8.2.10

Minhas ricas maminhas! - Serviço público para mulheres

Acha que o seu número de soutien está adequado ao seu peito? Não está. Acha que compra o número certo? Não compra.

Eu achava que usava o número certo, mas desconfiava que algo estava errado sem saber muito bem explicar porquê. E eis que descobri na SIC um vídeo que falava sobre isto mesmo. Numa entrevista, a Inês e a Margarida referiam uma série de erros comuns que eu nunca pensei que cometesse. Logo eu que me considero tão feminina e preocupada com estas questões!

Descoberto o site, combinei com quatro amigas e acabámos por entrar naquilo que foi um programa fantástico: uma consulta gratuita de bra fitting. A Dama de Copas é mesmo no centro de Lisboa, no Chiado, na Rua do Carmo nº 51, 2º D. E lá chegámos de manhã, longe de imaginar o que iria acontecer a seguir.

Do nosso grupo de amigas, as maminhas eram do mais variado possível: pós-amamentação recente, pequenas, médias que se queriam maiores e maiores que se queriam mais discretas. Melhor leque que este, impossível!

A Inês e a Margarida são uma simpatia e, imagine-se, a Margarida apareceu com um soutien de número errado, a fazer um sacrifício, como dizia, que à partida parecia correcto, para depois vestir o número correcto e nos deixar de queixo caído. Parecia vinda de uma cirurgia.

Eu que pensava ser um 36B, não sou coisa nenhuma. Sou 32F! Outra amiga que achava ser 34B, é um 30E!!! E a diferença, caras leitoras, a diferença quando por cima do número de soutien correcto vestimos uma camisola ou um top. Parecemos outras! Estás mais magra? Não, é o soutien certo que nos faz parecer ter a cintura mais fina.

Aconselho seriamente a marcarem uma consulta na Dama de Copas. Depois deste programa de amigas, as nossas maminhas nunca mais serão as mesmas. Percebi que não são os fabricantes de camisas que não fazem a coisa como deve ser quando o botão do peito quer abrir. É o soutien que não é nosso. Percebi que o meu antigo 36B é usado por pessoas que costumam vestir um tamanho de calças 42/44! Até mesmo quem tem o peito como costumamos dizer, "no sítio", como é o nosso caso, nota imensa diferença.

Nos mulheres, saímos da Dama de Copas com energia renovada, mais sexys e confiantes, cheias de vontade de mostrar as novas maminhas às nossas parelhas e cheias de vontade de partilhar a novidade com outras mulheres, o que faço aqui.

Quem mora fora de Lisboa, acreditem que vale a pena a viagem. Eu arrastei as minhas amigas até lá. Faça o mesmo, juntem-se num carro e mudem para melhor.

6.2.10

Do you remember? #88



Inês Laranjeiro - People are strange - 2009

Começa aos 2:34. E sim, tinha de ser esta versão que achei fenomenal!

(versão original Doors - 1967)

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5.2.10

Lições: antes e depois da conta

E eis que chegou o dia de assinar os papéis. Além de uma nova conta no banco, para não pagar despesas absurdas de manutenção, já estávamos a abrir uma poupança. Com esta não contava. E embora tudo para mim fosse natural, sem quaisquer nervos à mistura, não consegui deixar de me surpreender como cheguei ali quase sem dar conta. E enquanto ele se ria para mim e simulava discretamente a entrada de uma aliança no dedo dele, qual gangrena, percebi que não há outra explicação que não a mais simples: ou funciona ou não funciona, ou existe ligação ou não existe, ou faz sentido ou não faz. Esta coisa de andar a perder o sono por homens com quem as coisas não estão a resultar, estão quase a resultar ou são melhor que nada, acreditem, não vale a pena. Experiência própria.

