7.12.10

Da revolta de alguns

Eu não me importo que haja quem queira casar virgem, que acha que o sexo é sujo ou quase sujo, que haja quem condene o divórcio porque o casamento é para toda a vida, independentemente da felicidade ou infelicidade dos intervenientes; não me importo que haja quem suspire de raiva contra o casamento homossexual e quem ameace imolar-se se os gays algum dia, neste país, puderem vir a adoptar crianças. Não me importo que haja quem seja contra o aborto, a eutanásia e a doação de sangue por homossexuais.

O que eu me importo é que porque uns gostam, todos têm (ou deviam) gostar também. Caso contrário, é errado. É mais ou menos como se todos gostassem de carne e, por isso mesmo, ninguém pudesse comer peixe ou tivesse de fazê-lo às escondidas, noutro país, longe da vista dos que pensam de forma diferente.

Em suma, o que eu me importo é que aos outros não seja dada liberdade de escolha, independentemente daquilo que preferimos para nós.

E da revolta, às vezes, nascem campanhas geniais, como está que chama o devido nome à Igreja: irresponsáveis. Aleluia.

Nota: para quem não domina espanhol, é uma pena que não percebam os trocadilhos presentes neste vídeo!

4 caroço(s):

busycat disse...

ora bolas

Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais Life Teen, Inc..

NightOwl disse...

Na maioria das vezes concordo com o que escreve. Muito me distrai num dia normal de corrida. Hoje, depois de procurar o vídeo que tentou partilhar, fiquei triste.
Por bem, veja a resposta de uma instituição católica a esse vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=pgWBx8lb9WQ

São reais os dados nele divulgados.
Pense nisso.

asmo lündgren syaliot disse...

para quem não domina panhol, é uma pena que não percebam os trocadilhos presentes e passados neste vídeo,
só que
filme mudo tem trocadilhos?

podia ser por linguagem gestual

mas o filme parece-se com o mineiro sem iluminação
numa mina de carvão

Anónimo disse...

Não concordo com o seu post. Aqui não há anjos nem demónios, mas a Igreja Católica tem tido um papel fundamental em apoiar os países que realmente sofrem com esta doença, procurando dar-lhes de comida, ajudá-los na medicação, e contribuir para que os filhos de seropositivos não nasçam infectados. O que é que os governos têm feito de concreto? É mais fácil atacar os outros do que nos defendermos, e isso é o que os políticos sabem fazer melhor.