Num destes dias de Dezembro, já de noite, estava gelada no escritório de casa a trabalhar e tinha o Poisoned Apple Man noutra ponta do mundo. Entrou no messenger para dizer que ia tomar banho e despachar-se para chegar a casa. E como estava quase a caminho, contrariando o habitual, disse:
- Não envio mensagem, OK?
- OK, fonas
- Cada mensagem custa 0,40€, estou a dizer-te por aqui que estou quase a sair, não faz sentido!
- Eu sei, fonas
- Não me chames isso!
- Sabes que és, fonas
- Pára!
- OK, fonas
Cerca de uma hora mais tarde, o meu telefone tocou. Dizia: "Gata, não sou fonas e gosto muito de ti".
E serve esta história para que entrem em 2012 com o pé direito e o coração receptivo. Toda a gente devia ter amor na vida, sentirmo-nos completos, preenchidos, é maravilhoso. E são os meus votos para os leitores e leitoras deste blog, que possam em 2012 ter o que tenho, nas mesmas doses.
31.12.11
30.12.11
Consultório #91
"Escrevo no desespero do Domingo. Ao longo dos meus 31 anos de idade, os Domingos são sempre fatais, angustiantes e depressivos. Talvez por ser considerado o dia da família. Nem sempre foi assim, houve alturas em que os domingos eram felizes. Mas com a idade tudo muda.
Até aos 20 e poucos anos era fácil me sentir bem comigo mesma, ter confiança, me relacionar com o sexo masculino. A partir dos 25 tudo se tornou complicado comecei a isolar-me, a sentir-me diferente, feia e mal comigo mesma. Desde os 25 até hoje apenas me consegui relacionar com dois rapazes e nem sequer durou tempo nenhum. E cada vez que me começo a interessar, a entusiasmar por algum rapaz, parece tudo mágico. Troca de olhares, SMS e depois nunca passa daí. Acabam sempre por perder o interesse e desaparecer.
Comecei a pensar que o problema estava em mim porque ouço comentários do género: aquela é muita gira, a outra é muita gira; sim mas tu és muito boa pessoa e muito fofinha. A verdade é que o problema de tiróide que me apareceu por volta dos 20 e poucos anos fez a minha forma física se modificar. E como não sou magra, daí ser a fofinha e a boa pessoa. Mas será que as pessoas tem que ser apenas aquilo que pesam? E isso acaba por nos conseguir afectar duma forma violenta, quase uma estalada sem mão.
Já tentei muitas vezes fazer dietas e até ando muito a pé mas o hipotiroidismo não me deixa passar dos 70 kilos. A cada ano, o medo de arriscar e conhecer alguém aumenta mais. Cada vez me sinto mais fragilizada, mais pressionada pela conversa do «quanto mais procuras menos encontras», «quando menos esperares aparece». Mas como pode aparecer alguém se eu sou sempre apenas a boa pessoa e a fofinha?
Confesso que a minha auto-estima nunca foi grande coisa mas a cada decepção piora drasticamente. Será que as "gordas" não tem direito a serem felizes? A terem alguém para ir ao cinema, passear, alguém com quem contar, alguém a quem dar amor? Tenho feito um esforço de gostar mais de mim, de me tratar, vestir bem, maquilhar, mas não consigo curar a ferida aberta e cada vez mais funda da minha auto-estima. Duvido das minhas capacidades, não consigo acreditar em mim, não gosto do que vejo ao espelho, sinto-me estranha comigo mesma. E digo isto não por querer ser diferente no sentido estético de me vestir ou representar algo que não sou, apenas tenho cuidado mais de mim.
Apesar desse esforço não consigo sentir-me bem comigo mesmo. Escrevo este texto com as lágrimas a cair-me, sinto-me no fim da linha, parece que perdi o jeito de conquistar, vejo-me num futuro sozinha e amargurada. E cada vez mais perco o sonho de encontrar alguém para amar, ter filhos, aproveitar a vida, sem ser na solidão que vivo no dia-a-dia. Será que vou conseguir um dia me sentir uma mulher por completo e bem comigo mesma?"
Olá Renata! Obrigada pela sua mensagem.
Lamento muito a sua situação, compreendo a sua tristeza, mas acho sinceramente que não sou a pessoa certa para lhe dar conselhos. A sua tristeza é muito grande, precisa mais do que o conforto de uma resposta de e-mail. Acho que precisa de psicoterapia, mas vou colocar este texto no blog, pois outras pessoas que partilhem dos seus sentimentos podem aparecer com um comentário e ajudá-la.
Não partilho da sua experiência, mas olhando à minha volta conheço algumas pessoas gordinhas, "fofinhas" como disse, e algumas com excesso de peso. Não é por esse motivo que deixaram de fazer a sua vida. A maioria é casada, tem filhos, tiveram namorados, as que não casaram estão para casar e não vejo o peso como impeditivo ao amor. A diefrença que noto nelas em relação a si, embora não a conheça, é que não estão ou estavam de rastos quando conheceram alguém, o sentimento depressivo pode mesmo afastar as pessoas.
Acho que na maioria dos casos a atracção física não é o motivo para despertar o amor, mas sim a personalidade, aquilo que temos para dar, as gargalhadas, o apoio, a amizade, o amor, o quer que seja. Numa pessoa depressiva, que não está bem consigo própria, dificilmente conseguimos ver ali uma cara-metade para a nossa vida, certo? A Renata quereria alguém que esta sempre triste e em baixo?
É cliché, mas dá-se demasiada importância ao físico. E eu não sou excepção! Quero fazer uma lipoaspiração ao meu duplo-queixo, gostava de tornar o nariz mais pequeno, gostava de perder os 3kg que ainda tenho a mais e por que motivo continuo na mesma? Nos primeiros porque ainda não me apetece gastar dinheiro nisso; na perda de peso, porque sou preguiçosa e bom garfo. Ou seja, eu gostava, mas daí a querer mesmo vai um abismo.
Mas nestas minhas vontades há algo que marca a diferença entre mim e a Renata. Enquanto eu gostava de fazer alterações para mim, a Renata quer fazer para os outros, Acha que isso vai trazer coisas que lhe fazem falta. E acredite que está enganada. Acho óptimo que faça dieta, que fala exercício, que se esforce, mas faça tudo isso por si, para se sentir melhor consigo mesma e não para agradar os outros. E tendo em conta que tem um problema de saúde, não faça dietas loucas ou calmas sendo da sua autoria. A sua condição física exige acompanhamento médico na redução de peso, o que costuma ser dispendioso, bem sei. Mas é assim ou é uma constante frustração para si. O melhor que tenho para lhe sugerir é o acompanhamento médico, físico e mental. Não é errado pedir ajuda.
Espero que encontre um caminho em breve!
Até aos 20 e poucos anos era fácil me sentir bem comigo mesma, ter confiança, me relacionar com o sexo masculino. A partir dos 25 tudo se tornou complicado comecei a isolar-me, a sentir-me diferente, feia e mal comigo mesma. Desde os 25 até hoje apenas me consegui relacionar com dois rapazes e nem sequer durou tempo nenhum. E cada vez que me começo a interessar, a entusiasmar por algum rapaz, parece tudo mágico. Troca de olhares, SMS e depois nunca passa daí. Acabam sempre por perder o interesse e desaparecer.
Comecei a pensar que o problema estava em mim porque ouço comentários do género: aquela é muita gira, a outra é muita gira; sim mas tu és muito boa pessoa e muito fofinha. A verdade é que o problema de tiróide que me apareceu por volta dos 20 e poucos anos fez a minha forma física se modificar. E como não sou magra, daí ser a fofinha e a boa pessoa. Mas será que as pessoas tem que ser apenas aquilo que pesam? E isso acaba por nos conseguir afectar duma forma violenta, quase uma estalada sem mão.
Já tentei muitas vezes fazer dietas e até ando muito a pé mas o hipotiroidismo não me deixa passar dos 70 kilos. A cada ano, o medo de arriscar e conhecer alguém aumenta mais. Cada vez me sinto mais fragilizada, mais pressionada pela conversa do «quanto mais procuras menos encontras», «quando menos esperares aparece». Mas como pode aparecer alguém se eu sou sempre apenas a boa pessoa e a fofinha?
Confesso que a minha auto-estima nunca foi grande coisa mas a cada decepção piora drasticamente. Será que as "gordas" não tem direito a serem felizes? A terem alguém para ir ao cinema, passear, alguém com quem contar, alguém a quem dar amor? Tenho feito um esforço de gostar mais de mim, de me tratar, vestir bem, maquilhar, mas não consigo curar a ferida aberta e cada vez mais funda da minha auto-estima. Duvido das minhas capacidades, não consigo acreditar em mim, não gosto do que vejo ao espelho, sinto-me estranha comigo mesma. E digo isto não por querer ser diferente no sentido estético de me vestir ou representar algo que não sou, apenas tenho cuidado mais de mim.
Apesar desse esforço não consigo sentir-me bem comigo mesmo. Escrevo este texto com as lágrimas a cair-me, sinto-me no fim da linha, parece que perdi o jeito de conquistar, vejo-me num futuro sozinha e amargurada. E cada vez mais perco o sonho de encontrar alguém para amar, ter filhos, aproveitar a vida, sem ser na solidão que vivo no dia-a-dia. Será que vou conseguir um dia me sentir uma mulher por completo e bem comigo mesma?"
Olá Renata! Obrigada pela sua mensagem.
Lamento muito a sua situação, compreendo a sua tristeza, mas acho sinceramente que não sou a pessoa certa para lhe dar conselhos. A sua tristeza é muito grande, precisa mais do que o conforto de uma resposta de e-mail. Acho que precisa de psicoterapia, mas vou colocar este texto no blog, pois outras pessoas que partilhem dos seus sentimentos podem aparecer com um comentário e ajudá-la.
