3.2.12

Consultório #96

(A pedido da leitora que não quer ser identificada pela história, não se publica a mensagem. De qualquer forma, ler a resposta basta para compreender a situação).

Olá Filipa!

Vou direita ao assunto: a Filipa está completamente iludida por si mesma, pelos seus desejos para o futuro, transformando pequenas migalhas num projecto de extrema felicidade futura.

O homem que descreve não lhe demonstra amor porque não tem amor para lhe dar, o que ele tem é atracção física, e sabendo os homens que a maioria das mulheres não lhes proporcionarão noites de sexo sem intenções futuras, tratam de romancear as coisas, deixar a esperança no futuro, largar no ar a indecisão "eu gosto tanto de ti, mas...", e vão as mulheres deixar-se enrolar pela eterna esperança que não descola, que faz ver tudo o que não tem futuro com olhos bonitos, transformando a realidade em sonho.

Filipa, em quatro anos viu este homem quatro vezes. Por muitas vezes que tenha falado com ele, não o conhece. Não sabe como se comporta em família, quem são os amigos, não lhe conhece manias, gostos, defeitos, nunca o observou. Sabe dele aquilo que ele contou, e no contar pode ter inventado o que queria. Estando ele de um lado para o outro distribuindo material pelo país, não se surpreenda que este homem tenha outras "Filipas" em cada cidade do país. Aliás, o mais provável é ter. Este não é um tipo de homem que queira assentar arraiais, ter namoro sério, casar, ter filhos e viver numa casinha bonitinha. Este homem quer andar livre, o que até é demonstrado pela profissão que tem. Leia-se:

1. Depois do primeiro jantar a dois, depois de terem chegado a vias de facto (que devia ser o que ele procurava) "ficávamos meses sem saber nada um do outro, algumas vezes não me respondia a mensagens!". Ora, isto, nesta altura, era mais do que suficiente para perceber que ali não havia amor. Conhece um homem que ame uma mulher e nunca lhe diga nada?

2. Quase um ano depois sem se verem, apenas falando algumas vezes, repete-se um jantar. "Disse-me que só me queria como amiga íntima", ou seja, uma amiga com quem ter sexo sempre que lhe apetecesse, por outras palavras; "eu disse-lhe que isso não aceitava, ou éramos amigos normais ou mais do que amigos, outra coisa não queria! Não entendo, se gosta de mim, porque não tentar?". Não tenta porque está a mentir e não gosta, quer apenas sexo. Nenhum homem que goste de uma mulher recusa a possibilidade de um relacionamento. Invertamos os papéis: imagine que é ele quem lhe propõe tentar uma relação, recusava? Não, porque era isso que queria. Só recusa quem não quer e recusa porque não gosta.

3. Quase outro ano passado do segundo jantar, convida-o para o seu aniversário. Não aparece nem diz nada.

4. Mais tarde, estava na sua cidade e decidiu ligar-lhe. É o momento em que se "confessa", "ah e tal, não te disse nada no aniversário, não me portei bem", um belo truque masculino, apontar-se o dedo, reconhecer erros para ganhar o perdão feminino. Na cabeça da mulher lê-se "afinal percebe que errou, fez muito bem em reconhecer!". Na cabeça do homem "basta dizer que sou um merdas e tenho toda a atenção e perdão". Note-se ainda que ele lhe ligou exactamente quando estava estacionado na sua cidade, não foi nem a 10 metros de distância. Preciso dizer o que este homem procurava?

5. Passou por momentos complicados com a doença de um familiar. Ele sabia e nunca lhe deu qualquer atenção ou apoio quanto a este facto.

6. No dia em que fez quatro anos em que se conheceram, não falando há que tempos, decidiu contactá-lo para dizer que fazia já quatro anos. Ele não sabia. Ele não a contactava há uma vida inteira e a Filipa pergunta-lhe "o que queres de mim?". Aqui fico sem chão. O que a leva a perguntar o que ele quer de si quando não lhe diz nada e demonstra não querer nada além de sexo ocasional? Ele, apanhado de surpresa, aproveita o momento para algum jogo de cintura: "ah e tal, não sei bem, mas gosto de ti, é isso que sei". Filipa, acha mesmo que ele estava a ser honesto ou a garantir qualquer coisa para quando voltar a passar pela sua cidade?

7. "Estou em silêncio, só vou quebrar no dia do aniversário dele, vou enviar mensagem porque ele não me enviou no meu aniversário". Isto faz-lhe sentido? Ele vai adorar, não tenha dúvidas! Vai ler e pensar "nem preciso de ter muito trabalho, está no papo!". Eu percebo a sua intenção, quer que ele receba a mensagem e pense "bolas, envia-me os parabéns quando eu não lhe disse nada. Sou um porco e ela é um espectáculo". Esqueça! Os homens não pensam assim, vai estar-se nas tintas e a Filipa só se vai humilhar.

8. "Partilhei com ele o facto de querer ser mãe, sempre lhe disse que queria uma relação séria, ele dizia que seria o pai dos meus filhos". Mais uma mentira. Este homem não é parvo, ele vai apenas dizer aquilo que sabe que a Filipa quer ouvir. Se disser o contrário não tem o que quer.

