Lá começou o homem a ditar que não precisávamos de copos para nada, que os que temos chegam perfeitamente, mas eu também não preciso de uma oliveira dentro de casa e ele quer. Afirmou que não ia dar a ninguém os copos manhosos nem os ia deitar o lixo.
Ora, nós mulheres sábias sabemos bem como nos livrarmos de uma peça de vidro da qual não gostamos. E é aqui que entra a minha gargalhada de bruxa. Tudo bem, os copos vão começar a escorregar-me das mãos. Brindou-me com o silêncio de quem sabe não ter remédio e o assunto ficou esquecido.
Poucos dias depois abri o armário e vejo um dos copos rachado de alto a baixo. Estranhei que o Poisoned Apple Man não tivesse reparado, pois tinha sido ele a tirar a loiça da máquina. Deitei-o no lixo e fui à minha vida, não sem antes pensar com um sorriso: já é menos um!
Já eu estava deitada quando ele chegou a casa, passou pela cozinha e teve de ir ao lixo. Entrou no quarto:
- Então, já começaste a partir copos?
- Não fui eu!!!
- Não. Fui eu.
Triste destino o meu.
Já eu estava deitada quando ele chegou a casa, passou pela cozinha e teve de ir ao lixo. Entrou no quarto:
- Então, já começaste a partir copos?
- Não fui eu!!!
- Não. Fui eu.
Triste destino o meu.
2 caroço(s):
É verdade, nós mulheres temos esta vantagem, escapam-nos coisas das mãos de que não gostamos ou embirramos.
Mas na Oliveira estou com ele, adoro.
Um beijinho e veja lá não se corte nos vidros dos copos.
Uma oliveira em casa? E quem apanha a azeitona?
Enviar um comentário