Não partilho da sua experiência, mas olhando à minha volta conheço algumas pessoas gordinhas, "fofinhas" como disse, e algumas com excesso de peso. Não é por esse motivo que deixaram de fazer a sua vida. A maioria é casada, tem filhos, tiveram namorados, as que não casaram estão para casar e não vejo o peso como impeditivo ao amor. A diefrença que noto nelas em relação a si, embora não a conheça, é que não estão ou estavam de rastos quando conheceram alguém, o sentimento depressivo pode mesmo afastar as pessoas.
Acho que na maioria dos casos a atracção física não é o motivo para despertar o amor, mas sim a personalidade, aquilo que temos para dar, as gargalhadas, o apoio, a amizade, o amor, o quer que seja. Numa pessoa depressiva, que não está bem consigo própria, dificilmente conseguimos ver ali uma cara-metade para a nossa vida, certo? A Renata quereria alguém que esta sempre triste e em baixo?
É cliché, mas dá-se demasiada importância ao físico. E eu não sou excepção! Quero fazer uma lipoaspiração ao meu duplo-queixo, gostava de tornar o nariz mais pequeno, gostava de perder os 3kg que ainda tenho a mais e por que motivo continuo na mesma? Nos primeiros porque ainda não me apetece gastar dinheiro nisso; na perda de peso, porque sou preguiçosa e bom garfo. Ou seja, eu gostava, mas daí a querer mesmo vai um abismo.
Mas nestas minhas vontades há algo que marca a diferença entre mim e a Renata. Enquanto eu gostava de fazer alterações para mim, a Renata quer fazer para os outros, Acha que isso vai trazer coisas que lhe fazem falta. E acredite que está enganada. Acho óptimo que faça dieta, que fala exercício, que se esforce, mas faça tudo isso por si, para se sentir melhor consigo mesma e não para agradar os outros. E tendo em conta que tem um problema de saúde, não faça dietas loucas ou calmas sendo da sua autoria. A sua condição física exige acompanhamento médico na redução de peso, o que costuma ser dispendioso, bem sei. Mas é assim ou é uma constante frustração para si. O melhor que tenho para lhe sugerir é o acompanhamento médico, físico e mental. Não é errado pedir ajuda.
Espero que encontre um caminho em breve!
29.12.11
28.12.11
O dia chegou
No íntimo, eu sabia que o dia havia de chegar. Sabia porque o mundo tem pessoas estúpidas em maior número do que tem inteligentes. Ou adequadas, vá, que é para não ser exigente. O dia chegou, mas chegou num mau dia em tive trabalho que parecia não chegar ao fim, em que os contactos do Outlook tinham ganho vida própria e transformado-se num ninho de ratos, em que todos os carros de Lisboa decidiram fazer o mesmo caminho que eu para o dentista, eu que ia ser a última pessoa atendida e estava a ver que não chegava a tempo. Cheguei com 5 minutos de atraso, corri outra vez para o carro, entrei em casa a horas de jantar, já com mil e uma outras coisas para fazer antes de me deitar.
E nesse preciso momento em que entrava em casa, o dia chegou e o telefone tocou. Era o meu chefe, cheio de pezinhos de lã:
- Poisonedzinha, querida, não fiques zangada nem chateada, não é caso para isso...
Pronto!, já fiz merda, pensei. Mas mentalmente revia as coisas e não estava a ver que asneira poderia ter feito. E ele continuou:
- ... não tens de levar a peito, as pessoas são mesmo assim, mas pediram que te transmitisse diplomaticamente, o [de agora em diante designado de] "ofendido" não quer que o trates pelo nome. Tens de usar título académico.
Explosão de nervos. Tenho mais coisas para fazer do que me preocupar com merdices.
- E o gajo não tem tomates para me dizer isso na cara???!
Ora bem, o circuito foi mais ou menos este: o "ofendido" falou com um superior, que por sua vez falou com outro superior, o meu chefe, que por sua vez me ligou à noite para me dizer "diplomaticamente" que tenho de tratar um anormal qualquer (a quem me dirigi uma única vez pelo nome que os pais lhe deram) por "Doutor". Incomoda-me mais o tempo que se perdeu neste circuito, a falta de tomates do gajo em me dizer qualquer coisa, do que o "Doutor" em si.
Fiquei muito fodida, perdoem o meu francês, porque eu não gosto de gente poucochinha. Menos ainda de recados de gente poucochinha. Vou dar ouvidos ao que a minha mãe diz e assumir que sim, isso é coisa de gente pedante e insegura. Quem é determinado e seguro de si mesmo não faz questão nos títulos, muito menos de mandar recados e, eventualmente, criar-me um problema, que foi o que me deixou irritada.
Mas aquela arrogância estava a moer-me e fui à procura do CV dele. Ele não é doutorado, tem uma licenciatura como eu! Ora, qual é o título académico para isto? "Senhor Licenciado"?
Amigo, Boas Entradas, votos de hemorróidas vitalícias e corrimento peniano para 2012. Havemos de nos encontrar noutra vida. Tenho-te debaixo de olho e não te lambo as botas. Esquece isso.
E nesse preciso momento em que entrava em casa, o dia chegou e o telefone tocou. Era o meu chefe, cheio de pezinhos de lã:
- Poisonedzinha, querida, não fiques zangada nem chateada, não é caso para isso...
Pronto!, já fiz merda, pensei. Mas mentalmente revia as coisas e não estava a ver que asneira poderia ter feito. E ele continuou:
- ... não tens de levar a peito, as pessoas são mesmo assim, mas pediram que te transmitisse diplomaticamente, o [de agora em diante designado de] "ofendido" não quer que o trates pelo nome. Tens de usar título académico.
Explosão de nervos. Tenho mais coisas para fazer do que me preocupar com merdices.
- E o gajo não tem tomates para me dizer isso na cara???!
Ora bem, o circuito foi mais ou menos este: o "ofendido" falou com um superior, que por sua vez falou com outro superior, o meu chefe, que por sua vez me ligou à noite para me dizer "diplomaticamente" que tenho de tratar um anormal qualquer (a quem me dirigi uma única vez pelo nome que os pais lhe deram) por "Doutor". Incomoda-me mais o tempo que se perdeu neste circuito, a falta de tomates do gajo em me dizer qualquer coisa, do que o "Doutor" em si.
Fiquei muito fodida, perdoem o meu francês, porque eu não gosto de gente poucochinha. Menos ainda de recados de gente poucochinha. Vou dar ouvidos ao que a minha mãe diz e assumir que sim, isso é coisa de gente pedante e insegura. Quem é determinado e seguro de si mesmo não faz questão nos títulos, muito menos de mandar recados e, eventualmente, criar-me um problema, que foi o que me deixou irritada.
Mas aquela arrogância estava a moer-me e fui à procura do CV dele. Ele não é doutorado, tem uma licenciatura como eu! Ora, qual é o título académico para isto? "Senhor Licenciado"?
Amigo, Boas Entradas, votos de hemorróidas vitalícias e corrimento peniano para 2012. Havemos de nos encontrar noutra vida. Tenho-te debaixo de olho e não te lambo as botas. Esquece isso.
26.12.11
O frango

Perguntei ao Poisoned Apple Man o que lhe apetecia jantar (nunca sabe), sugeri frango assado e ele apreciou a ideia. Tratou de ir ao supermercado enquanto eu tratava de agendar "Consultórios" para vós, queridos leitores. No regresso, avisou-me que as compras já estavam na cozinha.
Coloquei o avental, olhei para a embalagem e dei logo um grito:
- 8 Euros por um frango???! - Para quem não sabe, um frango normal custa cerca de 2 Euros.
Mas aquele era um frango diferente: parecia um perú. Os peitos do frango pareciam as mamas da Susana, concorrente da Casa dos Segredos. Pelas minhas contas, levaria uma semana, semana e meia, para assar. Pedir ao PAM que vá às compras traz geralmente uma surpresa que não é boa, como quando pedi brócolos e apareceu com uma couve-flor.
E lá veio ele com as suas "argumentações de rabo", que frango do campo é que é bom, um mestre de culinária que de cozinha não percebe coisa nenhuma, eu até poderia temperar o jantar com WC pato que ele achava bem. Não consigo tirar-lhe da cabeça que não, ser caro não significa que é bom. E passei às lides.
Novo grito:
- Que NOOOOOOOOJO!!!!
Ele apareceu na cozinha como se me tivesse cortado com todas as facas da gaveta. E lá estava o frango, com a cabeça ainda presa ao corpo, pendurada na bancada, membros que não se viam na embalagem. Era cabeça, penas, miúdos, patas, gordura (até fico agoniada de lembrar). Eu sei que não se diz mal da comida, não é isso, mas eu gosto da ideia de que os frangos crescem nas árvores e vêm já limpinhos. Eu vivo na cidade! Mais, se os posso comprar limpinhos (e mais baratos), por que raio vou dificultar a minha vida? Eu explico, porque o homem é um mestre de culinária.
Olhou para o frango, bicho morto no qual ainda se via o pedido de clemência nos olhinhos, registos gravados antes do golpe final lá no matadouro, e disse:
- Errrrrr...! Eu faço o arroz.
Obrigadinha. Fiquei muito mais descansada.
Luvas de loiça nas mãos, lá tratei do jantar, decapitei um bicho pela primeira vez na vida, sempre quase a ir às lágrimas, aquilo não ia com faca, teve de ser com tesoura, os ossos a guinchar, as artérias à mostra, uma provação que me traumatizou e nem acreditei quando o enfiei no forno. Nem me apetecia jantar. Definitivamente, numa ilha deserta só resistia se houvesse fruta e ainda contraía uma vitaminose.
Ora, não como frango tão cedo, por isso quem estiver precisado para lançar um mau olhado, há em casa cabeça e patas de frango que posso ir buscar ao lixo e dispensar.
