"Num blogue conhecido, a sua autora diz que o companheiro faz xixi sentado. Seguiram-se comentários de outras mulheres que partilham a mesma experiência, ora num tom galhofeiro ora intimista. Percebi nesse instante que não sou uma rapariga moderna: nem é tanto pelo o urinar de rabo bem assente na loiça da Roca, é mesmo por gostar muito que o meu namorado feche a porta sempre que vai à casa-de-banho", aqui.
Há coisa de um mês um amigo enviou-me este texto que aparece num outro blog, a propósito deste meu texto, de título, Poisoned Apple ensina os machos. Não conheço o blog, não faço ideia quem é a autora, se tem 16 ou 40 anos, se tem namorado há coisa de um mês, se vive com o namorado há 10 anos, apenas sei da existência de um namorado porque o texto o indica. Antes de mais, não estou de todo ofendida, não há aqui raivas ou irritações à mistura. No entanto, estou intrigada. Realmente intrigada.
Posso não compreender a mentalidade alheia, mas há algo que compreendo e hoje em dia não me escapa: compreendo a minha relação e as que para trás ficaram. Também, sei que o meu feeling em relação ao Poisoned Apple Man é comum a muitas mulheres com homens que têm agora na sua vida ou virão a ter mais tarde. O que quero com isto dizer? Estou a falar do encontro da pessoa certa.
Quando falo de encontro com a pessoa certa, não me refiro forçosamente a um para sempre, mas à nova dimensão que uma pessoa destas traz à nossa vida, algo que nem todas trazem: intimidade e cumplicidade. Como mulher, falo daquele aspecto de um homem que nos faz sentir "em casa", que nos faz sentir que não temos de ser perfeitas, que não nos obriga a esconder que fazemos cocó, que damos puns, que acordamos com mau hálito, que temos bigodes e que não somos umas brasas ao acordar remelosas. Falo desse homem que além de gostar de nós não se lembra de reparar que a Natureza também actua na mulher. Este homem e tipo de relação pode aparecer mais do que uma vez na vida.
Já não é a primeira vez que o facto de fazer um xixi à frente do PAM, ou de darmos puns um em frente do outro, provoca um grande espanto a leitores deste blog, que enojados logo tratam de ditar as suas sentenças. Note-se que de cada vez que o PAM corre para a casa de banho eu não vou atrás de máquina fotográfica com zoom especial, qual mãe babada por sua cria, pronta para registar a produção do seu amor, do mais belo tom esverdeado, quem sabe. Não, lamento desiludir-vos. Eu sei que isto é duro de encarar, mas sinto que devo dizer a verdade: não andamos com o nariz no rabo um do outro. Pronto, já disse! Tentem aceitar com calma que eu sei que isto não é fácil.
Vou espetar uma faca no coração de muitos, mas quando o PAM usa o WC para certas actividades a minha tendência é para fugir. Logo, não estou lá para observar, apenas tenho conhecimento do facto (se ele passar por mim), o que não é a mesma coisa. Não, não avisamos ao outro o que andamos a fazer no WC, lamento a desilusão.
Foi cedo que descobri a intimidade entre um casal, logo no primeiro namoro, aquela que nos desarma e deixa desprovida de constrangimentos. Mesmo que não tenham durado para sempre, as relações em que fui mais feliz e senti que foram para valer foram aquelas em que nunca tive motivo para sofrer de vergonhas. Mais tarde, chegaram aquelas relações que não passaram de frustrações, aquelas em que o homem me fazia sentir incomodada de acordar de olhos inchados em vez de estar impecavelmente maquilhada; vergonha de demorar mais de 2 minutos no WC (pânico: mais que isso já é um cocó e ele sabe que estou a fazer um cocó de certeza!); vergonha de ter um pêlo que ficou por arrancar e desesperar por uma pinça enquanto se pratica contorcionismo, não vá ele dar conta; apertar o rabo o mais possível para que (pela minha vida!) não ousasse libertar gás; constrangimentos provocados pela falta de intimidade, falta de profunda ligação, falta do elemento que torna tudo "para valer". Quando o sentimento contrário existe, o de liberdade, estamos completamente livres de dramas e este tipo de coisas não nos ocupa o pensamento.
Meses depois de ter começado a minha relação com o PAM, comentei com a minha amiga em Londres (em Lisboa na altura) que com ele não precisava de pudores, era o que tinha de ser, algo que não tinha há oito anos. Mal acreditava que tinha reencontrado essa sensação de liberdade em alguém, podia dizer ou fazer qualquer coisa sem ser condenada por isso e, melhor, sem ter medo do que isso pudesse ter como resultado. Ela, que teve uma relação assim de 5 anos e que não voltou a encontrar desde então, suspirou: "tenho tantas saudades desse sentimento!" Posso assegurar que ela não tem saudades de libertar prisioneiros gasosos na frente de um namorado, mas tem saudades da ligação que se cria quando se dá um encontro certo, um encaixe de tal forma profunda e intensa que tudo o resto é indiferente, é um pormenor que... lá está, não nos deixa envergonhados, passando antes a ser motivo de brincadeira sem que a cara ruborize.