Hoje já sei, tenho a certeza, que se a coisa não se acerta em poucos meses, não terá acerto em espaço temporal nenhum. E não digo isto porque foi o meu tempo, porque foi a minha experiência. Digo-o porque há cantigas que já não me convencem, gastaram-me o ouvido e a experiência, essa, teve uma altura que achei que me matava. Hoje sei que ou resulta naturalmente ou nem vale a pena insistir. Ou vale, para quem ainda não aprendeu. E o resultar não significa "para sempre" nem "até que a morte nos separe". Pense comigo, dos grandes amores que teve na vida, não se entenderam em pouco tempo? É verdade, mas muitas vezes a esperança falou mais alto, a esperança do "agora é que vai ser", ou "é preciso dar-lhe tempo para se entregar", ou "isto com o tempo vai lá". Não vai, não vai porra nenhuma. Ou é ou não é. Mas que seria de nós sem esperança?

3.2.10

Destreza, que te quero!

Há homens que mais parece que nascem com os dedos tortos, buracos nas mãos, unhas encaracoladas, eu sei lá! Há homens com uma falta de destreza que são capazes de nos fazer levar as mãos à cabeça, encher-nos de nervos, vontade de desatar aos gritos, mas nós mulheres não podemos, porque até dá pena, coitaditos, afinal fazem o melhor que conseguem.

Como no dia em que apressada para o ginásio, entro no escritório e peço: aperta-me a alça do soutien! E olhou para aquilo como quem olha para um óvulo ao qual é necessário extrair o ADN. Ora, toda a gente sabe que as alças de soutien têm aquela peça que sobe e desce, o que permite regular a altura da alça. Mas não, ele vai de desprender a alça do soutien e passar-ma por cima do ombro, toma. E eu olhei para ele cheia de nervos e de pressa, fui a correr para a casa-de-banho ver se fazia o serviço sozinha, porque com ele não chegava à aula de abdominais a tempo. E ainda apareceu, de cara triste, a perguntar por que é que és assim para mim? Oh Deus! Traz-me calma!

Ou como no dia em que pedi para me ajudar a esticar os lençóis. Puxou daquilo com tanto vigor que os cotovelos fugiram para trás e atirou ao chão o candeeiro e tudo o que estava em cima da mesa de cabeceira. Quase foi preciso fazer obras à casa só de fazer uma cama.

Ou ainda como no dia em que a seguir ao almoço lhe pedi que guardasse o arroz da panela num tupperware. Quando olhei para ele estava em alto exercício de concentração a tentar acertar no tupperware e já havia pirâmides de arroz no chão da cozinha.

Não, o amor não é fácil.

2.2.10

Questões pertinentes #22

Vamos lá usar o blog em favor das minhas necessidades.
Procuro desesperadamente uma cómoda parecida com esta. Grande, bonita, maravilhosa, cheia de espaço para arrumação.
Anyone?

1.2.10

Casamento e estágio

Conheço uma criatura que casou há coisa de poucos dias. Criatura essa muito católica, ou pelo menos assim se afirma, com poucos valores morais na prática e nas costas dos outros, mas de altos princípios e imensos valores quando o mundo olha. Tão temente aos ensinamentos de Deus, que (pelo menos que se saiba) nunca o namorado pernoitou em sua casa. Com isto nem vou pela virgindade até ao casamento, mas é que alguma família vivia no mesmo prédio, logo, há que manter as aparências. Ou seja, da porta para dentro cada um sabe de si, mas à noite é que não!!!

Nisto salta-me à memória outra criatura poucochinha, coitadita, que nos seus trintas insistia que não ficava em casa do namorado com quem andava e desandava, não sei, há cinco, seis anos? Pois que só casando e apenas casando. Triqui-triqui tudo bem, mas ficar a dormir só ao fim-de-semana e já a fazer o favorzinho. E pois, o gajo que era mais esperto, dizia que casando só com prévia experiência de ajuntamento, pois nunca se sabe como as coisas poderiam correr, já que passavam a vida a acabar e a começar. Bateu o pé, tanto quis fazer valer a vontade dela, que prontus, nem preciso de vos contar se a coisa deu casamento ou separação definitiva, certo?
Quando penso nisto, vejo que há muitas mulheres a dar tiros nos pés para fazer valer uma vontade de origem duvidosa que, tanto chateiam que acabam por perder o que tinham.