9. "Gostava de perceber se ele é realmente o homem da minha vida, porque quero casar e ter filhos e já tenho 35 anos". Não Filipa, este não é o homem da sua vida, é um pulha a quem dá demasiada atenção, uma pessoa que não quer saber se tem sentimentos, se sofre, se tem projectos para o futuro. Este homem quer que o ajude a passar o tempo com flirts, longas conversas de telefone, muitos SMS, e algum sexo, sempre e só quando lhe apetecer a ele. Em nenhum momento este homem parece ter feito alguma coisa por si e só deu notícias quando lhe dava jeito e se divertia.

Das duas vezes que estiveram juntos "era como se estivéssemos juntos todos os dias, houve uma química, uma cumplicidade enorme, que não sei explicar!". Filipa, aquilo que teve foi um encontro químico que funcionou bem, deram-se bem sexualmente e foi isto. Ponto final. O resto é criado pela sua cabeça, porque a cumplicidade é outra coisa, algo que surge entre pessoas que têm uma ligação forte e mútua. A mutualidade não é uma característica da relação que tem com esse homem.

Filipa, cada ano que passa, é mais um ano que perde. Esse homem não presta de todo, é uma peça que lhe faz isto a si e a outras. Que julga que ele está a fazer nas temporadas em que não diz nada? A pensar em si? No seu lugar cortava o contacto sem dar qualquer explicação. Apagava tudo sem olhar para trás, fingia ter morrido e não dava nem mais uma satisfação, pois a falta de informação será a única coisa que o vai inquietar. Saber que está magoada, que vai desaparecer, são trunfos, são avisos, é dizer-lhe como e quando se pode mover. Na falta de respostas não sabe nada e vive na ignorância.

Filipa, parta rapidamente para outra que isso não é vida para ninguém!

2.2.12

Laser alexandrite - descontos a acabar!

Então, já trataram de marcar a vossa sessão de depilação a laser alexandrite com desconto A Maçã de Eva?

Não sabe de nada? Não leu o texto? Leia aqui!

Os descontos estão a acabar, dura até dia 14 de Fevereiro de 2012!

1.2.12

As crianças são o melhor do mundo

Um destes dias cheguei a casa depois do trabalho. Assim que meti a chave à porta, já estava a Poisoned Apple Man na entrada, de pé, atrás da porta à minha espera.

Beijinhos e tal para me entreter começa a perguntar-me por que guardo X na gaveta Y, por que não optimizo o espaço no armário A, porque não arrumo melhor o armário o B, por que raio o caixote C tem coisas que blá, blá, blá... e percebo que o homem esteve a mexer nas minhas coisas.

Ora, não gosto disto. Eu é que sei das minhas arrumações, não quero ninguém a mexer nas minhas gavetas e eu não mexo nas dele. Rapidamente, com o meu olhar 33-vou-te-capar, inquiri:

- Andaste a mexer nas minhas coisas??? Eu não mexo nas tuas coisas!

- Andei. Estive à procura das trufas Lindor Lindt que escondeste e não as encontrei. Porra...

É por isto que reviro os olhos quando me perguntam quando vamos encher a casa de crianças.

30.1.12

Ele é surdo

Logo pela manhã, o Poisoned Apple ligou-me. Perguntou:

- Está tudo bem?
- Não. Estou chateada.

O leitor até aqui acha a conversa normal. O pormenor é que o PAM, em vez de compreender que eu estava zangada com o mundo, no lugar de ouvir "Não. Estou chateada", percebeu "Não. Estou grávida".

E do outro lado do telefone o homem ficou mudo. Não emitia sons. Estava em estado de choque e cheio de palpitações. À beira de um enfarte, quem sabe.

Sorte a dele que a "gravidez" durou apenas uns segundos.

28.1.12

Era 38, pá!


Catano, pá! Um gajo pede um 38 e trazem um 39!

Como não me servem de muito, vendem-se, novas em folha, dentro dos plásticos (a caixa amolgada já foi para o lixo), 130€. Um nice price para estas botas em terras de Portugal, botita de camurça e pêlo, que são a melhor coisa do mundo para dias de Inverno. Tenho umas parecidas em cinzento e gosto tanto delas que já perdi a vergonha na cara e até vou com elas trabalhar.

27.1.12

Consultório #95

"Tenho 23 anos, vivo em Lisboa, estou no 1º ano da faculdade, já estive noutro curso e desisti porque cheguei à conclusão (depois de quase 3 anos) que não era aquilo que gostava e quase tive uma depressão por causa disso. Pensar que perdi três anos da minha vida num curso que me deixava infeliz e frustrada faz-me sentir parva por ter acordado tarde, mas agora é seguir em frente. Sou demasiado exigente comigo mesma, sou muito racional (penso demais!) muito perfeccionista e sofro demasiado por antecipação.

Conheci um homem através de um chat. Ele tem 33 anos e vive e trabalha noutra cidade. Falávamos quase todos os dias e desenvolvemos uma empatia grande um pelo outro. Confesso que sempre levei as coisas a brincar e juro que nunca pensei vir a encontrar-me com alguém que conhecesse através da net até porque não tínhamos trocado nenhuma fotografia porque ele não queria! As minhas amigas só me diziam que das duas uma: ou era muito feio ou então que só podia ser maluquinho. 9 meses mais tarde, combinámos um encontro num sítio público com muita gente e sem o risco de ser raptada. Sempre gostei de riscos mas só até certo ponto. O que eu realmente achava era que aquilo não passava do primeiro encontro e a seguir adeus e gostei de te conhecer.

