22.5.13

Um dia vou matar este gajo #14

Há alturas para esquecer. Mesmo para esquecer. Aquelas semanas de agenda cheia e sempre a sair tarde que uma pessoa não tem tempo nem para dar um pum. E tanto para fazer! Todos os dias coisas a tratar a seguir ao trabalho.

Saí tarde do trabalho, trânsito, fui fazer um tratamento, parti para o supermercado, fiz as compras, fui para casa, arrumei compras, descasquei legumes, deixei uma sopa a fazer, temperei salmão, levei ao forno, atendi o telefone à minha mãe, despachei o assunto, atendi o telefone a uma amiga, combinei um jantar e despachei a chamada, fui separar roupa, fiz uma máquina de lavar, lavei a loiça, bati a sopa, o jantar está pronto, estendi a roupa no estendal, distribuí a comida em tupperwares, fui responder a mails, trabalhei mais um bocadinho, estava a cair para o lado de sono e cansaço, fui vestir a camisa de noite.

Dom Poisoned Apple Man esguichava sangue dos tomates de tanto os coçar. Perguntou-me se queria ver um filme. Dei-lhe um beijo (para não lhe fazer um manguito) e fui dormir. Não sei a que horas ele se deitou. Até pode ter ido dar umas voltas ao Elefante Branco durante a madrugada.

Dia seguinte:

Adormeci por 20 minutos, não dei atenção ao despertador. Levanto-me em voo da cama, vou para a cozinha, preparo a marmita para o almoço, o pequeno-almoço, deposito a sopa do dia anterior num tupperware gigante, tiro a roupa do estendal, escolho a roupa que vou vestir a olhar como mula para o armário "não tenho nada para vestir!", atiro-me para dentro do duche, "odeio acordar cedo!", saio pronta do WC, vou tomar o pequeno-almoço, "bolas, estou atrasada!", acabo e deixo o prato e o copo na bancada da cozinha, depois trato, dou um beijo no homem a roncar na cama, de folga, pego nas minhas coisas e saio a correr.

À hora de almoço recebo uma chamada do PAM:

- Deixaste o prato e o copo do pequeno-almoço na bancada cozinha. A ver se começas a fazer alguma coisa.


21.5.13

Invejosa, pá!

Ontem passei os olhos no facebook d' A Pipoca Mais Doce com o objectivo de ler os comentários mordazes a propósito da cerimónia dos Globos de Ouro. Em larga maioria, estava de acordo no que respeita aos desastres da noite.

Aos modelitos com mamilos de fora, repetiam-se comentários deste género:

"Tu és é invejosa, quem te dera!"

"É feio? Querias tu minha querida, que não tens nem nunca vais ter corpinho para isto!"

"Se inveja matasse, não é? Este ano não foste convidada e agora estás f..."

"És uma invejosa, não dizes bem de ninguém!".

"Invejosa, invejosa! Ela está linda! És mesmo invejosa!".


Ora bem, daqui se conclui que as portuguesas estão doidas, doidinhas, para andar com os mamilos de fora, ter uma racha no vestido até às virilhas, usar vestidos transparentes e andar de lingerie na rua.

Mas afinal de que se queixam os meus amigos nas mulheres portuguesas?

20.5.13

Tenho chatos

É verdade, tenho chatos. Não é no pipi, mas coça. Proliferam, multiplicam-se, comentários como estes:

1. "Olá! Espectáculo de post, gosto muito. Vê também o meu blogue em www!" 
O lambe-botas acha que vibrei com a ideia de ter gostado do que escrevi (e que provavelmente nem leu) e vou a correr ler um blog oferecido como quem liga para a menina de rabo à mostra nos classificados dos jornais. Assim como se eu me sentisse indecente por não clicar no link quando gostaram tanto do que escrevi. Como se se tratasse de uma questão de justiça «tu vês o meu, eu vejo o teu».

2. "Olá, queres conhecer o meu blogue novo? Passa aqui em www".
O lambe-botas oportunista e abusador. Chatos. Começo a coçar-me com unhas até fazer sangue. Assim à partida apetece-me responder "não, não quero!". Este chato maçador, oportunista e abusador aproveita-se de uma página com tráfego para divulgar os seus textos geralmente merdosos e pouco inspiradores. E digo geralmente porque 99% das vezes não clico para ver estes links, portanto não sei. Até há tempos não ligava, agora trato de eliminar estas investidas.

3. "Olá! Queres trocar links? Eu faço publicidade ao teu blogue e tu fazes ao meu".
A boleia com chatos nas cuecas, uma viagem dura. Não, não quero trocar links! Primeiro porque o blogue que me estão a oferecer não vale nada, depois porque coloco links para o que leio realmente e não para conseguir algo em troca, também porque para fazer publicidade ao meu blogue, se fizesse, tratava de o fazer através de meios que me trouxessem frutos, não meios que me trazem ar e vento. O que me propõem não é uma win-win situation, é para vosso exclusivo proveito.

4. "Olá! Faço pulseirinhas e o camandro. Visitem a minha página!"
E o conceito de autorização? Perguntar se está interessado? Eu vou para a vossa página das pulseiras pedir "leiam o meu blogue"?

5. "Olá! A minha cadela concorreu a este concurso. Podes clicar e e gostar para ganhar? E divulgar na tua página para todos? Não te custa nada!"
Vá, 1€ para cada leitor interessado nestas divulgações de concursos desonestos no facebook. E digo desonestos (sem compreender porque fazem estes concursos), porque o vencedor será aquele angariar o maior número de coitados, arrastados à pagina e se vêem na obrigação de seleccionar como preferido aquele para o qual foi mandado, muitas vezes sem ver os restantes concorrentes. O vencedor é, evidentemente, o maior maçador, não aquele que merece ganhar. 

Então eu sou delicada, desejo boa sorte e explico que por uma questão de justiça, porque não é justo para os outros que pediram a mesma coisa, declino a oportunidade e opto por não divulgar nenhum. Ninguém está interessado, também era bom enfrentar a verdade. E vem de lá a resposta "o pá, vá lá! Não te custa nada!". Este é o meu momento "tendências homicidas". Sabem aquilo que se diz que numa situação limite não sabemos se somos capazes de matar alguém? É mesmo verdade.

A última, das preferidas, foi divulgar uma promoção dos tipos do naoarranca.com (arranjo de computadores) no facebook do blogue, serviço que utilizo e recomendo a 100%, que eu já experimentei diversas vezes, que já arranjaram computadores meus e de familiares. Ou seja, têm a minha confiança, sei que prestam um bom serviço, recomendo-os, daí a divulgação.

Nisto, chega uma empresa de informática ao MEU post sobre a empresa a que EU recorro para resolver os meus dramas informáticos, e deixam um comentário assim: "quer arranjar o seu PC? Fale connosco!". Foram corridos, claro. A falta de noção transtorna-me.

E pronto, aqui deixo a explicação que não conseguem chegar lá sozinhos: pensem nos vossos blogues preferidos ou nos mais conhecidos, nos autores que admiram, nos textos que vos fizeram rir ou chorar, que vos inspiraram.

E agora perguntem-se: alguma vez viram esses autores a pedinchar noutros blogues "lê-me, lê-me por favor! Visita a minha página, please!", hã?

Eis algumas coisas que na vida podem rastejar para ter: comida, água, sítio para dormir, roupa em situação de nudez pública, pedir para não ser morto em situação de eventual homicídio.

E ter leitores ou malta que vai "gostar" da participação num concurso para receber de prémio um conjunto de piaçabas não é algo pelo que possam rastejar sem ser olhados de lado.

No caso do "lê o meu blogue, por favor", percebo perfeitamente o que vos move, não precisam de explicar: querem ter um blogue conhecido. Mas qual é realmente o objectivo final?

Percebi através do blogue mais conhecido neste país que uma questão que lhe colocam triliões de vezes é "o que fazer para ter um blogue de sucesso?". Não faço ideia o que a Pipoca responde, mas eu deixo a minha dica honesta: nada. Não precisam de fazer nada. Basta serem vós próprios e deixar o tempo tomar o seu curso. Se forem interessantes, tornar-se-á um sucesso. Caso contrário, se não vos for algo natural, esqueçam os objectivos irreais, poupem as frustrações, a paciência dos outros com pedinchices, e o blogue fica para ler entre os amigos e a família lá de casa.

Já não tenho unhas para me coçar.

17.5.13

A Criada Malcriada

Ando há que tempos para dar a conhecer a página d' A Criada Malcriada. Não me lembro como fui lá dar, não sei quem está por detrás disto, não quero saber, quero apenas ler e gozar o prato.

A Criada Malcriada é uma página de facebook de alguém misterioso que desenha cartoons de forma básica, mas que acaba por ser também esse um dos motivos para ter tanta piada. Os cartoons centram-se na vida da senhora, uma criatura que pode parecer má e insensível num primeiro olhar, mas não passa de uma senhora com total falta de noção, fruto de uma vida privilegiada que terá levado. Dificilmente encontram a senhora sem um cigarro na mão, trata o marido na 3ª pessoa do singular e ele trata-a por "querida". Ela gosta de copos. Já as empregadas, essas sofrem na mão da senhora. As histórias são hilariantes e muitas vezes até acompanham o estado da nação e temas polémicos.

É absolutamente delicioso, não há palavras! Deste lado, dou os parabéns ao autor (acho que é um autor, nem isso sei!).

No entanto, vou avisando, este é um tipo de humor diferente e muito inteligente. Acredito que nem todas as pessoas compreendam este humor, mas recomendo ler as tiras do início que vale mesmo a pena!

Aqui deixo algumas tiras engraçadas e para gostar da página é aqui: A Criada Malcriada. Adoro! Às vezes acho que eu mesma podia ser a senhora! Estou sempre à espera da próxima tira.

Ao autor:
Eu espero que o menino fique grato pela divulgação que a tia Maçã fez, já que não é sua criada. Não gosto de meninos mal-educados, agradeça! Aliás, não gosto de pequenagem! São porcos e inconvenientes. Mande um beijinho à mãe e ao pai.














16.5.13

I love you

Tenho um consultório que me está a partir a cabeça porque tenho uma opinião pouco definida. Não vivo dentro de um cérebro masculino e por isso quero ter certezas do que estou a pensar. Em boa verdade, estou a dar aos homens o benefício da dúvida.

Falei com o Poisoned Apple Man, falei com um amigo, mais uns outros, e agora recorro a vocês, leitores com genitália e cérebro masculino.

Então aquilo que quero saber é o seguinte: vocês dizem "amo-te", "gosto de ti, "adoro-te" ou isso é impensável? É impensável porque "isso não se diz", são lamechices, ou porque nunca sentiram verdadeiramente aquele amor, gostaram de algumas mulheres, mas sabiam que não era a tal?