24.12.11
Christmas honesty
Ontem, o Poisoned Apple Man insistia que tinha de me dar o presente hoje, quando chegasse a casa. Eu dizia que não. Ele insistia. Eu respondi que a esse ritmo teríamos sangue e a conversa ficou arrumada. Arrematou dizendo:
- Tenho medo que não gostes do presente.
- Eu também! - Uma mulher tem de ser honesta.
E hoje teve de ser. Ele estava em pulgas, não me largava!
Por isso, a quem fazia apostas que do saco ia brotar um anel de noivado, perderam. Eu já sabia que um anel não podia ser que ainda esta semana falei de alianças, coisa que já temos vindo a falar, mas deixo claro que não quero casar. Em equipa que ganha, não se mexe.
Mas do saco brotou uma mala linda, maravilhosa, de pele de vaca com print de leopardo, coisas boas que não compraria nunca na vida. Até tenho medo de a usar!

Já eu fiz uma grande porcaria ao comprar um fato de homem de caxemira, lindo, azul acizentado. Corri o mundo para encontrar o tamanho dele. O tecido é de uma suavidade inacreditável. Estava doidinha para que o visse e quando abriu o saco alguma voz deu um grito de dentro do meu cérebro:
- Que merda de azul cueca é esse???
E ele teve de concordar. O tecido parece de uma cor à luz eléctrica e à luz dia dia outra. Horrível por sinal. No meio disto desapareceu o talão do blazer que acho que terá ido para o lixo e tenho apenas o talão de troca.
Correu-me mal. Bolas! Fico mesmo triste. Ele diz que não se importa.
- Tenho medo que não gostes do presente.
- Eu também! - Uma mulher tem de ser honesta.
E hoje teve de ser. Ele estava em pulgas, não me largava!
Por isso, a quem fazia apostas que do saco ia brotar um anel de noivado, perderam. Eu já sabia que um anel não podia ser que ainda esta semana falei de alianças, coisa que já temos vindo a falar, mas deixo claro que não quero casar. Em equipa que ganha, não se mexe.
Mas do saco brotou uma mala linda, maravilhosa, de pele de vaca com print de leopardo, coisas boas que não compraria nunca na vida. Até tenho medo de a usar!
Já eu fiz uma grande porcaria ao comprar um fato de homem de caxemira, lindo, azul acizentado. Corri o mundo para encontrar o tamanho dele. O tecido é de uma suavidade inacreditável. Estava doidinha para que o visse e quando abriu o saco alguma voz deu um grito de dentro do meu cérebro:
- Que merda de azul cueca é esse???
E ele teve de concordar. O tecido parece de uma cor à luz eléctrica e à luz dia dia outra. Horrível por sinal. No meio disto desapareceu o talão do blazer que acho que terá ido para o lixo e tenho apenas o talão de troca.
Correu-me mal. Bolas! Fico mesmo triste. Ele diz que não se importa.
23.12.11
Boas Festas!
Boas Festas, leitores/as do meu coração!
Presentes, preseeeentes, PRESEEEENTES!!!
Vem aí o Pai Natal!
Estou histérica, não caibo em mim!
22.12.11
Notícias
Diz que é lá para os primeiros dias de Janeiro que vou conseguir retomar as respostas ao "Consultório". O mais antigo data de 22 de Outubro. Vai ser um xuxu.
21.12.11
Avisos à leitura

Queridos e adorados leitores, esta é uma imagem do blog que podem clicar para ver maior. Já mais do que uma vez recebi comentários a dizer que as cores estão muito berrantes, que dói nos olhos e outros do género. Nunca percebi o motivo, já que nos computadores que tenho em casa vê-se tudo de forma muito agradável, no PC do trabalho as cores são bastantes mais fortes (embora não impossíveis), e quando vi o blog no Mac da minha mãe, ia cegando.
Ora bem, o que acontece é que os leitores não têm as cores do computador calibradas, o que faz com que tudo mude e provoque rasgos de cegueira. Calibrar as cores do vosso PC é uma solução para ler este blog sem medo e ver todas as outras páginas com cores mais simpáticas.
Mas entretanto recebi este comentário: "Adorei a mudança no visual, mas a leitura tornou-se muito difícil. Não há contraste entre as letras brancas e o fundo branco. Pela saúde visual das tuas fiéis leitoras, dá para por uma letrinha de outra cor, please?!"
???!!
Mas eu não tenho em lado nenhum do blog letras brancas sob um fundo branco!!!
Estou deveras intrigada.
20.12.11
A zeros
Se num Natal ou outro podia desconfiar o que seria o ou os presentes do Poisoned Apple Man para mim, este ano estou completamente a zeros. Na semana passada ligou-me a dizer que ia estar a tarde toda em reunião com o Pai Natal e eu a trabalhar, com um nervoso miudinho que até as pestanas me tremiam.
Depois ainda me enviou uma mensagem a dizer que já tinha falado com o meu Pai Natal e que tinha perdido a cabeça. Cheguei a casa cheia de questões: Quantos presentes são? De que cor? Vão servir para quê? De que tamanho? Quanto pesa? Perguntas às quais não quero saber resposta, mas não consigo evitar fazê-las. Eu até sei onde estão guardados os presentes, na mais alta estante de um dos armários dele que, de cada vez que abre para tirar umas calças, desato aos gritos e fecho os olhos para não ver nada. Ele não tem cuidado nenhum. E assim ando em constante e gostosa ansiedade, à espera do desenlace da surpresa, o dia em que posso receber e abrir o presente.
Mas nesse dia uma amiga fez-nos uma visita. E ao meu lado na cozinha, a uma distância de dois passos, enquanto me debatia com um frango assado do tamanho de um perú, eles conversavam como se eu não existisse:
- Já comprei o presente da Poisoned, queres ver? É mesmo giro, mas tenho medo que não goste.
- Mostra, mostra, quero ver! Poisoned, não saias da cozinha - onde me mantive, qual escrava.
Lá dentro ouvi vozes que não consegui descodificar. A Marta voltou com cara de quem aprova claramente a aquisição e eles continuaram:
- Não sei se vou conseguir esperar pelo Natal.
- Pois, também não sei se conseguia... Mas se esperares vais dar na noite de Natal à frente da família? Não sei se...
- Pois também não sei...
Estou em frangalhos! Consumida! Acho que até já perdi peso.
Aaai, que nervos...!
Depois ainda me enviou uma mensagem a dizer que já tinha falado com o meu Pai Natal e que tinha perdido a cabeça. Cheguei a casa cheia de questões: Quantos presentes são? De que cor? Vão servir para quê? De que tamanho? Quanto pesa? Perguntas às quais não quero saber resposta, mas não consigo evitar fazê-las. Eu até sei onde estão guardados os presentes, na mais alta estante de um dos armários dele que, de cada vez que abre para tirar umas calças, desato aos gritos e fecho os olhos para não ver nada. Ele não tem cuidado nenhum. E assim ando em constante e gostosa ansiedade, à espera do desenlace da surpresa, o dia em que posso receber e abrir o presente.
Mas nesse dia uma amiga fez-nos uma visita. E ao meu lado na cozinha, a uma distância de dois passos, enquanto me debatia com um frango assado do tamanho de um perú, eles conversavam como se eu não existisse:
- Já comprei o presente da Poisoned, queres ver? É mesmo giro, mas tenho medo que não goste.
- Mostra, mostra, quero ver! Poisoned, não saias da cozinha - onde me mantive, qual escrava.
Lá dentro ouvi vozes que não consegui descodificar. A Marta voltou com cara de quem aprova claramente a aquisição e eles continuaram:
- Não sei se vou conseguir esperar pelo Natal.
- Pois, também não sei se conseguia... Mas se esperares vais dar na noite de Natal à frente da família? Não sei se...
- Pois também não sei...
Estou em frangalhos! Consumida! Acho que até já perdi peso.
Aaai, que nervos...!
19.12.11
Lança "perfumi"
"Lança perfume" é uma música da Rita Lee que já deve ter uma centena de anos. Quando eu era criança, a minha mãe tinha o disco em vinil que punha a tocar e eu cantava alegremente lança perfumiiiiii... oououohhh, lança! Perfumi! Naquele, tempo, não sabia o que ia acontecer anos mais tarde.
Logo cedo, tratava das minhas rotinas de hidratação da pele ainda de cuecas. O Poisoned Apple Man deve ter-se animado com a visão diante do espelho ao passar pelo WC e decidiu abraçar-me pelas costas, justamente no momento em que me ia perfumar. Quando digo "justamente", quero referir aquele micro-segundo, precisamente o instante em que encaixou o queixo no meu ombro esquerdo e me borrifei de Coco Mademoiselle. Milhares de micro-gotas dispersaram-se na minha pele e no ar, atingindo o homem que agarrado aos olhos fez uma fita de quem foi atingido por uma bomba de pregos.
A estas horas ainda deve estar deitado no lavatório da casa de banho com os olhos debaixo da torneira, dizendo toda uma série de impropérios do meu Chanel.
Logo cedo, tratava das minhas rotinas de hidratação da pele ainda de cuecas. O Poisoned Apple Man deve ter-se animado com a visão diante do espelho ao passar pelo WC e decidiu abraçar-me pelas costas, justamente no momento em que me ia perfumar. Quando digo "justamente", quero referir aquele micro-segundo, precisamente o instante em que encaixou o queixo no meu ombro esquerdo e me borrifei de Coco Mademoiselle. Milhares de micro-gotas dispersaram-se na minha pele e no ar, atingindo o homem que agarrado aos olhos fez uma fita de quem foi atingido por uma bomba de pregos.
A estas horas ainda deve estar deitado no lavatório da casa de banho com os olhos debaixo da torneira, dizendo toda uma série de impropérios do meu Chanel.