Com os anos aprendi rapidamente a identificar quais eram as relações para valer e quais não: numas sentia constrangimentos, noutras, as para valer, nenhum dos dois tinha necessidade de sofrer vergonhas, de agir sem naturalidade, de fazer de conta. Isso não significa que desistisse das relações poucochinhas que nada acrescentaram de bom à minha vida, mas vivia numa eterna busca esperançosa de nessas criaturas vir a encontrar esse sentimento, coisa que surge rapidamente ou nunca aparece, daí chamar-lhe "encontro certo".
Não, eu não fecho a porta do WC quando lá vou porque não há nada em mim que me faça sentir obrigada a isso. Também, não é por ter a porta aberta que vou ter espectadores. Nem eu ou o PAM informamos que vamos usar o WC para que se faça uma festa com foguetes capazes de envergonhar a Madeira no fim de ano. No entanto, se tiver uma única visita que seja em casa, fecho a porta do WC sem ter imediata consciência de que o estou a fazer. A diferença é que com a pessoa que partilho a cama não ajo de forma diferente do que se estiver sozinha em casa. E isso, para mim e para outros que compreendem o que tento transmitir, diz muito da relação.
Há os que gritam, que nojo, um xixi!, num mundo de enfeites, daquilo que "deve ser" e daquilo que "é correcto". Estou-me nas tintas para o que "parece", tenho pena de quem vive de faz de conta que nunca dei um pum. Tenho pena, lamento por quem nunca encontrou alguém que permitisse desarmar por completo, em tudo e até mesmo nas questões biológicas, que representam tão pouco num todo.
No entanto, não consigo deixar de estranhar que daquele texto que a autora do blog escreveu, tenha retirado o facto de a pessoa com quem vivo urinar sentada sem fechar a porta. O texto não versa sobre o PAM ou sobre o facto de ele se sentar, essa é apenas uma indicação. Mas o que é certo é que no texto não escrevo sobre porta nenhuma, o que me leva a deduzir que o raciocínio da leitora foi mais ou menos o seguinte: se ela sabe que ele se senta no WC, é porque viu. E se viu, é porque ele não fecha a porta! Intrigante.
Não saberia viver assim. Causa-me estranheza. Eu não decidi partilhar a minha vida com alguém para ter este tipo de constrangimentos. Intriga-me muitíssimo que alguém o consiga, que viva com "preocupações" diárias, e mais me pergunto como será a intimidade desses casais, a realização de cada um enquanto dois, e a sua durabilidade nesta forma de vida tão pouco fiel à verdade da nossa natureza.
51 caroço(s):
Ai Maçã, aqui anda meio-meio. Sei que ele se senta para fazer xixi, I told him so porque sou eu quem limpa as wc's e já basta limpar o que é mesmo necessário. Quanto à intimidade, dizes muito bem. Eu não sou assim, não consigo partilhar tanta intimidade com o meu marido, não há momentos gasosos entre nós, pelo menos da minha parte porque me constrange. Se me faz impressão gente que partilha bombinhas de mau cheiro? Não, impressão não mas acho curioso. Divertido até. Para quê criticar quem faz funcionar a sua relação de maneira X ou Y?
Não percebo porque há pessoas que se sentem incomodadas.
Cada casal é único e tem comportamentos que só eles entendem e se sentem bem com eles.
Eu tenho uma relação assim... sem pudores. Aliás, percebi que esta relação (que já dura há 12 anos) era diferente quando numa das primeiras férias juntos apanhamos uma gastroenterite daquelas à séria e tivemos de dividir a única sanita do local à vez... depois daquela partilha não ter mandado um para cada lado, mais nada o podia fazer! :)
Olha, eu não me peido na frente dele, disso sou incapaz e acho que sempre serei, a menos que um se escape! Já se me escapou de noite e a ele também, mas isso estávamos a dormir e calhou...
Também não faço xixi com ele ao lado, mas não chego a fechar a porta, deixo-a entreaberta. Outras coisas mais sólidas isso também não faria, é de mim. Mas ele também não o faz, embora faça xixi.
A questão é que nós partilhanos tudo, estamos juntos há anos, não há cá vergonhas nem coisas do género. Simplesmente isso não são coisas que me interesse partilhar com ele, afinal sou eu a fazer xixi ou caca, não é propriamente um filme dos mais interessantes que há! Agora se vocês o fazem, muito bem, não há crise nenhuma, é natural.
Da sua relação cada um é que sabe... e as pessoas são diferentes, eu não conseguiria mas isso é de mim, e sei que ele também não. E não deixamos de ter menos intimidade por isso.
Concordo contigo quando dizes que falha qualquer coisa nos casais que estão juntos e não podem sequer ir à retrete 2 minutos. Nas minhas relações anteriores eu própria era assim... e tinha uma colega que estava com o namorado há 5 anos, não viviam juntos mas ele às vezes ficava na casa dela, e ela diz que se ele estivesse lá 5 dias, estava 5 dias sem fazer caca! Era incapaz, e que lhe metia nojo se ele dissesse que ia fazer isso, meu deus! lol
A maioria das pessoas que ficam chocadas, namoram ou vivem junto há meia dúzia de dias. Com o passar do tempo, pessoas equilibradas vão perdendo certos pudores de forma a que a sua vida não seja cheia de ansiedade que geralmente temos com estranhos.