Dizer "fazes-me falta", "tive saudades", é algo que confessam com naturalidade, faz parte da relação ou têm consciência que não se sentem assim e por isso não proferem tais palavras? Ou se sentem e se guardam isso fechado a sete chaves, qual é o motivo para tal?

Justificar "não acredito no amor" a ausência de palavras de amor a uma mulher com quem partilham beijos há quatro anos será apenas uma questão de feitio?

15.5.13

Um dia vou matar este gajo #13

Brócolos. Há sempre brócolos cozidos no meu frigorífico, o mal é que não se aguentam 15 dias fechados numa caixa. Nem metade disso. E estes brócolos estiveram dias a mais numa caixa e azedaram. Como diria a Maria que desde 1627 limpa a casa da minha mãe, "cheira mal que tomba!".

Ora, estava eu de manhã atrasada (habitual) a preparar a minha marmita para ir trabalhar. Quando abri os brócolos achei que poderiam não aguentar fora do frigorífico a manhã inteira. Pensei que talvez se aguentassem até ao almoço do Poisoned Apple Man, de folga.

Nesse dia cheguei a casa ao fim da tarde, lá estavam os brócolos. Estranhei.

- O que almoçaste?
- Restos.
- E os brócolos?
- Cheiram mal.
- E voltaste a pôr no frigorífico? A mula que trate? Não podias pôr no lixo?
- Não é isso... cheirou-me mal... mas não sabia se era do meu nariz... Deixei para veres se estavam estragados...

A mula de faro especial trata.

Um dia vou matar este gajo.

14.5.13

Há esperança para mim

Apesar de neste texto de ontem ter confessado a minha alergia a grupos de criancinhas aos gritos, pequenos demónios capazes de levar adultos à loucura, e apesar de não ter pegado ao colo numa única criancinha (estou-me cagando), venho sossegar-vos a alma. Há alguma esperança para mim.

Havia pela casa taças com bombons e amêndoas de Páscoa. Cerca de 20 crianças andavam de um lado para o outro, passavam pela mesa de jantar a perseguirem-se umas às outras, a fazer vento, suadinhas e malcheirosas como é bom de ver, com as mãos porcas carregadas de amêndoas que levavam à boca.

Aquilo estava a moer-me por dentro, a consumir-me, uma agitação que parecia não afectar os pais dos piquenos. Lá me levantei e andei pela casa para ter a certeza que não havia nenhuma criança a sufocar com amêndoas na traqueia a um canto, já preparada a fazer uma manobra de Heimlich. Ainda me levantei duas ou três vezes durante o almoço.

Dito isto, sossegai! Há esperança! Há um pequeno coração em mim.

13.5.13

Casais à mesa

No fim-de-semana a minha cunhada veio de fora. A mãe dela, fez uma surpresa e encheu casa cheia de amigos que por viver fora não tem a oportunidade de ver as vezes que gostaria. Tudo casais. Cheios de crianças. Vinte? Por aí.

Cheguei ao jardim e estava um cobertor cheio de gente em miniatura, brinquedos, babás, fraldas e...

... e choros. É incrível o poder de um choro.

"Quero a minha mãe!", "ele mordeu-me!", "aquele carrinho é meu!".

A minha mãe, à espera de uma neta para o verão, sorriu com as vistas. Já eu, larguei no jardim:

- QUE HORROR! UMA CRECHE!

Com o Poisoned Apple Man ao meu lado, perguntei: "quando olhas para este cenário tens vontade?". "Não". Uff!

Não peguei ao colo numa única criança. Depois de algum convívio no jardim, 14 adultos (todos mais ou menos da minha geração) sentaram-se a uma mesa onde foi servido um maravilhoso repasto e o que fazem elas? Conversam sobre a falta de ajuda deles.

Que não limpam o cagalhão, que chegam tarde a casa, que não estão disponíveis, que não acordou para dar o biberon, que não arrumaram a sala, que foram incapazes de bater a sopa, de pôr as meias para lavar, que não mudaram a fralda e todo um rol de desgraças. E mais: compararam entre si qual delas era a que mais sofria. Quer dizer, também o PAM tem muitas arestas para limar no que toca ao lar, também me incomoda, mas não é o meu tema de conversa à mesa num almoço de amigos e tento fazer desse lado da vida uma piada (uma forma de espantar males). Além disso tenho vindo a ensinar algumas coisas, docemente, que isto das moscas não se apanham com vinagre.

Mais do que a conversa, aos meus olhos elas eram umas desgraças: mal vestidas, perdão, muito mal vestidas, despenteadas, sem nada de arranjado, sem nada de bonito, feias sem serem feias, nem um brilho nos lábios, umas unhas arranjadas, eram mães esquecidas de serem mulheres, sem classe nenhuma, facto que veio a ser comentado pelo PAM no regresso a casa. Conhecia muitas delas há anos, mas não as reconhecia. Ser mãe é sinónimo de nunca mais tratarmos de nós? Todas elas um tira-tesão insosso que só vendo.

Acusações aqui e acolá, indirectas em ping-pong para cada lado das travessas, eu e o PAM numa esquina da enorme mesa, de olhos esbugalhados a ver "a vida real". O único casal sem filhos. Olharam para nós, sorri, esfreguei a minha mão na do PAM e não resisti:

- Parece encantador, mal posso esperar!!!

Não estamos preparados. Pelo menos para deixarmos de ser gente. Que cena do inferno!

10.5.13

Consultório #144

"Há sempre um homem que nos tira do sério, certo? Conheci-o há dois anos, num casamento. No jantar, chegada a hora de nos dirigirmos às mesas, lá estava o rapaz que me tinha chamado a atenção. Sentámo-nos lado a lado e estive que tempos calada, cheia de vergonha. Um tempo depois já falava sem qualquer problema. Passámos a noite a conversar, lembro-me de ele ter contado que para ele era difícil manter uma relação na medida porque o trabalho o obrigava a estar sempre fora. E bebemos bastante. 

De repente sentiu-se um clima, daquelas coisas que não se explicam, sentem-se. Perto da hora de me ir embora, ele e outros convidados da mesa começaram a dizer: "vamos sair e tu vens connosco!". Eu recusei, tinha de ir trabalhar cedo no dia seguinte, mas acabei por trocar turnos com um colega para sair com eles. As horas passaram, quando chegou a hora de sair já ninguém tinha vontade de ir para lado nenhum, a não ser para casa. E ele disse que me levava a casa. Ele estava sem carro, e assim, fomos com amigos até casa dele buscar o carro e daí ele levar-me-ia a casa.

Apesar do clima que tinha nascido entre nós, não previa qualquer tipo de envolvimento. No caminho para casa, ele deu-me a mão. Fiquei nervosa. Todo o caminho nunca me largou a mão. Quando chegámos perguntei se ele queria subir. Subiu comigo e acabámos por nos beijar.

Dias depois trocávamos inúmeras mensagens, estávamos juntos, ele ia para fora e voltava, havia um interesse mútuo. Quando comecei a apaixonar-me por ele, afastámo-nos. Ainda hoje estou para perceber. Mais tarde voltámos a reaproximar-nos, mas o feitio dele (um amor de pessoa, mas também das mais complicadas que eu conheço), em conjugação com o pouco tempo que ele tem disponível, torna tudo mais difícil. Afastámo-nos outra vez.

Isto repetiu-se ainda algumas vezes. E acontece sempre mais do mesmo: voltamos a falar como amigos, reaproximamo-nos e antes de pensar "desta vez vai ser diferente", já nos envolvemos. E lá nos afastamos mais uma vez.

Óbvio que esta situação deixa um «por quê»? Ele diz que existe uma enorme atracção entre os dois. Decidi ter uma conversa com ele, dar como terminado este tipo de envolvimento.  Amigos, sim, mas sem mais envolvimento. E durou apenas um mês.

Ao fim de um mês acordámos em ser FWB (leia-se, Friends With Benefits), o que temos sido. Quando o conheci achei que isto fosse dar em alguma coisa (ele estava interessado). Hoje não faço ideia, mas creio mesmo que não. É facto que a vida dele é um pouco complicada, mas se ele quisesse mesmo, ele arranjava tempo.

Eu não gosto dele de outra maneira a não ser mesmo amizade, mas este homem tira-me do sério! Mas todas nós temos alguém que nos tira do sério, certo?"

Olá Maria!

Arrisco dizer (e não se ofenda), esta é das mensagens mais claras que recebi no sentido em que existe uma evidente tentativa de se enganar a si própria. Escreve-me como se tivesse tudo alinhado na cabeça, como se ele não tivesse qualquer importância emocional, dá algumas respostas a questões, no entanto escreve-me. Mas as entrelinhas ditam que gostava que a situação fosse outra.

Também o Poisoned Apple Man passa a vida fora, foi a vida que lhe calhou. Num mês já chegou a estar 20 dias fora. Daquilo que conto e escrevo, a minha relação parece-lhe impossível? Ele liga-me todos os dias quando está fora. Há SMS, Skype, chat do Facebook, estamos sempre em contacto. Geralmente é ele quem se queixa que não lhe ligo nenhuma, que estou sempre ocupada (faço por me ocupar, claro). Se é fácil viver assim? Nem sempre. Por outro lado temos saudades um do outro, o que é óptimo. Se isto nos faz mal ou torna a relação impossível? Isso são desculpas. Quase arrisco dizer que a vida é melhor assim, quando temos espaço para estar sozinhos, do que para os casais que têm de viver um em cima do outro 24h/dia, 7 dias/semana.

O rapaz que conheceu no casamento não tem uma vida difícil, esqueça isso. No dia em que ele gostar verdadeiramente de alguém, não há distância em trabalho que possa arruinar a relação. Nunca achou estranho, logo à cabeça, no primeiro contacto consigo, que tenha aproveitado para dar uma lenga-lenga de como “a minha vida é difícil para ter uma relação, estou muitas vezes fora”. Ele não se limitou a contar que estava muitas vezes fora, ele disse que era difícil ter uma relação por estar muitas vezes fora. Isso é o aviso nº 1 que que, arrisco, até lhe sai do subconsciente (ou não).

À partida, dá para fazer uma leitura da primeira abordagem: achou-lhe graça, interessou-se, mas dificilmente lhe daria mais do que sexo ocasional. Qual é a forma de aliviar a consciência? Dizer à partida, porque a vida assim ditou, muito infelizmente, pesa-lhe muito no coração, mas não consegue ter relações sérias. Olhando para trás, não lhe parece uma bandeira que acena “não esperes muito de mim, fica o aviso”? E engoliu bem a história, pois na sua mensagem repete-se bem em como a vida dele é complicada. No entanto, ele está no país quase todas as semanas.

