As minhas amizades bem sabem porque não corro à maternidade: não estou preparada. Basicamente parece que não estou preparada para coisa nenhuma? É verdade. Sou uma coninhas. E não estou preparada para uma série de coisas como gritos que me consomem a paciência e birras por motivos estúpidos. Eu sou uma pessoa extremamente racional e espero que os meus filhos chorem quando têm motivos para isso, não quero que aconteça por tudo e por nada e por coisas estúpidas como tiraram-me o brinquedo. Eu quero que a minha criança pense que se já não tem aquele brinquedo, vai buscar outro. Sem piar. Como não tenho garantias de vir a ter crianças extremamente racionais e inteligentes, deixo-me estar quieta por enquanto.
Já diz a minha amiga vizinha, com voz grave e pesada, que os meus filhos vão andar na tropa! Comenta que os filhos dela nunca jantam tão depressa como quando lá estou a fazer a ronda pela cozinha, de cara séria, controlando o ponto da situação de braços cruzados. Já a K. diz que vai ter pena dos meus futuros filhos. E eu compreendo.
Mas isto para contar que fui ao jantar de anos em casa da minha amiga vizinha, onde estavam 3 crianças que lutavam pelos mesmos brinquedos. Se uma desistisse, também desistiam e iam lutar pelo novo brinquedo (são estas cenas que eu acho pouco racionais e me dão cabo dos nervos, ainda que lhes dê muito amor quando calmos).
Isto aconteceu, nomeadamente, com um balão amarelo. Balão esse que estava pintado de verde com uma caneta, onde todos punham as mãos que depois levavam à cara para afastar as lágrimas e ali nasceram lindos monstros com a mesma cor do Shrek. Verdes.
A mesa estava linda, os adultos tentavam degustar uma belíssima sopa de cogumelos e cebolinho, as crianças berravam, a aniversariante tinha calores, soprava de nervos, os adultos diziam coisas como deixa lá brincar, empresta o balão, deixa lá que já devolve, e cenas que não levam os putos a lado nenhum porque não são racionais (lá está!) e estão-se a cagar. Era tal a força que faziam por um balão que ficavam vermelhos de fúria, choravam desalmadamente, desiquilibravam-se, ameaçavam vomitar o jantar e iam dando encontrões na mesa tão bem posta.
Olhei para o Poisoned Apple Man do outro lado da mesa, por onde passava o balão:
- Dá-lhe com o garfo! Aproveita agora!
PUM!
Problema resolvido. Sou assim: nunca me concentro no problema, mas na solução.
Vou ser uma mãe horrível.
11 caroço(s):
Nop, não vais não. Eu furaria o balão em 2 segundos e as minhas filhas que ficassem no chão a berrar. Levariam um pontapé cada uma e calar-se-iam logo. E eu sou uma bruta, dou palmadas e berros e elas adorammmmmm-me.
Ah, eu também odeio os filhos dos outros. Com os teus vais ver o mundo mais cor-de-rosa.
As crianças exactamente por serem crianças não têm pensamento racional. Podem é ser mais ou menos educadas/mimadas.
Ahahahahahah! És genial :D
Ainda vais ficar surpreendida contigo própria ao descobrires que vais dar uma boa mãe =)
Ahahah!
Talvez... Talvez... Ou não!
Maçanita, e o post sobre a Bimby?
Snif, snif, qualquer diga escrevo para o consultório culinário, que a maça abrirá só por causa da minha insistência...
é que a acho uma pessoa muito prática e esclarecedora, por isso queria ouvir a sua opinião sobre esta máquineta fantástica e horrivelmente cara.......
Eu não tenho paciencia para miudos mal educados e pais permissivos...parece que ficam ali pasmados a olhar enquanto os miudos destroem tudo á sua volta...
Como te compreendo!
As crianças são a melhor coisa do mundo!
Concordo com a Juanna, "odeio os filhos do outros...mas com os teus vais ver o mundo mais cor de rosa".A minha filha bate em toda a gente, tem um feitio especial, se vieres falar com ela na rua não vai concerteza dar-te logo um beijo, levas é uma chapada, estou a tratar da situação mas quando se trata de feitio é um problema domar as crianças. Ela não faz o que quer se eu digo NÃO É NÃO não importa que chore, a minha berra e esperneia-se no chão outras vezes não faz nada, depende dos dias.E SO TEM 15 MESES!!! Desde que ela começou a queres mexer em tudo(10 meses) eu comecei a ensiná-la, nunca me importei de lhe dar uma nalgada ou dar umas palmadas nas mãos, sacudir o pó nao adianta eles têm que sentir!há gente que não é de acordo com isso mas 1º eu não lhe bato simplesmente lhe ensino assim, se resulta? RESULTA SIM... baste eu chamar por ela e ela obedece. lol.
Quando chegar a tua"hora" apercebeste, eu senti que me fazia falta alguma coisa, e fazia mesmo, é perfeito!É amor mesmo entendes?
É amor, amorzão mesmo, Patrícia tens toda a razão. E sacudir-lhes o pó sempre e quando o momento o exija é saúdavel. Não falei em surras, ok? Mas uma palmada na mão quando cospe a comida ou se atira para o chão aos gritos faz... milagres!
Eu dizia exactamente o mesmo antes de ter uma filha com agora 4 meses.... É um amor tão puro e tão intenso que nem se pode explicar. Só tenho pena de ter esperado até aos 38 anos para a ter.
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