30.11.11

Universal's Island of Adventure , Orlando

Antes de sair para Orlando, deu-se um pequeno stress: discórdia matrimonial. Eu, a mula, ando meses a organizar a viagem, vou perguntando se o homem quer assim ou assado, pergunto se está interessado em mais alguma coisa além das minhas propostas (nunca está), não pesquisa informação nenhuma e olha de lado para o monitor quando lhe mostro ideias, acompanhado de um ahã. Eu, piquena organizada, quando ponho os pés no aeroporto já tenho um esquema daquilo que vai ser feito em cada dia, quilómetros a percorrer, locais de dormida, horários nos casos em que é preciso e por aí fora. Se é para conhecer um sítio novo, não há tempo a perder.

Até que na véspera de ir para Orlando, um amigo do Poisoned Apple Man (PAM) decide enviar um SMS a dizer: vai mas é à Universal's Island of Adventure, que é mesmo giro! E à Disney! Mas na Disney é que não punha mesmo os pés. Lamento, não tenho paciência.

Tudo estragado. Já me vomitaram nos mapas e esquemas. O homem decidiu que queria ir ao parque, sendo que já íamos a outro parque no dia seguinte, em Tampa, e eu, claro, como gaja que sou fiquei logo amuada, pois perdia-se o dia em Orlando antes imaginado. Após algumas horas de trombas, lá cedi para irmos ao CARÍSSIMO parque da Universal, onde entrámos logo pela manhã, e onde cometi a loucura de deixar toda a bagagem e documentos no carro e partir rumo à diversão.

Existem vários parques de estacionamento, estacionámos no mais caro de todos que é também o mais perto da entrada (ou dizem eles, que ali é sempre a andar). Estacionar custou 15$, mas a nós o que nos interessava eram aqueles tipos seguranças que percorriam os parques de estacionamento de um lado para o outro nas segways. No fim do dia, a minha roupinha estava no mesmo sítio.

Então, a Universal's Island of Adventure tem um site aqui que pode ver aqui. Na verdade, a Universal tem dois parques, um ao lado do outro, sendo que o que não fomos se chama Universal's Studios Florida. Enquanto que o primeiro é mais dedicado à fantasia, à banda desenhada e a alguns filmes, o segundo é um parque mais behind the scenes of Hollywood. Olhando para um e para o outro, para as diversões que tinham, optámos pela Island of Adventure que parecia ter mais para fazer do que para ver.

Não fui num dia verdadeiramente concorrido, não era época alta, não era fim-de-semana e mesmo assim tinha gente. Recomendo vivamente a quem vai que compre os bilhetes na internet. Vá, demorei uns 20 minutos para comprar bilhete, não é o fim do mundo, mas começa a dar-me no nervo. Entrámos cedo, entre as 11h e as 12h, creio, e para este parque pagámos por dois bilhetes a módica quantia de 182$ (91$/cada). Existe ainda uma outra modalidade de comprar o bilhete para ver os dois parques, pagando 128,40$/pessoa se for no mesmo dia (coisa que não vale a pena porque não se consegue, é impossível, até pela hora de encerramento dos parques) ou, mais barato, pagando 124$ para os dois parques, um por dia, em dias seguidos, o que obriga a ficar em Orlando pelo menos dois dias seguidos dentro de parques.

Eu só pensava espero que esta merda seja mesmo genial. Uma mulher contrariada num parque de diversões a tentar usufruir daquilo com desconfiança, é obra. Depois, lá me passou, assim que entrei e vi a montanha russa do Hulk, verde. Tenho pena que a trombinha não me tivesse passado mais cedo, mas ainda não tinha lido o livro que estou a ler e que me ensinou de forma muito simples a relativizar as coisas e deixar de me enervar , perguntando-me a mim mesma: isto vai ter importância daqui a um ano? Não teve e não teria, assunto arrumado. Foi um dia giro, adorei o parque e voltava, daqui a uns anos.

Ao olhar para o Hulk, aquilo não era para meninos, via-se logo. A fila era mínima. Tive de convencer o PAM, senhor sensibilidades a ir comigo no bicho e ele lá arriscou, cheio de coragem. Malas e mochilas, naturalmente não podiam seguir connosco se íamos andar de pernas para o ar. Mas se visitar este parque, não desespere, está disponível uma tecnologia que não esperava num parque de diversões: cacifos que abrem e fecham com registo da impressão digital. Moderníssimo. São grátis durante 30 minutos, o que num dia com pouca gente é suficiente para ir para a fila, dar a voltinha e regressar, mas num dia apinhado, começam a pagar-se valores que não lembro (3$/hora?). Foi o dia todo a abrir e fechar cacifos que resultaram sempre grátis.

De volta ao Hulk, lá estava ela, uma montanha-russa possante, verde, verde, inconfundível. Já fiz muitas montanhas russas na vida, adoro, mas esta tinha uma particularidade que nunca tinha experimentado. Geralmente, naquelas subidas que levam a uma grande descida e depois, provavelmente a um looping, essas subidas são lentas, o que vai estimulando a adrenalina. Vão-se ouvindo os carris, tic-tic-tic-tic, lentamente, ficamos cheios de nervos, ouvem-se os ai que não devia ter vindo! e os quero saiiiir! No caso do Hulk, uma vez que a carruagem sai, faz uma curva que vai dar a uma subida, dentro de um túnel. Apenas se vê o brilho da luz do dia lá ao fundo, não sabemos o que nos aguarda uma vez findo o túnel mas, pensava eu, que a subida ia ser igual a todas.

Enganei-me. Logo no túnel as carruagens saem disparadas com uma força anormal, ao som de um alarme, levando-nos para fora do túnel e projectando-nos no ar, a metros de altura, logo de cabeça para baixo, desgovernados e com vista para o parque e para Orlando. É todo um conjunto de forças G inacreditável. Adorei! Mas veja você mesmo o vídeo filmado por um qualquer visitante:



E ao sair do Hulk, eu, qual criança, gritava para o PAM, outra vez! Outra vez! Mas o meu homem não me deu opção, comigo não voltava, mas podia voltar sozinha, afirmou enquanto arrotava restos do pequeno-almoço. Menino. Voltei uma segunda vez.

A não perder neste parque está a aventura dos rápidos eu que não sou fã de água, rapidamente cedi à vontade do PAM. O vídeo não tem muita graça para quem não fez, parece até uma coisa muito levezinha, mas os rápidos são uma agitação, está sempre a entrar água dentro do barco, estive sempre a encolher-me a ver se não me molhava, escondia-me atrás do PAM, que ia à frente como um homem, a fazer de escudo, para no fim descer numa cascata e sair de lá como quem mergulha numa piscina. Eu dou a minha palavra, as cuecas estavam prontas a ser espremidas. Aproveitámos a molha para fazer o barquinho do Jurassic Park, que tem menos rápidos, mas tem tiranossauros. Mais uma vez, roupa pronta a ser espremidinha e quase perdi a cabeça com uma trinca de tiranossauro.

Quando cheguei à área do Harry Potter (essa sim lotada), eu que sou fã dos filmes embora sem nunca ter lido um livro, senti-me uma criança. Está tudo tão, mas tão bem feito naquela que me faltavam as palavras e restava-me olhar à volta, de queixo caído. Se me dissessem que as cenas dos filmes tinham sido ali filmadas, não me surpreendia. A escola, ou castelo, como lhe quiserem chamar, é absolutamente gigantesca, perfeita, igual. Hogwarts é tal e qual, as lojas, as montras, as varinhas mágicas, a estação, o comboio, aquilo não acaba e é uma cópia a papel químico. Ora dê aqui um olho.

Quando se entra dentro da escola, há vários corredores a percorrer até chegarmos à carruagem. Nesses corredores, fico novamente e ainda mais sem palavras. As figuras nos quadros que parecem ser pintados à óleo falam e discutem umas com as outras, o pé alto da estrutura é enorme e há pormenores até ao tecto, o que me levou a estar sempre a olhar para cima. O escritório do Dumbledore é igual, aquelas escadas, aquela parte redonda, cada estante e frasquinho com poções mágicas e, surpreenda-se, ele estava lá! Há um holograma do feiticeiro que vai relatando um problema que surgiu. Nisto, surgem também em holograma os três feiticeiros mais novos: o Harry Potter, a Hermione e o Ron, prontos a dar uma solução. Eram tão reais! E assim vamos atrás deles, que nos pedem ajuda na missão. Atravessamos a sala de jantar a correr, cheia de velas penduradas no ar, tal e qual como nos filmes, sem que se perceba como, e chegamos a um tapete rolante para nos sentarmos numa carruagem que dava para quatro pessoas. Ao meu lado, depois de almoçarmos hamburguers, batatas fritas e outras porcarias, o PAM achou que ia correr mal.

Nesta viagem não há loopings nem nada no exterior. Seguimos o caminho pendurados na carruagem-cadeira por vários túneis, tudo escuro e decorado, passamos por aranhas gigantes, dragões que cospem fogo, sentimos o calor, levamos com água, até que vamos dar a um painel gigante com imagens 4D. E é aqui que temos a sensação de nos montarmos numa vassoura e de voarmos atrás dos feiticeiros, entre árvores, fazendo razias a lagos, penhascos, a uma velocidade lancinante, até por cima dos espectadores no estádio daquele jogo da bola dourada voadora que não lembro o nome. Na verdade, não há voo, apenas a cadeira se vai mexendo, mas entre o movimento e aquilo que nos mostra o ecrã, que ocupa toda a nossa visão, a mensagem enviada ao cérebro é a de que estamos mesmo montados numa vassoura e que voamos (e fizemos uma experiência semelhante, mas do Spider Man). Gritei mais neste voo desgovernado que noutras montanhas russas. Existe este vídeo que não é nenhum espanto, mas dá para ver qualquer coisa.