Mas ele não é nada feio e muito menos maluco. É muito querido e trata-me muito, muito bem. Já nos encontrámos mais algumas vezes, sempre em Lisboa. Sinceramente sinto que me estou a apaixonar a sério por ele e tenho quase a certeza de que o sentimento é recíproco.

Agora não sei o que fazer! Acho que a nossa relação é quase impossível por vários factores! Embora me sinta muito bem e à vontade quando estou com ele e que nem parece que existem 10 anos que nos separam, o facto é que existem! Mas também o facto de ele trabalhar e de eu estudar, de ele viver sozinho e de eu viver com os meus pais e, claro, de estarmos longe um do outro, deixa-me muito confusa e sem saber o que fazer.

Tenho muito medo de me envolver a sério nesta relação e depois sofrer com a distância e com as nossas diferenças que, apesar de tudo, existem. Não o quero perder porque gosto dele mas não era esta a relação que queria! Estarmos tão afastados um do outro, nem todas as semanas nos vemos. Enfim, não sei o que fazer. Será que vale a pena?"
.

Olá Cristina!

Não me impressiona que se conheça alguém através de um chat. Conheço outros casos que resultaram numa relação, pode ser visto como estranho ou invulgar, mas não é a primeira, e quer se queira ou não, é fruto das novas tecnologias e dos dias que correm. Quanto a isso, pode ficar descansada. A parte má destas situações é que nunca se sabe o que daí vem. Pode ser uma pessoa normal, pode ser uma pessoa maluca, ou pode ser uma pessoa que parece normal até que depois, já numa relação, se revela maluca. A questão é que a Cristina não tem referências e não me refiro a uma carta de recomendação. Normalmente conhecemos pessoas através de outras, temos uma referência, sabemos mais ou menos com aquilo que contamos, podemos colocar questões. Neste caso, não tem nada, tem aquilo que vê pela frente e todos sabemos que as aparências iludem. Portanto, quanto a isto há sempre um risco, é um facto inegável.

No entanto, há a questão da idade e o problema não é a idade em si. Eu já namorei com um homem 12 anos mais velho que eu, trabalhávamos os dois, mas eu vivia em casa da minha mãe e ele sozinho; era divorciado pela segunda vez; tinha três filhos que ficavam com ele em semanas alternadas; e embora isto possa não parecer nada, era muito. Na distância de idades não se notava nada, mas a verdade é que queríamos coisas diferentes. Ele não queria nem mais um filho, até porque os últimos dois foram uma surpresa, e eu obviamente quereria vir a ter.

Conhecemo-nos através de trabalho, tinha poucas ou nenhumas referências, parecia uma pessoa muito madura e revelou-se uma besta na forma como correu comigo. No entanto, aquilo que mais me incomodou foi descobrir a vida dele. Isto pode parecer uma arrogância, mas apesar de gostar dele na altura, aquilo o que o rodeava não era o que queria para mim. Quando conheci a mãe dele, ia morrendo de choque: era uma bimba do pior. Todo o meio familiar não tinha nada a ver comigo nem com a minha família. E como eu não acredito em amor e uma cabana, sentia que podia ter presente, mas não teria futuro, embora não quisesse admitir isto. Com o tempo aprendi que mais vale sermos honestos connosco próprios, poupa muitos dramas.

Ou seja, se for em frente com esse homem, prepare-se para vários contratempos:

1. A distância vai tornar tudo um inferno.
2. Não tem referências, ele faz o que quiser e nunca vai saber.
3. Tem de passar muito tempo até se sentir confortável o suficiente para sentir que o conhece.
4. Estão em diferentes fases da vida que é algo que vai acabar por pesar.
5. Talvez não tenha a mesma liberdade de fazer o que lhe apetece sem controle parental, como ele tem.

Tudo isto não quer dizer que não deve ter uma relação com esse homem e não tem de olhar para as relações como um fim, "cheguei e fiquei". As relações vão e vêem, o sofrimento faz parte delas até encontrarmos a pessoa certa e aquilo que transmite na sua mensagem, mais do que qualquer outra coisa, é que gosta da atenção desse homem, o que a faz sentir que gosta dele, mas depois tudo o resto não é como queria. Em suma, tem de se analisar e perceber se não quer é viver uma paixão, sentir que gosta de alguém, sentir que alguém gosta de si, ter um namorado, embora não tivesse de ser exactamente esse e pudesse ser um outro com uma idade mais próxima da sua, com amigos da mesma geração e que pudessem ver-se com maior frequência. Aquilo que eu sinto é que tem um certo vazio que gostava de ver preenchido, calhou conhecê-lo nesta altura e acha que esta é a pessoa certa para ocupar esse vazio, pois é a pessoa que se mostra disponível. Pense nisso!

26.1.12

Surpresas na caixa de correio

Este fim-de-semana fui à caixa do correio que para variar estava cheia até cima. Tenho um grave problema: não me lembro que o correio existe, que devo abrir a caixa pelo menos dia sim, dia não, e em semanas que o Poisoned Apple Man não está, instala-se a desgraça e acumulam-se resmas de envelopes e lixo publicitário.