16.12.11
Consultório #90
(Nota: a pedido da remetente esta mensagem foi editada deixando de fora informação que influencia a resposta dada)
"No início de 2009 envolvi-me com uma pessoa casada que acabou por se declarar e entrei em pânico, mas deixei-me levar. Disse-lhe que não era correcto, que não gostava que me fizessem o mesmo e que deveríamos pôr um ponto final. Já ele, disse que o seu casamento estava acabado, que há muito pensava na separação, mas não conseguira ir para a frente por causa das filhas.
A separação acabou por acontecer, todo ele era amor e queria viver comigo. Tive que assentar os pés na terra e dizer-lhe que deveríamos ir com calma, que ele deveria fazer um luto, conhecermo-nos melhor e habituar as crianças. Percebi que ficou magoado/decepcionado, numa altura acrescida da pressão da ex-mulher, da chantagem da mãe dele, dos amigos que se revoltaram, etc.
A partir de certa altura começou a falar em desaparecer e um dia foi preciso arrombar a porta do escritório onde ele estava inconsciente. Não pode ficar sozinho, a depressão continua, recusa a medicação e saiu de casa dizendo que não é boa pessoa para estar comigo.
Este acaba e recomeça aconteceu diversas vezes. Chorei muito! Nos fins-de-semana com as filhas não me atendia o telefone. Eu desesperava. Durante a semana era como se nada tivesse acontecido. Passaram-se meses nisto, continuamos viver separados e ainda não pôs a casa à venda. Tenho-lhe dito que, se ele gostasse de mim, já teria posto a casa à venda, mesmo sem ganhar dinheiro. Diz que sou injusta, que as coisas levam tempo, que não põe a casa à venda de uma maneira qualquer, etc. Ele promete que faz, mas voltamos e fica tudo na mesma. Além disso, sinto que ficou diferente depois da última tentativa, menos carinhoso. Já não diz que me ama. Já o confrontei e responde que, quando se mete nas coisas é a sério e que eu também fui culpada de ele ficar mais frio.
A semana passada disse-lhe que estava cansada de estar sozinha, de não me sentir querida, pois se fosse, ele fazia um esforço por ficar comigo. Falei-lhe de todas as coisas negativas. Ficou muito ofendido por não ter falado das positivas, que ele acha serem muitas. Mas eu disse-lhe que as negativas é que definem se a relação pode, ou não continuar. Disse que ia tratar de tudo. Como a conversa de ontem era semelhante, perguntei se fazíamos bem em insistir numa coisa que não vai dar a lado nenhum, que somos muito diferentes, que não basta gostar. E fui embora.
Amo-o e não sei se estou a ser demasiado exigente. Não sei se estou a ser pouco tolerante, ao não aceitar estas coisas".
Olá Helena!
Não me parece que esteja a ser demasiado exigente, o que me parece é que já teve foi muita paciência. Antes de mais eu tenho de confessar que não compreendo as depressões que não são fruto de um desgosto amoroso ou de uma morte, não consigo compreender. Consigo perceber que por algum mecanismo o cérebro sofra da falta de uma determinada substância, mas é algo que se pode controlar consultando um médico. Fora isso, rejeitada a ideia de ajuda médica, não compreendo.
Com ou sem depressões, o que me parece é que ambos querem coisas diferentes, não caminham nos mesmos trilhos e daí as eternas discussões, as decisões que não coincidem, a falta de cedências. Gostar não chega para manter uma relação, não basta amar, há que saber ceder, ser razoável e saber que nem sempre tudo vai coincidir com a nossa vontade. Quando as opiniões divergem, ao menos que prevaleça aquela que tem mais sentido do ponto de vista racional, o que não me parece ser o que esse homem está a fazer. Mais, das duas uma: ou ele estava convencido de que nunca o iria deixar ou não se importava se acontecesse, porque através do que me conta a sensação que leio é a de um encolher de ombros, um tanto faz, um whatever.
Helena, não é uma mulher muito mais velha que eu, a vida não acaba aqui se decidir mudar (o que me parece a opção mais razoável), mas se quiser ficar perto desse homem lembre-se que é uma pessoa extremamente problemática, depressiva, desiquilibrada, que não se importa muito com o facto de a Helena estar a sofrer, com o facto de passar a vida a chamá-lo à atenção, com o facto de se sentir indesejada. Esse homem não está a fazer nada por si, por isso lembre-se que poderá ser assim eternamente, sentir-se sozinha numa relação, dar apoio mas nunca receber. Ele não a ama, quanto muito, parece precisar do seu apoio. Nenhum homem apaixonado deixa de atender o telefone à mulher de quem gosta porque está com as filhas. Nem que fizesse uma chamada de dentro do WC! Sente-o diferente, deixou de dizer que a ama, que era uma coisa que fazia. Lamento imenso, mas esse homem não parece gostar de si e a felicidade não é isto.
Eu percebo que possa ter sentido que agora tinha acertado e todas as expectativas foram defraudadas, mas felicidade não é isto, a felicidade não tem nada a ver com isto. Este homem não lhe vai dar nada do que precisa, se calhar até nem quer vir a ter mais filhos e será refém da vontade dele, privando-se de coisas que queria. No seu lugar eu não perdia tempo em desaparecer, fazer o luto e aguardar por melhores dias e por uma relação a sério, com alguém que a coloca em primeiro lugar, que nunca evita uma chamada e para quem o que tem a dizer é sempre de extrema importância.
Espero que o seu sofrimento seja de curta duração e que opte por escolhas sábias.
"No início de 2009 envolvi-me com uma pessoa casada que acabou por se declarar e entrei em pânico, mas deixei-me levar. Disse-lhe que não era correcto, que não gostava que me fizessem o mesmo e que deveríamos pôr um ponto final. Já ele, disse que o seu casamento estava acabado, que há muito pensava na separação, mas não conseguira ir para a frente por causa das filhas.
A separação acabou por acontecer, todo ele era amor e queria viver comigo. Tive que assentar os pés na terra e dizer-lhe que deveríamos ir com calma, que ele deveria fazer um luto, conhecermo-nos melhor e habituar as crianças. Percebi que ficou magoado/decepcionado, numa altura acrescida da pressão da ex-mulher, da chantagem da mãe dele, dos amigos que se revoltaram, etc.
A partir de certa altura começou a falar em desaparecer e um dia foi preciso arrombar a porta do escritório onde ele estava inconsciente. Não pode ficar sozinho, a depressão continua, recusa a medicação e saiu de casa dizendo que não é boa pessoa para estar comigo.
Este acaba e recomeça aconteceu diversas vezes. Chorei muito! Nos fins-de-semana com as filhas não me atendia o telefone. Eu desesperava. Durante a semana era como se nada tivesse acontecido. Passaram-se meses nisto, continuamos viver separados e ainda não pôs a casa à venda. Tenho-lhe dito que, se ele gostasse de mim, já teria posto a casa à venda, mesmo sem ganhar dinheiro. Diz que sou injusta, que as coisas levam tempo, que não põe a casa à venda de uma maneira qualquer, etc. Ele promete que faz, mas voltamos e fica tudo na mesma. Além disso, sinto que ficou diferente depois da última tentativa, menos carinhoso. Já não diz que me ama. Já o confrontei e responde que, quando se mete nas coisas é a sério e que eu também fui culpada de ele ficar mais frio.
A semana passada disse-lhe que estava cansada de estar sozinha, de não me sentir querida, pois se fosse, ele fazia um esforço por ficar comigo. Falei-lhe de todas as coisas negativas. Ficou muito ofendido por não ter falado das positivas, que ele acha serem muitas. Mas eu disse-lhe que as negativas é que definem se a relação pode, ou não continuar. Disse que ia tratar de tudo. Como a conversa de ontem era semelhante, perguntei se fazíamos bem em insistir numa coisa que não vai dar a lado nenhum, que somos muito diferentes, que não basta gostar. E fui embora.
Amo-o e não sei se estou a ser demasiado exigente. Não sei se estou a ser pouco tolerante, ao não aceitar estas coisas".
Olá Helena!
Não me parece que esteja a ser demasiado exigente, o que me parece é que já teve foi muita paciência. Antes de mais eu tenho de confessar que não compreendo as depressões que não são fruto de um desgosto amoroso ou de uma morte, não consigo compreender. Consigo perceber que por algum mecanismo o cérebro sofra da falta de uma determinada substância, mas é algo que se pode controlar consultando um médico. Fora isso, rejeitada a ideia de ajuda médica, não compreendo.
Com ou sem depressões, o que me parece é que ambos querem coisas diferentes, não caminham nos mesmos trilhos e daí as eternas discussões, as decisões que não coincidem, a falta de cedências. Gostar não chega para manter uma relação, não basta amar, há que saber ceder, ser razoável e saber que nem sempre tudo vai coincidir com a nossa vontade. Quando as opiniões divergem, ao menos que prevaleça aquela que tem mais sentido do ponto de vista racional, o que não me parece ser o que esse homem está a fazer. Mais, das duas uma: ou ele estava convencido de que nunca o iria deixar ou não se importava se acontecesse, porque através do que me conta a sensação que leio é a de um encolher de ombros, um tanto faz, um whatever.
Helena, não é uma mulher muito mais velha que eu, a vida não acaba aqui se decidir mudar (o que me parece a opção mais razoável), mas se quiser ficar perto desse homem lembre-se que é uma pessoa extremamente problemática, depressiva, desiquilibrada, que não se importa muito com o facto de a Helena estar a sofrer, com o facto de passar a vida a chamá-lo à atenção, com o facto de se sentir indesejada. Esse homem não está a fazer nada por si, por isso lembre-se que poderá ser assim eternamente, sentir-se sozinha numa relação, dar apoio mas nunca receber. Ele não a ama, quanto muito, parece precisar do seu apoio. Nenhum homem apaixonado deixa de atender o telefone à mulher de quem gosta porque está com as filhas. Nem que fizesse uma chamada de dentro do WC! Sente-o diferente, deixou de dizer que a ama, que era uma coisa que fazia. Lamento imenso, mas esse homem não parece gostar de si e a felicidade não é isto.