Casar é tudo? Não compreendo a obsessão extrema de querer casar e não gosto de casamentos "combinados", como o dela. Circulava a tal rapariga das aparências Lisboa fora, com a mala do carro cheia de mudanças, a boca cheia de lixo, a experiência cheia de nada e uma dupla de aliança e anel de noivado no dedo que exibia ao jeito "eu tenho e tu não" para quem quisesse ver. Ele e ela, vinte e poucos, preocupados em fazer o máximo possível by the book e sem saber coisa nenhuma do que é viver com alguém. A crer que é tudo amor e boa disposição, que estão protegidos e não haverá momento nenhum em que preferissem estar sozinhos, em que preferissem não fazer porra nenhuma, saltar o jantar ou deixar a cozinha num esterco, ir dormir até ao dia seguinte e estar-se nas tintas para a casa e para o amor, momentos em que a vontade própria não prevalecerá e os deixará chateados, de trombas, momentos em que a prateleira não é montada como nós o faríamos ou os bifes não são cozinhados como deve ser, restando a hipótese de almoçar verdadeiras solas. É, o amor não é fácil, há coisas que fazem crescer calores nas costas.

E eu havia de ser mosca para ver como corre aquilo, eu que vivo em pecado e tenho os dias contados. Coisas que se me dão no nervo. A mim os estágios nunca me fizeram confusão. Servem para aprender e, para muitos, é quanto baste. Confusão faz-me aqueles que acham indecente e largam sentenças ao alheio com uma Bíblia na mão e uma cruz na outra. O melhor é passar a andar com uns dentes de alho no bolso, não vá esta gente tecê-las. E esperar, esperar para ver porque isso tem graça.

30.1.10

Do you remember? #87



Zucchero & Paul Young - Senza Una Donna (Without A Woman) - 1987

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29.1.10

Questões pertinentes #21

É um grande passo abrir uma conta conjunta para despesas da casa (leia-se água, luz, gás, supermercado...) para ter dois cartões Multibanco e facilitar a vida no pagamentos destas necessidades?

Para mim não é nenhum big deal, nenhum excitamento em particular, é algo que aparece naturalmente para facilitar a vida aos dois. Mas quando procurei informar-me sobre contas sem despesas de manutenção (já que isto não é para poupar nem nada que se pareça), têm-se multiplicado ovações:

- Wouhoooooo! Isso é um passo em grande!!!

Ou eu estou parva ou não acho nada. E ficava assim com cara de toina, surpreendida. Talvez porque seja muito prática: para mim fecha-se a conta da mesma forma que se abre, para outros/as é símbolo de uma união mais difícil de desfazer porque existe um laço bancário. Aparentemente há muita gente a pensar assim, mas aqui entre nós, que ninguém nos ouve, como é que alguém pode pensar isso por umas centenas de Euros?

Mas concordo com o meu amigo DM que me fez lembrar a minha vida de hoje e a de há um ano.

Sorri.

Realmente... que diferença! Passei de sumida de tristeza, desgostosa, de coração partido sem acreditar em nada a dividir despesas do lar.

27.1.10

11º mandamento - não urinarás no duche!

Circulam por aí uns homens armados em enjoadinhos, onde se inclui o meu. Certo dia, no duche, perguntei docilmente:

- Posso fazer xixi?

Resultado: uma histeria sobre ficar com urina retida nas unhas dos pés, tudo num sermão digno de pai para filha.

Já ninguém faz xixi no duche? Já ninguém poupa descargas de autoclismo? Cá para mim todos o fazem mas ninguém o diz, como no outro dia em que o apanhei relaxado no banho, de olhos fechados, a fazer uma grandessíssima urina. Dei logo um grito de quem apanha o criminoso em flagrante e depois sentiu-se muito comprometido. Justificou que era só porque estava muito aflito. Ahã.