O facto de se ter enrolado com alguém que conheceu num casamento, andar aos beijos no mesmo dia, não me choca nada. Coisas da vida, pode acontecer, é bom, faz bem, há uma agitação interior boa, mas pode nem sempre corresponder às expectativas.

Naturalmente, nos dias seguintes o telefone é uma agitação, há um friozinho na barriga, os encontros são simpáticos e depois disso, do encanto inicial, ou vai ou racha. Assim que começou a entusiasmar-se, a sentir-se apaixonada, ele saltou fora. E não pense que foi uma questão de mau timing. Ele sabia perfeitamente o que estava a acontecer (e a fazer) e, como não tinha amor para dar nem queria chatices para o lado dele, desapareceu. Ah e tal, a vida é difícil.

O tempo cura tudo, ele sabe. Deixa passar uns tempos, o suficiente para não deixar arrefecer a vontade, e volta à carga. Quando ele volta a falar consigo, não é porque gosta muito da sua amizade, é porque quer sexo. E porque a Maria lhe dá sexo. Ele sabe que lhe dá o que procura. Não quer dizer que não goste de falar e de estar consigo, mas é isso e mais nada. Não se esqueça que na verdade nunca na vida foram amigos, foram conhecidos por umas horas e logo se tornaram íntimos. Por muito que lhe custe, amizade com ele é coisa que nunca teve.

E pergunta-se “óbvio que esta situação deixa um «por quê»? Ele diz que existe uma enorme atracção entre os dois”. Claro que existe ou não se envolviam mês sim, mês não. Mas essa é um não-resposta. Deu-se por satisfeita com o que ele respondeu?

- Por que é que desapareces quando me aproximo e me sinto apaixonada? 
- Porque existe uma enorme atracção entre os dois. 

Está a falar de alhos e ele a responder bugalhos. Eu respondo o que ele não tem coragem de fazer: ele não tem problema nenhum com o trabalho, mas ele não quer ter consigo nenhuma relação além do sexo ocasional. Não é apaixonado por si, nem vai ser, ou já teria acontecido. Sabe que alimenta muitas expectativas e por isso vai e volta, na medida certa para que não o esqueça totalmente e sem deixar arrefecer a cama. Nos entretantos, não pense que ele se consola brincando com a pilinha. Este homem tem várias mulheres. O que tem consigo, tem com outras, ele está ocupado quando não está consigo. Ele é um predador. E já pensou como tem tempo para várias quando está fora mas não consegue ter uma relação séria com uma?

Quando acordou em ser a FWB dele, deu um tiro no pé. Cada um sabe de si, se uma mulher é capaz de dormir com um homem só para o sexo, sem querer qualquer envolvimento emocional, óptimo. Mas não é o seu caso. Não faço ideia qual foi a conversa que levou a essa decisão, mas se olhar para trás meto as mãos no fogo em como ele que conduziu o diálogo até levar a esta ideia.

Ser FWB quando no fundo se deseja algo mais é como aceitar as migalhas que ele atira para o chão. Ele só tem restos para dar, mas quer tanto que até isso aceita. Ser FWB quando no fundo se deseja algo mais é como ser depositária dos orgasmos dele para depois deixá-lo ir ter com outra qualquer, é sofrer no silêncio, viver na esperança de “um dia tudo vai mudar”, pensar “eu vou ser tão espectacular para ele que até se vai apaixonar”. Não vai acontecer. Ele quer apenas vir-se, ter uma cama onde recorrer quando lhe apetecer, às ordens dele (conforme a disponibilidade que o trabalho permite, coitado não tem tempo). Em suma, ser FWB quando no fundo se deseja algo mais, é viver uma vida de merda e deixar-se ser usada. Em palavras simples e duras é isto.

E a Maria sabe disso quando se responde a si própria: “achei que isto fosse dar em alguma coisa (ele estava interessado). Hoje não faço ideia, mas creio mesmo que não. É facto que a vida dele é um pouco complicada, mas se ele quisesse mesmo, ele arranjava tempo”.
“Este homem tira-me do sério! Mas todas nós temos alguém que nos tira do sério, certo?”. Esta é a justificação que se dá a si própria para se sujeitar a isto. Sim, há homens que nos deixam apaixonadas, outras vezes apenas com tesão. Há homens que nos tiram do sério, mas convém que não nos levem a dignidade e a auto-estima.

9.5.13

Barriga fora

Quando fiz a lipoaspiração da papada, lembro-me que algumas leitoras comentaram "eu quero é à barriga!". Na altura, achei impensável conseguir tal coisa, mas eis que tenho novidades.

Piquenas, querem ver-se livres da barriga? Ficar lisas, lisas? Não há dores do outro mundo, fica espectacular. Guardem o subsídio de férias, juntem o vosso guito, que a seguir ao verão trago novidades, lá para Setembro/Outubro.

Candidatas?




8.5.13

Um dia vou matar este gajo #12

Imagem de humilhação pública

Há coisas que só vão lá com alguma agressividade.

Quando o rolo acaba, é isto. Agora dei início à guerra: se acabo o rolo, ali fica o cartão. Quero lá saber. E no outro dia, ao deparar-se com este cenário e de cuecas nos tornozelos, ouvi-o a rezar no WC, falando sozinho, como quem confessa os pecados ao céu:

- É... depois sou eu que não mudo o rolo...

A vingança fria e cruel está em deixar um homem sem papel higiénico. Chama que eu já te atendo.

Um dia vou matar este gajo.

7.5.13

Perfumitis



Os espanhóis são dados aos perfumes e águas de colónia e nisso não falhei. Lá fiz justiça à minha segunda nacionalidade e não desiludi o lado paterno da família. Sou incapaz de sair de casa sem me perfumar. Mesmo incapaz. Quando era miúda a minha mãe chamava-me de "perfumitis". Acho que tresandava onde quer que passasse. Mas antes assim!

À noite gosto de passar água de colónia Lavanda, da Puig, no pescoço, mesmo antes de me deitar. Deito-me com cheirinho, fica na almofada, eu gosto e o homem também. Experimentem fazer o mesmo (sem aromas muito fortes), eles gostam de nos sentir cheirosas. É toda uma outra animação!

Uso o mesmo perfume há pelo menos 17 anos, não consigo separar-me dele. Acho que todos sabem que é o "meu" cheiro e nem conheço mais pessoas que o usem. Caro para burros neste país, o meu Eternity da Calvin Klein, intemporal, deve custar perto de 100€. Eu gosto de qualidade mas também não estou para largar o meu guito como se fosse um poço sem fundo, por isso trato sempre de fazer vir dos EUA pedindo a amigos quando vão, comprando eu, e uma vez até consegui dois frascos por 40€.

Mas às vezes apetece-me variar. E agora que chegou ao fim mais um frasco de Eternity, inconsolável que fiquei, achei que era boa altura para dar uma novidade ao pescoço. E experimentei o Clinique Happy in Bloom que saiu em Março. Nunca liguei aos perfumes da Clinique, por razão nenhuma, não sei explicar, mas conheço bem o de homem que é um coisa para lá de espectacular. Até tenho uma amiga que o usa (usa perfumes de homem, ela lá sabe!).

O Clinique Happy in Bloom é claramente um perfume de sol, de bom tempo, bem-disposto, meio floral, meio frutado. Gostei! E nem sequer é caro, tendo em conta o que costumam levar pelos perfumes. A embalagem de 30 ml custa 36€ e a de 50 ml 49,50€.

Se andam à procura de um cheiro animado para perfumar a estação, recomendo que experimentem este num balcão da Clinique. É uma edição limitada. E se são daquelas que oferecem perfumes aos maridos/namorados, não deixem de experimentar o Clinique Happy for Men. Não sei como é convosco, mas um homem perfumado é outra loiça! Caso o Poisoned Apple Man se esqueça de borrifar o pescocinho que um dia hei-de torcer, alerto imediatamente. Adoro chegar-me a ele e cheirar, mas eu sou uma pessoa que adoro puxar por este sentido e descobrir coisas novas, ou não fosse apaixonada por especiarias na cozinha. No entanto, quando toca a perfumes, sou muito mais selectiva, não gosto de tudo.


O blogue A Maçã de Eva divulga marcas da inteira confiança com objectivo de recomendar produtos de qualidade. 
Não será feita divulgação sem confiança na marca, serviço ou produto.



6.5.13

A vida sem língua

Seguia no elevador com o Poisoned Apple Man e, a propósito deste post, perguntei:

- Já foste ao blogue hoje?
- Já. Fizeste de mim figura de anormal como sempre.
- Wouhhahah! E vais responder? Deixar um comentário em tua defesa?
- Se calhar.
- O que vais dizer?
- Não sei! Tenho de pensar! Eu não ando constantemente com uma resposta na ponta da língua como tu. Eu não sou assim!

(silêncio)

- Coitado...! Isso deve ser horrível!

Basicamente, a falta de resposta dele é na verdade "falta de razão", mas temos de dar tempo ao homem para compreender isso.

3.5.13

Menina Design Group, essa empresa de sonho!


job@meninadesign.pt

Caríssimos Senhores da Menina Design Group,

vocês representam o esterco do mundo empresarial. Assim à cabeça sinto que devo apresentar-me como uma pessoa que não vem por bem nem por mal, vem dar uma lição. Mas bem sei, vocês que se acham grandes não aprendem lições, sobretudo ensinadas por peixe miúdo como eu. Os grandes, cheios de si próprios e oportunistas, esses fecham portas (ou pelo menos assim espero).

Ainda assim, não me importo de gastar do meu tempo só para dar a ler a milhares de pessoas o esterco que vai nos vossos princípios de "sentimento de pertença", "amor à camisola" e essas coisas que inventam para cativar quem procura trabalho e no fim de contas vai encontrar uma empresa esquizofrénica sem qualquer respeito pelos que aí trabalham. Talvez quem me esteja a ler, a pessoa que recebe as mensagens, talvez até tenha lágrimas nos olhos, pronto a querer bater a porta. Mas eu sei, há contas para pagar.

Resta que envie esta mensagem ao famoso CEO, Amândio, sempre nos states aos gritos no Skype, sempre pronto a esfaquear a auto-estima de cada um. Jóia de homem!

Quando leio os testemunhos que tive oportunidade de ler aqui abaixo, suspeito que vou ler muito mais. Que novela dos diabos! O primeiro texto tinha 3 horas de publicação e já surgiam outros. Estou sedenta por mais. Vocês metem nojo. Pode ser que a política espectacular que leva a testemunhos falsos no vosso site caia por terra e fechem portas. Assim faço votos.

http://ganhemvergonha.tumblr.com/post/49428851678/em-seguida-podem-ler-alguns-dos-testemunhos-que

http://ganhemvergonha.tumblr.com/post/49429037377/testemunho-ii-a-empresa-funciona-a-base-de

http://ganhemvergonha.tumblr.com/post/49429059270/testemunho-iii-eu-na-altura-estava-a-fazer-um

http://ganhemvergonha.tumblr.com/post/49429276360/testemunho-iv-estagiei-la-quatro-meses


Acaso sabem os senhores que os estágios não remunerados são ilegais?