Olá Poisoned,
Não percebo essas esquisitices, de algumas pessoas.
è humano ir-se ao WC, é normal dar- se pus...não percebo... claro que não se anda aatrás deles ou eles de nós ou que se invada propositadamente a privacidade do outro. Mas tem de se partilhar essa intimidade, faz parte da vida em conjunto. e o que fazer quando o teu namorado ou o teu companheiro/marido por exemplo, ficar engessado até à coxa sem poder sair da cama durante 3 meses? porque foi jogar futebol e partiu o tendão de aquiles?
Vais te recusar a partilhar "tanta intimidade"? e deixá-lo a um canto?
Vais te sentir enojada?
Ou imagina que acontece ao contrário??
Bjs
A questão não é a menina não ter pudores. É vir para aqui comentar a toda a blogosfera o que é íntimo e vosso, só vosso e de mais ninguém. Há uma diferença e é enorme. Se não percebe, não sei quem irá ensinar-lhe...
O que mais intriga é este falso pudor sobre as opiniões dos outros.
Nem com um belo pum isso vai Maçã, é o que lhe digo.
Deixei há muito de medir os outros e as suas relações pela minha bitola e assim que partilho alguma coisa intima sujeito-me a isso. Aproveite para se ver também com os olhos dos outros sem que isso tenha que dar azo a qualquer justificação, como esta que comento.
Marta
Olá!
Graças a Deus, que posso fazer tuas as minhas palavras! E sou feliz assim! Mas respeito quem tem outras experiências (p.ex. Juanna)e que também é feliz assim!
O resto são só ressabiamentos (não sei se se escreve assim), vê isso pelo lado positivo...não só consultam o teu blog, como utilizam os teus texto, para as sua próprias dissertações.
Beijo Maçã
Ana, você representa exactamente a forma de pensar que me intriga. Acha mesmo que eu comento a minha intimidade com o PAM neste blog? A minha intimidade seria muito pequenina então. Por que raio o que escrevi é errado? Será mais errado o que eu escrevo ou os leitores saberem à partida o que escrevo, não gostarem, e continuarem a ler?
Não estou a criticar, mas acho que a vida deve ser muito dificil para as mulheres que não partilham tudo com os seus namorados quando estão à espera de bébé.... digo eu que durante nove meses não conseguia controlar gás nenhum...
Estou de acordo com a autora. Compreendo as preocupações de quem esconde aspectos da sua intimidade (há quem me explique que é para não destruir a sensualidade), mas a longo prazo isso é impraticável e torna a relação artificial.
Orgulho me de ter uma relação assim =) ainda ontem estava a chorar (magoei me num dedo e sou uma grande coninhas mesmo) e pedi-lhe 'traz me um lenço ' e ele, a achar que era para limpar as lágrimas apressou-se a "desarregaçar" as mangas e esticar me o braço. Eu assoei o nariz com uma força enorme e ele com a cara mais chocada do mundo durante três segundos: eu não sabia que era para assoar! DEpois estivemos minutos seguidos a rir-nos como dois malucos no chão, rimos, rimos, rimos, porque o ranho ficou na camisa, nas mãos, no braço..uma nojeira para qualquer casal. Para nós é uma diversão. Somos mesmo cumplices, tal como descreveste. Peidos é uma sinfonia logo de manhã, no quarto de banho. Começo logo com o meu humor 'a sério?? tenho de levar com isto logo ao acordar??" e depois de ouvir a voz dele de chateado porque, provavelmente, está outra vez mal da barriga por causa do jantar, rio-me a imagina-lo todo chateado à procura do papel higiénico..que eu escondo vezes sem conta. É tão bom viver assim. Muitos parabens pelo post =) adoro o teu blog!
A Maçã está sempre a distorcer os argumentos dos outros, de modo a atacá - los e a mostrar que as suas escolhas são as mais corretas.
Da primeira vez que uma comentadora disse que considerava ser importante manter a privacidade, há já uns tempos, a Maçã tratou -a como se ela a estivesse a atacar, e agora, faz o mesmo.
A citação apresentada não a critica, limita - se a apresentar uma perspetiva diferente, por isso parece - me parvo que precise de atacar quem tem uma ideia diferente de privacidade para justificar a sua, como se tivesse de se de justificar.
É isto e afirmar que não gosta muito de crianças, depois de apresentar imagens falsas em que estas são pequenos demónios, que , quais vilões de melodrama, estragariam a relação. Assuma as suas escolhas sem tanta pseudo justificação lógica!
O seu erro é achar que a intimidade é só sexual. É tudo. Mas é assim: concordemos em intrigar-nos mutuamente. Ou seja, a menina intriga-se com o que eu penso e como ajo, eu intrigo-me com esta partilha. Somos ambas livres de partilhar essa perplexidade, certo?
É tão divertido preparar uma recepção de boas vindas debaixo dos lençõis quentinhos, quando o nosso homem não se quer ir deitar ao mesmo tempo que nós porque está a jogar ou a ver um filme parvo. Gargalhadas na certa... e lá vão 4 anos.