Não estranhei as quantidades, mas estranhei quando vi uma encomenda com o meu nome. Mas eu não encomendei nada…! Estou demente! Achei que o PAM tinha mesmo razão, tenho uma doença que me leva a fazer compras de tal forma que já nem lembro o que compro. É grave!
Lá subi no elevador, ansiosa para saber que raio tinha encomendado e não me lembrava, atirei tudo para cima da mesa, abri o envelope e… não estou maluca! Estou sã como um pêro!

Afinal não tinha encomendado coisa nenhuma. A POR UM FIO, que já tem feito passatempos neste blog, decidiu oferecer-me um fio e uns brincos de surpresa, tudo alusivo ao dia dos namorados. Que queridas! Estive a cuscar a página da POR UM FIO e está cheia de coisa novas.

Não sabe o que oferecer à cara-metade no dia dos namorados? Entretenha-se por aqui e vai perceber que para oferecer um presente não precisa de se arruinar. A solução mora ao lado e é mais simples de concretizar do que julga.

Apesar dos votos da POR UM FIO para um dia de namorados em cheio, já sei que vou ter um dia de namorados longe do PAM, não que ligue muito à data (nem ele), nada mesmo, mas ao menos aproveitávamos para aninhar no sofá. Mas não vai dar, ele vai estar longe, pode ser que cozinhe uma coisa boa para mim e namore com o novo canal de TV que descobri, cheio de programas de gaja. Eu e o demónio do gato aos pés da cama. Ou então aceito um convite de algum/a amigo/a encalhado/a. Durante muitos anos este dia não falhava. Ia sempre jantar fora com a minha amiga em Londres, mas abandonou-me e mudou-se para o frio cortante.

Obrigada, POR UM FIO!


25.1.12

Poisoned Apple ensina os machos

Quando iniciei a minha vida com o Poisoned Apple Man debaixo do mesmo tecto, rapidamente tive oportunidade de comprovar algo que não sabia existir sem medos: o homem urina sentado. Fiquei encantada e pensei "é de homem!". É de homem um gajo que não se importa de urinar da mesma forma que uma menina, dispensando a mangueirada de mijo que habitualmente se encontra nas casas de banho públicas. Ou na minha casa-de-banho social, quando recebo visitas do género masculino.

Sempre que há jantaradas em casa que incluam mais de dois machos, é mijo na certa. O WC da entrada torna-se então objecto experiência e de estudo. Experiência das visitas, que tenho a certeza que apontam com o mangalho ao tecto, a ver até onde chega; outros apontam para os azulejos na tentativa de fazer desenhos, tal como os homens das cavernas há muitos milhares de anos; e há os mais simples, que tentam fazer da sanita e do tampo um vestido de sevilhanas, cheio de pintas, mas em vez de ser um vestido giro é apenas mijo fedorento. Depois vem o estudo, ou melhor, a incompreensão daquele cenário, que já é meu e dá origem a estas divagações.

A primeira vez que dei conta disto foi no dia seguinte a um jantar que dei em casa. No dia seguinte, de cada vez que passava na entrada o meu faro detectava por vezes um cheiro semelhante a Alfama em noite de Santos Populares, mas a casa é uma casa limpa e achava que estava louca da cabeça. Passou-se um segundo dia e continuava a sentir aquele cheiro de vez em quando. Até que entrei na casa de banho da entrada, que uso muito poucas vezes, e me deparei com um cenário pintalgado absolutamente nojento. Alguns palavrões depois, lá eu estava ajoelhada no chão, munida de desinfectantes e luvas e muitos palavrões, com o apoio emocional do Poisoned Apple Man que nas minhas costas observava a minha limpeza e perguntava ao ar, "mas por que não fazem xixi sentados?". Não me perguntem a mim.

Nada receiem, homens deste país. Não serão menos machos por fazerem necessidades líquidas sentados e vossas mulheres vão agradar. O único registo menos simpático que guardo na memória tem já muitos anos, quando o meu pai se sentou na retrete para urinar enquanto eu tomava banho no WC dos meus pais. Na altura eu devia ter 6 ou 7 anos e o meu pai, ao levantar-se, levou o tampo colado às pernas, desiquilibrou-se e caiu sentado, entalando as partes entre o tampo e a loiça com o peso do tronco. Foi um grito que ecoou pelo prédio fora, dizem os vizinhos, o que mais tarde me tornou numa mulher traumatizada. À parte de alguma dor que o meu pai possa ter sentido, consta que não se registaram danos major. Registado este caso isolado, isto são coisas que apenas acontecem aos outros, pelo que não devem sofrer por males alheios. Toca a urinar sentados.

Às visitas que me lêem, nada temam nem se sintam mal com isto que escrevo. Lá em casa tenho luvas, Cif WC amoníaco, pinças para o nariz e alguma paciência que reservo de parte para estes momentos.

E agora lembro, receio que meu amigo Piston possa sentir-se embaraçado, mas nada tem de se ralar. Até à data não me chegou ao nariz o odor a urina deste homem, o maior fã da minha casa de banho de visitas, que ali deixa os maiores depósitos de massas sólidas que já se ouviu falar (segundo o próprio), solicitando sempre que não entre naquele espaço durante três semanas e que gasta meio rolo de papel higiénico de cada vez lá vai. Para estes casos, não há problemas, tenho sempre um pé de meia destinado à Renova.

24.1.12

A primeira vez

Desvirginei. Pela primeira vez na vida participei de um ménage à trois. Um threesome. Um bacanal.

