Se eu mandasse é que era! Ouro sobre azul era eu poder escolher, a dedo, com entrevista, carta de recomendação e provas dadas de inteligência, as pessoas que poderiam ler este blog. Quem me lê sabe que aceito opiniões contrárias à minha, com gosto, eu gosto mesmo do debate de ideias. Já a estupidez, acudam que eu não aguento. É demais para mim. Há três coisas na vida que tolero mal, a saber: estupidez/ignorância, mau português e falta de maneiras à mesa.
Então, apareceram no meu blog uns grunhos que comentaram no texto dos meus must have da Clinique, "olha, tanta gente à rasca", "must haves? Uma geração à rasca?", ou frases semelhantes. Eis a minha questão e queiram perdoar o meu francês: o que é que o cú tem a ver com as calças? Quem é que sabe se os produtos me foram oferecidos? Quem é que sabe se eu não recebi uma grande herança? Quem é que sabe se não tenho imóveis como fontes de rendimento? Quem é que sabe se não tenho um excelente pé de meia? Quem é que sabe se não recebo uma boa mesada? Quem é que sabe se não sou rica?
As motivações da minha ida à manifestação estão bem presentes nesse texto e ninguém pode ler que se devem a dinheiro, nem mesmo a emprego, apesar de estar desempregada. Dinheiro e desemprego foram mesmo os motivos que mais me levaram a discordar da manifestação. Fui por mil e um motivos, fui por amigos em condições precárias, fui por outros que tiveram de sair do país, não fui porque quero usar bons produtos e há pouco dinheiro para os comprar. Se eu não posso comprar, não compro; se só posso comprar do mais barato, é do mais barato que compro; e enquanto puder comprar os cremes que gosto, compro!
Naquele dia, depois de descer a Av. da Liberdade, parei no Starbucks para um bebida. Quando fui ao WC deparei-me com um canadiano que me perguntou qual o motivo da manifestação, ao que respondi: "everything!". Os motivos eram vários, estavam lá pessoas por tudo e, espantem-se, até por nada.
Mais do que milhares de pessoas descontentes, quer-me parecer que existem muitos mais que esses milhares a querer dizer mal, só porque sim. Porque é moda ser do contra. Porque há malta pequena que se sente crescida, adulta e eloquente, atirando frases feitas e ouvidas na comunicação social, apontando o dedo, comentando estupidamente um post de cosmética, "cremes? À rasca? Ai que grandes mentirosos!". E eu gostava de apanhar essa gentinha nas compras para poder apontar o dedo. A resposta que receberia seria, "ah, mas eu não estou à rasca!". Eu também não, o que não me impede de participar de uma manifestação pelos motivos que EU acredito. EU tenho direito a uma voz. EU tenho direito a uma opinião. E muitas outras pessoas também. Muito mais do que existir gente à rasca, o que existe são aqueles que gostam de dizer mal para se sentirem melhores e interessantes. Frases feitas ouvidas pelos outros e depois reproduzidas.
Os Exmos. comentadores podem fazer valer o seu ponto de vista, podem discordar, sem dúvida, mas aconselho a não comentar num texto de cremes ou de cada vez que eu beber água para dizer: "uhhh! Isto é que é estar à rasca!". Ou podem, mas escrevem "estúpido" na testa, ignorantes. Façam ver a vossa opinião no local adequado, como seria certamente o texto da manifestação ou num espaço onde escrevessem. Isto, se tivessem criatividade para tal, claro. Atirar postas de pescada é fácil, elaborar uma boa argumentação, já é mais complicado.
E se eu colocar aqui uma foto de um jantar de bifes de lombo, também me vão apontar o dedo? Mas se eu tiver no WC gel de duche da marca Continente, já ajo conforme as expectativas, ou devo lavar-me com sabão azul e branco? Quem diz sabão azul e branco diz não tomar banho de todo. Para participar de uma manifestação, devo fazê-lo pelos meus motivos ou não devo participar pelos motivos dos meus comentadores pouco inteligentes?
Tive mais do que uma pessoa a dar uma opinião contrária à minha, aquela manifestação não era para ir. Uns brincaram, outros gozaram. Ouvi de tudo, mas o curioso é que não vi ninguém que participou criticar estupidamente aqueles que não foram. Ninguém!
Não me molestem. Se querem comentar, dar uma opinião contrária, façam-no com argumentação e inteligência. Eu posso poder comprar cremes, mas continuo descontente com o país, lamento. Pelos mais variados motivos, que em nada se prendem com a impossibilidade de fazer compras. Mas só uma mente diminuta pensa que os motivos passam por aí. Muito diminuta mesmo. E com um carro melhor que o meu.
9 caroço(s):
Para quem não tolera mau português, é favor rever as seguintes frases:
"Quem é que sabem se eu não recebi uma grande herança?"
"As motivações da minha ida à manifestação estão bem presentes nesse texto e ninguém pode ler que se deve a dinheiro"
Criatura de Deus:
sabe o que são gralhas?
Mais uma anormalidade! Parabéns! :)
Mau portugues é gente que diz prontos e endrogado, que diz "ha-des cá vir", e eles hadem ver.
O resto, o resto, nem os peritos em prontuários estão livres de dar.
Maçã, nem devia ter dito uma palavra sobre esse coment idiota...
O desprezo mata, e a pessoas que só querem ver sangue, a esse esses os cães ladram e a caravana passa.
Eis mais um "ser" das catacumbas da internet a aumentar o seu ego porque descobriu gralhas na internet! É o fim do mundo!
Realmente é de um sem-vidismo reparara e apontar o dedo a tais erros.
Lembra-me isto: http://xkcd.com/386/
A sério Maçã, nem lhe ligues, como se costuma dizer "don't feed the troll"
Quando se escreve que não se tolera mau português e no mesmo texto se dá erros (ou gralhas), precisamente no português, está tudo dito...
Seria a mesma coisa que eu dizer que tolero mal a falta de maneiras à mesa enquanto almoçava, e a espaços levava a faca à boca… Repare que disse levar a faca à boca e não disse, por exemplo arrotar, ou algo do género.
É a completa falta de noção!
Tens uns anónimos mais papistas que o papa. Poisoned...eu odeio faltas de português mas sabes que até há pouco tempo atrás escrevia "trás" do verbo trazer? Pois, eu vou aprendendo com o tempo e a vida. Ao contrário dos teus anónimos que sabem tudo e tudo e tudo. São uns espertinhos :)
Puseste um M a mais e um M a menos? Uhhhhh, kill her.
Juanna,
Seja coerente. Não fui que disse que não tolerava mau português. Quem escreve com tanta convicção que não tolera mau português não pode no mesmo texto cometer erros (ou gralhas), precisamente de português. Alguém que não tolera mau português, no mínimo deve rever o que escreveu para se certificar que não tem erros (ou gralhas) e assim poder continuar a dizer que não tolera mau português. Percebeu?
“If you do the talk, e must do the walk!”
Como costumo dizer: Quem não tem nada de interessante para dizer, fica calado!
Admiro a "coragem" de quem fala mas sem se identificar... LOL
Ainda prestas atenção a comentários anónimos?
FUCK THEM!
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