Ultrapassado o desafio e gratos que estavam o Harry, a Hermione e o Ron pela ajuda, o PAM, a querer deitar alguma carne picada para fora disse que não alinhava em mais nenhum brinquedo. E o resto do dia tive de fazer várias montanhas russas sozinha, passeámos e fizemos juntos outras coisas mais light (para bebés recém-nascidos, diria).

Quando acabámos de ver tudo eram 17h, o parque fechava às 18h (nesta altura do ano). Deu para ver tudo, saímos contentes, absolutamente esgotados e fomos carregar baterias para o Starbucks estrategicamente colocado à saída do parque, sentar um bocadinho ao sabor do meu frapuccino mocha cheio de cream e ele ao sabor de mais um smoothie.

Em suma, vale a pena ir? Vale, claro que sim. E se for fã do Harry Potter, do Hulk e do Spider Man, não perca. Há uma área dedicada a crianças, cheia de criaturas da Rua Sésamo. Passei por lá em passo acelerado. Demasiadas crianças alegres e um trânsito de carrinhos que parecia São Paulo em hora de ponta.
























































































































29.11.11

Passatempo AnnieThings

Prontos para mais um passatempo? Precisa de acessórios? A AnnieThings tratou disso!


Na AnnieThings poderá encontrar pulseiras, colares e porta-chaves. Quer ver as peças? Basta ir aqui ou ao facebook da AnnieThings.

E a AnnieThings tem este colar para sortear!



Para concorrer a este passatempo, basta "gostar" da página de facebook da AnnieThings e enviar um e-mail para thingsannie@gmail.com com o assunto “passatempo A Maçã de Eva”, escrever “eu quero!” no e-mail, deixando nome e contactos. A AnnieThings tratará de criar um lista numerada e a mim cabe-me sortear o número vencedor. Como habitualmente, a vencedora será escolhida através do programa random.org


O passatempo começa hoje e acaba na próxima Terça, dia 06 de Dezembro, às 23:59.


Até lá, vá namorando as peças da AnnieThings.

Boa sorte a todas!









28.11.11

O tapete

Sou uma pequena fã do Ebay, já lá comprei muitas coisas, tanto no UK, como no USA e hei-de continuar a comprar. Em Portugal, temos alternativas como o Leilões.net, o Custo Justo, o OLX, que são bem mais fraquitos e, pior, os vendedores deixam a desejar.

Um dia destes um tipo qualquer contactou o Poisoned Apple Man por causa de um jogo de Playstation que tem à venda. Como tinha dois iguais, decidiu colocar um deles, novo, à venda. Apareceu um comprador que combinou uma hora e um local de encontro através do contacto telefónico disponibilizado. Lá foi o homem, que se deslocou, esteve quarenta minutos à espera, e não só o filho da puta (perdoem o meu francês) do comprador não apareceu, como foi incapaz de fazer um contacto para evitar que o Poisoned Apple Man se deslocasse. Fico doente com este tipo de pessoas.

Ora, eu que tenho um escritório novo, achei que ficava bem um tapete igual ao que já tenho no quarto. Antes de ir ao IKEA comprar um novo que não é propriamente um pechincha, procurei nos leilões de internet e encontrei-o. Acho sempre que, como eu, as pessoas podem ter em casa itens impecáveis aos quais não dão uso, que guardados vão ficando, porque custa dar e deitar fora não faz sentido nenhum.

Contactei a vendedora, com quem troquei vários e-mails. Mil vezes perguntei: o tapete está como novo como indica? E sempre assentiu. Combinámos um encontro, acordei com as galinhas, atravessei a cidade, feliz que ia ter um tapete exactamente como queria, a metade do preço. Tenho tão bom coração quando vendo as minhas coisas que não me passa pela cabeça que outras pessoas ajam de forma diferente.

E eu até só queria ver o tapete por uma questão de segurança, quando a gaja abre aquela merda e eu vejo um tapete AMARELO!, em vez de branco. Parecia que eu tinha visto a morte. À medida que desenrolava o tapete ouvia:

- Está a ver? Esta como novo!

E fixei o meu olhar naquelas manchas alaranjadas que mais parecia que alguma criança tinha estado a brincar com betadine em cima daquilo. E a tipa insistia:

- Vê? Está como novo! Estas manchas é só tirar com um produto para carpetes!

E eu agarrava no queixo para não me cair. Filha da puta (perdoem o meu francês). Acordei cedo a um fim-de-semana, atravessei Lisboa (minha rica gasolina), esperei pela gaja que se atrasou e apresenta-me um tapete onde eu teria receio de limpar o rabo?

Apeteceu-me dar-lhe estalos, deixá-la bem ruborizada com a marca dos meus dedos. Qualquer dia dou vida ao meu sentido de justiceira, visto a minha capa escarlate e saio pelo mundo para deixar marcada na cara desta gente miserável a vergonha do seu carácter e resolver um problema que me come as entranhas: a falta de seriedade. É por causa de gente de merda como esta que os "ebay" de Portugal não funcionam. São um perigo.

Quando ia embora ainda me disse:

- Tenho o tapete guardado há já algum tempo e eu ou vendo ou deito fora.

Se pondera deitar fora é porque não é bom para vender!, pensei para os meus botões. Mas eu só queria era ter-lhe dado um estalo, pelo menos. Só para não brincar com mais ninguém.

Restou-me vir ao blog descomprimir. Só uma chapadinha na gentinha, só uma, pode ser?

26.11.11

Consultórios

Ando a trabalhar 7 dias por semana, não consigo arranjar as unhas há um mês e as mensagens para o "consultório" parecem cogumelos. Apesar de ter pedido para não me escreverem, porque me stressa ver tanta gente com falta de resposta, os e-mails continuam a chegar e o mais antigo data de 22 de Outubro.

A modos que é isto, eu hei-de responder a todos, só não sei quando. Não levem a mal esta formiga trabalhadora que tem boas intenções, mas também precisa de dormir.

25.11.11

Consultório #87

"Escrevo para o seu consultório, mais como forma de desabafo, pois sei que mais nada haverá para fazer na minha situação. Até a alguns dias atrás estava numa relação que tinha tudo para funcionar. Eu e o Jaime amamo-nos, queremos ser felizes juntos, queremos contar um com o outro para o resto das nossas vidas, mas situações adversas contra as quais não posso lutar, proíbem-nos.

Terminámos os nossos cursos à cerca de um ano, vivemos em cidades diferentes, separados por cerca de 100km, mas isso nunca foi preocupação nem barreira. Eu vivo neste momento com os meus pais, e ele com a avó que o criou visto que ele é filho de pais emigrantes que o deixaram muito pequeno. Os pais dele estiveram 12 anos sem o ver, pois como não estavam legais, não podiam sair do país em que viviam, para não correrem o risco de não conseguir voltar, mas à maneira deles, sempre se mantiveram em contacto e asseguraram financeiramente a educação do filho.

No verão passado, conheci-os. Convidaram-me para ir de férias e achei que era uma boa oportunidade para conhecer os que seriam então meus segundos pais, pois é assim que acho que a relação genros/noras com sogros deve ser. Nem tudo foi um mar de rosas, desde não poder dormir com o meu namorado, ao sermos vigiados constantemente, não poder comer o que me apetecia pois ficava gorda ou não poder dizer o que achava em assuntos triviais porque tinha a mania que era licenciada e sabia alguma coisa da vida, foram coisas que eu achava saídas de um filme de terror. O meu namorado, pedia-me desculpa constantemente pelas atitudes principalmente da mãe e mostrou várias vezes que me defendia e que os pais não eram pessoas correctas.

Acabaram-se as férias, eles partiram para o país que agora dizem ser o deles e a minha vida e do Jaime continuou plena e estável. Depois de muita procura de emprego, resolvemos emigrar juntos para um novo país; país esse que não é onde estão os pais dele. Inicialmente mostraram-se relutantes pois querem à força toda que o Jaime vá morar com eles. A mãe dele chegou a dizer que se mataria se ele não fosse. Mas o Jaime sempre se manteve firme, apesar de quase depressivo devido à chantagem emocional que lhe fazem constantemente. Os pais do meu namorado fazem questão de lhe lembrar constantemente que apesar de não serem pessoas presentes sempre trabalharam para ele e por ele. (Não é essa a função dos pais? Adiante).

Este verão os pais dele não vieram a Portugal mas perguntaram-lhe se ele queria ir visitá-los em jeito de despedida visto que temos tudo acertado para ir para o novo país em Novembro. Apoiei-o e disse para ele ir, pois não sabíamos quando o Jaime os voltaria a ver. No entanto, a madrinha dele, que mora com os pais dele, convenceu o meu namorado de que os pais estão muito doentes porque têm hérnias (coisa que a maior parte da camada trabalhista tem), não têm como se tratar (quando dinheiro não é problema para eles) e que o facto de ele não estar com os pais os afecta muito (dito por pessoas que abandonaram um filho com um ano e só o voltaram a ver passado 12).

A verdade é que o meu namorado se deixou convencer e resolveu ir morar com os pais. Eu ir junto esta fora de questão por vários motivos: primeiramente porque os pais dele não me respeitam; segundo porque eu os acho verdadeiros monstros; e terceiro porque eu não deixaria os meus pais para viver com os dele; entre outros motivos. Sinto-me perdida, sem rumo, sem uma vida. Parece que acabei de perder tudo. Os meus planos de vida acabaram de se dissipar com tudo isto. E o pior é que juro que não sei viver sem ele. Há dois dias atrás encontramo-nos em território neutro para decidir e deixar tudo em pratos limpos. A cara dele espelhava o terror de quem não quer ir, mas que tem de o fazer. Ele chorava compulsivamente e pedia-me perdão pelo que me estava a fazer, e só me dizia que queria ser uma pessoa normal e não ter de fazer este tipo de opções de vida. Dizia-me que não queria ir mas que a consciência dele enquanto filho lhe dizia que ele tinha de ir. Eu acredito que ele só sentia assim porque os pais faziam questão de lhe dizer várias vezes que o que ele tinha era tudo fruto do trabalho e esforço deles, e a mim isso cheira-me a jeito de quem pede favores em troca. Chantagem pura e dura.