Eu era a única mulher entre dois homens.

Nunca tinha feito uma mini-reunião ao telefone a três, cada um no seu telemóvel e cada um em diferentes pontos da cidade. Pior, não sabia que isto era fácil, mas continuo sem saber como se faz. Foram 5 minutos extremamente produtivos, fiquei aliviada.

23.1.12

Questões inquietantes

Filhos, uma alegria ou uma pedrada no charco?

Filhos, uma alegria ou um inferno?

Filhos, uma felicidade ou o declínio de uma relação?

21.1.12

Procura-se bicicleta

Ora, há por aí alguma leitora interessada em vender a bicicleta que tem na garagem em excelente estado, mas que só dá uso às moscas e às teias de aranha?

Estou interessada em comprar uma boa bicicleta de princesa para uma princesa (leia-se de senhora), com design elegante, em muito bom estado (que eu não me quero partir toda), uma coisa para circular na cidade, com mudanças e, quem sabe, com um cestinho. O cestinho é muito importante para mim, mas se não tiver posso adquirir mais tarde.

Aceitam-se propostas e fotos para aqui: amacadeeva@gmail.com

Convém que sejam de Lisboa ou arredores, porque não dá para dar ao volta ao país e tenho pouco de camisola amarela.


20.1.12

Consultório #94

"Conheci o meu namorado (português) há cerca de 5 anos, num país onde estava a trabalhar. Passámos a viver juntos quase desde o início e fomo-nos entendendo bastante bem e solidificando a relação. Há dois anos, ele foi colocado num outro país e porque quisemos continuar juntos, eu acompanhei-o. Há quase dois anos que tentamos engravidar sem sucesso e a espera não é fácil.

Gosto muito dele, de fazer a minha vida ao lado dele e julgo que somos felizes juntos. Contudo, desde que nos mudámos para cá que há um ponto que tem causado discórdia entre os dois. Sempre ouvi falar dos tempos de miúdo em que o meu namorado fazia surf e agora que vivemos junto do mar ele tem tido muitas oportunidades para o fazer. Entretanto, um colega do surf e a namorada tornaram-se os nossos melhores amigos e somos próximos de outros casais que conhecemos do mesmo modo.

O problema para mim é que todos os dias são bons para fazer surf. Durante a semana estou, geralmente, ocupada com o trabalho e isso não me incomoda. Mas ao fim de semana a história repete-se. Não há Sábado ou Domingo em que ir fazer ao surf não faça parte dos seus planos. Quando regressa, está geralmente cansado. Assim, qualquer actividade diferente em que eu esteja activamente incluída (não se importa que vá fotografar as suas espectaculares manobras) não acontece. Chegou a oferecer-me uma prancha de body board, mas no dia em que tentei pela primeira vez percebi que bem podia andar lá aos trambolhões e ser atirada contras as rochas que ele estava demasiado ocupado para me orientar.

Durante muito tempo esperei que ele sugerisse outro programa. Não queria impor nada e ir com o rapaz contrariado atrás de mim, a sonhar o que poderia estar a fazer se não fosse a “cabra” da namorada. Tentei procurar outras alternativas para mim que não o envolvessem, mas como o sítio é pequeno não é fácil. Até que percebi que se não dissesse nada, nada iria mudar. Depois de amuos durante todos os fins de semanas, discussões e muita insistência da minha parte, acabou por concordar que deveria reservar um dia do fim-de-semana para estarmos juntos e fazermos coisas diferentes.

Estivemos de férias e continua tudo na mesma. Volto a sentir raiva dele e do amigo comum, da namorada dele (que eu adoro) mas que lhe faz todas as vontades, e volto a ter vontade de me enfiar num avião, por me sentir tão abaixo na sua lista de prioridades, por achar que no lugar dele não conseguiria divertir-me se a minha cara-metade não estivesse bem, e não ter da parte dele a mesma consideração. Isto afecta muito o meu estado de espírito e tenho medo que acabe por prejudicar os outros relacionamentos com os amigos, pois acaba por parecer que tenho uma “implicância” injustificada e fico no quadro como a ovelha negra porque tenho dificuldade em esconder o que sinto. Eles portam-se como pequenos reizinhos, apenas preocupados com a sua felicidade.

Para se defender, ele diz que de qualquer maneira eu nunca tenho programa nenhum (eu até poderia sugerir fazer bungee-jumping de uma ponte), que ou estou ao computador ou a dormir. Nada supera esse tempo passado entre machos, em comunhão com a natureza, horas a fio com o rabo de molho, à espera de uma onda que pode nem chegar. Nem as conversas que se seguem, durante outras tantas horas, a comentar uma tal onda e gozar com a azelhice dos colegas. Da última vez relembrei que a responsabilidade era dos dois e acrescentei que “não era o circo, mas sim a namorada”. Ele diz que todos os fins-de-semana é a mesma coisa. Pudera!

Sinto que as conversas não nos levam a lugar nenhum. Tento controlar-me, esperar que ele pare de disfarçar que não repara que algo me incomoda, mas chego a um ponto em que expludo. O que só me faz parecer uma histérica, chata, desmancha-prazeres, dependente…

Preciso de uma dica super inteligente que me ajude a recuperar o moço sem andar a fazer figuras tristes que não me ajudam em nada. Tenho ideia que sou demasiado transparente e neste momento queria dominar uma “artimanha” qualquer que “levasse a água ao meu moinho” como algumas mulheres parecem saber fazer tão bem".

