21.11.16

Gravidez: toda a verdade #10


Lembro-me que quando comecei a pensar na hipótese de engravidar, há uns anos, comentei que antes disso ia ao médico para um check-up e confirmar que estava tudo OK comigo. Uma pessoa respondeu-me: "para quê? Isso vai-se depois de engravidar!", como se eu fosse estúpida na minha decisão. Nunca mais me esqueci. Que sentido é que isto tem? Depois do quê, de se descobrir um problema estando grávida?

Fui ao médico e não estava tudo bem. Tinha uma displasia no útero que com anos de evolução poderia vir a tornar-se num cancro. Ficou resolvido e tratado, mudei coisas na minha vida (profissionais) e desisti temporariamente da ideia de engravidar. Ainda não era o momento para mim.

Há tempos soube de uma pessoa que engravidou, sofrendo logo nas primeiras semanas perdas de sangue. Junto com a gravidez tinha um mioma e teve de ficar nove meses deitada.

Isto para explicar que, pelo menos eu, sou incapaz de dar tudo por garantido, detesto riscos e na minha cabeça NUNCA se tenta engravidar sem antes passar pelo médico e confirmar que está tudo OK para avançar.

Hoje, dia 21 de Novembro, assinala-se o Dia Nacional da Spina Bífida. Uma das questões deste problema é que é uma malformação congénita que ocorre no primeiro mês de gestação, quando a maioria das mulheres ainda nem sabe que engravidou ou acabou de saber. Quando planeei a minha gravidez, consciente, dois meses antes a médica recomendou-me iniciar a toma de ácido fólico, que contribui para a redução dos defeitos do tubo neural em cerca de 72% (o que é imenso).

Os defeitos do tubo neural, entre os quais a Spina Bífida, afectam cerca de 500.000 nascimentos por ano em todo o mundo, sendo que algumas destas gravidezes nem chegam a termo.

Se pretendem engravidar, façam-no planeado, de forma consciente e com acompanhamento médico. É a melhor forma de evitar desgostos e problemas de saúde, para a mãe e para o bebé.

Para mais informações visite www.asbihp.pt






 

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19.11.16

Salsichas com couve



O homem é fanático deste prato. E eu também, não vou mentir! Foi mamãe quem me ensinou a fazer e é a mesma receita que eu comia quando era miúda.

10/12 salsichas frescas de peru (ou porco, quem preferir)
4 cenouras
1 couve lombardo
1 cebola 
100 gr. de bacon
1 pacotinho de polpa de tomate
vinho branco
água
azeite
sal

1. Numa panela grande e larga deite um fundo de azeite, a cebola picada e o bacon. Deixe refogar.

2. Separe as salsichas, faça uns furos com um garfo e deixe cozinhar no refogado, cerca de três minutos é suficiente. 

3. Acrescente as cenouras partidas em palitos e depois as folhas de couve lombardo. É preciso alguma agilidade e uma panela grande para caberem todas as folhas. Ocupam muito espaço, mas depois de cozerem praticamente desaparecem. As couves são o que mais gosto neste prato, escolho sempre uma couve enorme, parece que vai sobrar alimento para uma tropa e nunca sobra nada.

4. Por cima das folhas de couve, adicione a polpa de tomate, um bom golpe de vinho branco, sal a gosto e meio copo de água. Coloque a tampa na panela sem fechar completamente e deixe cozinhar durante cerca de 25 minutos em lume brando. De cinco em cinco minutos, faça rodar o fundo da panela com movimentos circulares para que nada se cole ao fundo. Vá rectificando se precisa de água ou vinho.

Acompanhe com arroz. É óptimo e muito português!


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© A Maçã de Eva

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