Cecília
Bem... e eu é que sou agressiva... Vou assumir que algumas pessoas acordaram mal-dispostas.
Sherazade, eu não distorci o argumento de ninguém nem acho que a minha forma de ver estas coisas seja a correcta. Há-de reparar que eu não digo que é errado, mas antes afirmo que me intriga. E intriga mesmo.
Não faço ideia que comentário foi esse de alguém que disse ser importante manter a privacidade, mas partindo do princípio que tenho um blog onde escrevo muita coisa, será que não selecciono aquilo que quero contar? E ao aparecer escrito, será que não estará já decidido que não me importo de versar sobre o assunto? Existem centenas de blogs (sobre sexo, por exemplo), já passei por alguns, há casais que relatam a sua vida sexual, faz-lhe sentido que eu abordasse os autores para dizer "acho mal, deviam proteger a intimidade". Peguemos no livro O Equador. Tem lá uma cena íntima que se calhar foi vivida pelo autor, ou pelo menos assim ficamos a pensar. Deveria o homem ter protegido a sua intimidade? E qual é a linha que diz que a minha intimidade deixa de o ser quando escrevo de forma anónima para um blog?
Quanto a crianças está correcta, não gosto da maior parte delas. Não me desfaço de amores quando aparece uma criança desconhecida ao meu lado, não me interessa quando uma colega de trabalho traz uma criança para todos verem. Não tenho interesse, estou a ser honesta. No entanto, crianças filhos de amigos ou da família, gosto da maior parte delas. Há uma da família de que eu não gosto, confesso. É que detesto crianças mal-educadas, ainda que saiba que muitas vezes são os genes a falar e não a educação em si.
E sim, acho que os filhos podem estragar uma relação, dependendo do casal. Quando penso todas estas coisas, quando a minha cabeça está sempre a pensar, quando coloco questões e tenho dúvidas, não posso escrever sobre elas no blog que é meu e trata sobre partes da minha vida e forma de pensar? Devo seguir uma lista de regras conforme outras pessoas pensam que é correcto, "não podes pensar sobre isto, pensa naquilo", "não podes versar sobre este assunto"? Isto faz-lhe sentido? da mesma forma que é livre de ter a sua opinião contrária à minha, que eu respeito, também acho que sou livre de escrever sobre o que entender. Nunca obriguei alguém a ler-me.
Atenção, não estou contra si, mas discordo. Na minha cabeça é um argumento que não faz sentido, mas é claro que é livre de o ter e não faz de si melhor ou pior pessoa! Muitas vezes acho que sou mal compreendida nos comentários.
Ana, quando referi que a minha intimidade era mais que isto, foi você que achou que me estava a referir a uma intimidade sexual, a qual não referi. Vou assumir que não me sei explicar e fica feito. E é claro que tem direito à sua opinião.
o ponto final é que o blog é teu e quem quer lê, quem não quer passa à frente! pessoalmente não partilharia todas as histórias que aqui leio, mas não tenho nada a ver com isso e ainda me rio!
e a explicação pareceu-me meia escusada, as pessoas é que gostam de pensar o pior. pareceu-me óbvio que não andavam a snifar os rabos um do outro :D mas quem vive junto sabe que partilha-se tudo na intimidade ;) claro que é diferente de andar atrás um do outro a peidar-se e afins! acho a vossa relação muito saudável, não há constragimentos. e também nunca li em lado nenhum que achasses que o vosso modo de relacionamento era o único válido.
Olá PAM!
Queria só dizer que acho a sua posição um bocadinho extremista, no sentido em que por fechar a porta ao ir à casa de banho não significa desde logo que não se tenha uma profunda ligação,as coisas não são assim pão-pão,queijo-queijo. Eu tenho uma relação de 5 anos, em que me sinto completamente à vontade com os pêlos, as ramelas, o despenteada e etc porque sei, sem ponta de dúvida, que ele me acha igualmente bonita nessas situações, aliás prefere-me simples e despenteada que mais produzida. Mas quando vou à casa de banho fecha a porta porque foi assim que fui educada, e porque me sinto melhor assim. Se quiser entrar para ir buscar alguma coisa ou dizer alguma coisa também não há crise nenhuma, entra e pronto, mas porque não fechar a porta à partida? É que a questão não é que eu tenha vergonha dele, ou medo que goste menos de mim, é que cresci desta forma, fui habituada assim, e acho-o mais confortável. Da mesma maneira que lhe digo "obrigada" quando me passa alguma coisa para a mão mesmo sabendo que não se ofenderia se não o fizesse.
Eu penso exactamente como tu. É assim que ajo com o meu namorado. Não vamos a correr atrás um do outro para o wc, mas já utilizamos a sanita enquanto o outro lavava os dentes. damos puns à frente um do outro e fazemos cocó à frente um do outro.
nunca senti que me teria que constranger com algo, ou esconder as minhas imperfeições.
bom post!
Tirar macacos do nariz, fazer xixi, cocó ou outras coisas do género não são imperfeições e nem percebo esse raciocínio, mas as regras da boa educação (ou será que isso também está fora de moda e afasta os casais?) ditam que se façam em privado. Um casal não é mais unido porque dá peidos à frente do outro ou porque aquece a cama com bufinhas antes do companheiro se deitar. Ser cúmplice e ser labrego são coisas diferentes.