Olá Joana!

Tenho a dizer que de facto demonstra muita raiva pelo surf! E embora não viva uma situação semelhante, tenho de dizer que compreendo. É como o Poisoned Apple Man e a bola na TV. Eu detesto futebol, mas depois percebi que não é o futebol em si que detesto porque não me diz nada, é a forma como os clubes e os jogos consomem as pessoas, as torna obcecadas e selvagens. Há dias, num jogo do Sporting, combinou-se um jantar em casa do pai do homem. Eu avisei logo que não queria ir, mas fizeram-me sentir obrigada a ir. Uma coisa é jantarmos todos juntos, gosto muito e não me passa pela cabeça declinar o convite. Agora, quando é para ir para uma sala cheia de homens, todos aos gritos, insultos ao clube e aos jogadores que supostamente gostam, rádio aos gritos, "GOOOOOOOOOOOOOOOOLO!!!", "shiu que agora não se pode falar", queiram perdoar, mas não têm a minha paciência.

Neste jantar eu tinha umas trombas tais que de cada vez que o Poisoned Apple Man olhava para mim desatava a rir. Eu estava a fazer um frete, sem conversar nem fazer nada, apenas à espera que o tempo passasse para me ir embora. Olhava para o relógio e os minutos pareciam andar para trás. As pessoas não conversavam umas com as outras, tudo girava em torno da bola. Isto é giro? Para os outros. Agora, sempre que sou avisada que há bola, trato de arranjar um programa para mim. A minha diferença para a Joana é que isto não ocupa todos os santos fins-de-semana nem mexe na minha relação. A minha ideia é mais "não me empatem que eu não chateio" e cada um opta por fazer aquilo que gosta.

Na sua situação não sei o que faria. Percebo que vivendo num país diferente as coisas mudam, o círculo de amigos é muito reduzido e no país em que vive não me parece que exista muita coisa para fazer. Ou seja, os tempos livres estão um pouco dependentes de estarem juntos. É óbvio que ele devia racionar a coisa, não precisa de deixar de fazer surf, apenas não precisava de ser obcecado e dar tempo a tudo. Depois, o amigo com quem partilha a paixão pelo surf parece ser o amigo espectacular que o compreende e mais ninguém; a mulher do amigo, uma coitadinha, e a Joana anda aqui às voltas. Mas atenção, estou apenas a basear-me nas suas palavras.

E com estas palavras que me descreve não há solução, nem artimanhas. Depois de todas as tentativas de diálogo que promoveu, de desculpas esfarrapadas "também não arranjas nada para fazer", sentindo-se em segundo plano, eu sentava-o a uma cadeira e perguntava com todas as letras: já prometeste, não cumpriste. Sinto-me só e abandonada, tu não demonstras querer saber. Isto não se trata sobre surf, trata-se de como me fazes sentir à parte, triste e só, sem nunca dispensares tempo para mim, que também preciso. Devo regressar a Portugal? Preciso que me respondas. Só assim eu ia encontrar uma solução.

No entanto, não me diz há quanto tempo vive por aí. Já se perguntou se o local não é certo para os dois e não é propriamente o surf que interfere, mas o quase deserto que o local deve ser? Já pensou que se calhar ele está apenas a tentar manter-se ocupado para não esmorecer, mas o país não resulta para os dois? Eu digo-lhe sinceramente, nunca fui até aí fazer praia, mas se fosse para viver com certeza entrava num estado de desespero, de frustração e de mau humor, em que tudo iria correr mal. Por vezes os países não resultam para nós, não são aquilo a que estamos habituados, não há nada de novo, não têm nada a ver connosco. Há países fantásticos que são bons apenas para visitar. Pense nisso.

Deixo ainda uma nota: no que respeita à tentativa de gravidez, quando um casal não consegue engravidar ao fim de ano, passa a ser um caso que deve ser medicamente assistido. Não sei se já procurou ajuda médica, mas deve fazê-lo, embora não saiba que assistência médica vai encontrar onde vive. Também, pode ter a certeza que este constante estado de irritação não contribui para engravidar.

Boa sorte!

19.1.12

Verdade #69

Sinto que de Segunda a Sexta todos os meus dias são iguais. São ciclos repetitivos, quase cópias a papel químico. E estou-me a passar com isso.

O Poisoned Apple Man acha que sou uma eterna insatisfeita. E eu não gosto dessa ideia.

18.1.12

Ainda sobre o laser

Piquenas de mi corazón,

consta que já algumas leitoras marcaram sessões de laser com a Dora. Ora, para fazer isto funcionar, pedia por favor que depois de serem atendidas viessem comentar a vossa experiência.

Mesmo que apenas queiram escrever sobre resultados daqui a 3 meses, basta vir ao blog e clicar no cartaz da Iunique que vai ficar aí à esquerda, na barra lateral, e deixar o comentário.

A vossa opinião (que eu sei que vai ser boa) permitirá que outra mulheres se decidam e eventualmente tirem dúvidas. Assim ficam todas bem atendidas.

Mil obrigadas!

17.1.12

DESCONTOS depilação a laser alexandrite


A Poisoned Apple prometeu e aqui estão eles, os descontos de depilação a laser conseguidos através deste blog!