Ainda nenhuma criatura participou da vossa «grande» missão no Tribunal do Trabalho?

Claramente subsistem à conta de trabalho explorado com base em violência psicológica. Obrigar as pessoas a trabalhar mais do que 8h/dia com base em ameaças? Sábados? Insultar estagiários? A 0€? Tudo para depois os deixar a arder no desemprego?

Esse CEO Amândio é o meu sonho de vida. É o tipo de pessoa a quem ninguém diz verdades e ai..., o que eu dava para colocar o menino do lugar, sempre tão mauzão e agressivo, ora carismático e encorajador, ora agressivo, mestre de terror psicológico. O que eu gostava de dar ensinamentos a gente pequena e mesquinha assim.

Não há vergonha na cara. Uma empresa que tem rotatividade de estagiários a 0€ às três dezenas de cada vez, está tudo dito.

Senhor Amândio, não me posso alongar que tenho mais do que fazer. Para o efeito acho que é suficiente, é certo que de carácter não tem nada, mas de poder sobre os outros, isso não posso negar. Claro que não seria capaz de lhe enviar esta mensagem sem dar conhecimento às marcas que ostenta na sua página web.

Faço votos para que seja investigado e, mais ainda, para que a vida lhe dê uma tremenda lição. Mas daquelas que dói, que lhe tiram a voz e lhe partem o coração. Sempre que se sentir em baixo, lembre-se do mal que fez aos outros e que pelos vistos não são poucos. Mais do que não remunerar, o que me choca é a forma psicológica como se serviu e serve de centenas de estagiários esperançosos.

Não sou da área de design nem parecido. Já acabei o meu curso há muito e nunca me sujeitei a indecências. A dignidade ninguém me tira. Mas ler o que li deixou-me doente, não podia deixar passar.

Então, muita saudinha para aguentar todos os castigos que a vida se encarregará de lhe trazer. Quando estiver no buraco, lembre-se de mim e desta mensagem.

2.5.13

Facebook - temos de falar

Começo por dizer que este texto não é para todos. Nem todas as pessoas vão conseguir ler este texto mantendo-se calmas. O que vai aqui escrito pode mexer com as emoções de muita boa gente. Assim, se é uma pessoa nervosa, sensível, susceptível, feche a página e mantenha-se longe destas linhas.

Chegou aquele momento em que pensei "temos de falar". Não sei há quanto tempo criei a minha conta de facebook, sei que entre amigos fui das últimas (sempre resistente à mudança), mas com o tempo deparei-me com toda uma desgraça digna de sentir vergonha alheia. São muitas as vezes que reviro os olhos. Demasiadas.

O que vai para aquela rede social, caros leitores!

E foi assim, pensei no Mark, criador daquela rede social, agarrei-me a este texto, imaginei-o na minha frente e pensei: "temos de falar". Queria dizer-lhe que há coisas que ele tem de banir, há que vetar muito texto para sanidade mental daqueles que querem usar esta rede social de forma saudável. Não sendo eu íntima do Mark, começo por aqui a minha missão de uma rede social menos doentia e mais divertida.

Porque sou boa gente, reuni uma série de tópicos a não cometer:

1. Publicações com erros de ortografia. Isto mata qualquer um. Seja o que for que tem para transmitir, já perdeu importância. Erros e gralhas não são a mesma coisa. Gralhas estão perdoadas. Passam, vá!

2. Esta é para mulheres: fotografias do tipo "ofereço-me para trabalhos sexuais". Abundam. Posições, beijos, decotes, pernas ao léu em pose de plasticina, tudo a querer dar a ideia de que se trata de uma foto acidental. Esqueçam, toda a gente sabe que foi propositado. E toda a gente fica a saber que sois umas oferecidas. Sítio errado, isso é nos classificados do Correio da Manhã. Então quando são fotos de webcam (tiradas pelas próprias) a fazer «boquinhas sensuais», minha Nossa Senhora, segurem-me! E não, não vão conseguir fazer fotos tipo modelo de revista.

3. Imagens "a inveja isto, a inveja aquilo, tenho as costas largas". Quem tem costas largas não publica imagens sobre a "inveja". Isso que acreditais ser o grande mal da nação e o mal de todas as vossas desgraças, não é, é apenas ignorância.

4. Deus, Jesus e a turma toda "me ama", "cuidam de mim", "estão comigo". Não estão no facebook. O facebook é um antro de pecado.

5. Cartas a quem já não está entre nós (não são textos sobre quem já não está sobre nós, que é mau na mesma, mas cartas a quem já não está entre nós), assim da primeira para a segunda pessoa, como se nenhuma terceira pessoa passasse os olhos naquilo. Os que partiram não têm facebook, isso é apenas um pedido de atenção que diz o seguinte: "deixem-me comentários na página, quero ser popular", "quero que tenham pena de mim", "quero que me dêem atenção", "comentem como escrevo bem e de forma tão profunda" (99,9% das vezes é uma bodega vergonhosa e muito parola).

6. Perfis de facebook que não são dele nem dela, são dos dois. Do género "Micael e Natacha", "Jessica e Sandro". Creepy. Ganhem individualidade, sim?

7. Indirectas. Isto geralmente só vejo em mulheres: ela não explica nada mas escreve qualquer coisa só para deixar no ar que A não está fodida com B porque "essas coisas não me afectam". Por não afectar pespega-se um tudo-nada no mural que é para dar a entender que algo se passa. O leitor é sábio, sabe que aquilo é importante apesar de ela dizer o contrário (mentirosa, ou então não publicava). E assim se deixa um povo roído de curiosidade sobre o drama da vida alheia porque ninguém resiste a uma novela mexicana. Não se faz.

8. Publicar cerca de 34.464 vídeos da criancinha a fazer nada de especial. O mal não está no vídeo, nem nas fotos, está na falta de novidade e no excesso. É repetitivo. Publiquem apenas coisas giras, sim? Doses moderadas. A malta até gosta, mas tem de ser mesmo giro. Ver 5 minutos de vídeo, chegar ao fim e perguntar-me "o que é que havia aqui para ver?", é desgastante.

9. Declarações públicas de amor. Os "amo-te muito", tanto", "mais que a própria vida". Isto revolve o estômago de qualquer um, uma pessoa fica logo cheia de gases. Poupem o pessoal, sim? Get a room!

10. Frases profundas como um rabo: "olho pela janela e vejo que acordei com um lindo dia de sol. Sinto lágrimas de felicidade. A vida é bela". Fico à espera que o dedo mindinho do pé bata na esquina do mobiliário logo à saída da varanda e lá se vai a felicidade e a vida deixa de ser bela. As lágrimas vão poder manter-se.

11. Há dias vi por aí uma frase que diz muita coisa: don't facebook your problems, face them. Aquilo não é o muro das lamentações, heim?

12. Fazer "gosto" nas próprias publicações é narcisista e redundante. Se publica é porque gosta, certo? Eu não pergunto a quem saboreia um gelado se escolheu aquele sabor porque gosta daquele sabor. É a mesma coisa. Uma perda de tempo, na verdade. E ridículo.

E prontus, assim de repente reuni 12 mandamentos. Certamente deixei ficar alguma coisa de fora, mas sintam-se livres para acrescentar mais qualquer coisinha na caixa de comentários. Isto de pensar em tanta cena estranha que se vê no facebook, como são aos magotes, é difícil lembrar de todas.

Poisoned Apple, sempre a prestar serviço público. Não têm de quê.

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ADENDA

13. Chega de partilhar essa merda dos iPhones que a "gentxi não podji comercializarr porque a caixa 'tá amassada" na esperança de vir a ter um iPhone. PeloamordeDeus! Grow up! Não existem almoços grátis!

14. Estou perto de esfaquear o monitor de cada vez que vejo mais um talão do Euromilhões partilhado na esperança de "se este gajo/empresa ganhar, ele vai dividir comigo porque diz que divide com toda a gente que partilhar, no caso de ganhar". Outra vez: grow up! Às vezes tenho 100 partilhas de uma imagem e só vejo três ou quatro perfis por causa das definições de privacidade. E mesmo que a criatura soubesse, acham mesmo? A sério?

15. O mundo tem muita criança doente, muito bebé a quem aconteceram coisas terríveis, muitas pessoas infelizmente doentes. Ainda assim, o Facebook não vai dar um  chavo a essas pessoas. Hello??? Acreditam em tudo o que lêem?

30.4.13

Um dia vou matar este gajo #11

Já devia ser quase meia-noite, estava a cair de sono. Lavei os dentes, vesti a camisa de noite e fui ter com o homem à sala, agarrado ao iPad, qual toxicodependente, mas das tecnologias. Tecnodependente, portanto.

- Anda comigo ser feliz para a cama...
- FELIZ!!!
- Dormir! Queres maior felicidade do que dormir?

Um dia vou matar este gajo.

29.4.13

Depilação a laser alexandrite - nova promoção!

A Dora tem página de facebook!

Cliquem aqui, este é um contacto que não vão querer perder.


A vida não está boa para fazer depilação a laser? OK, mas quando estiver (é preciso acreditar) é a ela que vão querer recorrer. 
Façam "gosto" e guardam o contacto para quando houver oportunidade.


Aaaah, o verão! Estão aí cheias de pêlos que mais parecem cactos? Ainda bem!

Ainda umas semanas recebi um comentário da Sara que dizia o seguinte:

"Ora bem... passaram 15 dias da minha depilação e pareço uma galinha depenada :D Fiz pernas, virilha quase completa e axilas e nestes sítios tenho apenas meia dúzia mal semeados :D Dia 13 de Abril vou à minha 2ª sessão... A Dora é uma excelente profissional... Não é barato mas vale bem o dinheiro ;)". 

A estas alturas a Sara já terá feito a 2ª sessão e deve estar careca.

E a Ana:

"Eu fui de autocarro de Coimbra a Lisboa para ver a Dora! E mesmo com a viagem de ida e volta em relação às clínicas em Coimbra, compensa! Eu não me aventurei em luz pulsada nem nada disso. Andava à procura de um sítio de confiança já desde Setembro e em Coimbra nenhuma me enchia as medidas. Gostei muito da Dorinha e já vejo os danados dos pêlos a cair, o que muito me agrada!"