E eu não sou de acatar ordens que para mim não têm sentido, então, depois daquele sermão, vai de desprender a bexiga aos poucos, tudo para não deixar prova do crime amarelada no chão da cabine de duche. Ninguém viu nada. Pena que o chão do duche não seja preto. Ainda me perguntou com ar ameaçador: "Estás a fazer xixi? Estás com ar de sacana!". E eu respondi um "não" ofendido e virei costas para me rir. Agora já nem pergunto, faço e pronto, que é para não me contrariarem as vontades.

Agora vai ler isto e obrigar-me a sentar no trono antes de entrar no duche... Como eu sofro!

25.1.10

Os homens não sofrem (ou sofrem por um par de dias)

Um amigo da minha cara-metade tem vivido o último ano ao melhor estilo "cão e gato" com a sua mulher. Consta que nunca se entenderam muito bem, que é como quem diz, para uma semana de felicidade, viviam duas ou três de verdadeiro inferno. A isto, e ainda que desconheça pormenores, juntaram-se ameaças várias de pedidos de divórcio, um agora é que vai ser constante que afinal não era coisa nenhuma. Histórias típicas que nunca conhecem um the end célere, pois este é igual a muitos outros: romances de guerra que apenas terminam quando uma das partes é engolida pela exaustão.

E pois parece que isso aconteceu. Ou pelo menos tudo leva a crer que sim, pois nesta histórias só quando se sabe de malas arrumadas já longe é que uma pessoa pode acreditar. Decididos pelo divórcio e depois de procurar apoio no ombro amigo, perguntei ao homem da Poisoned Apple como é que o futuro divorciado se sentia. Triste, dizia ele. E eu morria de pena do homem, afinal, a separação, a derrota de uma relação falhada deve ser uma coisa horrível de suportar de tão dolorosa.

Menos de um mês depois, chegou um sms ao amigo comparsa de todas as horas: "Se te perguntarem esta noite dormi em tua casa".

Aha! Eu bem digo que os homens não sofrem. E os que sofrem padecem por 15 dias (o equivalente a umas férias que todos achamos sempre curtas) e quando a memória faz uma viagem ainda são capazes de dizer nem me quero lembrar como sofri! Ui, foi a loucura! Perderam 200 gr. (a quantidade de queijo flamengo que gosto de comprar) naquele sofrimento todo. Enfim, é como ter 38ºC de febre e acharem que já estão com um pé na cova.

Reflectindo sobre esta minha teoria, em diálogo com o homem da Poisoned Apple, fiquei a saber que se me fosse embora ele não saberia se ao fim de duas semanas seria encontrado na horizontal com uma gaja manhosa qualquer. Preferiu responder um não sei, jogar pelo seguro, pois poderia haver inúmeras razões para a minha saída. Se fosse uma crise, não, não o faria; se metesse outro gajo, estava quase garantido.

Os homens são tão parvos...

23.1.10

Do you remember? #86



Supertramp - School - 1974

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22.1.10

Consultório #19

Cara Poisoned Apple e restantes maçãs,

sou leitora assídua do vosso blog e muitas da vezes indentifico-me com aquilo que escrevem e a maneira como pensam. Acima de tudo admiro a capacidade para analisarem as situações e colocarem os vossos sentimentos "no papel" (...) Tudo começou há seis meses atrás quando tive a infeliz ideia de me apaixonar por um colega de trabalho. Nunca fui muito fã desta ideia, visto que quando tudo corre bem é só rosas mas se a coisa corre mal... enfim, há coisas que não se controlam. Para além de colega é um amigo, daqueles que está lá nas horas difíceis, que nos dá a mão no momento de aperto. Desde que o conheci (há cerca de 4 anos) que me senti atraída mas nunca dei largas aos sentimentos, achei que era tempo perdido.