Eu percebo que possa ter sentido que agora tinha acertado e todas as expectativas foram defraudadas, mas felicidade não é isto, a felicidade não tem nada a ver com isto. Este homem não lhe vai dar nada do que precisa, se calhar até nem quer vir a ter mais filhos e será refém da vontade dele, privando-se de coisas que queria. No seu lugar eu não perdia tempo em desaparecer, fazer o luto e aguardar por melhores dias e por uma relação a sério, com alguém que a coloca em primeiro lugar, que nunca evita uma chamada e para quem o que tem a dizer é sempre de extrema importância.
Espero que o seu sofrimento seja de curta duração e que opte por escolhas sábias.
14.12.11
Como lançar a confusão
O Poisoned Apple Man tem a mania de me apertar. As banhas, o pescoço, os braços, e não tem noção da força que tem, acabando por me magoar. É habitual dar gritos, momento em que ele percebe que já chega. Uma dessas vezes aconteceu na última viagem aos EUA, no meio da rua, em que me apertou os braços. Dei um grito, largou-me e comecei a andar furiosa à frente dele, como quem foge. Nesse momento ouvi-o nas minhas costas:
- Poisoned, não sejas assim! Casa comigo!
E quando olhei para trás lá estava ele, com um joelho no chão, de braços abertos e sorriso largo. Como tinha a máquina fotográfica na mão, registei o momento do homem ajoelhado. E uma vez registado o momento fotográfico, respondi ao pedido:
- Despacha-te que estamos atrasados - e lá fomos à nossa vida.
Nesse dia à noite coloquei a foto na minha página pessoal de Facebook, esclarecendo que ao Poisoned Apple Man lhe tinha dado para a brincadeira. E fui dormir.
Lembro que fui clara ao esclarecer a situação, mas ainda assim não foi suficiente. No dia seguinte tinha um milhão de mensagens emotivas recebidas por diversas vias: "finalmente vão casar!", "que bom, mais uma festa!", "disseste que SIM?", "já têm data?", "queremos saber tudo!", e não menos importante, a minha mãe, que optou por uma mensagem discreta e longe de olhares, "então, em que ficou o pedido?".
Não sabem ler. A malta não sabe ler. O trabalho e o dinheiro que tive de gastar em explicações!
- Poisoned, não sejas assim! Casa comigo!
E quando olhei para trás lá estava ele, com um joelho no chão, de braços abertos e sorriso largo. Como tinha a máquina fotográfica na mão, registei o momento do homem ajoelhado. E uma vez registado o momento fotográfico, respondi ao pedido:
- Despacha-te que estamos atrasados - e lá fomos à nossa vida.
Nesse dia à noite coloquei a foto na minha página pessoal de Facebook, esclarecendo que ao Poisoned Apple Man lhe tinha dado para a brincadeira. E fui dormir.
Lembro que fui clara ao esclarecer a situação, mas ainda assim não foi suficiente. No dia seguinte tinha um milhão de mensagens emotivas recebidas por diversas vias: "finalmente vão casar!", "que bom, mais uma festa!", "disseste que SIM?", "já têm data?", "queremos saber tudo!", e não menos importante, a minha mãe, que optou por uma mensagem discreta e longe de olhares, "então, em que ficou o pedido?".
Não sabem ler. A malta não sabe ler. O trabalho e o dinheiro que tive de gastar em explicações!
12.12.11
Ainda sobre os doutores
- Estou, Teresa?
- Diga, Doutora
- Deixe lá o "Doutora", é Ana.
- Ah! Finalmente alguém! Olhe Doutora, se toda a gente fosse assim é que era!
- Então é "Ana"...
- Está bem, Doutora
- "Ana"
- Não Doutora, se todos são Doutores a Doutora também é.
Jóia de moça, a Teresa, mas não me compreende.
- Diga, Doutora
- Deixe lá o "Doutora", é Ana.
- Ah! Finalmente alguém! Olhe Doutora, se toda a gente fosse assim é que era!
- Então é "Ana"...
- Está bem, Doutora
- "Ana"
- Não Doutora, se todos são Doutores a Doutora também é.
Jóia de moça, a Teresa, mas não me compreende.
9.12.11
Presentes de Natal? A Meia-Tinta ajuda
Então, ainda tem presentes de Natal por comprar? Não tem vontade de ir à procura e muito menos vontade de gastar dinheiro? Fica cheia e comichões de cada vez que imagina um centro comercial em vésperas de Natal? E o que oferecer à amiga secreta lá do trabalho?
Estou aqui para vos resolver todos os dramas. Querem descontos? Vão até à Meia-Tinta, para onde podem enviar uma mensagem através do endereço meia.tinta@yahoo.com e dizer que estão a fazer o contacto através do blog A Maçã de Eva. As peças são amorosas, dão muito jeito e ainda poderá usufruir de conjuntos a 6€! Faz um vistão e gasta pouco, é ou não é simpático?
Consulte a página da Meia-Tinta aqui, anote as referências e cores daquilo que mais gosta, envie uma mensagem (não se esqueça de referir que vem do blog A Maçã de Eva), aguarde resposta com preços de promoção e levante a sua encomenda em Lisboa. Para quem mora noutras zonas, poderá receber a encomenda por CTT.
Boas compras à distância de um clique, sem encontrões e nervos!



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Boas compras à distância de um clique, sem encontrões e nervos!



Consultório #89
"Tudo começou em Outubro de 2010 (...) começou a saga das praxes (...) o menino não se calava aquilo deixava-me louca, até que lhe pedi para se calar que já não o podia ouvir. Entretanto começamos a falar no MSN, falávamos todos dias, até que um dia trocamos números de telefone. Não sei como, tornámo-nos amigos inseparáveis.
Com o passar do tempo, comecei a sentir-me atraída por ele, porém ele tinha namorada eu não queria confusões para o meu lado, não mostrava o que sentia. Um dia fui almoçar com ele e com a avó, iludi-me pois nenhum rapaz até aquele dia me tinha apresentado a família. E eu apresentei-o a minha mãe e mais tarde o meu pai. Andávamos sempre juntos, éramos unidos, muito confidentes, toda gente pensava que namorávamos. A namorada dele estava em Lisboa, por duas ou três vezes ele chamou-a pelo meu nome, a rapariga não gostava e discutiam. A seguir ao Natal acabaram, ele estava mal e eu por um lado com pena de o ver assim, mas feliz pois talvez fosse a minha oportunidade.
Em Fevereiro, entrámos em férias e o menino começou a ficar estranho comigo, para meu espanto andava a curtir com uma miúda, mas não foi capaz de me contar, eu fui descobrindo e todos dias me matava com aquele sentimento. Quando as aulas retomaram já não éramos os mesmos, eu sentia me desamparada. E quando ele vinha falar comigo eu respondia muito mal, era a minha forma de mostrar raiva. Entretanto, voltámos a ser amigos mas apareceu uma nova rapariga. Voltámos a afastar-nos sem que ele me dissesse o motivo, mas maravilhoso facebook, descobri a verdade. Mais uma altura de sofrimento.
No meu dia de aniversário convidou me para almoçar, depois lá me contou o que tinha acontecido, eu não queria saber mas ele dizia tens de saber porque quero que saibas. Mais uma vez estava a sofrer (...) Voltámos a ser os amigos do início, inseparáveis, unidos… Com o verão deixámos de nos ver todos dias, ele voltou a ficar estranho, não me dava notícias e eu via que ele tinha conversas com a outras raparigas. Regressou do estrangeiro (...) esteve dois ou três dias muito querido, voltou a desaparecer, e quando voltava a dar notícias eu não aguentava e começava a responder mal outra vez.
Decidi contar lhe o que realmente sinto, e ele apenas me pediu desculpa pois não gostava de mim como devia e mereço, mas disse que lhe devia ter contado mais cedo, pois se ele estivesse sozinho era diferente. Disse ainda que me tinha em consideração e que sabe que gosto dele. E as últimas palavras foram eu não te posso nem quero perder. O meu mundo desabou. Será que só sirvo para ele quando as outras lhe dão pontapés? E por que que não consigo odiá-lo e continuo a gostar dele?"
Olá Rita! Obrigada pela sua mensagem.
Quando um homem gostar de si, vai perceber. O que esse rapaz sente por si não é amor, é interesse. É bom sentir que há sempre alguém à nossa espera, alguém que gosta de nós, alguém que está sempre disposto a aguentar tudo, alguém que espera por nós, alguém que anseia por uma oportunidade, é bom sentir que alguém desespera por nós, mas a diferença entre ser ou não correcto, (apesar de nos elevar o ego, de nos fazer sentir bem), é sabermos que não se alimenta a esperança de uma pessoa que não vai ser correspondida.
Não se engane, esse rapaz sabia perfeitamente que gostava dele, muito antes de se ter declarado. Que razão teria para omitir os seus novos enlaces amorosos? Esse rapaz só a quer manter em banho-maria, pronta a dar-lhe uma massagen no ego sempre que precisar, e pronta para uma relação, caso a vida lhe corra mal que, a acontecer, via o seu fim assim que passasse pela frente mais um passarinho verde.
Ele sabe bem o que faz: dar e tirar. Convida-a para almoçar na data do seu aniversário, mas depois conta-lhe coisas que a fazem sofrer; desaparece, mas depois aparece para que não se esqueça dele; omite as aventuras amorosas para não espantar a caça; mas a Rita foi estragar-lhe os planos quando decidiu revelar-lhe os seus sentimentos. Ele, que gostava de picar o ponto, viu-se obrigado a optar por outra estratégia, que foi revelar que não é apaixonado por si, mas deixando claro que é uma pena, que foi apenas uma questão de timming, devia ter contado mais cedo pois se ele estivesse sozinho era diferente. E depois remata: eu não te posso nem quero perder, o toque final para que se inche de esperança.