E uma Anónima bem descomplexada nas palavras:

"Conheci a Dora através do teu blog e sinceramente é do melhor que pode haver (...) Tal como tu também gastei rios de dinheiro na Clínica do Pêlo. A Dora é uma profissional, não anda a brincar aos "tirinhos" como muito boa gente que faz este tipo de trabalhos. Sempre que lá vou venho com um ânimo brutal (...) ela a exterminar pêlos não deixa um de fora.

Ainda fiz umas sessões [Clínica do Pêlo], na altura era caríssimo até porque se queria mais 1 cm ao lado, cobravam mais uma zona. Até meio glúteo cobravam, na altura tinha hipótese de fazer 1/4 de glúteo lol. Aquilo era sempre a contabilizar. Cheguei a um ponto que me fartei (...) Quando fui à Dora ia a medo, confesso. Porque queria fazer a púbis mas tive "vergonha" e disse-lhe que fazia só a virilha cavada. Ela disse logo "isto sai tudo" e assim foi. A virilha da Dora abrange ali uma vasta zona que nem o meu olhinho (...) escapou :) 

É mesmo "um novo mundo", nada a ver. Eu também a seguirei para todo o lado, garanto. Para me precaver, tenho o facebook dela e o telemóvel, nunca mais a perco de vista :) Uma sessão na Dora se calhar, em termos de preço, equivale a duas ou mais sessões de outro lado, mas os resultados são 5 vezes melhores!!!"

Ora, quem me conhece e lê com regularidade, sabe que já vai para meia dúzia de anos que estas pernas não têm pêlos. Mesmo. Isto não é forma de expressão. E também contei que andei noutros sítios a gastar dinheiro. Basta procurar, o que não falta é informação sobre esta matéria no blogue. Podem encontrar nestes textos e nos comentários, aquiaqui aqui, muito que aprender sobre o assunto.

E já nem sei quantas promoções fiz com a Dora. Faço sempre que ela quiser, porque se há dinheiro bem gasto, é nisto. Já pensou o que é querer ir à praia ou vestir uma saia e o único trabalho que tem é vestir o bikini ou a saia? Essa sou eu. Há anos. E o que eu sofri com pêlos, complexos e tudo!

Parem de queimar o vosso dinheiro, piquenas! Queimem antes os pêlos!

Então, vamos a uma nova promoção.

Clicar para ver maior

Nesta tabela podem consultar os pacotes em promoção, ao centro. Do lado esquerdo está uma promoção de 20% de desconto, do lado direito está uma promoção de 25%

Para obter o desconto de 20% em depilação com laser alexandrite, basta enviar uma mensagem para a Dora e agendar uma marcação com data entre 1 e 18 de Maio, para o e-mail doracrsilva@gmail.com , indicar o blog A Maçã de Eva e deixar os contactos para fazer a vossa marcação.

Para obter o desconto de 25% em depilação com laser alexandrite, basta fazer exactamente a mesma coisa, mas indicar uma amiga que agende uma marcação (e que também pode usufruir da promoção se a marcação for feita dentro deste prazo).

Clientes que faltarem perdem direito ao desconto. 
Poderá ser agendada uma nova data, a preço de tabela, sem promoção.

A Dora atende no Unique HairBodyClinic, na Av. D. Carlos I, nº 124G, em Lisboa. É mais ou menos a meio da rua do lado direito de quem sobe para a Assembleia da República. Há parque de estacionamento público na praça em frente ao IADE.

Depois venham cá contar como foi!

Podem seguir aqui os testemunhos e esclarecimentos prestados pela Dora acerca deste método de depilação:

https://www.facebook.com/dora.depil.laser

O blogue A Maçã de Eva divulga marcas da inteira confiança com objectivo de recomendar produtos de qualidade. 
Não será feita divulgação sem confiança em determinada marca, serviço ou produto.




26.4.13

Consultório #143


"Há uns anos conheci um rapaz com o qual tive um relacionamento de 6 anos ao ponto de irmos viver juntos. Por diversos motivos as coisas não deram certo e decidimos separar-nos deixando de viver juntos e assumindo perante as nossas famílias que a relação não funcionava. Apesar disso sempre tentámos estar juntos e manter uma relação que não sei se poderá ser chamada de namoro.

Algum tempo após a separação descobri que ele tinha uma outra relação, o que sempre negou. Tentei falar com essa senhora para que ela me dissesse a verdade mas ela jogou o jogo dele e não me confirmou nada. 


Tenho tentado afastar-me dele, seguir a minha vida sem lhe dar demasiada importância. Contudo ele tenta manipular-me de todas as maneiras, tenta controlar a minha vida fazendo imensas chantagens comigo. 

Eu pergunto o que é que um homem com estas atitudes pode querer de mim?" 

Olá Vanessa!

Nas minhas respostas aos consultórios vejo uma pergunta que podia atravessar todos. É aliás uma questão que todas as mulheres se devem ter colocado várias vezes na vida, que é: o que este homem quer de mim?
Até parece uma pergunta legítima, natural, humana. Parece ainda tão natural que ninguém se espanta quando profere estas palavras e as amigas em torno do assunto ajudam a decifrar o código complexo que dá resposta à pergunta. Mas dificilmente chegam lá.

E dificilmente chegam lá porque a pergunta está mal feita. A questão não deve ser o que este homem quer de mim?, deve antes ser, o que que eu deste homem? Ao fim de uns anos a bater com a cabeça nas paredes, já é hora de virar o bico ao prego. Não interessa a vontade do homem, interessa a sua vontade, o que procura na sua vida. O que o gajo quer é irrelevante. É hora de se colocar em primeiro lugar.

No seu caso trata-se de um homem com quem viveu de perto durante seis anos. Só isso deveria ser mais do que suficiente para o conhecer. Separaram-se e mantêm uma relação que não sabe “se poderá ser chamada de namoro”. Não perca tempo a pensar nisso, eu respondo. Se não sabe se é um namoro, é porque não é.

Após algum tempo de encontros ocasionais, descobriu que ele tinha outra relação. Ele nega, a Vanessa tentou falar com mulher, mas ela “jogou o jogo dele e nunca me confirmou nada”. Se tem dúvidas que tem um namoro, se desconfia que ele tem outra relação, o que isso quererá dizer? Que ele poderá ser um santo de namorado fiel? Vanessa, partindo do princípio que é uma pessoa emocionalmente equilibrada, sabe bem que o instinto nos diz a verdade. Ninguém que acredita na inocência de um homem aborda uma mulher que não conhece para lhe perguntar se dorme com o fulano. E essa mulher, que não a conhece de lado nenhum, também não estará interessada em dar-lhe respostas. Aliás, a verdade está na sua afirmação: “jogou o jogo dele e nunca me confirmou nada”, a Vanessa acha que está a ser enganada e sente que lhe mentiram, a sua frase é uma afirmação.

Depois disso diz que tem procurado seguir a sua vida sem lhe dar demasiada importância. Não sei o que significa para si o conceito de “não dar demasiada importância”, mas não me parece que seja assim tão forte e determinado, já que me escreveu. Diz que ele tenta manipulá-la e controlar a sua vida. Se for caso de polícia, deve recorrer à PSP, se for uma forma de manipulação para picar o ponto e tê-la sempre por perto para uso pessoal, a atitude depende de si. Ninguém, absolutamente ninguém, invade o nosso espaço emocional/pessoal se assim não quisermos. As pessoas vão até onde lhes for permitido.

O que ele quer, é simples: quer ter tudo e não se chatear com nada, quer ter poder sobre si. Estar consigo quando lhe apetecer (consigo ou com outras, é indiferente, usa a mesma medida para qualquer mulher), estar com outras quando está para aí virado, dar-lhe conversa quando quiser, desaparecer quando não tiver vontade. Em suma, quer ter uma cama sempre que lhe apetecer.

E a Vanessa, o que quer deste homem? Servi-lo? A continuidade desta situação está nas suas mãos. Dura enquanto deixar, acaba quando assim decidir. Ao fim de 6 anos viu não resultar, o que lhe fez pensar que depois disso poderia resultar? No fundo, a Vanessa também gosta de o ter por perto, mas não são bem estes os moldes que deseja. Mas não conseguimos moldar as pessoas ao nosso desejo e muito menos o carácter delas.

25.4.13

25 de Abril - que linda manhã

Podia ser uma bela manhã de feriado que é como quem diz, uma bela manhã de sono, eu que estava mesmo precisada de dormir.

Mas a bem dizer, acho que dormir descansada só vou conseguir se comprar uma cama para pôr no escritório e ter para onde fugir. Ainda não fiz quatro anos em comunhão com este homem e nos seus sonambulismos está bom é para lhe apertar o gasganete. O meu sono nunca mais foi o mesmo. É o que se diz quando se tem crianças mas no meu caso basta-me estar com o Poisoned Apple Man.

Foi uma noite interessante, visto que o conceito de rolar no colchão para mudar de posição, é coisa que não conhece. Para mudar de posição, tem de ser aos saltos na cama, provocando do meu lado um tremor de terra escala 9 de Richter. Logo aí, a minha ideia de sono calmo, tranquilo, revitalizador, não passou de um sonho mesmo.

Mas a coisa não fica por aqui.

07h20

- Gata, acorda. Vais chegar atrasada ao trabalho!

Caguei. Nem respondi. Fingi-me de morta.

08h

- São 8h, vais mesmo chegar atrasada!!!
- É FERIADO!!!
- Ah, ok... desculpa. Esqueci-me.

09h

Homem levanta-se para ir trabalhar.

09h30

Homem chega a cama e chama por mim.

- Humfhffiur.... diz.
- És feliz?
- Hã???
- Se és feliz? Estava ali na cozinha a comer torradas e pensei que sou feliz contigo.
- SIM! DEIXA-ME DORMIR!!!

Na verdade sou uma infeliz a tentar dormir.

10h

- Poisoned, acorda. Liga aí a luz. Este blazer fica-me bem?
- Oooh... puta de vida!!!
- Não sejas assim... diz lá.

10h15

Homem dá beijo antes de sair. Sai, oiço a porta de casa bater.

Não consigo dormir.

24.4.13

Um dia vou matar este gajo #10


Quando estão no fim, as pastas de dentes aparecem por milagre no meu copo. Eu pergunto-me o que passará pela cabeça do Poisoned Apple Man quando faz transitar os restos de um copo para o outro.

Ela que esprema!

ou

Não consigo espremer isto, faz sangue nos dedos (ele acha que todo o trabalho no lar faz sangue nos dedos).

Intriga-me. Um dia vou matar este gajo.

22.4.13

Equações da vida a dois

Esta é uma mensagem que deixo ao Poisoned Apple Man, mas sintam-se livres de adoptar na vossa relação, ou até mesmo imprimir e deixar no frigorífico, colado a um íman, que é para o gajo bater sempre com as trombas na equação de cada vez que for buscar uma mini.