Saímos várias vezes com a malta do trabalho (...) durante esse tempo ele teve outras relações e eu também. No início do ano, mudei de emprego. Empresa diferente mas o mesmo edifício. Continuaram as saídas embora com menos frequência. Sem sabermos muito bem como, demos por nós em jantares a dois, conversas intímas que nunca tinhamos tido antes, troca de mensagens a altas horas da madrugada e pela noite fora (...) E de repente, há coisa de dois meses, ele afastou-se. Sem razão nenhuma aparente. No entanto os estragos já estavam feitos, eu estava e continuo completamente caidinha por ele.

Começou a não ter tempo, começou a ter uma agenda pior que a do Primeiro Ministro embora nunca dissesse que não queria, apenas não tinha tempo. E com isso foram-se as mensagens e foram-se as conversas. Não sei se ele alguma vez teve algum interesse real ou se eu meti a pata na poça de alguma forma. Não interessa se sou apenas uma amiga ou algo mais. O que eu sei é que quando um homem quer procura, se não procura... então é melhor esquecer. O problema está mesmo aí... resolvi não dar o braço a torcer, não ser sempre eu a procurar, não me mostrar sempre disponível. Mas cruzo-me com ele todos os dias nos corredores do edifício, temos os mesmos amigos, frequentamos os mesmos espaços... De vez em quando perco a lucidez e envio uma sms, procuro a atenção dele ou de algo que me diga o porquê da mudança.

Nunca lhe perguntei directamente se aconteceu alguma coisa, falta de coragem, medo de ouvir o que não quero. Que é só meu amigo e não me quer iludir, que tem outra... A grande questão aqui é que não consigo esquecê-lo apesar de já ter tentado de várias maneiras. Nunca fui directa com ele em relação aos meus sentimentos, nem sei se sou suficientemente transparente para que ele tenha percebido.

É um amigo que não quero perder, mas está a tornar-se cada vez mais difícil fingir que não se passa nada. Se estamos juntos e eu não lhe dou a atenção de antigamente, pergunta-me se estou bem. Se estamos juntos, faz questão de me levar a casa. Se estamos juntos, já em casa manda sms a perguntar se cheguei bem ou se já durmo ou se gostei do jantar. Se não estamos juntos, é como se eu não existisse. Não sei se me podem ajudar ou se já passaram pelo mesmo, mas achei que eram as pessoas indicadas para me trazerem de volta ao mundo das mulheres independentes e sem tempo a perder com homens que não interessam. Obrigado por me "ouvirem".

(...) Nunca houve nada entre nós, nunca falámos sobre o assunto ou sobre se algo se estava ou não a passar entre nós. Aliás tentei sempre esconder aquilo que sentia com medo de me magoar. Se confundi amor com amizade, talvez, é bem provável.

Olá X.,

foi demorado, mas entre festas e quilos a mais, já cá estou!

Sabe, a história que me conta já aconteceu pelo menos uma vez a toda a gente e, no entanto, a resposta mais certeira está sempre dentro de nós. Mas não a queremos ouvir, é sempre dura demais, mais vale enganarmo-nos a nós próprias na esperança de que tudo de mau não tenha passado de um equívoco e, afinal, no fim de contas, tudo bom.

Também sou da sua opinião: relações no trabalho é para fugir! Mas outra coisa é quando se muda de trabalho. Confesso que fiz a mesma coisa, envolver-me com alguém do trabalho, mas só o fiz quando ele deixou de trabalhar naquele lugar. Ainda assim, em nada valeu a pena, provavelmente serviu apenas para que ele tivesse atenção, carinho e sexo. Arrependo-me amargamente, mas isto são outros quinhentos! O que quero dizer é que não é coisa a repetir. Ainda assim, não acho que tenha procedido mal. Afinal, algo surgiu entre os dois, passaram a sair e conversar cada vez mais, a questão do trabalho já não se colocava e sentiam-se bem.