Os homens são estúpidos, mas não são burros. O que este tipo de homem faz para ir levando a água ao seu moinho é dar e tirar, alimentando desta forma a sua esperança. Quando se tira tudo, ninguém espera mais; quando se dá alguma coisas, as mulheres (geralmente inexperientes) vivem desses pequenos gestos, imaginando que se ele foi assim desta vez, poderia ser assim para sempre, imaginando que será apenas uma questão de esforço, de dedicação e conquista por parte nossa. Já todas as mulheres passaram por este tipo de homens. Mas o objectivo é esse mesmo, que se alimente por tempo indeterminado, alimentando desta forma o ego dele e, quem sabe, as medidas, caso venha a precisar.
Sim Rita, só serve quando as outras lhe dão pontapés, se ele só a procura quando as outras dão pontapés; ele não é apaixonado por si, se não a trata com paixão; ele não está interessado em si, se fica que tempos sem dar novidades; ele não é seu amigo, se se aproveita das suas fragilidades; e por aí fora. Os sinais estão lá todos, basta analisá-los.
Recomendações? Cortar contacto, apagar das redes sociais, fingir que morreu, nunca dar explicações (NÃO! Isso apenas alimenta o ego dele). Ele deverá pensar que se cansou dele e não que está a sofrer. Quando ele precisar de si? Finja que morreu. Sair desse ciclo vicioso está nas suas mãos.
Com o passar do tempo, comecei a sentir-me atraída por ele, porém ele tinha namorada eu não queria confusões para o meu lado, não mostrava o que sentia. Um dia fui almoçar com ele e com a avó, iludi-me pois nenhum rapaz até aquele dia me tinha apresentado a família. E eu apresentei-o a minha mãe e mais tarde o meu pai. Andávamos sempre juntos, éramos unidos, muito confidentes, toda gente pensava que namorávamos. A namorada dele estava em Lisboa, por duas ou três vezes ele chamou-a pelo meu nome, a rapariga não gostava e discutiam. A seguir ao Natal acabaram, ele estava mal e eu por um lado com pena de o ver assim, mas feliz pois talvez fosse a minha oportunidade.
Em Fevereiro, entrámos em férias e o menino começou a ficar estranho comigo, para meu espanto andava a curtir com uma miúda, mas não foi capaz de me contar, eu fui descobrindo e todos dias me matava com aquele sentimento. Quando as aulas retomaram já não éramos os mesmos, eu sentia me desamparada. E quando ele vinha falar comigo eu respondia muito mal, era a minha forma de mostrar raiva. Entretanto, voltámos a ser amigos mas apareceu uma nova rapariga. Voltámos a afastar-nos sem que ele me dissesse o motivo, mas maravilhoso facebook, descobri a verdade. Mais uma altura de sofrimento.
No meu dia de aniversário convidou me para almoçar, depois lá me contou o que tinha acontecido, eu não queria saber mas ele dizia tens de saber porque quero que saibas. Mais uma vez estava a sofrer (...) Voltámos a ser os amigos do início, inseparáveis, unidos… Com o verão deixámos de nos ver todos dias, ele voltou a ficar estranho, não me dava notícias e eu via que ele tinha conversas com a outras raparigas. Regressou do estrangeiro (...) esteve dois ou três dias muito querido, voltou a desaparecer, e quando voltava a dar notícias eu não aguentava e começava a responder mal outra vez.
Decidi contar lhe o que realmente sinto, e ele apenas me pediu desculpa pois não gostava de mim como devia e mereço, mas disse que lhe devia ter contado mais cedo, pois se ele estivesse sozinho era diferente. Disse ainda que me tinha em consideração e que sabe que gosto dele. E as últimas palavras foram eu não te posso nem quero perder. O meu mundo desabou. Será que só sirvo para ele quando as outras lhe dão pontapés? E por que que não consigo odiá-lo e continuo a gostar dele?"
Olá Rita! Obrigada pela sua mensagem.
Quando um homem gostar de si, vai perceber. O que esse rapaz sente por si não é amor, é interesse. É bom sentir que há sempre alguém à nossa espera, alguém que gosta de nós, alguém que está sempre disposto a aguentar tudo, alguém que espera por nós, alguém que anseia por uma oportunidade, é bom sentir que alguém desespera por nós, mas a diferença entre ser ou não correcto, (apesar de nos elevar o ego, de nos fazer sentir bem), é sabermos que não se alimenta a esperança de uma pessoa que não vai ser correspondida.
Não se engane, esse rapaz sabia perfeitamente que gostava dele, muito antes de se ter declarado. Que razão teria para omitir os seus novos enlaces amorosos? Esse rapaz só a quer manter em banho-maria, pronta a dar-lhe uma massagen no ego sempre que precisar, e pronta para uma relação, caso a vida lhe corra mal que, a acontecer, via o seu fim assim que passasse pela frente mais um passarinho verde.
Ele sabe bem o que faz: dar e tirar. Convida-a para almoçar na data do seu aniversário, mas depois conta-lhe coisas que a fazem sofrer; desaparece, mas depois aparece para que não se esqueça dele; omite as aventuras amorosas para não espantar a caça; mas a Rita foi estragar-lhe os planos quando decidiu revelar-lhe os seus sentimentos. Ele, que gostava de picar o ponto, viu-se obrigado a optar por outra estratégia, que foi revelar que não é apaixonado por si, mas deixando claro que é uma pena, que foi apenas uma questão de timming, devia ter contado mais cedo pois se ele estivesse sozinho era diferente. E depois remata: eu não te posso nem quero perder, o toque final para que se inche de esperança.
Os homens são estúpidos, mas não são burros. O que este tipo de homem faz para ir levando a água ao seu moinho é dar e tirar, alimentando desta forma a sua esperança. Quando se tira tudo, ninguém espera mais; quando se dá alguma coisas, as mulheres (geralmente inexperientes) vivem desses pequenos gestos, imaginando que se ele foi assim desta vez, poderia ser assim para sempre, imaginando que será apenas uma questão de esforço, de dedicação e conquista por parte nossa. Já todas as mulheres passaram por este tipo de homens. Mas o objectivo é esse mesmo, que se alimente por tempo indeterminado, alimentando desta forma o ego dele e, quem sabe, as medidas, caso venha a precisar.
Sim Rita, só serve quando as outras lhe dão pontapés, se ele só a procura quando as outras dão pontapés; ele não é apaixonado por si, se não a trata com paixão; ele não está interessado em si, se fica que tempos sem dar novidades; ele não é seu amigo, se se aproveita das suas fragilidades; e por aí fora. Os sinais estão lá todos, basta analisá-los.
Recomendações? Cortar contacto, apagar das redes sociais, fingir que morreu, nunca dar explicações (NÃO! Isso apenas alimenta o ego dele). Ele deverá pensar que se cansou dele e não que está a sofrer. Quando ele precisar de si? Finja que morreu. Sair desse ciclo vicioso está nas suas mãos.
8.12.11
Passatempo AnnieThings - resultado
Acabou o passatempo da AnnieThings e já temos uma vencedora que vai ganhar este fio:

A vencedora é a Maria Miguel Rosmaninho, PARABÉNS!!!
Deve enviar um e-mail para thingsannie@gmail.com e tratar de receber o seu presente.
Consta que algumas participantes se esqueceram de "gostar" da página e essa é condição de todos os passatempos. Mais passatempos virão, não se esqueçam de "gostar"!
Entretanto, podem continuar a namorar as peças da AnnieThings, aqui
A vencedora é a Maria Miguel Rosmaninho, PARABÉNS!!!
Deve enviar um e-mail para thingsannie@gmail.com e tratar de receber o seu presente.
Consta que algumas participantes se esqueceram de "gostar" da página e essa é condição de todos os passatempos. Mais passatempos virão, não se esqueçam de "gostar"!
Entretanto, podem continuar a namorar as peças da AnnieThings, aqui
7.12.11
O pijama
Eu estava que não podia com uma gata pelo rabo, quando apareci à porta do escritório onde o Poisoned Apple Man dava tiros a alguém. Não disse nada, porque já não é preciso.
- Já vou, dá-me mais uns minutos.
E lá fui eu fazer o meu xixi, lavar os dentes, vestir a camisa de noite, enquanto ouvia tiros. Deitei-me, à espera dele, quando olhei para o pijama do homem, deitado ao meu lado. Rapidamente magiquei uma gracinha e comecei a rir sozinha: dei um nó nos braços da camisa e outro nas calças do pijama. Depois, dobrei-o como pude e deixei debaixo da respectiva almofada, como se nada tivesse acontecido.
Minutos depois chegou ele, comigo a tentar aquecer debaixo dos lençóis. Ele despiu-se numa ponta do quarto e chegou junto da cama de cuecas, a tiritar de frio, encolhido sobre si próprio, pronto a vestir o pijama. Comecei logo a rir. Olhou para mim e perguntou:
- Estás a rir de quê? Estás a peidar-te, não é? - Por alguma razão, sempre que rio, ele acha que estou a perfumar o lar. E continuei a rir enquanto negava com a cabeça.
Ele olhou para a camisa do pijama e estranhou. Deve ter-se perguntado como raio aquilo teria acontecido debaixo da almofada. Depois de desfazer o nó, vestiu a parte de cima e continuou a tremer de frio. Chegou às calças e percebeu que os nós não eram acidente, mas tinham autoria. Eu contorcia-me de riso e ele enfrentava a dificuldade de desfazer o nó com o frio que tinha:
- Tens muita graça e eu estou cheio de frio! Não há beijinhos de boa noite!
Casei com um enjoado. Não me deixa fazer nada.
