28.4.10

Verdade #61

- Estás a morrer de saudades? - perguntou a minha mãe de sorriso na cara e cheia de curiosidade em saber como estavam a ser os meus dias longe do homem.

Comecei por fazer um silêncio, mas depois respondi, com ar de escândalo - oh mãe! Isso não se pergunta!

- Não? Por quê?!!

- Porque são coisas do foro íntimo!

Isto sou eu, no meu eterno problema em assumir fragilidades. Prefiro ser durona e até aparentar um rasgo de insensibilidade. Assumir é que não.

27.4.10

Já?

Meio milhão de visitas, a este blog, já ninguém tira!

Obrigada! :)

26.4.10

Goodbye fuck

Não compreendo. Não consigo compreender a razão do sexo de despedida, mas parece que não é tão raro como isso.

Um amigo que estava para se divorciar contou-me que a mulher, já separados mas ainda a viver na mesma casa, a dormir na mesma cama e apenas a ultimar os preparativos para que cada um seguisse com a sua vida, lhe pediu uma "queca de despedida". Expressão horrível. E para quê?, perguntei. Não sabia responder e encolheu os ombros. Mas ela insistiu e insistiu, fez daquilo um demónio e ele, lá acedeu. Fraco, foi o que lhe chamei. As razões para este divórcio foram a saturação, extinguiu-se o amor que existiu por mais de uma década, ela perdeu o significado que tinha. Dramas que qualquer um de nós gostaria de poder controlar, mas não conseguimos. Ele próprio tentou dar a volta e não conseguiu. Marcou-se um ponto final.

Mas se ela não te diz nada, se só tens um carinho por ela, como deste ordens ao dito? Explicou que aproveitou a tesão do mijo, logo pela manhã. Motivo: para que percebesse que não havia terceiras pessoas envolvidas. E como é que uma mulher se sujeita à tesão do mijo? Não sei, não me perguntem a mim. Ao investigar, percebi que são muitas mais do que eu pensei, as mulheres que solicitam uma goodbye fuck.

Um pedido destes é o fundo do poço, é a memória de que a última vez foi o pior sexo de sempre (tem de ser!), é o desespero sem nome, é o "pode ser que não me abandone porque até lhe dou sexo fora de tempo", é o vazio e a tristeza de saber que esta é a última vez que é tocada e beijada por aquele homem de quem continua a gostar mas, já fez saber, não a quer mais.

Quando penso nas implicações disto, significa inclusivé pôr-se a jeito para que seja perdido algum respeito. Eu perdia! Afinal, ela mostra que o quer de qualquer forma, mesmo sabendo que ele não a quer. Ao perguntar o que pensava ele sobre isto, encolheu os ombros mais uma vez e respondeu qualquer coisas como um "estou-me a cagar". Era indiferente, só queria arrumar as botas e ficar sossegado. Ele não queria, mas como ela fez daquilo um cavalo de batalha, tornou-se num "então toma lá mais um bocadinho do meu pénis, mas calas-te". Ou pelo menos é assim que leio as coisas. Portanto, mudanças consequentes de um pedido destes, a haver, são sempre más. Os desiquilibrios nas vontades nunca foram bons para ninguém.

E assim procurou ela contentar-se com cerca de um minuto e meio de sexo, cornometrado pelo próprio, que se fez chegar ao clímax num instante. Ela nem teve tempo para aquecer, contribuiu para a sua própria infelicidade e desgosto e levou no meio das malas uma memória que nenhuma pessoa deveria querer para si.

Soube de outros casos que pela extensão da sua história não consigo contar. Já pediu uma goodbye fuck? Explique-me, por favor, que me ultrapassa. Gosto de perceber além do óbvio. Eu compreendo o desespero, a tentativa de fazer qualquer coisa, mas todas sabemos que não se pode, literalmente, fazer qualquer coisa. Sabemos que há que olhar a meios para atingir os fins e, ainda que nos passe pela cabeça, sabemos que um homem (ou mulher!) não volta atrás por causa de mais uma noite de sexo. Logo, a racionalidade devia impedir um pedido destes mal-pensado. Digo eu.

24.4.10

Do you remember? #98



Kate Bush - Wuthering Heights- 1978

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

23.4.10

11 dias

Estás longe, perdido no meio da areia do deserto, perto de um povo em que não confio, numa viagem que me deixa o coração nas mãos. Não aguentaria que me faltasses. São onze os dias que nos separam e nunca tantos dias nos separaram desde que te debruçaste sobre mim para me dares o nosso segundo primeiro beijo. Sim, o segundo, porque no primeiro beijo eu tinha 17 anos, lembras?, aquele que te fez apaixonar por mim e assim te mantiveste em segredo. Pensaste que não era mulher para ti, demasiado despachada. Sabia mais que tu, mas ao contrário da tua impressão mal calculada, o destino ditaria que nos encontrássemos mais tarde e inesperadamente no coração, nas veias, no pensamento, em todo o lado.