Por razão nenhuma, tudo se desmoronou, afastou-se, tudo deixou de ser o que era, desapareceram os sms e as longas conversas e vive agora com aquela angústia no peito de cada vez que passa por ele, caindo por vezes na tentação de retomar o contacto à espera que tudo volte a ser o que era e, quem sabe, algo mais. No fundo, sabe bem a resposta. Ironiza dizendo que de repente ele passou a ter uma agenda mais preenchida que a do PM. Ou seja, sabe bem que isso não é assim, que quando um homem quer estar, está, mas quer é ouvir algo milagroso.

Lamento, mas não há. Também eu gostava que tivesse havido em tantos momentos da minha vida. Acontece que tudo se desmorou e não foi por razão nenhuma. Foi é por uma razão qualquer que desconhece e, sinceramente, não vale a pena procurar. Nunca chegou a acontecer nada entre vocês, nem nunca falaram no assunto. Não me parece que tenha confundido algo mais com amizade, até porque se assim fosse a atitude dele não teria sofrido alterações. Talvez tenha sido um flirt a caminho do romance que para ele deixou de resultar, talvez tenha sido a presença/regresso de outra pessoa. E eu estou mais por esta última. A não ser que a X. se tivesse tornado um bicho insuportável, um homem gosta sempre de ver no que dá uma possível relação com uma mulher. Se estavam nesse clima todo, ou a X. cheirava mal, ou desistiu em prol de outra pessoa. E eu vou partir do princípio que a X. não cheira mal.

Estando livre, muitos poucos homens desistiriam nessa fase, mas lá está, há sempre uma excepção à regra e por muito que gostasse não consigo ser dona da verdade. Pelos vistos continua a ter algum cuidado consigo, o que significa que guarda alguma mágoa e tem noção de que fez algo de errado (ou correcto evitando que fosse longe demais?). Não acredito que ele desconheça os seus sentimentos por ele, acho é que sente uma problemática entre querer ser amigo, ter cuidado e não alimentar esperanças sem ter de dizê-lo.

O meu conselho é que siga em frente. Não caia na tentação de o procurar. Acho sim que a amizade é possível, mas só quando tiver sobrevivido a isto tudo e não seja para si mais do que uma lembrança dos velhos tempos. É sempre assim, não podemos ver pela frente quem nos tratou mal ou quem desistiu de nós, mas quando não são mais que uma memória de antigamente, a amizade é possível e nem nos lembramos que algo aconteceu, nem que tenha sido apenas um clima. Mas chegar aqui ninguém disse que era fácil... eu sei! Faça por si, goste sempre de si mais do que qualquer outro. Isto é muito importante. Pode sempre gostar de alguém, mas coloque-se sempre em primeiro lugar. Eu só comecei a atinar na vida quando dei o grito do Ipiranga e disse que ia à frente, mas isto não será regra a aplicar a todas, claro.

Procure sempre a resposta no seu coração, ela está sempre lá, não pode é fingir que não a vê.

Beijinhos!

20.1.10

Verdade #58

"Quem é a minha picollini?" ou "quem é a minha gata?", beijos dispersos, festinhas muitas, todos os nomes queridos e mais alguns, mais uma e outra festinha, uma dentada a ver se me ponho a rir. Não compreendo a razão pela qual os homens se desdobram em malabarismos em vez de pedir simplesmente "desculpa". Dá assim tanto trabalho? Se para mim é tão simples, por que não será para os outros? Talvez para mim seja mais fácil porque é raro ter de o fazer.

E podia ficar neste entretém de variedades afectivas uma eternidade que a mim não me convence. É querer tapar o sol com a peneira. Um pedido de desculpa não tem igual ou semelhante e os festivais de variedades não me convencem. Fico na mesma, sentida e calada, que eu tenho tendência para apostar no silêncio nestas situações.

18.1.10

Questões pertinentes #20

Ora bem, alguém já fez ou conhece quem tenha feito uma rinoplastia e retirado o queixo duplo com lipoaspiração?

E já agora, de mesoterapia com agulhas para a celulite, quem sabe opinar?