A minha opinião, decorrente da minha experiência, penso que vai de encontro à da "Maçã". Eu tenho por hábito fechar a porta quando vou à casa de banho, mesmo que esteja sozinha em casa, é um hábito desde míuda. No entanto, desde sempre, se alguém precisasse de entrar na casa de banho, como a minha mãe ou uma das minhas irmãs, eu não me importava, desde que fechasse a porta na mesma :) Agora, com o meu namorado, claro que não exibo a minha ida à casa de banho, mas se ele lá estiver a fazer alguma coisa e eu precisar de entrar e vice-versa não há qualquer problema. E os gases é na mesma lógica, não faço por me peidar à frente dele, mas não vou andar a fugir para outra divisão da casa sempre que precisar de o fazer. Basicamente, é isto, não creio que se possa partilhar uma vida (com perspectivas de que seja para sempre) se não partilhar todo o resto - porque senão, quando chegarmos à velhice com todas as maleitas que essa fase da vida acarreta estamos bem arranjados...
Bjinhos,
Joana
Olá,
A questão não é a da intimidade entre o casal mas o facto como recorrentemente mencionas esta tua intimidade.
Gosto muito de te ler, sou visita recorrente, vou continuar a vir mas esses pormenores não me interessam e são uma menos-valia do teu blog.
Quanto ao resto, continua, gosto muito.
Cristina P
Maçã, na minha experiência, posso dizer que é muito difícil aceitar este tipo de comportamentos quando nós ainda não encontramos aquele com quem podemos fazer xixi de porta aberta. Adorei o teu texto e concordo a 100% com o que dizes.
Estou grata por viver com o meu mais-que-tudo e não termos problemas com a parte fisiológica da nossa vida xD
Marta
Primeiro achei o primeiro post hilariante e segundo não podia concordar mais contigo sobre o assunto deste.
Ainda vivo com os meus pais, e sempre fui educada com a maior das naturalidades em relação a essas coisas. Acho que cá por casa e muito raro alguém ir á wc e fechar a porta... só quando há visitas ou é mesmo necessário para não incomodar os demais com odores indesejáveis, mas nunca fizemos disso um bicho de sete cabeças.
Ora numa relação assim ainda menos! Normalmente dizemos que estamos á procura do príncipe encantado, mas acho que no fundo queremos é encontrar o homem com quem podemos fazer xixi de porta aberta :P
Se a maior parte das mulheres quando vai à casa de banho num bar por exemplo não se importa de entrar para a mesma sanita que a amiga e fazer o que tem a fazer lá dentro a escassos centímetros da amiga, porque raio haverão de ter pudor quando se trata do namorado/marido?
Claro que há a questão do incómodo quando se trata do number 2 - mau cheiro, barulhos estranhos (sim, rapazes, as meninas também deitam maus cheiros e fazem barulhos). E também percebo que as pessoas que se habituaram a fechar sempre a porta em casa, depois com o marido/namorado façam o mesmo.
Eu por exemplo faz-me confusão acordar a meio da noite porque o gajo foi à casa de banho e acendeu a luz e aí, sim, fico chateada se não fecha a porta.
Não podia concordar mais com a maçã. Se é uma relação à "séria" que seja em pleno. Aquilo que fazemos no WC é uma atividade natural do ser humano e, se decidimos partilhar a vida/casa/cama com outra pessoa, temos de nos partilhar também.
Cá por casa não há portas fechadas, só quando aparecem visitas.
Muito interessante esta questão. A minha relação tb é assim, tudo de porta aberta... (maluquices do anonimato!) Nós conversamos no wc, e conversas profundas tá!? Tenho um banquinho no wc e tudo! Mas a minha mãe sempre me disse que uma das razões para o divórcio de uma amiga foi o excesso de "intimidade" entre o casal, fazendo com que toda a imagem sexy da fêmea se dissipasse na cabeçorra do macho.... Talvez...Talvez... Mas quero lá saber, se me deixar pq eu faço cocó é pq nem um peido vale! (Já vivemos numa casa mto pequena onde fizemos obras e de inicio pensamos em nem deixar parede entre o wc e o quarto... mas depois pensamos nas visitas...:)
Nada como encarar tudo com naturalidade...uns gases aqui e ai,nunca fizeram mal a ninguém...e eu mesma que já sou mãe,há criancinhas que me tiram do sério.Secalhar a minha vai ser uma delas...;)
Maça, sou tua fã. Penso igualzinho!!
Peço desculpa as restantes miúdas mas a relação só se consolida quando temos a liberdade de dar um pum ao pé do namorado!
Claro q não estou sempre atrás dele a dar puns mas qdo estamos tão bem no sofá ou na cama ñ há como evitar! Torce-se o nariz e depois rimos! hehehe
Sassá
eu contorço-me toda para não dar puns...e sou feliz assim.