Ainda não passou nem uma semana e a distância geográfica e temporal não tem mal, aceito-a calmamente. Há um lado da saudade que é bom e nos deixa ver sentimentos com outra luz. É que ela, nos nossos contactos diários dizem-me que os dois, nós os dois juntos, temos aquilo que muita gente procura uma vida inteira. Frases de mel que enjoam os mais descrentes, frases de mel que me adoçam a vida e me fazem sentir, finalmente, feliz.

21.4.10

Os homens são parvos... e teimosos!

Gosto sempre das frases que começam por "os homens são parvos..." Nada como dar início a uma argumentação com grandes máximas. Pois bem, me'home preparava-se para partir naquela estrada numa viagem de homens, motas, deserto e alguns camelos, sabendo que provavelmente não haveria como (nem quereria) lavar os trapos com sabão azul e branco. Ora então, vai de comprar cuecas em barda, t-shirts, meias e outros bens de primeira necessidade.

Com um saco cheio de cuecas em casa, eu disse (atenção à expressão "eu disse"!): não cortes as etiquetas qua ainda fazes buracos nas cuecas. Amanhã trato disso.

No dia seguinte cheguei a casa e, com ar de criança que usou as canetas novas em cima do sofá, comunica-me: fui a cortar a etiqueta de umas cuecas e fiz um buraco.

#$%&/=#%$&/!!!

MAS EU NÃO DISSE PARA ESTAR QUIETO??! Perco anos de vida. Eu não aguento. Eu não mereço.

Homens deste país, larguem de ser parvos. Quando uma mulher diz não mexe, é para não mexer! As vossas mulheres sabem o que dizem, não falam só para deixarem de estar caladas. Elas conhecem-vos e à vossa destreza de dedos com nós. As mulheres são visionárias, têm sexto sentido, não desafiem as leis mais elementares do universo. Não respeitam e depois habilitam-se ao "eu já sabia!". É que nós mulheres sabemos mesmo, não é a brincar.

Adivinhem quem é que teve de coser o buraquinho das cuecas, quem foi?

19.4.10

Já tenho bilhetes de avião para aqui!

E para aqui!


Ah! E para aqui!

E para aqui também!

E os carros também já estão reservados!

Uma road trip once in a lifetime faz-se em quanto tempo? Eu respondo: muitos! :)

17.4.10

Do you remember? #97



Alphaville - Big in Japan - 1984

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

16.4.10

Como fazer uma relação funcionar #2

Ora então, depois de um primeiro post com este título, percebi que a minha relação dá muito que me ensinar. Assim sendo, na partilha, surge esta nova rubrica com um nome que tudo indica!

Estava o me'home noutra ponta do mundo e eu largada à chuva da capital, em casa, quando conversávamos através do skype.
- Temos um novo candeeiro no corredor! Queres que te envie fotos? - desconfiado, naturalmente desconfiado em tudo o que eu possa adquirir para a casa sem a sua supervisão, lá acedeu.
A foto é esta. Um candeeiro lindo, maravilhoso de luz muito baixa, com tons amarelo alaranjado que deixa o corredor com ar de Natal. Expliquei que este candeeiro já estava em minha casa há muito, o que fez subir o nível de desespero do homem. Eu sei que ele estava a pensar "pior ainda!".
- Então, não gostas?
- Errr... não é não gostar...
- É detestar?
- Não é isso, é que...
- Habituas-te!

Caríssimas leitoras, o segredo é capar um homem pela raiz. Basta o tom certo e, nas entrelinhas, a mensagem mais importante: não há margem para negociações.

O candeeiro permanece no corredor.

14.4.10

Não procurem mais...

... Princess Poisoned Apple got a job!

Na verdade, este trabalho veio ter comigo no mesmo dia em que soube que não iam levar-me aos quadros da empresa - foi só fazer uns telefonemas - mas andei a fazer-me de difícil. Mas como é mesmo muito giro e marca o meu regresso como Relações Públicas (que é mesmo o que gosto de fazer), aceitei!

Mas nada temam piquenas, a ideia do negócio de depilação a laser continua de pé!

PS - Obrigada aos estimados/as leitores/as que me enviaram links para anúncios de emprego. Uns queridos!