Então a minha equação dita o seguinte:

homem faz merda / diz merda / comporta-se como um puto = mulher fodida

(variável)
1. mulher sem paciência = homem não vai ter paz (nunca mais)
2. mulher com paciência (nem sabem a sorte que têm) = homem só vai ter paz depois de escutar

excluindo a variável 1 (mulher sem paciência):

mulher compreensiva + diálogo, tem de ser = a homem colaborante + reconhecimento da sua falha

homem colaborante + reconhecimento da sua falha deve ser = a não repetir o que trouxe incómodo 

(variável)
homem não colaborante, egoísta, respostas próprias de garoto de 7 anos = a mulher fodida

mulher fodida = vida de inferno

vida de inferno masculina  = fúria feminina + desilusão + desencanto + desgaste emocional + vontade de ficar longe

(variável)
1. fúria feminina = origem a esquecimento
2. fúria feminina = origem a silêncio

como as mulheres nunca esquecem, excluímos a variável 1 (esquecimento):

silêncio feminino = silêncio sepulcral + fantasma que não se ouve + medo masculino

24 horas depois:

homem acusa arrependimento e pede desculpa

=

1. mulher que já não quer saber
2. mulher que pede aos anjos que o mesmo não se repita (e acende velas e faz rezas)


Ora, não era mais fácil ir logo à parte em que o homem ouve, põe as merdas de lado (como a mulher fez em busca da paciência), procurar a razão dentro de si e evitar o desgaste dos dois?

Com diálogo ficava tudo resolvido num instante, mas o macho prefere fazer estas contas todas. E as mulheres é que são complicadas. E chatas.

19.4.13

Consultório #142


“O meu namorado de nove meses acabou comigo. Nós dávamo-nos muito bem, eu adorava estar com ele e ele dava a entender o mesmo. O início da relação foi um pouco tremido porque ele tinha saído de uma relação de três anos e meio e ele estava com algumas dúvidas. No entanto, depois de eu me afastar durante umas semanas, ele quis saber o que se passava, respondi que não queria alguém com dúvidas nem queria ser a rebound dele. Estivemos uns tempos sem falar, ele insistiu para nos encontrarmos e depois disso começou tudo a correr lindamente. 

Não nos víamos muitas vezes, talvez 2/3 vezes por semana, ele trabalhava e eu tinha aulas, mas acho que éramos felizes. Passámos fins-de-semana juntos, fizemos planos para o futuro, era ele quem mais mostrava que era um namoro a sério. Falámos em fazer uma viagem à qual chamou de 'mini lua-de-mel', falou em irmos trabalhar para fora, até ao pormenor insignificante de me ter ajudado a montar um móvel em minha casa ele ter dito 'o nosso primeiro armário!'. 

Mas eu sempre senti que algo não estava bem. Senti sempre que eu dava mais do que ele, no sentido de me esforçar por nós. Ele quando estava comigo era a pessoa mais carinhosa, mais querida e amorosa. Contudo, acho que não se esforçava o bastante para estar comigo mais vezes. Disse-lhe isso várias vezes, tivemos várias conversas acerca disso, em que eu ficava sempre um pouco chateada (claro, quem é que gosta de sentir que a outra pessoa não se esforça o suficiente e que não está tão empenhada na relação?). Ele respondia que era impressão minha e que não era de todo verdade que eu gostava mais dele do que ele de mim. 

Depois, partiu uma perna e só nos víamos ao fim-de-semana.  Sentia-me verdadeiramente frustrada, ele dizia que quando estivesse bem iria voltar tudo ao normal. Mas não voltou. 

Não queria sair, começou a dizer que estava muito cansado porque tinha trabalhado até tarde, outras vezes tinha de ficar a trabalhar. Disse-lhe que não estava mais comigo porque não queria, ele começou a admitir que não fazia o suficiente. Um dia foi ter comigo, disse que tínhamos de falar, que não estávamos bem e começou a chorar. Ele não parava de soluçar, agarrava-se a mim, disse-me que achava que devíamos dar um tempo, que ele não estava tão entusiasmado quanto eu e que eu não devia esperar por ele. Disse-me que me adorava, que eu era perfeita.

Já em casa, liguei-lhe para perguntar se tinha alguma coisa a ver com a ex-namorada, ele disse que estava muito confuso, que tinha que organizar as ideias. Pelos vistos quando ele partiu a perna ela enviou-lhe uma mensagem e devem ter andado a trocar mensagens. Disse-lhe que não queria alguém com dúvidas entre mim e outra pessoa, que não me falasse mais, que esquecesse que eu existia e ainda teve a lata de dizer “mas como é que eu vou esquecer?”.

Dias depois não aguentei mais e liguei-lhe. Sentia-me desesperada, queria perceber o que é que tinha acontecido. Mais uma vez respondeu que precisava de organizar as ideias, disse que não havia mais ninguém e acabou dizendo 'eu gosto muito de ti, mas agora não consigo...'. 

Numa outra conversa mais tarde afirmou que não tinha nada a ver com gostar ou não de mim, que nunca tinha sido falta de tempo, que eu esquecesse a relação se conseguisse, mas que ele não ia esquecer. Apesar de tudo, queria muito continuar a falar comigo porque sou muito importante para ele, não queria que fôssemos como estranhos, como se nunca tivesse acontecido nada. 

Ele tem 23 anos, quem gosta não faz isto, eu sei. Mas custa, custa muito. Porque apesar disto tudo ele era carinhoso, preocupado comigo e afectuoso, e eu não consigo aceitar que me enganei tanto”.

Olá Carla! Desculpe levar tanto tempo a responder, mas não tenho tempo para dar resposta no próprio dia, como gostaria. O que faço é ir respondendo por ordem de chegada, conforme tenho tempo.

Eu sei que custa. Eu sei que custa muito. E também sei que parece que não há dor como a sua. Mas infelizmente, independentemente de tudo o que eu lhe disser, nada vai mudar o que vai no seu coração. Com sorte, muda apenas a razão, ajudo-a a encontrar uma forma de racionalizar as coisas, o que quando tinha a sua idade eu não sabia fazer. Por isso, nem sei se lhe vale a pena de alguma coisa, se só vai sentir-se aliviada por 10 minutos, se lhe dá força para uma semana. Não sei. Ter um desgosto, além de carregar uma sensação horrível no peito, é viver como uma louca entre picos de esperança/optimismo e momentos de tristeza profunda, falta de vontade para comer, para sair, para rir, e às vezes até para sair da cama.

Quando a leio, lembro-me perfeitamente dos meus desgostos quando tinha a sua idade, mas eu dou-lhe a palavra que eles fazem parte de nós, de como nos vamos tornar, faz parte do processo de encontrar a pessoa certa. Eu sei, é horrível, não queremos mais ninguém, mas a vida nestes momentos estúpidos tem a sua razão e, quando olhamos para trás, afinal há coisas que tiveram o seu sentido. Embora eu saiba que tudo isto é conversa de pessoa mais velha que mais parece que não compreende nem a dor nem a situação (eu também senti isso), a verdade é que quase todas passámos pelo que a Carla está a passar agora. E sobrevivemos. Mesmo quando 99% de nós achámos que não.

Agora olhamos para trás, rimos e perguntamo-nos “como fui tão parva de andar tão triste com aquele puto?”. Eu sei que este é um futuro que quer que chegue amanhã, partir e deixar tudo para trás, nunca mais ter de se lembrar dele, arranjar um pó mágico e de repente ele torna-se indiferente, mas isso não existe. A única coisa que o vai tornar indiferente será o tempo e a distância.

Mais uma vez, isto é conversa de “velha”, eu sei. Eu também odiava ouvir estas coisas. Mas os “velhos” não dizem isto para despachar o assunto, dizem porque é mesmo a verdade. Tenho a  certeza que as leitoras do blogue lhe vão confirmar isso: achavam que morriam de desgosto, mas hoje, ao olhar para trás, eles são criaturas insignificantes e há situações que até dão vontade de rir. Com o tempo vai lá chegar. Custa, não há dúvida, mas não dura para sempre!

Quanto à situação em si, seja ele um estupor ou não, é importante que a Carla retenha o seguinte: há relações que acabam, vêem o seu fim, mas não é por isso que não valeram a pena. Há relações que não têm de durar para sempre. Há mais vida além das pessoas que passaram por nós com a sua idade. Nas suas palavras, “eu sempre senti que algo não estava bem”. E era com este rapaz que queria ficar o resto da vida?

Bem sei, idealmente seria a Carla a mandar dar uma curva e nunca sofria. Mas no sofrer crescemos, definimos prioridades, alteramos a personalidade, tornamo-nos selectivas até chegar àquele que escolhemos.
Em alguns namorados que tive, apenas um mandei dar uma curva. De resto, todos eles me deixaram um desgosto e todos me enganaram com outras mulheres. Olho para trás, acho que foi um calvário. Mas chegou o meu momento (que foi exactamente o momento em que deixei de correr atrás). Já viu se não tivesse sofrido, tivesse casado com um assim-assim e nunca reencontraria o PAM? Concorda comigo que não valia a pena, não concorda?

Agora repare no que contou:

1. No início da relação ele já tinha dúvidas. Até aí tudo bem, também eu tinha, muitos tiveram, mas essas dúvidas ou vão para um lado ou vão para o outro. Se se mantêm é porque a Carla “é o que há” enquanto ele não encontra o que procura.

2. “Ele insistiu para nos encontrarmos e depois disso começou tudo a correr lindamente”. Todos insistem quando não há mais para onde se virarem.

3. “Fizemos planos para o futuro”. Todos os namorados fazem, quer a relação dure ou não. Isso não obriga a que a relação dure para sempre, nem significa que fosse mentira. Pode ser que não fosse verdade, mas pelo que me conta, acho honestamente que ele não mentiu. Mas lá está, nem tudo dura para sempre. Naquele momento foi o que sentiu.

4. "Eu sempre senti que algo não estava bem”. Atente sempre aos sinais! Quando o coração lhe diz que há algo de errado (tirando casos de mulheres histéricas) é porque há algo de errado.

5. “Acho que não se esforçava o bastante para estar comigo”. Quando uma pessoa tem de se “esforçar”, pedir, chamar à atenção para estar com outra, é mau sinal. Estas coisas, quando falamos de uma relação saudável e de amor, são naturais, não se tratam de esforços pensados “eu tenho de me esforçar”. Nem os namorados à distância sentem assim.

6. Ter “várias conversas acerca” da falta de esforço é outro sinal de que as coisas não são naturais, não saem do coração, são pensadas.