Agradecida,

16.1.10

Do you remember? #85



The Love Boat - Jack Jones - 1977

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15.1.10

Sushi atómico

Vem o homem de outra ponta do globo:

- O sushi era espectacular! Comi uma sopa Hiroshima mesmo boa!
- Ah sim? E Nagasakis, havia?

Esboçou um sorriso pensativo de quem sabe que algo está errado, mas não sabe bem o quê.

- Sopa miso, homem! Sopa Hirosima... Anda uma mãe a criar um filho para isto!


13.1.10

"I'm a complete catch!"

Para ridicularizar um homem que merece... coloque tudo no Youtube!

Isto vale a pena ouvir. É bom, bom, bom! E a medida dela genial!

11.1.10

12 horas de casamento

Ando há que tempos para te escrever este texto. Desde o dia em que entrei naquela sala de cadeiras azuis e ouvi a miúda de voz anasalada, com aspirações a "tia", ditando como é piroso dizer amo-te. É ridículo, não se diz, afirmava como quem ensina uma criança que é feio dizer palavrões, mas faltando-lhe o dedo em riste. E logo houve quem atirasse o machado e perguntasse: então como é que se diz, como é que se mostra? E para ela mostrava-se com gestos, não com palavras. No limite, um gosto de ti. E porque estava num dia de verdadeira generosidade, um adoro-te quando o sentimento é realmente forte. A minha boca era muda e eu assistia a um espectáculo de quem sabe pouco. Na altura pensei que talvez, quem sabe, um dia a miúda venha a ter de engolir palavras desprovidas de traquejo, sinais de outras vidas e de outro tipo de amores.

Mas nela, reconheci traços teus. A relutância na entrega verbal e, nessa resistência, a da confissão do sentimento. Também preferias mostrar, mas eu não acreditava conseguir manter uma relação com um homem que não dissesse gostar de mim. Com o tempo, a vontade fez-te dizê-lo. Depois dos gosto de ti vieram os adoro-te e esses dois andaram que tempos juntos, numa brincadeira, uma correria no meu ouvido. E estava feliz. Não sentia necessidade de mais, porque o resto vinha acompanhado nos teus gestos. O amo-te que em tempos foi para mim indispensável, passou a ser facultativo debaixo do teu braço. Mesmo ali onde me encaixo, entre o peito e o ombro.

Mas eu sei razão pela qual não escrevi este texto na altura. Algo haveria para contar, para acrescentar a esta história nas 12 horas de casamento. A festa interminável, a correria do vestido, de umas meias de vidro com malhas, do fato rasgado e do fraque impecável. Haveria razões escondidas entre o bater da porta atrasado e o colar de pérolas esquecido. Entre o voltar atrás para ir buscar as pérolas falsas e os quilómetros extraordinários que fizeste para apagar a minha infelicidade de um pescoço nu que eu não queria ter por 12 horas de casamento.

E quando o tinha comprido, entrelaçado nos dedos, puxaste-me para ti, naquelas 12 horas de casamento, chegaste-te ao meu ouvido e disseste-o. Ali ficou, encaixado entre o pescoço e a orelha, a expressão pirosa, corny, aquela que não se diz, aquela que não me atrevo a transcrever para gelar o momento e ficar com ele para sempre, e ainda a explicação da mudança: nunca o tinhas dito antes, a ninguém, mas não encontravas mais nada que traduzisse o sentimento por mim.

Foi ali mesmo, na mesa branca de um casamento que durou 12 horas.

9.1.10

Do you remember? #84



Supertramp (várias)

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8.1.10

Vai de avião?

Reclamam as companhias aéreas que vivem uma grande crise. Eu vejo os aviões cheios, mas ainda assim as companhias procuram novas formas de sobrevivência, diz o Diário Económico.