Para obter o desconto de 25% em laser alexandrite basta enviar uma mensagem para a Dora, para o e-mail doracrsilva@gmail.com, indicar que vêm do blog A Maçã de Eva e deixam contactos para fazer a vossa marcação. Estes descontos de 25% são exclusivos para este blog e válidos até dia 14 de Fevereiro de 2012. Não sabe o que oferecer no dia dos namorados? Pode falar com a Dora e comprar um voucher com estes 25% de desconto.

Nota: Nesta tabela falta o pacote “axilas + virilha” de 95€ que fica a 71,25€.

Há muito tempo que recebo e-mails de leitoras que me colocam questões sobre depilação a laser e perguntam qual o melhor local para o fazer. Às tantas lembrei-me: e se arranjasse aqui uns descontos porreiros em troca de recomendações? O acordo ficou feito e isto é o que tenho para vos dar, uns preciosos 25% de desconto num serviço de depilação a laser alexandrite com uma qualidade que não encontram em mais lado nenhum.

E agora vamos a explicações que ninguém nos centros vos dá, mas eu dou, a Dora dá, e vou aproveitar aqui para escrever o que costumo explicar às leitoras que me enviam mensagens.

Ah e tal, luz pulsada é muito mais barato! Pois, e está a ver grandes resultados além de um enfraquecimento do pêlo? A luz pulsada, a fotodepilação e essas coisas são óptimas se apenas quer ver os pêlos mais fracos. Se é isso que procura, não deve pagar mais. Eu própria experimentei, fiquei encantada às duas primeiras sessões e depois nada passava dali. A luz pulsada enfraquece o pêlo, é verdade, mas se o seu objectivo é acabar com os pêlos, tem de recorrer ao sistema de laser alexandrite, a oitava maravilha da ciência que me acabou com os pêlos do joelho para baixo em apenas duas sessões.

Não, não estou a brincar. Em duas sessões de laser alexandrite fiquei sem pêlos do joelho para baixo, à excepção de quatro ou cinco pêlos do demónio, resistentes que ficaram espalhados e que acabo por retirá-los com a pinça de vez em quando. Do joelho para cima foram precisas quatro ou cinco sessões, creio, mas não depilo as pernas há 4 anos.

Ah e tal, achas que isso são grandes descontos e há sítios onde fazem laser alexandrite a 25€ por sessão. É verdade, mas sabe o que está a comprar?

Na altura em que o descobri o laser alexandrite estava maravilhada. Depois fiquei desempregada e, como máquina revolucionária que é, pensei em abrir um centro de depilação a laser. Fiz estudos, falei com a marca, estudei e aprendi muita coisa. Mais tarde, na fase de decisão, achei que o mercado já tinha muitos centros (embora nem todos de laser alexandrite) e que não seria boa ideia chegar-me à frente com tanta concorrência e desinformação da clientela.

Nas reuniões com a marca deste tipo de laser, percebi que os consumíveis são muito dispendiosos e que por isso é impossível praticar preços baixos mantendo a qualidade. Um desses consumíveis é o criogénico, umas botijas que estão inseridas na máquina e a cada disparo de laser libertam borrifos de criogénio que arrefecem a pele e atenuam a dor (sim, porque só a luz pulsada que não elimina pêlo nenhum é não dói nunca). Ou seja, o criogénio é preciso, e ao poupar neste consumível, cada disparo dói mais em vez de menos.

Mais importante que o criogénio, do ponto de vista da eficácia, são as lentes. Na manga de disparo, para proteger a pele da parte má do laser, são colocadas uma lentes (tipo lentes de contacto) muito fininhas e frágeis. Estas lentes que são um consumível bem caro, devem ser mudadas a cada 2500/3000 disparos de laser, mais ou menos. Ora, umas pernas levam em média 1200/1500 disparos. O que é que acontece se a lente não for mudada? Nada! Com os disparos a lente começa a ficar picada e baça e isso faz com que a luz do laser não passe através da lente e não penetre correctamente na pele até à raiz do pêlo. Portanto, a si não lhe faz mal, mas o objectivo não é eliminar pêlos? E já agora pergunto, quantas vezes viu mudar a lente?

Trabalhar com lentes gastas, fazer-se de distraído em relação ao número de disparos ignorando as recomendações da marca, faz com que os disparos percam eficácia, o que por sua vez faz render o peixe. Depois a cliente queixa-se às técnicas que dão uma qualquer explicação que é da fase do pêlo, ou da ovulação ou do raio que a parta. E quem não sabe, na ignorância se mantém.

Para além de evitar a mudança de lentes, outra forma de fazer render o peixe é a forma de fazer disparar o laser. Se disparar fazendo linhas rectas e paralelas, inevitavelmente há espaços que vão ficar em falta. O método correcto é fazer círculos olímpicos, evitando ilhas de pêlos presos à raiz quando começa a nascer.

Isto faz-se para garantir o sucesso da sessão de laser e para não acontecer o mesmo que a mim, que uma vez fui fazer depilação integral ao sítio onde todos fazem depilação a laser alexandrite a 25€/sessão (e onde medem a pele a régua e esquadro e acham que tudo é um suplemento), onde nunca mais voltei. Primeiro comecei por dizer que já não tinha pêlos nas virilhas há muito, pelo que não precisava dessa zona. Já no gabinete, a menina passou o laser nas virilhas e eu, inocentemente pensei: olha que simpática. Se tiver algum pêlo que não tenha dado conta é já eliminado. Ahã... Cheguei à caixa e tinha mais 25€ do que pensei para pagar. Expliquei que tinha avisado que não precisava das virilhas. Acha que trataram de actualizar a conta a meu favor pelo engano delas? Não. E ainda ouvi: avise melhor da próxima! Fiquei possuída e pensei que nunca mais lá voltava. Mas tive de voltar.