(...) Tentei mostrar-lhe sempre o outro lado da moeda, que ele não podia viver em função dos pais, que o ciclo da vida era mesmo esse: ter filhos, criá-los e largá-los para serem independentes, mas ele sempre me dizia que nunca tinha tido amor de pais e que esta era uma oportunidade para isso. O Jaime sabe tão bem quanto eu que não consegue conviver com eles, pois eles querem tudo do jeito deles, só pode ir para esquerda ou para a direita caso tenha o consentimento deles, de resto mais nada é passível de ser feito.

Eu pensei, antes de o ver cara-a-cara, que talvez a nossa relação tivesse enfraquecido para ele. Mas não. Eu sei que ele me ama. Ele não queria deixar-me sair do carro, ele não queria que eu saísse da vida dele. Ele agarrou-me, trincou-me, puxou-me o cabelo, tudo enquanto chorava e me dizia para não ir, mas afinal é ele que se vai. Trago um vazio comigo Poisoned Apple. Nem sequer me despedi dele. Limitei-me a sair do carro e virar costas. Não me sinto. Não sou ninguém sem ele e o meu amor simplesmente vai embora. É uma dor tão grande. Não tem explicação possível".

Olá Carina! Obrigada pela sua mensagem.

Que grande novela que para aí vai! A primeira coisa que eu pensava era que o comportamento dele, fruto de fraqueza, parecia coisa de miúdos. Mas depois, sendo ele já licenciado, fiz contas e percebi que não pode ser tão miúdo assim. Lamento, mas não compreendo o que leva um adulto a tomar uma decisão destas, a ceder perante a chantagem emocional, a abdicar da vida que tem para se ir meter num inferno. A única explicação que encontro, e não me leve a mal, é o seu namorado ser uma pessoa muito fraca. Isto não quer dizer que ele seja má pessoa, é uma característica, mas só alguém com falta de firmeza e determinação se deixa levar nesta conversa de que os pais estão tão mal, depois de ver o filme que foi passar uns dias com eles. Sim, estão mal, mas é porque são doentes da cabeça.

Nestas coisas eu sou muito prática: não acho que seja possível gostar de toda a gente, não gosto de toda a gente e recuso-me a fingir que gosto das pessoas. Ou seja, já lá vai o tempo em que fazia de conta (porque fiz), tudo para não ferir susceptibilidades e parecer educada. Se eu não tomar conta de mim é este tipo de gente que me vai proteger? Esta forma de pensar é aplicável a qualquer criatura, incluindo a minha família. Tanto do lado materno como do paterno, há pessoas com quem não falo, com quem cortei relações, de quem não quero saber se estão bem ou mal, vivos ou mortos, com quem às vezes me cruzo em festas de família, como se fossem fantasmas. Não há conflitos nem dramas, esses já tiveram o seu tempo, e só quero que não me dirijam a palavra. E não dirigem. E por que tomei esta opção na minha vida? Porque são pessoas de quem não gosto, que não prestam, que não acrescentam nada à minha vida. Não falar com uma pessoa não é sinónimo de alvoroço. Quanto a mim, as coisas são realmente calmas.

Dito isto, diga-me, o que têm de bom os pais do seu namorado? Nem falo do facto de terem partido para outro país e terem aparecido mais tarde, mas o que têm de bom como pessoas? Daquilo que me contou, não consigo atribuir qualidades. São manipuladores, mal-educados, inconvenientes, ignorantes, têm rasgos de esquizofrenia, são chantagistas, e certamente conseguiria continuar esta atribuição de defeitos que parece não ter fim.

Ou seja, não há nada nos pais desse rapaz para se gostar. Ele próprio deveria ser o primeiro a constatar tal facto. Não gostar de uma pessoa não significa que se viva em permanente guerra ou de costas voltadas. O seu namorado poderia ter dito: "as relações entre pais e filhos não nascem do nada e quanto a nós também não vai nascer do ar. Estiveram fora, lutaram pela vossa vida, contribuiram para a minha, sinto gratidão por isso, mas temos de enfrentar o facto de sermos diferentes. Temos formas de vida e de pensar completamente diferentes. Sou adulto e tomo as minhas decisões e têm de estar perfeitamente conscientes desse facto, de que as minhas decisões podem não ser do vosso agrado. Somos diferentes, a nossa relação é nova, mas em vez de ser apenas cordial, podemos fazer nascer alguma coisa. Com o tempo, logo se vê o que o futuro nos reserva. Para tal, têm de me respeitar a mim, à minha namorada, ao meu modo de vida, como certamente farei convosco. Se não cederem, não há relação possível e têm de carregar o fardo de saberem que não foi assim por decisão vossa. Tenho os braços abertos para vos receber, mas não aceito ser manipulado. A decisão é vossa".

E é isto. A verdade é mais simples do que se imagina e a franqueza costuma resolver muitas preocupações. Para mal ou para bem, mas sabemos ao que vamos. Já aqui escrevi muitas vezes: as pessoas só vão até onde lhes permitirem e isto é mesmo verdade! Se eu não tivesse cortado com algumas pessoas da minha família por medo, ainda hoje estava a ser um fantoche. Ele tem de pensar: qual é a pior coisa que pode acontecer? Os pais cortarem relações? Então foi decisão deles! E de qualquer forma, quem quer ter familiares assim por perto? Eu percebo que são pais, mas nestas coisa sou muito fria e para mim, a família é aquela que quisermos, a que escolhermos. O pai dele é o avó que o criou. E agora que está velho é que se afasta dele?

Carina, não crie ilusões, não faça de conta. Assuma que não pode gostar de pessoas que a recebem mal e a insultam. Esqueça essa coisa de os sogros serem segundos pais, neste caso não vai ser de todo possível. Imponha-se, deixe de mostrar o sorriso apenas para ficar bem, puxe a toalha à mesa. O facto de assumir que não gosta dos pais do seu namorado ou de lhe dizer que está a ser manipulado não é o fim do mundo, é encarar a verdade. Tem algum apoio do avó nisto? A vida com o seu namorado não é impossível, mas apenas se ele der um murro na mesa, deixar-se de fraquezas e assumir o que ele quer. Depois disso, a relação com a família dele tem de ser em doses moderadas.

Carina, não sei o que aconteceu desde que me enviou a sua mensagem, mas vejo dois desenlaces para esta história: ou o seu namorado se farta da situação, faz as malas e regressa à vida dele (o que não deveria tardar muito) ou fazem-lhe uma lavagem cerebral, cede, adopta o modo de vida dos pais, começa a mudar de personalidade e por lá se fica, acabando por refazer a sua vida.

Espero sinceramente que ele se revolte a faça as malas. Nunca me arrependi de ter cortado relações com pessoas miseráveis e já passaram anos. Afinal, o que tinha essa gente para me dar além de nervos e dores de cabeça?

Carina, vá mais longe: reencaminhe este e-mail ao seu namorado.

24.11.11

Aparelho XI

Há muito que não escrevo sobre a minha "aventura aparelho nos dentes", mas porque não há nada para dizer. As consultas têm decorrido com normalidade, aperto o aparelho e já não sinto qualquer tipo de dor, saio do consultório pronta a comer uma torrada de pão alentejano, o que em tempo representaram para mim calhaus de calçada.

Ontem foi mais um dia de consulta. A minha dentista entendeu que o sorriso ficaria ainda mais perfeito se introduzíssemos uma pequena alteração, o que assenti. Essa alteração passou por desgastar os dentes da frente, criando um pequeno espaço que virá a fechar num instante, segundo a dentista. É tão pequenino que nem se vai notar. OK, vamos a isso, pensei.

E com uma broca qualquer na mão, só me dizia não se mexa!, e eu não me mexia com aquela impressão horrível que mais parecia que a bronca me estava a perfurar o cérebro. No fim, com a língua, senti perfeitamente um espaço aberto nos dentes da frente, mas não sabia como estava. Lá me mudou os elásticos, cor-de-rosa outra vez, e estava pronta para sair da cadeira. Levantei-me e fui logo agarrar no espelho para constatar aquela que viria a ser a minha triste figura. Imeditamente levei as mãos à cara.

- QUE HORROR! Cabe aqui uma moeda de dois euros!!!

Estou ridícula. É como se tivesse nascido com os dentes da frente separados por um continente.

A minha dentista diz que sou uma exagerada. O Poisoned Apple Man abafou uma pequena gargalhada, mas depois disse que mal se nota. África cabe no meio dos meus dentes!

Pensamento positivo: vou ficar uma gata, vou ficar uma gata... Só espero não me cuspir toda de cada vez que falar.

Ah!, e já me esquecia! Parabéns p'ra mim! Faço hoje um ano de aparelho. Passou a correr!

23.11.11

Nick names

Uma das minhas amigas de longa data conheci-a quando tinha quatro anos, na escola. Morava perto de mim, quando eu vivia com a minha mãe e passava a vida em casa dela, dormia aos fins-de-semana, passava o verão na sua piscina, ia com ela e a família para o Alentejo, para o Algarve, para todo o lado. Os anos passaram, ela casou e foi viver para mais longe. Obra do destino, quando fui viver para casa do Poisoned Apple Man, tornámo-nos vizinhas outra vez. Isto para dizer que na família desta minha amiga, a Vizinha, todos me conhecem desde miúda e é desde miúda que o pai dela carinhosamente me chama de "Anicas Preta", por causa da cor dos meus olhos. Qualquer dia tenho netos e tenho a certeza que o senhor me vai continuar a chamar assim, o que é uma doçura.