Mas o que me intriga aqui é o trabalho a que as pessoas se dão para comentarem os puns ou o xixi dos outros...não gostam, não leiam caramba!!! há tanto blog por aí...cada um partilha o que quer. O que é muito íntimo para uns, não é tão íntimo para outros!
a blogoesfera parece o café lá da rua...há sempre as beatas prontinhas a apontar o dedo...
Muito me alegra o que leio por aqui! Compreendendo completamente o que queres dizer, Maçã, talvez por estar a viver uma relação do tipo da que descreves. É engraçado como a existência ou a falta de constrangimentos pode ser um bom indicador da intimidade num casal.
E só o compreendi quando cheguei a uma relação assim!
Felicidades e continua com o blog, que muitos sorrisos me tem proporcionado ;)
Eu pessoalmente achei o post original nojento. Este blog tem coisas boas, mas as vezes, por favor... E nao sao constrangimentos, ha situacoes que nao merecem um post.
Olá Poisoned!
Eu tenho 18 anos e o meu namorado 21 e devo dizer que não temos nenhum pudor nestas coisas! Quantas vezes não dei já puns à frente dele!? e ele à minha!? Afinal, é uma necessidade fisiológica..à conta de conter os gases já fui parar ao hospital com 10 anos... ~
Se a pessoa com quem partilhamos o nosso amor gostar mesmo de nós, vai estar à vontade para estas coisas... e mais...! Passamos a vida a "gozar" com estas coisas dos puns :)
É simples: uma relação transparente, é o que nós temos um com o outro...
Não é como muitos que têm uma relação que parece a melhor do mundo onde é só floreados e, no fim de contas, é tudo aparências.
Beijos
Haaa, e sou da opinião de que um blogger escreve aquilo que quiser e bem entender!
OI Maça,
Como falar de puns e xixis causa tanta controvérsia, ainda em pleono sec XXI!!!
Adoro o teu blog e como contas cenas recorrentes da vida a dois!
Continua a escrever sobre tudo o que quiseres e te apetecer.
E claro se quiseres ter muitos comentários já saberás qual o tema!
Bjs
Hoje ao entrar no wc deparei-me com o meu namorado a dobrar a sua folhinha de papel , manchada pela tobalidade de castanho esverdeado, e daí?
Ah que grandes porcos pensam vocês. E estão muito enganados. Foi à pala destas porcarias que já tive grandes provas de amor! Digam lá se não é amor:
- Já perdi a conta das vezes que me segurou para que fizesse xixi mais confortavelmente em wc públicos;
- Em noites de maluqeira, e aṕos várias ensinamentos de como chamar o gregório, lá se decidiu que o mais fácil seria colocar os seus dedinhos na minha garganta embriagada e provocar o vómito.
Estas cenas não são bonitas mas, hoje comovem-me. Foi querido! Não me deixou nos maus momentos, e não foi a porra de um xixi ou um vomitado que o fez abandonar-me nas piores alturas.
mUITA MERDA PARA TODOS!
Cátia, com 18 anos demonstras alguma maturidade, ou pelo menos, bastante auto-confiança! Fica o elogio!
Considero que a verdadeira intimidade numa relação passa por partilhar o nosso eu, ainda que não tínhamos de forçar constantemente essa partilha obviamente. Quem está numa relação deste género, compreende o quanto libertador é, poder sentir que podemos ser nós próprias junto de quem amamos.
Imagino que quem não tem este tipo de partilha, pode ter uma relação bastante saudável e feliz..e até mais "bonita" ou própria de um filme romântico...mas, a meu ver, com personagens em parte fictícias.
Descobri este blog há minutos. Curiosamente, ainda hoje escrevi um post - pequenito - sobre esse lado da intimidade. Gostei muito do teu texto, identifico-me.
Não creio que uma relação à séria, em pleno, como por aqui dito, implique tais coisas. Cada um faz o que quer da sua vida. Eu sou casada e tenho uma excelente relação com o meu marido, é o tal, é o meu tudo e sinceramente não considero que umas bufinhas a tornassem melhores. Torná-la-iam apenas, no meu entender, menos cheirosa. Fui educada a ser discreta e gosto de ser assim. Não creio que um pum ou um arroto tragam qualquer romantismo a uma relação. Mas cada um sabe de si. Não estou a criticar seja quem for; é só a minha opinião geral sobre o assunto.
Faz-me comichão pessoas que vêm tentar matar as suas pulgas para os blogues dos outros... Não entendo. Seculo XXI, liberdade de expressão porra, diz-vos alguma coisa?? E aquela cruzinha no canto superior direito??
Quanto ao post Maçã, penso exactamente o mesmo. É uma situação divertida, não uma intimidade descomunal que traga o mal às aldeias. Aliás, tenho-me rido muito por aqui..=)
Não conseguiria ter o mesmo àvontade que vocês por questões de personalidade, mas ainda assim não acho que sejam nenhums doentes mentais. São sim genuínos... e isso é um problema para muita gente, infelizmente.
Maçã, já tinha deitado o olho a este post, mas não tive tempo de o ler todo. Estava em pulgas para comentar, por isso cá vai:
- Para quem se recorda (acho que não estou enganada) no filme "Sintonia de amor", uma das coisas que Sam sente falta é de quando a mulher, que faleceu, dava puns e ria. Porque isso era sinal de cumplicidade. Ninguém faz de propósito para coincidir no WC em momentos "dolorosos"! Mas, se acontece, vamos ficar horrorizados e fazer um drama? Ou brincar com a situação e aproveitar para rir?