Correspondência #1

Preciso de miminhos, é o que te digo com frequência. E tu dás. Mas não sabes como dar mais e perguntas do que é que preciso exactamente. E passas-me a mão nas costas como se eu fosse o gato. Já sabes onde colocar a mão, levantando a camisola e brincar com as impressões digitais na minha pele. Nunca deves ter visto ninguém tão carente. É que eu preciso de miminhos todos os dias. E não sei responder exactamente do quê ou a razão para tal, só sei que preciso. Mas os meus preferidos são assim, como os daquela manhã. O milhão de beijinhos dados na minha bochecha quando ainda dormia e as festinhas no braço, durante a minha ronha, comigo perdida entre o mundo do sono e o mundo tenho-de-acordar, com o despertador já perdido no meio dos lençóis. Não estava cá nem lá e tu não te importaste com isso. Deste miminhos porque querias. E só por isso sabe muito melhor.

12.4.10

"Esse é meu!"

Ah, confessem, já faltava algum humor escatológico nesta pérola da internet!

Pois eis que há uns dias descobri das piores coisas que se pode fazer a um homem. Depois de uma sessão de castanhas assadas, o nosso quarto caminhava para a construção de uma verdadeira câmara de gás de Auschwitz. Começou ele a rir às gargalhadas, deliciado com a bomba atómica que acabava de largar, quando expliquei:

- Não é teu, é meu.
- É teu???! - e logo ficou de trombas, me chamou de porca, indecente, que não se fazia, sugeriu que me dirigisse ao WC e outras coisas que não lembro.

A sério, não façam isto a um homem, é o mesmo que retirar-lhe a virilidade em três tempos, cortar o cabelo ao Sansão, dizer que não passa de um picha-mole e capá-lo com uma pedra de calçada portuguesa (magnífica expressão do Piston).

8.4.10

Questões pertinentes #24

A coisa começa a tomar forma.

E então, quem é que a partir de Setembro começaria a fazer a depilação a laser alexandrite comigo? Hum?

7.4.10

Verdade #60

Tenho a perfeita sensação de que estou a viver os melhores anos da minha vida*

*mesmo que desempregada a partir de hoje.

5.4.10

Amor, pequenino e em forma de feltro

Quando cheguei a casa, estoirada e a atirar para o mal-disposta, ele perguntou de sorriso rasgado:

- Já viste se o quarto tem alguma coisa diferente?

E foi para lá que fui, com os meus saltos a bater no chão, com o best of mau feitio, já a pensar "se calhar fez a cama e eu devo dar cambalhotas de alegria... humpf!"

Cheguei ao quarto. Nada de novo. Tudo na mesma. Olhei à volta, alguma coisa tinha de estar diferente. Até que me aproximei da cama e lá estava, em cima da minha almofada, no lado direito da cama.


E assim me passaram todos os nervos do trânsito e do dia de trabalho. Às vezes basta o mais simples gesto e tudo muda até à hora de deitar.

4.4.10

Coisas de Páscoa


Faziam-me assim quando era pequenina. Agora que sou crescida continuo a fazê-lo :)

3.4.10

Do you remember? #96



Starship - Nothing´s Gonna Stop Us Now - 1987

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

Do you remember?

É com muita tristeza que comunico que, ao que parece, esta rubrica vai ter de acabar.

O Youtube retirou os embed codes, o código que me permitia colocar os clips de música no blogger. Até ao momento não consegui dar a volta a esta situação. Se alguém souber como o fazer, chegue-se à frente que eu agradeço!

2.4.10

Consultório #22

Ele estava com ela há um ano. Traiu-a. Como se não bastasse, engravidou a outra. Ou a outra deixou-se engravidar, não interessa.


"Olá,

toda esta história é absolutamente lamentável, mas eu tendo a acreditar que isto só acontece com quem não presta e/ou não gosta verdadeiramente de si. Ou seja, acredita sinceramente que se este fosse um bom homem para si, a tinha traído e engravidado outra mulher? E vamos entender que sim, que até não tinha mal nenhum e o perdoava, ele ficava com a outra? Minha querida, procure outro prisma desta história, nem sabe do que se livrou!

Há males que vêm por bem, disto tenho a certeza. E também acho isso aconteceu consigo. Eu não quero nem imaginar a dor de saber que alguém que gostamos vive agora com outra pessoa, que vai ter um filho, que consome o tempo que deveria ser nosso, que nos levou a felicidade, mas e daqui a um tempo? E daqui a um ou dois anos? Quem vai estar bem é você e vai contar-me o que é feito dessa gente.

A outra conseguiu o que queria, pensa ela. Vai ser traída, vai perdoar porque tem um filho e ele vai voltar a fazê-lo porque não gosta da vida que tem, não gosta dela, precisa de um escape. E isto vai ser uma espiral de loucura até que a criança tenha alguma idade e se separem de vez.