E um dia, pouco tempo depois de começar a namorar com o Poisoned Apple Man, ele que não devia saber disto, também me começou a chamar de "Preta", pelos mesmos motivos. Volta e meia pergunta "quem é a minha preta?" e dá-me um beijo.

Ora um dia devolvi:

- Quem é o meu castanho?
- Castanho, não!

Acha que é alusivo a "cagalhão", que fazer?

22.11.11

Um país de doutorados

Lá estava eu a justificar o meu vencimento, a fazer suar o corpinho e a mente, tratando de um assunto por resolver, procurando respostas, até que enviei um e-mail a quem saberia responder-me. O colega, a quem dei conhecimento do e-mail, tratou imediatamente de me avisar, a modos que em pânico:

- Olha que este e-mail foi lá para cima! Tratam-se pelo nome???!

Este é um país de Doutores. Um país de superiores. Todos sabem muito, trabalham muito e o país anda sempre na merda e não há local de trabalho onde o andamento das coisas não leve apenas um tempo aceitável. É um país onde gostam de olhar de cima para baixo, eu sou Doutor!
A mim, quando chega um a Doutora qualquer coisa, o assunto vai logo arrumado pelo meu nome.

Sempre me enojou esta coisa dos doutores, de dividir as pessoas por degraus, eu estou cá em cima, o teu lugar é mais abaixo. Quando comecei a trabalhar, não conseguia, revolvia-me os intestinos e optava por não tratar por coisa nenhuma. Agora que estou mais crescida, estou-me nas tintas, vai tudo a eito, pelo nome que os paizinhos deram.

Vão mas é todos depilar as virilhas com pinça. Repetir "doutor" mil vezes numa chamada não é opção. E perde-se tempo e dinheiro. E o trabalho que dá escrever e-mails para doutores cheio de rococós? Não, os meus dedos resistem à adoração de doutores.

- Bem, se ele não se importar, tudo bem.

E não consegui evitar rir. Se alguém me disser prefiro que me trate por Doutor, eu desato a rir e lá se vai o emprego.

21.11.11

Desafio: crianças

O cunhado do Poisoned Apple Man, por vezes, trata os filhos rapazes por "putos". "Putos, vamos embora", "putos, é hora de tomar banho", "putos, não se matem" e por aí fora. No meio de rapazes, há uma princesa, única rapariga, ainda. Anos tem passado a ouvir isto até que se revoltou e afirmou:

- Se os manos são putos eu quero ser puta.
- Err...
- Eu quero, pai! Eu quero ser puta!
- Filha, não é bem assim, isso é só para rapazes...
- Wouhhhaaaaaa, snhif, snhif, eu também quero ser puta! E quero ter manas putas! Snhif, snhif, eu também quero ser puta!

Aguenta-te camarada e resolve esta. Eu vou adiando este tipo de problemáticas.

18.11.11

Consultório #86

"Tenho 25 anos e namoro há dois com um homem 30 anos mais velho que eu. Se há uns anos atrás me perguntassem se acreditava que tal fosse possível, era a primeira a dizer que não. Sinceramente, ainda hoje acho que a principal motivação para esse tipo de relações é outro qualquer interesse para além do afectivo/amoroso. E a verdade é que quando me envolvi com esse homem, que vou chamar de Pedro, bem sabia que era a minha juventude que o atraía e para além dos sexuais, nenhuns outros sentimentos ele nutria por mim. Da minha parte, havia, sem dúvida, também uma atracção, caso contrário nunca me teria envolvido com ele, mas estava longe de imaginar um relacionamento futuro. Lembro-me inclusive de termos falado e garantido um ao outro que jamais nos iríamos apaixonar. Como se essas coisas se pudessem dar por garantidas.

(...) Logo no primeiro mês, começámos a comportar-nos mais como um casal do que como parceiros sexuais. E o problema foi esse: começámos logo mal (ou bem) e sem nos apercebermos, já passávamos todo o tempo juntos, já saíamos socialmente, já estávamos tão habituados um ao outro que não podia passar um dia sem que não nos víssemos ou falássemos. Logicamente, perdi-me de amores. E esta é mesmo a expressão correcta. Perdi-me ao ponto de não ver nada nem ninguém para além dele. Não precisava de lhe dizer, porque estava à vista, mas disse-lho e ele foi dizendo que "não acreditava", que eu era "tonta", que "agora ia lá apaixonar-me por um homem da idade dele", "que logo me ia fartar e deixá-lo", sem no entanto, nunca me dizer que também estava apaixonado. Pelo contrário: passava vida a destruir os castelos que eu fazia na areia, estava sempre a agoirar o fim da relação e não passava um dia sem me dizer que "aquilo não podia durar mais tempo".

Eu, apaixonada, fiz ouvidos de mercador e resolvi lutar pela relação (...) A minha razão dizia-me que nenhuma relação funciona quando só um ama, mas por mais que quisesse não me conseguia afastar. Como trabalhamos no mesmo lugar tínhamos obrigatoriamente que nos encontrar. Claro que eu no dia anterior tinha batido com a porta, jurado a mim mesma que não voltava para ele, mas assim que o via, a minha fachada desmoronava-se num ápice. E passámos mais de um ano nisto: eu a tentar construir uma relação, ele a dizer-me que nunca na vida teríamos uma relação. Sentia-me pessimamente: auto-estima destruída e completamente sem esperança. Ele não me tratava mal! Simplesmente, não me tratava bem (...) E houve pormenores do meu passado que lhe ocultei.

O Pedro tem dois filhos. Um deles apenas um ano mais velho do que eu e meu antigo colega de faculdade. Aconteceu logo no segundo ano da faculdade envolvermo-nos. Foi coisa só de uma noite. No dia seguinte, lembro-me de nem saber qual estava mais envergonhado. E, tirando a vergonha, entre nós não restou mais nada. No ano a seguir, ele pediu transferência (por outros motivos que não eu, claro!) e nem posso dizer que mantivemos contacto, porque nem sequer éramos amigos. Nessa altura, eu nem conhecia o Pedro. Quando me envolvi com ele, sabia que ele era pai de quem era. Mas para quê contar-lhe uma coisa que aconteceu entre mim e outro homem, também adulto, há uns 5 anos atrás? Pelo menos, era assim que eu pensava. O Pedro tinha tido centenas de casos. Nunca me disse o nome de uma só mulher. Eu que tive dois ou três, tinha que lhe contar, por quê? Além disso, nós nem tínhamos uma relação. Isto era tudo o que me passava pela cabeça e me motivava a não contar. Claro que depois de me apaixonar, comecei a sentir um peso enorme na consciência, mas o medo da reacção do Pedro, fazia-me permanecer calada. Tinha medo que ao contar estragasse tudo.

(...) A questão é: o filho contou-lhe e ele interrogou-me. Inicialmente neguei e como não lhe queria contar e ele insistia, resolvi finalmente afastar-me. Ele pressionou, discutiu, disse que não queria mais nada até lhe contar. Eu, por minha vez, insistia em não contar: este era um assunto que nada tinha a ver com ele. Porém, compreendia que ele se sentisse enganado/traído e, por mais que não tivesse sido essa a minha intenção, era o que de facto tinha acontecido. Eu devia ter confiado nele. Devia ter contado porque é uma daquelas coisas que têm que se contar. Mas pelo contrário, tinha construído muitas e muitas mentiras à volta desse assunto.

Então, arriscando não ser compreendida nem perdoada, preferi contar-lhe em vez de me afastar. (...) O Pedro aceitou, mas sinto que o desiludi. Pior: a confiança que ele tinha em mim, perdeu-se. Mesmo assim, resolvemos dar uma oportunidade à relação e, ironicamente, foi aqui que ele disse que me amava. E depois de me ter perdoado, não tenho dúvidas. O que me deixa ainda mais arrasada. Eu amo-o. Ele ama-me. Agora sei. Mas agora, ele não acredita que e o amo. Diz que "quem ama, não mente". Mas mente, mente sim. Era um assunto que eu sentia que em nada interferia com a nossa vida e o orgulho, sim, sobretudo o orgulho, impedia-me de lhe contar.

Portanto, o que posso eu fazer para o Pedro restaurar a confiança perdida? Eu tenho dois sentimentos distintos: por um lado, julgo que uma vez perdida a confiança, nunca mais se recupera e penso que estaremos só a enganar-nos a continuar esta relação. Terminará em breve. Mas por outro, julgo que ao perdoar-me uma coisa tão grave, podemos sair mais fortes e se conseguimos passar por isto, então a nossa relação durará.

(...) Eu quero muito que a nossa relação dê certo. Lutei tanto estes dois anos. Contra todos mesmo. Não é fácil manter uma relação com um homem tão mais velho. Pensa que não sei o que pensam de mim? Sei. E às pessoas nem lhes interessa que eu seja também financeiramente estável (...) O que conta é que eu sou muito mais jovem, logo oportunista. Mas eu ignorei. Sorri sempre perante os olhares (nunca ouvi comentários) e mantive a cabeça erguida. Talvez fruto da idade, mas sempre pensei que o que interessava era o Pedro saber do meu amor por ele.

Durante estes dois anos, nunca aceitei um único presente. Nem no Natal. Numa relação normal, isso jamais teria acontecido. Aquilo que menos queria, é que ele pensasse que eu era oportunista. No início ele ainda mos dava, mas depois dos primeiros três -julgo- recusados, deixou de tentar oferecer. E a minha família julga que estou doida, que não percebe o que é que eu posso ver nele? E os meus pais que se sentem profundamente desiludidos? E os amigos que se afastaram? Não me estou a queixar, não é isso, porque voltava a fazer tudo na mesma. Só queria explicar que investi muito de mim nesta relação para a perder assim, por burrice. Não sei como, nem porquê, mas com o Pedro sou a mulher mais feliz do mundo.