Quando se faz depilação a laser, os pêlos caem ao fim de oito ou dez dias, mais ou menos. Ao fim de 15 dias desta sessão, metade dos pêlos tinha caído e a outra metade estava agarrada com betão. Independentemente de gostar ou não de depilação integral, o meu pipi estava uma vergonha! Tinha ilhas de pêlos dispersas e o resto lisinho. Sentia-me ridícula. Voltei ao centro para reclamar, ainda me tentaram dar uma tanga da fase do pêlo e o camandro, eu disse que já tinha muitos anos disto e que conhecia bem a marca porque estudei aquilo tudo, e elas lá passaram o laser uma segunda vez. Desta vez de graça e como deve ser que é para não aprenderem a enganar as pessoas. Na iminência de um registo no livro de reclamações, o melhor é dar uma borla com rigor.

Por que é que isto aconteceu? Porque fazem render o peixe. O que é que a Dora faz se por acaso isto acontecer consigo num centímetro quadrado que passe ao lado por distracção? Combina com ela, a Dora trata de rectificar e não tem de pagar nada. Chama-se eficiência.

Ah, e não fazem pacotes de número de sessões? Não, porque onde fazem isso estão a enganá-la. Eu levei duas sessões a ficar sem pêlos do joelho para baixo, quatro ou cinco do joelho para cima, e esses pacotes são normalmente vendidos à meia-dúzia. Se tivesse comprado um pacote desses, isto significava que ia deitar dinheiro à rua. A Dora sabe isso e sabe que o número de sessões é variável de pessoa para pessoa, por isso opta apenas por fazer pacotes de zonas e não de sessões e assim ninguém se sente enganado.

Outra questão das virilhas é que lemos nesses centros onde prometem mundos e fundos, "VIRILHAS A 25€" e depois não passa tudo de uma grande tanga. Virilhas a este preço é a zona que eles delimitam como sendo virilhas e não as virilhas que realmente tem. Se for como um dia eu fui, chegavam quase aos tornozelos. E depois de estar deitada na marquesa não tem hipóteses. Desenham com o lápis um risco de miséria para umas virilhas que incluem apenas a parte da perna. E então não pode ser mais cavado? Pode menina, é mais um suplemento de 25€. E a parte dos lábios? Pode menina, são mais 25€. E a zona perianal? Pode menina, são mais 25€. E a púbis? Pode menina, são mais 25€. Contas feitas, para quem quer fazer depilação integral noutros locais paga uma fortuna. Com a Dora, virilhas são as virilhas que entender. É como a meia-perna do joelho para cima, já ouvi a quem tivesse pago "anca" por uma penugem na parte de cima das coxas.

Assim, sem sombra de dúvida que recomendo o espaço Iunique e a técnica Dora, uma jóia de moça, a quem podem colocar qualquer questão que ela responde a tudo, tira dúvidas, dá preços, etc. Não recomendo outro espaço que não este e servem para prova do trabalho da Dora as minhas pernocas que não sabem o que é depilação há anos. Sou macia como um bebé, o Poisoned Apple Man garante.

Entretanto amiguem-se no Facebook da Iunique HairBodyClinic e namorem as imagens de um espaço absolutamente fabuloso que podem encontram na Av. D. Carlos I, em Lisboa (a rua do IADE, em Alcântara), nº 124G. É mais ou menos a meio da rua do lado direito de quem sobe para São Bento. Há parque de estacionamento público na praça em frente ao IADE.







Quanto às piquenas do Norte e outras zonas do país, peço imensa desculpa, mas não há nenhum espaço Iunique fora de Lisboa. Se surgirem novidades a este respeito, tratarei de avisar. A Dora tinha no entanto uma leitora deste blog que ia de Coimbra a Lisboa de propósito para fazer depilação a laser. De facto, quem quer eficiência faz maiores esforços. Viu-se livre dos pêlos e não precisou de voltar a Lisboa por isso.

Como todos sabem, não faço publicidade por fazer e apenas recomendo aquilo que utilizo/experimento e tem o meu selo de qualidade. Com este laser e os cuidados da Dora, eu já fiquei sem pêlos, a minha mãe, a minha sogra, e toda uma série de amigas. Ninguém se queixou, nem ninguém saiu de lá queimada (que é outro caso que conheço de uma amiga que foi a uma clínica cheia de tias e de nome, mas teve de ficar dois anos sem mostrar as pernas ao sol). Se procura um serviço eficiente em que não façam fazer render o peixe para ir lá mais vezes, este é o sítio.

Há sítios que querem manter as clientes por mais tempo para as fazer render. E outros há, como a Iunique, que querem é despachar as clientes para que garantam às amigas, e às amigas, e às primas, que existem serviços honestos e de qualidade. E eu gosto disso.

Heim? Entre lentes, virilhas e criogénio, tanta coisa que vos ensinei hoje! Agora não se deixem ir em enganos!