- anónimo das 16:13, talvez eu seja mesmo uma labrega, já que, numa das casas, temos apenas 1 WC e, estando um de nós a fazer seja o que for lá dentro, se o outro precisar de usar a sanita, ninguém dai com ar de nojo. Com o meu último namorado, eu nem ia à WC dele para não deixar cheiro. Chego à conclusão, que não havia cumplicidade nem à vontade.
- o amor vê-se nos limites e, nos limites, há acidentes, há cirúrgias, há velhice, há doenças, em que temos que colocar a arrastadeira ao outro, limpá-lo, etc, etc. Se o amor só dura enquanto há sensualidade e beleza (pobres dos feios... não teriam quem os amásse), está a coisa mal parada. Eu também leio as revistas que aconselham que idas à casa de banho, depilações e mais uma série de coisas sejam feitas à rebelia dos homens. Pois, porque eles nem imaginam que somos mamíferos com pêlos, que fazem necessidades, tal como eles e que não, não comemos rosas!
- Por último, Maçã, acho piada a quem gostaria de "limar" o teu blog para tirar as arestas que acha que estão a mais... Partilho a opinião de tantos e digo: se não gostam, não comam! É simples! Ninguém obriga.
Boa tarde Poisoned Apple, chamo-me Filipa, tenho 20 anos e é a primeira vez que comento o seu blog. Já leio o blog há bastante tempo, ja concordei muitas vezes com o que escreveu, e também já discordei muitas outras, mas não me cabe a mim impor-lhe a minha opinião, ou criticá-la por ter as suas. O blog é seu, e se algum dia deixar de me dar prazer lê-lo, pode ter a certeza que deixarei de o fazer sem que para isso tenha que antes vir para aqui criticá-la ou chamar-lhe o que quer quer seja.
A razão de comentar precisamente sobre este assunto, é o facto de me chocar imenso a polémica que aqui se gerou. Acho que o problema de muita gente, que aqui comenta e não só, é o facto de se levarem demasiado a sério. Meus caros, todos fazemos xixi, cocó, todos damos puns, arrotamos, acordamos com má cara, temos pelos, e muitas outras coisas que revelam aquilo que somos: humanos, e melhor dizendo, animais. Não me digam que pensavam que eram os unicos a fazer este tipo de coisas? :o se queremos partilhar, se queremos fazer às escondidas, é uma questão de cada um, mas pelo amor de deus, chocarem-se com isto??
Eu concordo consigo Poisoned Apple, numa relação a sério, não deve haver pudores, se não aguentarmos o facto de o nosso companheiro/a fazer xixi, como vamos aguentar uma vida ao seu lado, com todas as eventualidades que ela nos pode trazer? Isto não quer dizer que ande atrás do meu namorado a dar puns, e que gosto de anunciar o que vou à casa de banho fazer. Quer dizer simplesmente que ele sabe que sou uma pessoa, com necessidades fisiológicas, tal como qualquer outra, e não uma personagem de contos de fadas onde o cocó não existe. Não entendo porque acham que as necessidades fisiológicas são defeitos... são necessárias à nossa sobrevivência, tal e qual como comer e beber água, e que eu saiba, isso já não é considerado "mau".
Enfim, embora respeite as opiniões e mentalidades de cada um, há muitas que não consigo entender.
Ora bem, namoro com o meu homem fantástico há 16 meses, vivemos juntos há mês e meio e admito que não me apetece lá muito fazer xixi na presença dele. Ah, ele faz na minha frente... mas eu não quero nem gosto de fazer na presença dele. Quanto a sólidos... bom, ele faz, eu faço, mas dispenso ter a porta aberta. Acho essa liberdade que referes muito bonita e saudável mas não faço questão de a ter. :)
Posto isto, a conclusão que tiro deste post e destes comentários mal cheirosos é: que a maçã confunda intimidade com isto. Tenho muita intimidade com o meu marido, mas essas situações rotineiras que fala, isso não se chama intimidade. E não se intrigue, pois não vivo com essas "preocupações diárias". Não me escondo e também não fecho a porta. Só não consigo entender essa sua tara. pergunta lá ao PAM,que essa doença tem um nome. Em relação aos comentários que estão de acordo consigo, em chamar a isso intimidade, sem comentários....e não me venham para aqui dizer que qem não gosta ponha na borda do prato, porque gosto muito de ler este blog, só fico intrigada com estes posts mal cheirosos e com aquele em que dizia que estava, isso sim, num momento de intimidade com o seu parceiro, na banheira a fazer o amor e de repente começa a fazer xixi.OMG, isto não me faz rir, gosto imenso de a ler, apenas me intriga...ai, como se chamará essa doença?!...
Sónia
Oh minhas senhoras isto é tão fácil quanto isto: se não gostam, se não entendem, se não curtem, porque não vão à vossa vidinha? Há blogs de moda, de sexo, de flores, e afins e em cada um deles os autores escrevem o que querem e lhes apetece e ninguém obriga ninguém a lá ir. Isto é como nos livros: compra o primeiro e não gosta, e diz mal, compra o segundo e não gosta e volta a dizer mal.... e quando se esperava que parasse de comprar volta a comprar o terceiro só para voltar a dizer mal.