(...) Só que agora me sinto numa posição muito delicada: nunca sei como me comportar, porque tenho medo de o desagradar. Não digo muitas vezes o que penso, mais uma vez pelo mesmo motivo... Agora sinto que não tenho o direito de retorquir, opinar,criticar, até. Coisas que antes fazia naturalmente. Mas não sei se faço bem".

Olá Marta!

Isto é que foi meter os pés pelas mãos...! Não tenho nenhum preconceito em relação à sua relação, acredito que tenha presente, mas biologicamente falando, acredita que terá futuro? Imagina-se aos 35 anos com um homem de 60, já a acusar problemas de idade? Quer ter filhos com um homem que nunca será pai por muito tempo? Se calhar são questões que agora não se coloca, mas acredito que vão surgir algum tempo depois de essa relação atingir um grau de normalidade. No início era a luta pela estabilidade, agora é o gozo da estabilidade a aproximar-se, depois é vivê-la e depois surgem as questões e a necessidade de ter semelhantes ao seu lado. As prioridades e vontades não são as mesmas aos 20 que aos 30 e, embora não critique a sua relação, não estando a condená-la, 25 anos de diferença é muita diferença e inevitavelmente acaba por pesar.

No que respeita à outra questão, e embora sabendo que não fez por mal, mas que grande borrada, Marta! Para mim o pior erro não foi ter omitido, foi ter mentido quando ele a confrontou, não só mentindo como chamando o filho dele de mentiroso, intriguista e mau carácter, por outras palavras. É nisto que o filho dele se transformava caso ele estivesse de facto a mentir. Acho que o seu gesto foi lamentável, mas isso já sabe. Percebo a omissão, mas a mentira não, e penso que ele a perdoou porque consegue perceber que os nervos a levaram a isso e porque tem 25 anos. Tivesse outra idade e não acredito que assim fosse.

Eu até percebo que no imediato e inesperado tenha dito que não era verdade, mas como pôde depois insistir nisso? A mentira tem perna curta, tudo se sabe, mais tarde ou mais cedo, e partindo do príncípio que são pessoas civilizadas, é óbvio que o pai vai sempre acreditar no que o filho disser, pois inventar uma coisa destas não tem sentido nenhum. E embora não conheça a personalidade do filho, não espere que ele venha a gostar de si. Nem ele nem o irmão se souber desta história. Se poderiam contornar a diferença de idades, as acusações indirectas que fez ao filho e a mentira são o único motivo que precisam para nunca gostarem de si nem quererem proximidades. Não quero desfazer, mas no lugar desse rapaz eu não quereria nunca sentar-me à mesa consigo. É preferível que vá avisada e pense nisto.

Durante o texto que me escreveu li várias vezes argumentações como "eu não tinha de contar nada porque ele não tinha nada a ver com isso", "tratava-se de um assunto que ia muito para além dele", "para quê contar-lhe uma coisa que aconteceu entre mim e outro homem, também adulto, há uns 5 anos?", que é o que se chama fugir com o rabo à seringa e tentar atribuir-se alguma razão no meio disto. Desculpe, Marta, mas para mim não tem razão nenhuma. E se fosse a sua filha a ter dormido com o seu namorado? Acha que ele não teria de lhe contar nada? Acha que estava realmente além desse assunto e que não tinha nada a a ver com isso? Apesar de ter passado algum tempo, acha que isso serve de justificação? Acha mesmo que o assunto está muito para além dele? Marta, ele divide a cama com alguém que o filho também dividiu! Como homem e pai, eu pergunto-me até como ele conseguiu levar esta relação para a frente, deve ser um num milhão.

Não sei dizer qual seria o momento certo para lhe contar, se terá havido um momento que deixou escapar, o certo é que uma vez confrontada nunca, mas nunca, deveria ter negado. Eu nem imagino a confusão que terá criado naquela família, consigo negando a situação e com o Pedro a confrontar o filho "ela diz que não, tens a certeza?", "mas ela está a chamar-me de mentiroso??". O que o filho fez é o que faz alguém que quer ficar bem de consciência. Pensou no futuro, pensou que não queria carregar tamanha omissão e decidiu ser honesto com o pai. Os motivos que o levaram a fazer isto nada têm a ver consigo, acredito nisso.

Agora que o Pedro decidiu perdoá-la e quer seguir em frente, faça como ele. O facto de se sentir vulnerável é consequência e peso de consciência do seu erro. Tem medo de cometer um novo erro, mas só estará a cometer m novo erro se deixar de ser como é. Faça tudo como faria normalmente: dê as suas opiniões, critique, diga o que quer e não quer. Ele ficou consigo para ter do lado dele a mesma mulher de sempre, não uma nova versão controlada a régua e esquadro.

No entanto tenho de lhe dizer que o facto de ele provocar ciúmes não é uma coisa normal numa relação (nem saudável), serve apenas para inchar as penas dele, subir o ego e só ele beneficia disso. Também, o facto de ele ter flirts não é normal e não se pergunte "quem não os tem?" para desculpar a situação. A resposta à sua questão é: muita gente, muita gente que gosta de uma pessoa não precisa de flirts. Sempre que afirmar a pés juntos "eu sei que não passa disso", não tenha sempre tanta certeza, de onde há fumo pode sempre vir a surgir um fogo. Cautela, esse é um homem que sabe muito e, não quero com isto estar a agoirar, mas ele sabe muito mais que a Marta. Quando tem tantos ciúmes que controla os horários dele, não dando "carta branca para chegar tarde", deve perguntar-se: o problema é seu e tem ciúmes desmedidos ou no fundo sabe que ele não é de confiança? Pense nisso, eu acho sempre estranho quando uma pessoa sente necessidade de controlar os horários de outra.

Marta, cometeu um erro, pediu desculpa, se eu percebo que está arrependida ele também deve perceber e a partir daí é continuar para a frente, com naturalidade. No entanto não se esqueça de pensar em tudo o resto.

16.11.11

Cabronices

Já era tarde, estávamos deitados, prontos para ir dormir, mas eu continuava agarrada a uma revista sem querer desligar a luz do meu lado.

- Desliga isso. Sabes que eu não consigo dormir com a luz acesa.
- Habituas-te. Estou a ler.
- Poisoned! - ralhou. E eu devolvi-lhe um sorriso filho da puta sem olhar para ele, mantendo a luz acesa e a minha atenção na revista.

No mesmo instante o Poisoned Apple Man percebeu que nenhum de nós se tinha lembrado de trancar a porta de casa. Saiu da cama com energia, pronto a tratar do assunto. Trancada a porta, quando desligou a luz da entrada viu-se em casa às escuras. O meu timming foi perfeito. Não tinha luz vinda de nenhuma das divisões da casa. Foi até ao quarto a apalpar terreno pela casa fora, batendo nos móveis, e reclamando o facto de não ter olhos de gato. Chegado ao quarto, perguntou no escuro:

- Agora é que decidiste apagar a luz? Fizeste isso por quê?
- Porque tu gostas de mim quando sou cabrona para ti - respondi no escuro.

Ele sabe que é verdade.

15.11.11

Stalkers

Quanto mais este blog se torna conhecido, infelizmente, mais stalkers aparecem. Na diferença entre stalkers e leitores normais, diria que os segundos gozam da leitura, divertem-se com as aventiras e desventuras de quem escreve e quem sabe têm uma opinião construtiva a dar, ainda que contrária. Posso não agradar a gregos e troianos, mas não vejo mal nenhum nisso. Eu também não gosto de toda a gente. E não gosto de stalkers, que são para mim criaturas com desvios comportamentais, que no caso deste blog dão desmedida importância a factos da minha vida que desconhecem, eu que escrevo no blog apenas o que me apetece e, sabem os inteligentes, a parte não faz o todo.

Sou agora puta, vivo à conta do Poisoned Apple Man, não trabalho nem quero fazê-lo e finjo uma relação apenas para viajar mais uma ou duas vezes por ano, quando viajo desde que comecei a trabalhar e a ter dinheiro.

Se esta matéria fosse uma ou outra mensagem, eu encolhia os ombros e seguia com a minha vida. Quando a situação assume uma perseguição - e daí o título deste texto - tenho a opção de tomar medidas. Não posso eliminar as pessoas doentes que lêem blog, mas posso controlar o que escrevem. E porque a parte de comentadores também não faz o todo, tento resistir à ideia de colocar fim ao blog, que tantas vezes já me passou pela cabeça. Na verdade, a criação de um facebook para este blog passou por tentar fugir dessa gente, para que não fosse consumida pelo cansaço e pela irritação. Quem me acompanha por lá, sabe que não escrevo as mesmas coisas que aqui e já optei por contar algumas coisas por lá e não aqui. Só que eu não devo nada a ninguém, considero-me bastante disponível (a troco de nada) para os leitores que me procuram pelas mais variadas razões, gosto de escrever (também a troco de nada), gosto de saber que há quem goste de me ler e, assim, este blog passou a ter moderação de comentários.

Nunca pensei que a partilha de viagens, que já faço antes do Poisoned Apple Man fosse motivo para tanta agonia que dura, e dura, e dura, e dura. Partilho porque também gosto de ler sobre viagens, porque procuro informação qeu às vezes é difícil de encontrar, porque gosto de viajar e, para quem gosta como eu, a partilha de informação é fundamental para aproveitar ao máximo um destino. Ninguém imagina a quantidade de mensagens que já recebi a pedir indicações sobre algum destino e gastei tempo a responder, porque gostava que fizessem o mesmo comigo. Mas hoje, a gota de água foi gozar com alguém do consultório por ser virgem.

A moderação de comentários é para mim um pincel, que não sei se todos os dias terei tempo para autorizar os comentários vindos de gente que não merecia, vai perder-se alguma interacção (o que é uma pena), mas não se perderá tudo e comprará a minha paz, que quando percebo que de um comentário vem lixo, nem sequer acabo de o ler.