Quando fiz o último voo de NY para San Diego e me perguntaram "are you going to pay cash or credit?", eu informei as estronça que o bilhete já estava pago. Não, não é isso. É a bagagem. Processei a informação. "What???!!" Não queria acreditar no que estava a ouvir depois de pagar uma fortuna pelo voo. Mas eis que para ir e voltar, duas malinhas custaram 80$US. Que bom! Eu até nem tinha onde meter o dinheiro! A par das bagagens existe o alimento que só come quem tem dinheiro, o resto passa fominha, e agora, está lançada a ideia, cobrar pela utilização do WC.

Estamos mal.

Existem companhias aéreas que planeiam colocar uma ranhura para inserir moedas na porta do WC. Preço indiscriminatório para sólidos e líquidos? Uma libra. Uma libra???! Sorte a nossa que o câmbio desceu uns 40% no último ano, senão era um euro e sessenta (cerca de 320 escudos) para poder utilizar reais aposentos.

E eu lembrei-me logo do meu primeiro voo para NY, para onde viajei de directa depois de uma noite dos Santos Populares, com sangria manhosa no bucho, uma bifanas cozinhadas sabe Deus em que grelha e um desarranjo intestinal que não lembrava ao Diabo. Se este sistema já tivesse sido implementado, lá se iam 50€ em caganeira e nem um único Ultra-Levur para me ajudar a poupar. Não ha direito.

Também meu amigo Ervi padeceu do mesmo mal num voo para Londres. Estava o piqueno tão apertado do intestino, coitadito, que lá ficou, no WC, por tempo que ninguém sabe determinar. Já se pensava em terrorismo, a preparação de uma bomba e ninguém se enganou. Dali emanava um pivete que não se podia, com as pessoas verdes, agoniadas, sem poder abrir uma mísera janelinha e com o próprio, comprometido, protestando com as assistentes de bordo que não havia condições para viajar, ameaçando repetidamente pedir o livro de reclamações. Cada um safa-se como pode.

Eu cá proponho uma taxa para viajar sentado e outra para aprender a não escolher companhias estúpidas! O direito a sólidos e líquidos é um direito universal!

7.1.10

Estrelinhas

A partir de hoje vão poder atribuir estrelinhas de princesa aos textos. Pode ser que goste disto, pode ser que não e retire esta coisa. Vamos ver no que isto dá. É só clicar nas ditas!

E se acabar com os comentários é que não fica aqui!

Para quem quer colocar isto no blog pessoal, é muito fácil e rápido!

6.1.10

Verdade #57

Ainda era de manhã, estava ocupada com afazeres profissionais, quando o telefone tocou. A esta hora deve ter acontecido alguma coisa, foi logo o que pensei. Remexi na memória à procura de uma porta deixada aberta indevidamente, uma janela escancarada em dia de frio, uma torneira mal fechada, uma asneira qualquer provocada pela minha distracção.

Nada. Não me lembrei de nada.

Atendi:

- I just call / to say / I looooooove youuuuuu!

É tão bom dar gargalhadas histéricas no local de trabalho por uma coisa destas, tão simples, mas tão boa.

4.1.10

No ginecologista...

... enquanto me mantinha sossegada de perna aberta na marquesa à espera que tudo aquilo acabasse, reflectindo sobre a sorte de uma médica poder observar-me minuciosamente com um holofote virado para os meus genitais, qual jogador da bola no Jamor, ela afirmava:

- Estas paredes vaginais são óptimas!
- Errr... [sorte a minha?]
- O seu útero está fantástisco! E este muco vaginal tem uma cor maravilhosa!
- [Tem?]

Saí da sala com a minha "maravilhosa" citologia, muito agradeci a consulta, desci as escadas incomodada com o lubrificante que ninguém foi capaz de dizer que desta vez iria descer e abundar por terras do hemisfério sul, liguei ao homem da Poisoned Apple e informei:

- O meu pipi é fantástico!

2.1.10

Do you remember? #83

Whitesnake - Is this love - 1987

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1.1.10

Parabéns p'ra miiim!


Parabéns, parabéns, parabéns p'ra mim! :)


E já cá canta mais um: são já vinte e onze!