7. Não é boa ideia dizer algo como “acho que gosto mais de ti do que tu de mim”. Nunca. Em relação nenhuma. Em idade nenhuma. Nunca nos damos por garantidas se queremos ter sucesso na relação.

8. “Começou a dizer que estava muito cansado porque tinha trabalhado até tarde”. Querida, não sei o que foram estas situações, mas quando se entra no mercado de trabalho, para muito boa gente (eu), o que menos apetece é sair. Mesmo!

9. No dia em que conversou consigo, “ele não parava de soluçar, agarrava-se a mim, disse-me que achava que devíamos dar um tempo, que ele não estava tão entusiasmado quanto eu e que eu não devia esperar por ele”. Tem aqui informação diversa: o choro é dos nervos, da tristeza de ter de magoar alguém que não deseja que sofra, mas as palavras não deixam dúvidas, “não deves esperar por mim”. Acredite, Carla, um homem que não quer acabar uma relação diz isto.

10. “Disse-me que me adorava, que eu era perfeita” e “eu gosto muito de ti, mas agora não consigo”. Acho que gosta de si, que tem carinho, não lhe deseja mal, gostava de fazer qualquer coisa para que não tivesse de sofrer, mas não é possível. E ele não quer continuar a relação, por isso também não há mais que possa fazer e vai deixando frases soltas à espera que perceba nas entrelinhas para não ter de a fazer sofrer dizendo directamente. Sinceramente, parece que há mais alguém no meio, mas tem de pensar que isso é irrelevante. A única coisa que interessa é a vontade dele. Não sendo estar do seu lado, resta apenas engolir a tristeza e seguir. E nunca, mas nunca, insistir com ele. Nem vou dizer que é para não se humilhar, mas pelo menos para não se pôr a jeito para mais sofrimento. Um homem quando quer, mexe-se!

11. Pediu-lhe que “esquecesse a relação se conseguisse, mas que ele não ia esquecer. Apesar de tudo, queria muito continuar a falar comigo porque sou muito importante para ele, não queria que fôssemos como estranhos, como se nunca tivesse acontecido nada”. Isto parece um sketch de Gato Fedorento: esquece-me, mas eu quero continuar a falar contigo. Esquece-me, mas não quero que sejamos como estranhos. Esquece-me, mas não como se nunca tivesse acontecido nada. Hã??? Bom, a Carla olha para isto como uma indecisão, alimenta-se da esperança, mas o que há aqui é conforto pessoal. É cobardia dele em dizer a verdade, sente-se mal, então suaviza as coisas para a poupar ao sofrimento. Só que isso também acaba por não valer a pena.

Carla, em suma acho que atribui pouco significado às palavras dele e mais às lágrimas e ao non sense do que ele vai dizendo. Para si, entre lágrimas e “não me esqueças”, uma coisa invalida à outra, mas é porque lhes está a dar um significado errado. Quando uma pessoa diz que não quer, é porque não quer. E isso não invalida até que ele não tenha ciúmes quando seguir a sua vida (sentimento de posse), mas também não é querer. E no fim do dia, o que interessa é ter um namorado que goste de si, que queira estar consigo, que isso seja resultado de uma acção natural e não de um “esforço”. O resto é conversa.

18.4.13

PROMOÇÕES em vigor

Juventude,

relembro que a promoção do alisamento de cabelo vegetal vê o seu último dia amanhã. Para obter esta promoção basta contactar a Unique até amanhã, através dos telefones 93 830 77 26 / 21 393 25 70 e fazer a marcação, indicando a promoção A Maçã de Eva (obrigatório!).

O preço deste alisamento é de 300€, mas nesta promoção fica em 100€ para cabelos curtos, 120€ para cabelos médios e 160€ para cabelos compridos.

A Unique não tem nenhum centro fora de Lisboa e fica na Av. D. Carlos I, nº 124G, perto do IADE.



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Para ter dentes brancos mais brancos não há este verão, a promoção está em vigor até ao dia 26 de Abril.



Promoção por moldeiras, no valor de 150€ fica 80€
Promoção com luz LED, no valor de 150€ fica a 100€

Clínica Aguilar
Av. 5 de Outubro, nº 115, 6B - 1050 Lisboa
217 979 285

Para usufruir desta promoção basta contactar a Clínica Aguilar através do 217 979 285, pedir a “promoção de branqueamento A Maçã de Eva” e agendar uma consulta para branqueamento até ao dia 26 de Abril.





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A promoção para se livrar do duplo queixo (das melhores coisas que fiz na vida, um investimento para todo o sempre!), está em vigor até ao fim do mês.


50% DE DESCONTO DE 1 A 30 de ABRIL 2013

Consulta 80€ + 650€ lipoaspiração da papada (preço com 50% de desconto) + 85€ cinta elástica

Para usufruir desta promoção basta agendar uma consulta e indicar a promoção A Maçã de Eva. 

Rua Castilho, nº 71 - 5º Esq. - 1250-068 Lisboa
(ao lado da Praça Marquês de Pombal)

213 712 962/213 712 963/965 887 019




A diferença, heim???

O blogue A Maçã de Eva divulga marcas/serviços da inteira confiança com objectivo de recomendar produtos/serviços de qualidade.
Não será feita divulgação sem confiança na marca, serviço ou produto.





17.4.13

Desinfectante

Há tempos um amigo reflectia assim: "o país não vai lá nem com Dystron*!".

Poeta, pá! Este meu amigo é um poeta!

Lembro-me do Dystron há coisa de mil anos, quando via a minha mãe preparar um bidé com água azul e lavar-se nas partes com aquela cena estranha azulada, que não cheira a lixívia, nem a acetona, nem a hospital, mas por ali anda. É um cheiro indefinido.

Em miúda eu andava com os sapatos de salto alto da minha mãe. Vestia a roupa dela e brincava às secretárias com as minhas vizinhas, embora desconheça hoje o fascínio que na altura tinha por esta profissão. Invariavelmente eu mandava. Ou era para ser boss ou não valia a pena brincar. Eu imitava a minha mãe nos sapatos, nos vestidos dez tamanhos acima do meu que aguentava um dia inteiro, no blush, mas o Dystron nunca me atraiu. Não era cena que aspirasse no meu futuro, aquilo não me fazia querer crescer, ser adulta.

Nunca mais vi a minha mãe manusear aquele abre-pulmões sanitário, acho que caiu em desuso. Avisei o meu amigo que suspeito que que nem as mulheres de hoje gostam de Dystron. Ninguém quer a snaita a cheirar a desinfectante industrial. Digo eu!

*Dystron é um "anti-séptico e desodorizante, proporciona protecção e higiene numa zona sensível que necessita de atenção especial. Está especialmente desenvolvido para a higiene íntima da mulher. Adapta-se às exigências do dia a dia. Vai sentir-se fresca e segura todo o dia". Segurança é o que queremos!

15.4.13

Um dia vou matar este gajo #9

Aaaai... vida! Paciente, esta que vos escreve.

É do conhecimento público que o Poisoned Apple Man não tem quaisquer noções de volume e espaço. Não tem, coitado, não dá. Eu também não dou para outras coisas, mas a diferença de mim para o PAM é que eu tenho noção das minhas limitações. Ou seja, não insisto.

Mas ele está cá para insistir, oh se está!

Então, levei o portátil para a sala, liguei à tomada, e pus o dito no colo. O cabo passava por cima do sofá e não arrastava pelo chão, ficava em altura ligado à parede, pelo que achei por bem avisar o homem:

- Cuidado ao passares aqui, tenho o portátil ligado.
- Mas porque não ligas a esta ficha?
- Porque o cabo não chega.
- Chega, então não chega!
- Não chega! É só olhar! - isto foi proferido já com alguma fúria no olhar.

E assim se instalou o caos. O homem levantou-se, comecei a suspirar e a revirar os olhos. Ia começar mais um momento de insistência em que eu, pela trilionésima vez, ia ter razão.

- Olha, vou mostrar-te como dá...

Eu quieta no sofá, de braços cruzados, saiam-me vapores do demónio pelo nariz, à espera da revelação do mestre de obras.

Desliga a ficha da tomada, começa a esticar pelo chão até à outra ponta da sala, não vai nem a meio e volta para trás:

- Não dá. Afinal não dá...

E lá volta ele a ligar o portátil na tomada inicial.

Eu não percebo a insistência deste homem. A estas alturas ele já devia saber que tenho sempre razão!

Um dia vou matar este gajo.


12.4.13

Operações stop

No facebook sou "amiga" de um grupo intitulado de "Operações stop". Na verdade, nem sei bem porque raio me amiguei desta página, já que independentemente de ser raro beber, se o fizer é porque não vou conduzir. E se levar o carro para algum lado é certinho que não vou beber. É uma equação simples: a opção de uma anula a possibilidade da outra.

Não sei o que me levou a amigar daquela comunidade e na altura nem pensei para o que serviria. Simplesmente não pensei. Até que hoje me deparei com este diálogo e percebi:

Serve para conduzir com os copos e chegar a casa sem ser apanhado.

Não dá para enganar a malta dizer que "está limpo" para chegar à Av. 24 de Julho e encontrar um festival de carros da polícia? Eu não uso internet no telemóvel, mas curtia bués espalhar o terror no facebook nas madrugadas de Sexta e Sábado. Tenho de pensar nisso.


10.4.13

Ai, que susto!

Por razões que não interessam ao blogue, tive de interromper a pílula durante uns tempos. Antes de começar a tomar a pílula nunca fui certa nos meus ciclos menstruais, por isso não esperava vir a ser certa, mas também não pensei nos "atrasos". Além disso, fiz a lipoaspiração da papada e quando assinei o consentimento estava escrito que a anestesia local podia provocar irregularidades no ciclo menstrual. E para acrescentar a isto, em Março fiz 8 voos. Não sei se é mito ou se de facto os voos podem provocar irregularidades.

E no dia que tinha na agenda para me aparecer o período, nada. Passou um, dois, três dias. Nada. Quatro, cinco, seis dias. Nada. Comecei a stressar. Eu estava num estado de ansiedade irreal, perguntava-me a cada 5 minutos se estaria grávida. Eu deitava-me e acordava a pensar nisso. Para o Poisoned Apple Man a ideia de eu estar grávida era maravilhosa, não fosse o facto de eu não querer.

- Mas qual é o mal antes ou depois?
- Tem de ser quando eu decidir, não quero ser obrigada. Não quero ter surpresas. Eu é que sei.

Talvez no futuro isto me passe, mas eu sou muito dona das minhas decisões e pouco dada a "surpresas". E aqui andava eu no silêncio sofrido, inicialmente só falava com o PAM ou a minha mãe, depois comecei a guardar tudo para dentro. O homem dizia para eu fazer um teste, mas eu sabia que se estivesse grávida seria de duas ou três semanas. Se o teste desse negativo ia continuar a pensar naquilo. E como em poucos dias ia ao ginecologista, optei por esperar e pedir aos santinhos que me enviassem uma embalagem de tampões com direito a uso.