Tento sempre lembrar-me que serão mais os leitores empáticos e simpáticos do que os doentes. Já mais do que uma vez deixei de escrever episódios que alguns gostariam de ler, só para não ter de aturar quem não está de bem com a vida. E isso não faz sentido. A opção foi tomada, pede-se desculpa a quem não tem culpa e quem quiser pode imaginar-me como um "lápis azul".

Enquanto o blog for meu sou eu que mando nesta "casa".

14.11.11

A crise e o Poisoned Apple Man

Dizia a TV: «as famílias vão sofrer mais com o Orçamento de Estado para 2012 do que as empresas, particularmente, os solteiros».

- Estou fodido. Quero casar.

11.11.11

Consultório #85

"Nem sei como começar. Sou uma mulher forte ("curvas"...), fiz no início deste ano 27 anos e estou cada vez mais triste por nunca ter tido uma relação séria e por, infelizmente, ao nível sexual nunca ter conseguido ter um "amante" que me "levasse ao céu". Cheguei a um ponto em que ia perdendo a esperança.

No ano passado, no meu emprego, conheci o homem mais encantador (e bom! se me permite dizer) que alguma vez conheci. Lá ganhei coragem, fiz-lhe um convite e ele aceitou. Temos tido encontros desde então. Ele é um querido, é bonito e é simplesmente um sonho. Acontece que no último encontro estávamos a falar sobre os nossos maiores medos e as nossas relações passadas e neste contexto contei-lhe que nunca tinha feito sexo com um homem. Ele estranhamente riu-se e disse "acho que dentro de mim já sabia disso". Eu finalmente começava a pensar que este seria o homem com quem finalmente iria perder a minha virgindade. Desde este encontro que estou confusa. Como é que ele sabia? Por que andou a pensar nisso? Será que é por eu ser "forte"?

Já me fartei que brincassem com os meus sentimentos, quero que a minha primeira vez seja especial, se bem que já ouvi que a primeira vez dói sempre e não se tem muito prazer, mas pronto, não sei que fazer. Maçã, será que ele é o homem certo para mim? Para a minha primeira vez? Ou estará ele a usar-me, porque no outro dia vi-o no nosso emprego com outra rapariga num "flirt", ou foi o que me pareceu, e ela era bem mais gira que eu, pois tinha à vontade menos 20 quilos que eu. Por favor aconselhe-me."

Olá Maria!

Sinceramente, não sei muito bem o que lhe responder. Não me cai bem a ideia de ter sido a Maria a tomar a iniciativa de começar os encontros, mas também não posso dizer que foi errado. O meu grande ponto de interrogação é: esse homem tem intenções honestas ou não? Eu tenho medo que esse homem esteja apenas a tentar provar-se algo a ele próprio ou a tentar conquistar um troféu e que se esteja nas tintas para os seus sentimentos, mas não tenho como confirmar ou desmentir isso.

Quando lhe disse que era virgem, ele sorriu ou soltou uma gargalhada? Se ele sorriu, não tem mal, acho que é reacção para lhe dizer que não tem importância e fez um sorriso para deixar o ar mais ligeiro. Se soltou uma gargalhada, ponha-se a milhas de esse homem. Quando ele afirmou "acho que dentro de mim já sabia disso", não tem mal, não tem nada a ver com o seu peso. Às vezes, em algumas situações e conversas, dado o desconhecimento de algumas pessoas quanto à temática por serem virgens, nota-se. Não é nada de mais, não é nenhuma bandeira, mas às vezes algumas conversas levam a quem já tem experiência a perguntar-se "será virgem?". Mas atenção, ser virgem não tem nada de mal. Quanto muito é coisa rara nos dias de hoje. E também, da mesma forma que achou que com este homem poderia perder a virgindade, ele talvez tenha pensado que queria um envolvimento maior e ter-se perguntado sobre a sua experiência. Parece-me perfeitamente normal.

Maria, siga o seu coração, mas também a razão. Se em algum momento acha que algo está errado, é porque está! Não precisa de perder a virgindade com pressas. Pode estar semanas a dar beijos na boca e ir avançando aos poucos, o que aliás aconselho. Perder a virgindade para mim não não doeu, foi mais impressão, mas não será igual para todas. No entanto, quanto mais descontraída estiver, melhor. Não se esqueça que agora não está descontraída, tem imensas questões e muitas delas passam pela seriedade desse homem. Conselho: depois de ser namorada dele, pense nisso. Era o que eu faria.

9.11.11

Chegou o meu fio!

Chegou o meu fio da POR UM FIO!

Quando fiz a minha encomenda do fio Eclipse, expliquei que tenho cara de bolacha Maria e por esse motivo muito raramente consigo encontrar fios mais justos ao pescoço que me fiquem bem. Como só estou a pensar em sondar uma cirurgia de aspiração do meu papinho lá para o ano que vem, prefiro fios compridos e a POR UM FIO respondeu que sim, que fazem os fios com as medidas que forem pedidas. Dei o comprimento que queria e ele chegou tal e qual como indiquei, num saquinho todo bonitinho.

Não é uma beleza?

8.11.11

Aviso à navegação

Camaradas,

estou sem tempo para escrever mais sobre a Florida, mas tratarei de dar continuidade a estes posts. Faltam dois ou três. Também, estou sem tempo para dar resposta às mensagens do Consultório que continuam a multiplicar-se. Há um menino que me deixou uma mensagem para o Consultório, com o tema "tem mal não querer compromissos sérios?", mas em forma de comentário a um post. A ele peço-lhe que me envie em forma de e-mail para poder vir a dar resposta.

Tenho trabalho até aos olhos, quando acalmar trato de responder a todos/as.

7.11.11

Jantares

Dei um jantar em casa, convidei cinco amigos que apareceram tarde e tudo decorreu dentro da normalidade. Elogiaram a minha mão para a cozinha, normal; babaram na minha mousse de chocolate com nougat de amendoim, normal; deixaram-me a cozinha cheia de garrafas para pôr no vidrão, normal; e tirámos algumas fotos para enviar à nossa amiga em Londres e lembrar que o lugar dela é aqui, normal.

Entre os convivas, estava o meu amigo Piston. Esse selvagem que trouxe de regalo um queijo enorme e maravilhoso e que é, geralmente, o último a sair nestas paródias. O homem gosta de mim e da minha conversa, que dizer? Há sempre paleio até às tantas, mas desta vez quis ir embora com o resto da turma.

- Já??? - estranhei. - Estás um menino, és sempre o último a sair!

Lá o deixei ir embora, pus o pessoal na rua, arrumei a cozinha e a sala, estava prestes a deitar-me quando reparei que tinha um SMS por ler no meu telemóvel. Era o Piston:

- Se reparares na quantidade de papel higiénico que tens no WC das visitas percebes porque motivo saí mais cedo. Assim não dá!

E fui até ao WC das visitas para ver um rolo de cartão pendurado no desenrolador com apenas duas tímidas folhinhas de papel higiénico, fininhas que até abanavam com a minha respiração. Realmente, aquilo não dava nem para limpar um xixi. Mas não estava assim! Os meus convidados é que entretanto deram cabo daquilo, pois devem achar que sou accionista da Renova.

Resposta: "Tenho para cima de 50 rolos de papel higiénico na despesa e outros 3 WC, não te chegavam? Cagão!".

Este tipo tem de perder o hábito de vir cagar à minha mansão. Devo ser laxante, faz sempre uma obra e depois diz para não me dirigir ao WC nas próximas horas. Tornou-se um hábito, mas com o resto das visitas encheu-se de cerimónias e constrangimentos.

O bom disto é que ainda há amizades transparentes.

6.11.11

Parabéns!

PARABÉNS MÃE!




A minha mãe lia-me histórias do Noddy quando era miúda, enquanto me contorcia de riso na cama, antes de dormir. Por isso achei a imagem apropriada.


E para quem não sabe, o Noddy (que nasceu em 1949) já era do tempo da minha mãe. Os desenhos animados é que são de agora!

4.11.11

Passatempo POR UM FIO - resultado!

Na semana passada começou o passatempo da POR UM FIO. Para concorrer a este passatempo, bastava "gostar" da página de facebook da POR UM FIO e deixar um comentário ao post, indicando o nome e o endereço de e-mail. A vencedora seria e foi escolhida aleatoriamente através do programa random.org e o prémio, nada mais, nada menos, um VALE DE 10 FIOS para gastar na POR UM FIO. Só coisas boas!




Confirmado o "gosto" na página de Facebook da POR UM FIO, a vencedora foi:



Joana Coelho!!! (mailto:rafa16_coe@hotmail.com)



Muitos parabéns! Será contactada pela POR UM FIO para receber o seu prémio.



Se não ganhou, não fique triste. Teremos mais passatempos no futuro.

Consultório #84

"Sou a Inês e tenho 30 anos. Confesso que nunca fui muito de partilhar a minha vida ou sequer os meus sentimentos mas cheguei a um ponto que sinto que vou explodir. Escrever por vezes ajuda. Torna as coisas mais claras, como se fosse uma espécie de terapia. Espero que desta vez também resulte. Pedir conselhos, opiniões ou somente desabafar com a família ou amigos está fora de questão, não teriam a imparcialidade que necessito.

Estou casada há 8 anos com todos os altos e baixos que isso implica. O Francisco, o meu marido, é uma excelente pessoa. É educado, inteligente, culto. É uma pessoa que é capaz de fazer tudo pelos amigos. Não temos filhos, mas se tivéssemos sei que seria um excelente pai. Contudo como marido confesso que me deixa a desejar. Nunca foi muito romântico ou carinhoso mas sempre pensei que pudesse mudar um pouco ou que eu me habituasse ao facto de ele ser assim, ou até que pelo facto de saber que gosto e preciso desses gestos ele se esforçasse um pouco. Não aconteceu.