- Já vou, dá-me mais uns minutos.
E lá fui eu fazer o meu xixi, lavar os dentes, vestir a camisa de noite, enquanto ouvia tiros. Deitei-me, à espera dele, quando olhei para o pijama do homem, deitado ao meu lado. Rapidamente magiquei uma gracinha e comecei a rir sozinha: dei um nó nos braços da camisa e outro nas calças do pijama. Depois, dobrei-o como pude e deixei debaixo da respectiva almofada, como se nada tivesse acontecido.
Minutos depois chegou ele, comigo a tentar aquecer debaixo dos lençóis. Ele despiu-se numa ponta do quarto e chegou junto da cama de cuecas, a tiritar de frio, encolhido sobre si próprio, pronto a vestir o pijama. Comecei logo a rir. Olhou para mim e perguntou:
- Estás a rir de quê? Estás a peidar-te, não é? - Por alguma razão, sempre que rio, ele acha que estou a perfumar o lar. E continuei a rir enquanto negava com a cabeça.
Ele olhou para a camisa do pijama e estranhou. Deve ter-se perguntado como raio aquilo teria acontecido debaixo da almofada. Depois de desfazer o nó, vestiu a parte de cima e continuou a tremer de frio. Chegou às calças e percebeu que os nós não eram acidente, mas tinham autoria. Eu contorcia-me de riso e ele enfrentava a dificuldade de desfazer o nó com o frio que tinha:
- Tens muita graça e eu estou cheio de frio! Não há beijinhos de boa noite!
Casei com um enjoado. Não me deixa fazer nada.
5.12.11
No duche
O casal Apple acordou tarde e circulou pela casa em modo oleoso-apijamado até à hora de almoço. Íamos almoçar fora e de repente o homem percebeu que estávamos atrasados. Ele zarpou para dentro do banho, lavou as peles e a seguir fui eu, a um ritmo normal.
Estava já a acabar a minha higiene diária quando o homem apareceu atrás dos vidros embaciados da cabine de duche, para me repreender com olhos de vilão*, ainda descalço, com a camisa aberta e as calças por fechar:
- Estás há que tempos no banho! Não te pedi para te despachares? Estás a aquecer?
- ... estou a lavar o pipi....
E desapareceu no meio do vapor.
Truque: envolver as partes femininas para dar fim ao momento de tensão.
* Este homem não pode ter fome. Fica possuído pelo demónio e só depois de ingerir alimento regressa à normalidade.
Estava já a acabar a minha higiene diária quando o homem apareceu atrás dos vidros embaciados da cabine de duche, para me repreender com olhos de vilão*, ainda descalço, com a camisa aberta e as calças por fechar:
- Estás há que tempos no banho! Não te pedi para te despachares? Estás a aquecer?
- ... estou a lavar o pipi....
E desapareceu no meio do vapor.
Truque: envolver as partes femininas para dar fim ao momento de tensão.
* Este homem não pode ter fome. Fica possuído pelo demónio e só depois de ingerir alimento regressa à normalidade.
2.12.11
Consultório #88
"Tenho uma amiga, a Ana, que namora com o Ricardo já lá vão uns 5 anos. E tenho outra amiga, a Filipa, que em passou pelo fim de um namoro. Todas as pessoas se conhecem e são amigas. Quando o namoro da Filipa terminou, o Ricardo, com intenção de a confortar e lhe dar algum ânimo, enviou-lhe mensagens de força, dizendo que ela havia de superar e ultrapassar aquela má fase, no fundo palavras normais. Mas a situação perdeu a normalidade toda quando o Ricardo, não se dando por contente, decidiu “confessar” à Filipa que ela era perfeita para ele, que os seus dois feitios eram muito compatíveis, que era uma pena ele namorar com a Ana e que a Filipa ainda gostasse do ex namorado, pois de outra forma talvez se viessem a dar melhor e a coisa resultasse.
Bem, ele deu ali umas voltas à conversa que a Filipa lhe perguntou se andava a gozar com ela. Ele alegou que não, mas o que é facto é que ela, a Filipa, deixou morrer o assunto. Pediu-lhe para ter juízo, para se resolver e ser sincero com a maravilhosa namorada que tinha (e que tem!).
Até aqui tudo bem, não fosse o pormenor de a Ana e a Filipa serem as melhores amigas. E a pergunta é: “como é que a Filipa descalçou aquela bota?”. Não descalçou. Deixou andar e nunca contou nada à Ana que, infeliz, nem sonha que o namorado alguma vez tenha feito isto. Esta situação foi e é muito delicada. No dia daquela insinuação, a Filipa ligou-me a chorar por nem conseguir acreditar que estava enfiada numa embrulhada destas. Logo a Filipa, que é das pessoas mais justas e íntegras que conheço. Ela nunca foi capaz de tocar neste assunto com mais ninguém, morre de medo que um dia isto se saiba e está sempre assustada com o facto de um dia a Ana e o Ricardo acabarem e ele, como arma de arremesso, decida atirar-lhe com isto à cara e pôr a Filipa em maus lençóis.
É verdade que a Filipa não fez nada, não teve culpa nenhuma porque nunca lhe alimentou esperança nenhuma, nunca se deu a ele, mas também é verdade que anda há meses a esconder isto da melhor amiga. É verdade que anda a omitir da melhor amiga um assunto sério e frágil. Mas o que pode ou deve fazer a Filipa? Contar à Ana e resolvee o assunto com ela? E se a Ana se vira contra ela, imaginando que a Filipa é que se insinuou?
Nós nunca sabemos. O amor é cego e por vezes as pessoas não querem ver o que está mesmo em frente. Por outro lado, se a Filipa disser à Ana, passado este tempo todo, como é que a Ana se vai sentir? Enganada, traída. Quer por ele mas, principalmente, pela melhor amiga. Pode alegar que preferia a verdade na altura dos acontecimentos e não admitir que a Filipa lhe tenha escondido isto tanto tempo. Mas e se a Filipa permanecer calada, como tem feito até agora, e esperar que nada se venha a saber? Continuará a dormir de consciência pesada mas ao menos, por enquanto, ninguém se zanga. É tão difícil, bolas".
Olá Patrícia!
Há aqui um factor muito importante: o tempo. Esta situação ocorreu em Dezembro, já não faz sentido contar. Guarda-se e aguardam-se melhores dias. Neste tipo de assuntos, há quem preferisse ser avisado e há quem preferisse não ser avisado. Se na altura você e as amigas hesitaram, é porque não sabiam o que a Ana iria preferir e nessas siuações o melhor é estar quieto. Ainda assim, conto-lhe duas histórias.
Tenho uma amiga, a Manuela, que namorava há 5 anos quando uma outra amiga descobriu por acaso que ela estava a ser traída. O método dela foi simples, reuniu outras amigas, chegaram a um consenso e essa pessoa que descobriu fez uma chamada a avisar o rapaz, "ou contas tu, ou conto eu". O homem lá esteve uma vida inteira a negar a traição, pois não percebia como poderia ter sido descoberto se a nova relação tinha tão pouco tempo (acasos da vida!) e acabou por reconhecer e contar tudo à Manuela, nessa mesma noite. Era uma situação diferente, a Manuela achava o namorado esquisito, distante, falou com ele anteriormente, mas ele sempre negou, disse estar apenas cansado. Nunca quis colocar um fim à relação, mas quando encostado à parede, teve de o fazer. A relação acabou ali mesmo e nunca mais voltaram. As amigas, estavam à espera que a Manuela ligasse. Ligou e apoiaram-na sempre. Já passaram anos e o antigo namorado odeia de morte a rapariga que teve a ousadia de lhe proferir as palavras que não deixavam margem para dúvidas: "ou contas tu, ou conto eu". Ainda hoje se deve perguntar como foi descoberto.
Uma outra situação ocorreu comigo. Em tempo conheci uma pessoa com quem deixei de falar por me ter agredido numa situação de stress. A Maria, na altura tinha um namorado com quem nunca deixei de falar. Não é que me encontrasse ou fizesse conversa com ele, mas quando nos cruzávamos cumprimentava-o e tinha conversas absolutamente normais. Um dia recebi um SMS a perguntar-me qualquer coisa que não lembro. Como não conhecia o contacto do remetente, devolvi o SMS: "quem pergunta?". A parti dali recebi uma série de SMS a dar-me conversa de brincadeira aos quais nunca dei resposta, até que se acusou como sendo o namorado da Maria.
Achei estranho, desconfiei, e lá arrumei a troca de mensagens. No dia seguinte mais mensagens. Algumas deixava sem resposta e já não sabia o que fazer. Até que me enviou um SMS a mandar um beijo na boca. Ora, era o que eu precisava para me remeter ao silêncio. Nunca mais respondi a um SMS e guardei sempre aquelas mensagens. Já mudei de telefone e guardei sempre aquele que tem os SMS, não vá o Diabo tecê-las e eu ser acusada de vingança ou coisa parecida. A Maria e o homem que passavam a vida a acabar e a recomeçar a relação acabaram de vez, ao fim de uns 10 anos ele cansou-se da anormal, seguiu a vida dele, casou e ela continua solteira ou com namorados avulsos, sem nunca assentar.
Ou seja, não há regras nem linhas de conduta nestas coisas, mas aspectos importantes se retiram destas histórias:
1. Se é para contar, não há tempo a perder.
2. Se é para contar, é o traidor que conta, forçado pelas outras pessoas. Se ele se recusar, aí avança uma amiga.
3. Se é para contar, guarda-se todo o material de prova (SMS, e-mails, etc).
4. Se tem incertezas quanto ao facto de a traída querer saber ou não, esqueça o assunto e não conte.
Se não for para contar, poupam-se dores de cabeça e segue-se em frente. Eu saberia sempre a que amigas contar ou não uma situação destas. Sim, nem todas estariam preparadas para ouvir. Quando se tem dúvidas, o melhor é estar quieto, não vá o feitiço virar-se contra o feiticeiro.