De cada vez que o homem me perguntava "então...?", eu desesperava. "Não me faças perguntas!!! Quando aparecer eu aviso!"

E só ao décimo dia de atraso se fez luz. Nunca fiz tal sorriso depois de ir ao WC, orgulhosa da minha obra. Comuniquei ao PAM com um sorriso de orelha a orelha. Perguntei se tinha ficado triste, respondeu que não ficava nem triste nem alegre (não sei se me mentiu). A minha mãe não se surpreendeu porque eu não apresentava outros sintomas. Com isto, dilemas resolvidos, parecia que só eu estava ansiosa com a ideia de uma gravidez desprogramada.

Mas o que interessa reter nesta história foi a atitude do PAM quanto aos meus desejos. Creio que quando for a sério, isto não vai corresponder às minhas expectativas, o que me deixou abalada.

Deitei-me no sofá, estiquei o braço para chegar à manta, ela não estava lá.

- A manta?
- Hum... deixei no quarto.
- Traz-me...
- Agora estou ocupado, vai tu.
- EU POSSO ESTAR GRÁVIDA!

E assim ficou uma possível grávida deixada ao frio. Eu sei que isto é ilegal.

Noutro dia, o homem foi a uma loja. Enviei um SMS.

- Traz presentes para mim.
- Não há presentes aqui.
- EU POSSO ESTAR GRÁVIDA!

Perante esta amostra, reclamei que o futuro não me parece risonho. O homem diz que eu sou "muito princesa" (evidente) e questionou-me se estou à espera que me faça todas as vontades. Pois é claro que em estado de gravidez espero que me faça todas as vontades! Isso é questão? Espero nove meses de vontades satisfeitas! Todinhas. E estou a ver, quando chegar a altura, não sei como vou ensinar isto ao homem. Assim não tem graça! Eu quero um serviçal, massagens nos pés incluídas.

A minha amiga em Londres diz há mais de 10 anos que um dia que esteja grávida vou ser um terror. Há dias contámos esta história a amigos, num jantar já regado a vinho em que todos se abraçaram ao PAM num gesto de solidariedade, palmadinhas nas costas e tudo, enquanto diziam "estou contigo, não te deixes abater. Se precisares de ajuda, apita que já estamos treinados" e mais uns "estás fod***" em surdina para eu não ouvir.

Totós. Eu tenho direitos!

9.4.13

As promoções

Por causa das promoções que vou conseguindo aqui e acolá, há uma criatura que me persegue. O chamado stalker que na sua ingenuidade (ou loucura) acredita realmente que carrega o peso pesado da razão às costas e lança alertas (comentários), vezes sem conta, quais neons em Nova Iorque, alertando para o que eu estou a fazer.

Ainda ontem dizia a um amigo que em tempos idos pensava que os malucos estavam em hospitais. Hoje em dia acho realmente que andam à solta na internet, mais concretamente entre blogues. E isto não é uma piada. ter um blogue deu-me a noção da quantidade de lunáticos que andam por aí. Chega a ser assustador.

Teoricamente, ninguém retira a razão a este stalker, mas o conceito de "lugar" e "contexto", é coisa que não lhe assiste. No fim de contas, sou a razão dos males actuais, estou a virar o mundo do avesso.

"Eu também «podia» ter um BMW, mas como sou responsável acho melhor ter um Renault, não ter dívidas e ter um pé-de-meia, para caso venha a ter algum contratempo não ter de pedir Rendimento Social de Inserção". 

"O que não faltam são famílias (...) a pedir socorro à DECO (...) ninguém que ganhe menos de 2.000 euros limpos/mês pode gastar 100 euros/mês em alisamentos de cabelo, mas os irresponsáveis pensam de outra forma"

"(...) Muitos dos que gastam (...) em alisamentos são os mesmos que em Setembro choram o dinheiro dos livros dos filhos".

Desculpem, caros leitores. Não sei se algum dia terei o vosso perdão, mas nunca foi minha intenção provocar tamanha crise. Espero que esta honestidade seja pelo menos suficiente para que não me odeiem profundamente pelo facto de aceitar fazer promoções.

Guardem cada cêntimo debaixo do colchão, não gastem nada, acumulem bem escondido dentro de casa para quando um incêndio chegar ter combustível para se alimentar. Levem tudo para a cova, não façam girar a economia e contribuam para fechar todo e qualquer comércio. Depois disso seremos todos ricos e sem nada para comprar.


Leia a minha próxima publicação:

"A CRISE: tudo começou com uma promoção para um alisamento de cabelo"

Vem a caminho um best seller! Os meus milhões ficam garantidos. Vocês não sei, façam-se à vida!

Esta criatura deve ser prima do Gaspar: muita parra (teoria), pouca uva (prática e suminho, resultados).

8.4.13

Cabelos – PROMOÇÃO de alisamento vegetal


Corria o mês de Novembro quando fui à Unique tratar da cabeleira e em conversa me disseram que estava para chegar um novo alisamento, de nome «alisamento vegetal». E que era para lá de bom. Perguntaram-me se eu quereria experimentar, o que aceitei com gosto, até porque estava já muito precisada de um alisamento e prestes a fazer um outro, do qual desisti.

Mas por razões burocráticas de introduzir neste país um novo produto, o tempo passou-se e eu já estava a desesperar com o meu cabelo na espera. De cada vez que chovia, mais parecia que tinha ficado agarrada a uma tomada eléctrica. Houve um dia de humidade em que tive de ir ao El Corte Inglés e eu rezei a todos os santinhos para não encontrar uma alma minha conhecida. Que cabelos do demónio!

E em Fevereiro finalmente o produto pôde ser utilizado! Fui à Unique falar sobre uma promoção para o blogue e acabei por sair de lá com o cabelo já liso, o que não esperava e por isso não tenho fotos do antes. Mas é indiferente, eu estava um bicho de meter medo ao susto, sempre a dar-lhe com o secador todas as manhãs, mas em dias de humidade, não há secador que resista. Aqueles cabelinhos junto à testa e orelhas que mais parecem pêlos púbicos electrocutados, matam-me. Mãe, porque me fizeste assim?

Mas vamos ao que interessa: estou em plenas capacidades de dizer que este é o melhor alisamento que já fiz.

E qual o motivo para ser o melhor? É leve, leve, não pesa, não me retirou volume (assim pedi). Já se sabe que tenho pouco cabelo e o que tenho é fino, logo, «volume» não é o meu nome do meio. Quem quiser fazer umas ondas, este produto permite modelar o cabelo. Não sou grande apreciadora de ter todos os dias o cabelo tipo chapa, gosto de movimento e há que ter em atenção que lavo o cabelo todos os dias (ou tenho a sensação que não tomei banho).

O alisamento vegetal é tão natural que não obriga ao uso de luvas pelos técnicos, não se usa um neutralizante, não tem químicos agressivos, não tem sulfatos (que podem causar irritação, alergias e não são biodegradáveis), não tem formol ou componentes de origem animal. É tão suave e seguro que este alisamento pode ser feito por grávidas. E só a Unique tem este alisamento em Portugal.

O produto tem trigo, milho, ginko biloba, laranja, camomila, funcho, alecrim e outras plantinhas que tornam este alisamento do mais green que existe. Tenho para mim a Green Peace ainda vai à Unique fazer alisamentos.

Então lá segui eu para a Unique, perguntaram “quer fazer já?”, “pois, então está bem!”.  E lá se foi a hipótese de tirar fotos do “antes”. Mas estava muito mau, pior do que nessa foto que vêem abaixo.

Para fazer o alisamento vegetal demorei cerca de uma hora e meia. Maneiras que aquilo faz-se assim:

1. Lavei o cabelo duas vezes com um champô anti-resíduos. Fiquei ali a marinar uns minutos.
2. De volta à cadeira, secaram-me o cabelo, colocaram o produto madeixa por madeixa (muito pouco, não é para encharcar o cabelo) e fiquei 20 minutos à espera. O creme cheira a «verde». Sabem quando se parte um talo de uma planta e cheira a «verde»? É igual.
3. Depois fizeram-me um brushing para secar e alisaram o cabelo com chapa, madeixa por madeixa fininha, um trabalho de paciência chinesa.
4. Saí da cadeira, molharam-me o cabelo, puseram uma máscara ainda mais hidratante (sem lavar com champô) e voltei para a frente do espelho, para mais um brushing.
6. Voilá, impecavelmente liso (que saudades!), super macio, hidratado e com um brilho que só vendo.

Mas nestes alisamentos o importante é: e no dia seguinte? É que quando se sai do cabeleireiro está sempre bem, depois em casa é que são elas.No dia seguinte lá me meti debaixo do duche. Saí do banho, fui-me arranjando e nada do cabelo a querer enrolar. O cabelo começou a secar mantendo-se liso. Tem movimento, não fica colado à cabeça e está mesmo brilhante e suave. O Poisoned Apple Man esteve nessa noite a passar-me a mão no cabelo como quem afaga um gato.

A média de duração para o alisamento vegetal é de três meses. Depende de quem lava mais ou menos vezes o cabelo, claro.

Fiquei mesmo contente! Na Unique conseguem superar-se, este é o alisamento que até à data melhor respeitou o meu problema de falta de volume. Poisoned Apple aprooved!

E quem quer uma promoção para fazer o alisamento vegetal na Unique?


De 9 (amanhã) a 19 de Abril, o alisamento vegetal estará em promoção para as leitoras deste blogue. 

Para tal, basta contactar a Unique, através dos telefones 93 830 77 26 / 21 393 25 70 e fazer a marcação, indicando a promoção A Maçã de Eva (obrigatório!).

O preço deste alisamento é de 300€, mas nesta promoção fica em 100€ para cabelos curtos, 120€ para cabelos médios e 160€ para cabelos compridos. 


Piquenas do Porto, Braga, Coimbra, Faro, podem usufruir deste desconto, mas têm de vir até Lisboa fazê-lo. A Unique não tem nenhum centro fora de Lisboa e fica na Av. D. Carlos I, nº 124G, perto do IADE.

O blogue A Maçã de Eva divulga marcas da inteira confiança com objectivo de recomendar produtos de qualidade.
Não será feita divulgação sem confiança na marca, serviço ou produto.


O meu cabelo já estava muito pior que isto.


Tirei esta foto uns dias depois do alisamento, num dia em que estavam uns ventos de trezentos mil nós, não estou muito penteada, mas dá para ver que ficou impecável, sem parecer uma vassoura direita. E está cheio de movimento.