Cheguei ao ponto de pensar que o defeito era meu. Que eu é que sou demasiado exigente com a atenção que quero que me dispense. Percebi que não. Julgo que quando amamos, gostamos não só de dar mas também de receber. De sentirmos que somos amadas, desejadas. Que somos importantes para o objecto do nosso amor. Eu não sinto isso. Sinto que faço parte da decoração da casa. Um bem adquirido. Já tentei explicar várias vezes o que sinto, ele promete mudar e muda, mas só durante algum tempo. Depois volta tudo ao mesmo.

Eu sei que tenho defeitos, e esforço-me para mudar e para os corrigir mas sinto que só eu estou a lutar para que resulte, para manter a nossa relação viva. Parece que luto sozinha. Parece que é algo que só eu quero. Recentemente passei por uma situação em que precisava mesmo muito do apoio e amor dele, ele não esteve presente. Doeu muito. Aliás, muitas vezes não está presente em momentos que sabe que são extremamente importantes para mim. Estou cansada. Penso, vale a pena continuar uma relação assim? Será que as partes boas superam as más? Sinceramente já não sei.

Há algum tempo entrou outra pessoa na minha vida. O Duarte. Ele entende-me e preenche o vazio deixado pelo Francisco. Já chorei muitas vezes no ombro dele, já recebi conselhos, apoio. Algo que sinto que não tenho em casa. Acabámos por nos envolver mais do que desejávamos. Às vezes penso que seria mais feliz com ele. Talvez fosse. Sinto que a minha relação com Francisco já chegou ao fim há muito tempo e que apenas nós é que não queremos ver. Porque gostamos de estar juntos, temos uma história mas acho que já não é amor. Carinho, amizade, não tenho dúvidas, mas amor?

Não quero nem vou acabar uma relação para começar outra. Se acabar terá que ser por mim. Não por haver alguém. Acho que o Duarte serviu para me mostrar o que me falta. Que afinal não é errado querer mais atenção, mais carinho. Sei que o Francisco não merece o que lhe fiz mas acho que também não mereço estar com ele e sentir-me sozinha e abandonada. Ouvir que ele não precisa de mim, que é tão feliz comigo como sem mim, afinal que papel tenho na vida dele? Sinto que nenhum.

Se isto é a minha forma de me desculpar? Não. Sei que é errado mas aconteceu. Acho que me estou a apaixonar demasiado pelo Duarte, estamos muito próximos, sinto-me muito bem perto dele mas não quero pensar nisso. Não quero que isso influencie qualquer decisão que tome.

Honestamente acho que precisava mesmo de passar um tempo sozinha. Longe de tudo e todos. Infelizmente isso não é possível. E qualquer decisão que tome não vai ser com o distanciamento necessário. Espero, que qualquer que seja a decisão, que seja a acertada".


Olá Inês!

Se me costuma ler sabe que não sou fã da instituição casamento. Não pelo casamento em si, mas pelo que pode acontecer dentro dele. E aquilo que descreve é exactamente um dos meus maiores receios: o acomodar-se. É o "eu estou casado, está garantido" (o que também pode acontecer numa união de facto). Mas a verdade é que as pessoas mudam e o mais difícil é mudar em conjunto, com os pés no mesmo caminho e na mesma direcção. E na situação que descreve ou a Inês seguiu por outro caminho ou ele deixou-se ficar para trás. Qualquer que seja a resposta correcta, o importante é que a Inês já não é feliz nessa relação, embora sinta carinho pelo seu marido. Ele, por sua vez, está tão acomodado na vida e na relação que não presta atenção às suas palavras, às suas confissões, acha que são um bluff ou coisa de hormonas passageiras e lá continua, parado, sem sequer imaginar que o casamento chegou ao fim. Nas suas palavras, "sinto que faço parte da decoração da casa. Um bem adquirido". Não deve ser a única, só ainda não compreendeu que para quem a lê, o casamento já acabou. Só falta avisar a outra parte.

O certo é que apesar de já levar 8 anos de casamento, casou muito nova - demasiado nova!, para mim -, e casou com a ilusão que depois do casamento tudo seria melhor: "sempre pensei que pudesse mudar um pouco ou que eu me habituasse ao facto dele ser assim". É um erro enorme, mas parece que é vulgar. Nada é melhor depois do casamento se na relação de namoro sente que algo falta, que algo pode melhorar ou que algo deveria ser diferente. Pensar que precisa de uma coisa que ele não dá e casar na esperança de "depois de casar tudo vai ser melhor", é um erro tão grande que não tenho palavras. Nem sei como alguém pode convencer-se disso, mas pelos vistos são mais que muitas as mulheres que têm este raciocínio.

Não duvido que tenha tido anos de casamento bons, não duvido das sua melhores intenções, não duvido que preferia que tivesse sido de outra maneira, mas a verdade é que se estivesse bem, não teria deixado entrar outra pessoa na sua vida. E não acho que o casamento tenha acabado quando essa outra pessoa apareceu, essa pessoa fê-la tomar consciência do facto. Ou seja, a separação, se assim decidir, não é por causa deste novo homem, mas pelo que escreveu no passado. A nova pessoa veio apenas "acordá-la", fazer sentir que há mais para além do que está a sentir, foi apenas um pontapé de saída.

Inês, tem 30 anos e pelos vistos não é pessoa para se conformar e viver o resto da vida apagada, resignada a uma relação que a deixa a desejar e da qual assume com clareza já não existir amor. Procura algo mais para si e deve ir em frente, está no seu direito, não é errado. O fim de um casamento é sempre doloroso, mas não tem de ser uma tragédia. Pediu atenção, pediu para ser ouvida, não aconteceu e o tempo e o desencanto tomou conta do resto. Aos seus 30 anos ainda tem muito tempo para ser feliz e encontrar outras pessoas. Sobretudo, retirar uma lição de tudo o que viveu e, espero que possível, deixar que a amizade pelo seu marido permaneça. Vá em frente, siga o seu coração, mas deixo um conselho: não vale a pena revelar a existência de uma outra pessoa, sobretudo porque ele nunca será o motivo, terá sido apenas o "acordar".

2.11.11

Kennedy Space Center em Cape Canaveral

Aaaaaaaai...! O que eu gostei disto!

De Palm Beach subimos até Cocoa Beach, onde passámos a noite, e no dia seguinte bem cedo, subimos para Cape Canaveral. Deixámos as malas no hotel, estratégicamente reservado perto do Kennedy Space Center, e no check in percebemos que o hotel vendia bilhetes com um pequeno desconto, o que é sempre simpático. Dois bilhetes foram pedidos e custaram 43$USA cada um (cerca de 32€/cada). Foi dinheiro muito bem gasto.

Saindo do hotel, o GPS lá nos levou ao destino, que era mais ou menos a 15 minutos de carro. Passados os portões, circula-se mais uns 15 a 20 minutos de carro pelo recinto fora, o que o GPS não indicava. Aquilo é enorme! O Kennedy Space Center tem cerca de 20 Km quadrados, nunca mais acaba! Até chegar ao centro de visitantes ainda se leva uns bons minutos, mas não desespere.

Se tiver oportunidade de visitar o Kennedy Space Center, aconselho a entrar assim que abre. Cheguei pelo meio-dia, fiquei até às 18h, hora de encerramento nesta altura do ano, e não vi tudo. Menos teria visto se por acaso fosse época alta, mas sorte a minha, estava particularmente vazio e nunca esperei mais do que o aceitável em fila nenhuma. Setembro/Outubro é sem dúvida uma boa altura para viajar pela Florida. E para este tipo de visitas o melhor é escolher a dedo um dia útil da semana.

Chegados ao Kennedy Space Center, sabemos que estamos nos EUA. Todo aquele patriotismo latente a cada olhar, a música que puxa ao sentimento de quem passou dificuldades e venceu, e na mão um mapa que faz pensar: "ó diabo! Por onde vamos começar?". Começámos por apanhar um dos autocarros que dão uma longa volta ao recinto e tem algumas paragens. Recomendo começar por aqui, pois gastam-se cerca de três horas. Não estou a brincar.

Passámos pelo edifício principal da NASA onde todos continuam a trabalhar, vimos a lagarta absolutamente gigante que pesa para cima de muitas toneladas e que leva o foguete montado com o vaivém da "garagem" ao centro de lançamento, bem segura e virada para cima, a apontar para o céu. A lagarta tem por baixo várias cabines onde no momento em que arrastam o bicho trabalham nada mais, nada menos, do que 34 engenheiros. Dá para imaginar o tamanho da coisa? Também, a viagem até ao centro de lançamento demora 8 horas, pois viaja a passo de caracol (se não estou em erro a distância é de 8Km).

Durante esta viagem de autocarro, temos a oportunidade de ver o reino animal extremamente protegido neste recinto. Há tantos bichos que não pude contar, mas aves são mais que muitas (milhares de águias e abutres) e era normal passar pelas zonas de água e ver os alligators a dizer adeus aos autocarros. Nas zonas percorridas em que não se passa nada e não há nada para ver, não se desespera. Não só os condutores vão contando histórias giras, como os passageiros têm TV no autocarro onde passam vídeos muito interessantes. Foi um dia sempre a aprender coisas novas. Ou seja, não se dá pelo tempo passar.

Parámos ainda numa torre gigante, construída para se ter uma noção do recinto, andares e andares que uma vez lá em cima dão direito a uma vista fabulosa, com explicação de todas as estruturas que conseguimos ver, mas não sabemos o que é.