Bem, ele deu ali umas voltas à conversa que a Filipa lhe perguntou se andava a gozar com ela. Ele alegou que não, mas o que é facto é que ela, a Filipa, deixou morrer o assunto. Pediu-lhe para ter juízo, para se resolver e ser sincero com a maravilhosa namorada que tinha (e que tem!).
Até aqui tudo bem, não fosse o pormenor de a Ana e a Filipa serem as melhores amigas. E a pergunta é: “como é que a Filipa descalçou aquela bota?”. Não descalçou. Deixou andar e nunca contou nada à Ana que, infeliz, nem sonha que o namorado alguma vez tenha feito isto. Esta situação foi e é muito delicada. No dia daquela insinuação, a Filipa ligou-me a chorar por nem conseguir acreditar que estava enfiada numa embrulhada destas. Logo a Filipa, que é das pessoas mais justas e íntegras que conheço. Ela nunca foi capaz de tocar neste assunto com mais ninguém, morre de medo que um dia isto se saiba e está sempre assustada com o facto de um dia a Ana e o Ricardo acabarem e ele, como arma de arremesso, decida atirar-lhe com isto à cara e pôr a Filipa em maus lençóis.
É verdade que a Filipa não fez nada, não teve culpa nenhuma porque nunca lhe alimentou esperança nenhuma, nunca se deu a ele, mas também é verdade que anda há meses a esconder isto da melhor amiga. É verdade que anda a omitir da melhor amiga um assunto sério e frágil. Mas o que pode ou deve fazer a Filipa? Contar à Ana e resolvee o assunto com ela? E se a Ana se vira contra ela, imaginando que a Filipa é que se insinuou?
Nós nunca sabemos. O amor é cego e por vezes as pessoas não querem ver o que está mesmo em frente. Por outro lado, se a Filipa disser à Ana, passado este tempo todo, como é que a Ana se vai sentir? Enganada, traída. Quer por ele mas, principalmente, pela melhor amiga. Pode alegar que preferia a verdade na altura dos acontecimentos e não admitir que a Filipa lhe tenha escondido isto tanto tempo. Mas e se a Filipa permanecer calada, como tem feito até agora, e esperar que nada se venha a saber? Continuará a dormir de consciência pesada mas ao menos, por enquanto, ninguém se zanga. É tão difícil, bolas".
Olá Patrícia!
Há aqui um factor muito importante: o tempo. Esta situação ocorreu em Dezembro, já não faz sentido contar. Guarda-se e aguardam-se melhores dias. Neste tipo de assuntos, há quem preferisse ser avisado e há quem preferisse não ser avisado. Se na altura você e as amigas hesitaram, é porque não sabiam o que a Ana iria preferir e nessas siuações o melhor é estar quieto. Ainda assim, conto-lhe duas histórias.
Tenho uma amiga, a Manuela, que namorava há 5 anos quando uma outra amiga descobriu por acaso que ela estava a ser traída. O método dela foi simples, reuniu outras amigas, chegaram a um consenso e essa pessoa que descobriu fez uma chamada a avisar o rapaz, "ou contas tu, ou conto eu". O homem lá esteve uma vida inteira a negar a traição, pois não percebia como poderia ter sido descoberto se a nova relação tinha tão pouco tempo (acasos da vida!) e acabou por reconhecer e contar tudo à Manuela, nessa mesma noite. Era uma situação diferente, a Manuela achava o namorado esquisito, distante, falou com ele anteriormente, mas ele sempre negou, disse estar apenas cansado. Nunca quis colocar um fim à relação, mas quando encostado à parede, teve de o fazer. A relação acabou ali mesmo e nunca mais voltaram. As amigas, estavam à espera que a Manuela ligasse. Ligou e apoiaram-na sempre. Já passaram anos e o antigo namorado odeia de morte a rapariga que teve a ousadia de lhe proferir as palavras que não deixavam margem para dúvidas: "ou contas tu, ou conto eu". Ainda hoje se deve perguntar como foi descoberto.
Uma outra situação ocorreu comigo. Em tempo conheci uma pessoa com quem deixei de falar por me ter agredido numa situação de stress. A Maria, na altura tinha um namorado com quem nunca deixei de falar. Não é que me encontrasse ou fizesse conversa com ele, mas quando nos cruzávamos cumprimentava-o e tinha conversas absolutamente normais. Um dia recebi um SMS a perguntar-me qualquer coisa que não lembro. Como não conhecia o contacto do remetente, devolvi o SMS: "quem pergunta?". A parti dali recebi uma série de SMS a dar-me conversa de brincadeira aos quais nunca dei resposta, até que se acusou como sendo o namorado da Maria.
Achei estranho, desconfiei, e lá arrumei a troca de mensagens. No dia seguinte mais mensagens. Algumas deixava sem resposta e já não sabia o que fazer. Até que me enviou um SMS a mandar um beijo na boca. Ora, era o que eu precisava para me remeter ao silêncio. Nunca mais respondi a um SMS e guardei sempre aquelas mensagens. Já mudei de telefone e guardei sempre aquele que tem os SMS, não vá o Diabo tecê-las e eu ser acusada de vingança ou coisa parecida. A Maria e o homem que passavam a vida a acabar e a recomeçar a relação acabaram de vez, ao fim de uns 10 anos ele cansou-se da anormal, seguiu a vida dele, casou e ela continua solteira ou com namorados avulsos, sem nunca assentar.
Ou seja, não há regras nem linhas de conduta nestas coisas, mas aspectos importantes se retiram destas histórias:
1. Se é para contar, não há tempo a perder.
2. Se é para contar, é o traidor que conta, forçado pelas outras pessoas. Se ele se recusar, aí avança uma amiga.
3. Se é para contar, guarda-se todo o material de prova (SMS, e-mails, etc).
4. Se tem incertezas quanto ao facto de a traída querer saber ou não, esqueça o assunto e não conte.
Se não for para contar, poupam-se dores de cabeça e segue-se em frente. Eu saberia sempre a que amigas contar ou não uma situação destas. Sim, nem todas estariam preparadas para ouvir. Quando se tem dúvidas, o melhor é estar quieto, não vá o feitiço virar-se contra o feiticeiro.
1.12.11
Carta ao Pai Natal
Pai Natal
Bairro das Renas
Rua do Céu Aberto
Bairro das Renas
Rua do Céu Aberto
Querido Pai Natal,
mais uma vez, este ano fui uma linda menina. Como a sopa todos os dias, como fruta sempre que o Poisoned Apple Man (PAM) descasca (estou como a outra das cerejas) e não dou absolutamente trabalho nenhum. Sou uma paz de alma, ninguém dá por mim a passar. O PAM que o diga, é que não dou mesmo trabalho nenhum!
Uma vez que sou um exemplo para o mundo, acho que mereço, também, todos os presentes do mundo. No entanto, tenho para mim, diz o meu sexto sentido, desconfio seriamente, que este ano me vais fazer um manguito. Não é a crise nem as voltas que vais dando pelos ares com as renas mais a troika, é o meu gosto que de ano para ano se torna mais refinado e, pior, mais caro. Por que raio gosto é de coisas caras? É um mistério incompreensível.
Como tenho para mim que este ano vais ser um fonas, aconselho-te a vir cá dar um olho de vez em quando, não vão as peças ter sido adquiridas entretanto pela minha pessoa. Não quero duplicados! Então vê lá o que arranjas que eu fico à espera do dia 25 de Dezembro, com alguma ansiedade, é certo.
Beijos desta fiel maçadora.
Vela black vanilla, Zara Home, 19,90€
Tapete de entrada "keep calm and carry on", 20£, aqui
Reiss, Casablanca, UK10, 179£Recado: não engravido enquanto não for à Tailândia e às Phi Phi!
Um copo da Meia-Tinta para as minhas canetas. Um destes com bolinhas e outro simples a dizer "Aninhas".
Botas Fly London, Jock, camel (e em preto, já agora), tamanho 38, 230€
Depois de a minha irmã mais nova ter pegado fogo à minha almofada de caroços e de omitir o facto até dar por falta dela, já merecia outra que tem sido um inverno muito duro. Pai Natal, não me faltes com esta cena! Convém que não seja branca para não ficar encardida no primeiro dia. Encarnado está bem para mim, fica giro. Não sei onde se adquire em Portugal, mas parece que há na loja Natura. PVP desconhecido.
Quero uma abóbora da Oficina de abat-jours para o meu escritório.
Não sei se magenta, é difícil decidir. Preciso de ajuda.
E quem sabe mais um candeeiro de pé metálico, com mais um abat-jour modernaço que tratarei de escolher na loja.
Amarelinha é essa que quero, PVP aprox 25€
Ainda há outra amarela gira, podes trocar.
Ainda há outra amarela gira, podes trocar.
Um copo da Meia-Tinta para as minhas canetas. Um destes com bolinhas e outro simples a dizer "Aninhas".Acresce ainda um caixote de lixo também com o meu nome, em cor-de-rosa.
Botas Fly London, Jock, camel (e em preto, já agora), tamanho 38, 230€
Depois de a minha irmã mais nova ter pegado fogo à minha almofada de caroços e de omitir o facto até dar por falta dela, já merecia outra que tem sido um inverno muito duro. Pai Natal, não me faltes com esta cena! Convém que não seja branca para não ficar encardida no primeiro dia. Encarnado está bem para mim, fica giro. Não sei onde se adquire em Portugal, mas parece que há na loja Natura. PVP desconhecido.
Quero uma abóbora da Oficina de abat-jours para o meu escritório.Não sei se magenta, é difícil decidir. Preciso de ajuda.
E quem sabe mais um candeeiro de pé metálico, com mais um abat-jour modernaço que tratarei de escolher na loja.
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