaa...

Dê-se início à época festiva com a tradicional carta endereçada ao Pai Natal! Antes seguia em papel, para a Rua do Céu Aberto, como a minha mãe ternamente me ensinou, mas isto é o tempo das novas tecnologias e vou contar que o Pai Natal, nos dias que correm, tenha acesso à internet e não lhe escape nadinha.

Pois bem, mais um ano passa em que me portei muito bem, comi sempre a sopa toda, não fiz mal a ninguém e mereço tudo o que pedir. Esclarecimentos feitos quanto ao meu exemplar comportamento, eis a minha singela lista, sem nenhuma ordem em particular (que isto do blogger enche-me de nervos para organizar fotos)!

Swatch, cor Caramel, PVP 120€

Mala Mango, beige, 29€

Botas Hunter, Melrose Tall Wellington Boots, Black Gloss, UK4, 88£

Agora que sou a menina do cieiro, o melhor é andar com estes bálsamos da Body Shop. Ei-los de côco e maracujá! PVP cerca de 6€

Acordar com os dentes direitos, da noite para o dia, dispensando-se o uso desta coisa.

Mango, top 100% lã com detalhe no ombro, tamanho L em castanho, 25€
(Já tenho em azul escuro e também gosto do cor-de-rosa. Princesa gosta muito, MUUUUUITO disto, deveras confortável)

Cuecas! A gaveta está precisada de uma reforma. Oysho, este modelo e mais nenhum, tamanho M, em microfibra, cores branco, preto e natural, 3,95€/unidade
(Se alguém se engana temos cena).

Mango, vestido com riscas, tamanho L, 45€


Rituals, Infinity, hand lotion, 12,90€

Rituals, Honey Touch, 14,90€
Rituals, pincel para pó, size Large, 19,90€

Depois de uma USA road trip, quero uma road trip ao Oriente. É em 2011?

Rituals, Shikakai Secret, máscara de cabelo, 8,90€

Mango, vestido em branco, tamanho M, 55€
(Pai Natal, vou ficar com umas TROMBAS do tamanho do mundo se este vestido não aparece!)

Rituals, It's a Wrap, máscara de cabelo, 8,90€

Primark, casaco com gola de pêlo. Aparece no site, nunca avistado na loja.
Desconhece-se PVP e qualidade do material.


Zara Home, caixa espelhada para as minhas jóias de latão, 29,95€

Saudades dos EUA. Baldes disto, por favor!

M&M's, peanut butter flavour. É mandar vir dos EUA. Paletes, por favor.

Botas Hunter & Jimmy Choo, 255£
Já sei, dream on. O Pai Natal é um fonas.

Uns ténis jeitosinhos para o dia-a-dia. Gosto destes Merrel, PVP aprox. 100€
Nota: esta lista pode sofrer actualizações contínuas. É favor ir consultando à medida que se aproxima o dia de Natal.

Outra nota: olha que faço anos já no dia 1 de Janeiro, não esquecer que a lista pode ser aproveitada!

Preseeeeeentes! :)