Que não tenham o mesmo nivel de intimidade que a Maça eu entendo e ainda bem que assim é, é sinal que cada casal adopta e adapta-se a uma determinada intimidade, mas daí a dizer que se acha mal e que não concorda que se venham escrever sobre determinados assuntos já é um bocadinho demais. Até porque em momento nenhum a maça diz que a intimidade dela é a correcta, ou a ideal. Ela diz que para ela, a intimidade é partilhar coisas com o marido. E não me venham com a velha máxima, muito em voga nos últimos dias, da liberdade de expressão que essa já cansa, porque como podem ver há comentários contrários bastante bem estruturados e construídos.
Afinal de contas, quando vamos a casa de alguém também não criticamos tudo e todos, certo?
E agora vá, vão lá "intimidarem-se" com a vossa cara metade.
Maça tu segue em frente querida, quem não gostam não lê, mas os que gostam de te acompanhar continuam por cá!
Joana Mendes
Por favor digam-me, qual o interesse nesta merda?!? O blog é seu maçã, é verdade, mas como é aberto a comentários, eu também posso expressar a minha opinião, mesmo que seja contrária à sua. Se a intriga que eu leia blogs com os quais não concorde, eu posso lhe dizer que também me intriga que continue a manter esta possibilidade, a de manter a caixa de comentários aberta. Em relação ao post e uma vez que faz esta pergunta "como será a intimidade desses casais" os tais casais que lhe causam "estranheza", os tais casais que a maçã rotula como sendo pudicos e que vivem " com esse tipo de constrangimentos", por mim falo, ainda que considere que este tipo de "intimidades" não interesse nem ao menino jesus, eu respondo-lhe : a minha intimidade é boa e recomenda-se. Silvia Coelho
Bom, andava eu a ler os comentários das pessoas e fico intrigada com a falta de tolerância. Enquanto que a Maçã afirma que a intriga um casal que não faz xixi/dá puns com o outro por perto, vejo aqui pessoas que afirmam a pés juntos que uma relação não vale nada se não houver traques e cagadas. Há mesmo quem diga "numa relação a sério" tem de haver esse tipo de intimidades. Há também alguém que diz que cagar é uma necessidade como comer ou beber água. Certo, correcto. Mas isso significa que vocês mastigam com a boca toda aberta? É que mastigar de boca fechada é uma convenção social que não existe naturalmente na natureza.
Tudo bem que gostem de o fazer, nada contra. Mas dizer que só assim é uma relação a sério é muito... portuguesinho. Ou seja, pequenininho. Esta noite direi ao meu marido que o nosso casamento tem sido uma farsa e que, provavelmente, deviamos acabar com tudo. Porque não traquejamos ou cagamos um ao pé do outro.
Já agora, vocês que fazem estas coisas e afirmam que assim é que é lindo, vocês mudam os pensos/tampões debaixo do nariz dos vossos respectivos? É que tem um cheiro asqueroso a óxido, mas ok. E quando vem com coágulos de sangue pendurados? Mostram-lhe? É que, para mim, isso é intimidade a valer.
Portanto Maçã, posso não concordar contigo ou tu comigo, mas denoto que tu apenas achas estranho aquilo que eu também acho estranho. Não noto que consideres as relações "poop free" inferiores à tua, apenas curiosas. É essa a diferença entre ser closed ou open minded.
Juanna, obrigada pela gargalhada matinal. Essa dos tampões e dos pensos foi muito bem metida. O tampão até posso meter e tirar na frente dele, já que quando meto está limpo e quando o tiro deito logo para a sanita (ou embrulho com jeito num papel e deito ao lixo). Mas pensos badalhocos é coisa para esconder... credo. E nem é porque o choque (que não choca, ora essa), é mesmo só porque acho pouco higiénico e nada agradável.
http://indecentementeinocente.blogspot.com/2012/02/uma-questao-de-intimidade.html
- mais uma opinião sobre o teu texto.
Tenho apenas 19 anos, e o meu namorado 21. Fazemos hoje precisamente um ano, mas temos um intimidade enorme, e grande abertura para falar de qualquer assunto, quer de diarreias a flatulências!
O amor é isso,se não me sentir à vontade com a minha cara metade estou bem LIXADA!
Não me importo de levar com uns gases(muito mal cheirosos)do meu namorado, pq alias isso provoca-nos uns largos minutos de palhaçada comigo a fugir de ao pé dele. Nunca o vi sentado na sanita, mas ele não se inibe de fazer cocó a uns metros de mim, aliás quando assim é eu tenho de cantar para não o ouvir.
Tudo isto não acontece no primeiro, no segundo ou terceiro mÊs, nao acontece quando não temos total abertura e confiança com o nosso parceiro, acontece com o amor é realmente verdadeiro, e quando não existem inibições à intimidade!
Tenho dito!
ps. adoro dar uns bons puns debaixo dos cobertores, e cobri-lo logo a seguir hahahaha
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