Regressados ao centro de visitantes, podemos distribuir-nos por vários complexos. Um deles são os vídeos IMAX 3D e 4D. São quatro vídeos, cada um com uma temática diferente. A medo, escolhemos um vídeo com voz off do Leonardo DiCaprio, com algum receio de apanhar uma grande seca, pois o vídeo tinha 40 minutos. Qual seca! Nem dei pelo tempo passar, com os meus óculos especiais vi estrelas em grande velocidade a ir direitas à minha testa; vídeos pessoais dos astronautas no espaço cheios de alegria no trabalho e algumas histórias deles, vi uma estrela a nascer, vi muitas coisas novas. Adorei e tenho muita pena de não ter dado hipótese para ver os restantes vídeos, que também não eram curtinhos.

Passámos ainda pelo centro que conta a história do percurso da ida do homem ao espaço. Tudo começou com a antiga União Soviética a dar uma voltas para lá da camada de ozono e a levar uma cadela ao espaço. Os americanos, com pânico de estarem a ser controlados e de deixarem de ser a primeira potência mundial, lançaram-se na corrida. Já não chegava ir ao espaço, tinham de ir à lua. E numa montagem fabulosa de vídeos antigos dos anos 60, vê-se aquilo que não esperava de americanos: o falhanço. Desconhecia a quantidade de vezes que os americanos tentaram lançar foguetes sem sucesso, explosões contínuas dos equipamentos, mortes e biliões de dólares queimados. Até que o sucesso bateu à porta e com ele o registo de imagens desta época, de famílias coladas às TV a preto e branco, imagens de vários países, várias cidades, momentos na rua em frente às lojas de televisores, um mundo parado à espera de ver o Armstrong deixar a marca da sola na lua. Ficamos rendidos à beleza das imagens e somos completamente transportados no tempo.

Seguem-se ainda os registos áudio e vídeo na sala do primeiro lançamento, tudo como estava naquele dia, três ecrãs gigantes que vão contando tudo. Depois, temos a oportunidade de ver o foguetão da missão Apollo/Saturno V que faz cair o queixo. Grande é pouco, é colossal!, contou-me um amigo antes de eu ver. É de tal forma grande que não cabe nos olhos, que foi deitado e depois construída a sala onde agora permanece, junto dos emblemas de outras missões, de várias fotos, de vários objectos, pedras da lua que se podem tocar (é igual a outros calhaus), da carrinha especial que levou os primeiros astronautas ao centro de lançamento, junto dos vários fatos que passaram pelas diferentes missões, os vários capacetes, a tecnologia que dá saltos gigantes de um ano para o outro e, uma curiosidade tão interessante, junto das capas de jornais de todo o mundo, línguas que nem consegui dizer quais eram, mas que deram conta que o homem pisou a lua.

A cereja no topo do bolo foi o Simulador. O Simulador dura cerca de 10 minutos e é uma experiência daquilo que os astronautas vivem no momento do lançamento até chegarem ao espaço. Nem toda a gente pode fazer o Simulador, está vedado a cardíacos, epilépticos, grávidas, hipertensos e mais mil uma questões de saúde. Antes de entrar, tem onde ler tudo isso. Não pode levar nada consigo, nem os óculos, se os usar. As malas e outros pertences são deixadas do lado de fora nuns cacifos. Eu não percebia porque motivo se fazia tanto alarido, mas depois lá compreendi. No Simulador, tudo o que levarmos pode sair dos bolsos e ser projectado. Mais tarde percebi que o risco de alguém se magoar desta forma não é assim tão pequeno.

Até entrar no Simulador percorrem-se vários corredores (que seriam pelo menos umas 4 horas de filas, se fosse num dia com gente) e vamos vendo imagens e explicações do que vai e pode acontecer. Mil vezes dizem qualquer coisa como "se quiser desistir ainda vai a tempo. Não é nenhuma vergonha". Os vídeos têm como protagonista um astronauta e o homem tinha muita graça. Explica ele que a sensação que vamos ter é aquela que sente quem vai num verdadeiro vaivém. Compreendidos alguns factos físicos e outros aspectos sobre um lançamento, ficamos em fila e de frente para umas portas normais, como uma qualquer porta de casa numa parede. De repente abrem-se as portas. Eis o Simulador!

Não se percebe como será a estrutura do Simulador, pois de fora aquilo que se vê são portas numa parede e de dentro é apenas uma cápsula XPTO, com um feitio semelhante às capsulas de alguns medicamentos. Respeitamos a fila, sentamo-nos e puxamos para baixo aquilo que nos vai prender à cadeira, uma segurança que cobre o peito e a barriga, semelhante àquilo que se faz descer para nos prender numa montanha-russa. Além disso ainda levamos mais um cinto que vai de um lado da anca ao outro. Alguns assistentes verificam que estamos bem presos e que não há material que possa ser projectado. As portas fecham-se. À frente, um ecrã gigante de um computador faz correr uma série de caracteres. Vai começar.

A cápsula começa a virar de forma a ficar a 90º do chão. Ou seja, é como se estivéssemos deitados na cadeira. A sensação é muito estranha, mas sorte a nossa vamos ficar assim por pouco tempo, pois os austronautas ficam pelo menos quatro horas nesta posição. E antes de o fazerem passam horas de treino para aguentar este tempo em bancos e fatos que não devem ser a coisa mais confortável do mundo. Uma vez virados para o espaço, o Simulador começa a sério.

Ouve-se um barulho ensurdecedor da combustão dos vários componentes combustíveis e a cápsula é literalmente agitada. Treme, treme, treme, de forma inimaginável! Nunca estive num sítio que tremesse tanto e gostava de saber a que escala equivalia se fosse um tremor de terra. A escala de Richter vai até 9, o máximo conhecido, eu meto dinheiro em como aquilo seria um novo máximo. Não há palavras para a forma como somos sacudidos.

Deitados nas cadeiras, aquilo treme de tal forma que o ouvido interno também treme. Faz impressão, incomoda bastante. As bochechas são de tal forma sacudidas que a cara começa a doer. Então, optei por segurar as bochechas com as mãos, empurrando-as para dentro. As minhas maminhas, debaixo daquela protecção, pareciam gelatina. E são alguns minutos em que ouvimos ruídos de grande intensidade, mas variável, em que vamos sendo sempre sacudidos, a inclinação vai mundando, até que...

... silêncio...

... o barulho acaba-se totalmente, os nossos corpos descolam da cadeira e estão presos apenas pelos cintos. Flutua-se. A cápsula que leva cerca de 30 pessoas está mergulhada em absoluto silêncio. O que sentimos é a entrada no espaço, o momento de gravidade zero.

Não me perguntem com isto se faz sem tirar os pés do chão, porque o Simulador não foi a lado nenhum. Eu sei que não estava de cabeça para baixo e também sei que aquele Simulador deve ter custado uma verdadeira FORTUNA! Como diz um amigo meu, "não te preocupes que já está pago de certeza!". Eu dou a minha palavra de honra: se os meus 43$USA fossem apenas para fazer este Simulador, tinha valido a pena! Eu pagava para fazer outra vez.

Outros centros visitámos com muita coisas engraçadas. Os jardins têm também muita coisa para ver e havia ainda um outro centro, o Austronaut Hall of Fame, que não consegui visitar, para muita tristeza minha. Seis horas não deram mesmo para tudo e no fim já vimos muita coisa a correr.

De Miami a Cape Canaveral são cerca de 300Km. Reparei que em Miami existem vários locais onde se pode comprar bilhete para ir ao Kennedy Space Center, com ida e volta em autocarro ou shuttle. Não sei quanto custavam estas excursões, mas eu garanto que vale a pena gastar um dia para ver e fazer tudo o que vi e fiz.

Nota: não sabem o inferno que é colocar mais do que meia dúzia de fotos no blogger. Uma hora nisto! Mas tudo pelos meus leitores e partilha de informação para quem gosta de viajar.



Algumas capas de jornais de todo o mundo: o dia seguinte ao Armstrong por o pé na lua.


Eu avisei que era grande!

President Kennedy



Algumas personalidades estão ligadas a afirmações que fizeram. Em PT temos o "é só fazer as contas", "em Alcochete «jamé»!", esta foi a frase que ficou para sempre ligada ao Kennedy, o que eu desconhecia. Uma frase que serviu para explicar os biliões gastos em tentativas falhadas.






Centro de lançamento





Pinotes
















É compriiiiiido!













No Kennedy Space Center existe um espaço com bancadas destinadas unicamente aos familiares e amigos daqueles que vão ao espaço. A imagem da esquerda é uma imagem dessas bancadas.

















A sala do primeiro lançamento à lua com sucesso








Onde os vaivém e foguetes são preparados. As duas portas de lado sobem, são como portas de garagem. E cada uma demora cerca de quatro horas a subir.



Legos. Os gajos pensam em tudo.



Os autocarros que nos vão levando a todo o lado.



Entrada



O patriotismo está presente em todo o lado












Aqui, uns fazem visitas, o resto continua a trabalhar como se nada fosse.





Hello Kitty, gatinha no espaço



Quase trouxe a caneca, mas já não tenho espaço no armário!



Há um grande memorial dos que morreram em missão. Os que estão agrupados morreram juntos na mesma missão.



Aqui tirámos muitas fotos armados em astronautas. Valeu a pena!





Os restaurantes têm todos nomes alusivos ao espaço



Todos os países que contribuiram para o conhecimento do espaço.


A bandeira portuguesa não mora aqui.








São andaimes como este que os astronautas percorrem para entrar na cápsula onde vão ficar muitas horas de pernas para o ar.






Cápsula









Peanut butter M&M's. Andava sempre um pacote grande dentro da mala!



Não consigo explicar o bom que é!



Vaivém, este é uma réplica, quase oco por dentro









Os mais pequenos sempre podem brincar mais "a sério". Não fique triste, também havia para adultos.



Barbie mulher no espaço



Mais Lego. Dizia o Poisoned Apple Man: "se tivesse um filho comprava isto!", que no fundo queria era para ele. Coubesse na mala e eu estava mesmo a ver.