Ele, é um pobre de espírito, um coitadinho, cobarde que não há palavras. Sabe, conheço um homem que deu umas voltas com uma mulher durante 15 dias. Ao fim desses dias não se suportavam e ela apareceu a dizer que está grávida. É preciso dizer que para 99% dos casos, só engravida quem quer e a sua situação não será excepção, como não foi desta. O que esta mulher queria era dinheiro (ele vive muito bem), lá levou algum, não muito, a criança nasceu e falam apenas aquilo que é necessário. Ou seja, nenhuma criança morreu porque os pais vivem separados, logo não é obrigatório. Ele poderia ter feito o mesmo consigo, se estava disposta a recebê-lo na mesma.

Se ele não está consigo porque não pode, porque sente obrigação, porque ela diz que o proibiria de ver a criança, porque existe pressão da família, seja qual for a razão, não importa. Mesmo quando ele diz que se sente infeliz e que não quer este filho, não importa. Não se agarre aos pequenos pormenores, quando aquilo que importa é o todo. As mulheres (ou homens!) têm de cingir o pensamento ao óbvio e racional: ele está? Não. Podia estar? Podia. Então se não está é porque não quer. E isto é o que interessa.

Pelo amor de Deus deixe de fazer cenas de rua à porta dele, não acrescentam nada à sua vida e deixam-na muito mais fragilizada, para não falar no arraso psicológico e na falta de auto-estima que deve sentir depois desses momentos. Deixe de o procurar e se por acaso se cruzar com eles na rua porque vive numa cidade pequena, olha em frente, finge que não viu. Já toda a gente fez isso! Você não tem de ter vergonha de nada, até porque não foi quem comprometeu o resto da vida com uma asneira!

Não lhe peça para acabar a relação na sua cara em vez de ser por sms. Eu compreendo a necessidade, como se ouvir todas as palavras a fizessem desistir da relação, mas isso não vai acontecer porque lhe falta o tempo de luto. E esse, não vou mentir, por vezes é realmente longo. Mas passa. E o melhor disto é que terá a oportunidade de encontrar alguém decente, no lugar desse mentecapto que a trairia a vida inteira. Ele nem se preocupou com o uso de um preservativo denunciado a falta de respeito e de cuidado para consigo! Acredite, continuará a semear filhos por outras mulheres. Imprima este e-mail e logo me dirá! É tão típico...

E não peça para acabar consigo na cara porque ele quando não o faz, sabe muito bem o que está a fazer. Vê o seu desespero, sabe que caso a vida dê uma volta inesperada tem um lugar para voltar. Aquilo que ele quer, é manter o seu sofrimento, manter o seu sentimento e vontade de retorno, para que em qualquer eventualidade possa regressar à relação consigo. Não permita isso, mas só vai conseguir se promover um verdadeiro afastamento.

Isso significa não trocar palavra, não responder a mensagens, apagar das redes sociais, seguir em frente na rua, significa agir como se ele não existisse. No início custa, depois torna-se um hábito e depois pergunta-se o que viu nele, um pobre coitado com um rancho de filhos, de mães diferentes e com todo o dinheiro que ganha levado pelas pensões.

Sempre achei que para trair, o que custa é a primeira vez. Quando isso acontece, nunca mais acaba. Por isso não vale a pena perdoar, acaba sempre por existir uma reincidência, nem que seja ao fim de alguns anos. Quem se permite uma vez, permite várias. E os homens (ou mulheres!) que sabem que podem cometer este erro, que depois têm é de aturar uma má fase com problemas mas que acabam sempre por ser perdoados, então esses serão os maiores reincidentes. É essa a imagem que quer que ele tenha de si? «Eu meto os cornos as vezes que quiser e ela acabará por me perdoar, porque não vive sem mim».

Nenhuma relação resiste saudável à dependência, você não seria feliz. Seja durona! Revolte-se! Faça aquilo que ele nunca espera que faça: abandone-o como ele fez consigo. E não é para o castigar, é por si, é para superar a dor e vir a estar disponível para um novo amor que a trate bem. Importe-se consigo, ponha-se em primeiro lugar. Se não se defender, não será certamente ele a fazê-lo por si. Por muito triste que seja, a verdade é que ele não se importa consigo, está-se a colocar em primeiro lugar. E você devia fazer o mesmo, urgentemente, senão essa dor nunca mais acaba.

Gostava de ter melhores palavras para lhe dizer, mas as minhas palavras são sempre estas: se não presta, põe-se de lado. Nós mulheres sabemos (quase) sempre quando um homem não presta. A questão está na coragem de os mandar ir dar uma volta. Custa horrores, eu que o diga, mas é sem dúvida a opção mais saudável. Nunca me arrependi.

Beijinhos"