"Olá Maçã!
(...) A minha mãe é testemunha de Jeová, eu fui criada nessa religião. Conheci lá o meu primeiro namorado sério e casei com ele quando tinha 22 anos. Devo dizer que segundo essa religião não se pode ter sexo antes do casamento, por isso casei muito nova. Passado mais ou menos um ano de nos termos casado, fomos deixando a pouco e pouco de nos associar nessa religião, até que deixámos mesmo de ir, e começámos a ter uma vida "normal". Começámos a ir a discotecas e beber o que nos apetecia, fumámos uns cigarros para experimentar, etc etc (tudo o que mencionei anteriormente é proibido pela religião) (...) Fui muito feliz no meu casamento, até que um dia descobri que ele andava com outra. As coisas acabaram e neste momento estamos divorciados.
(...) A minha mãe é testemunha de Jeová, eu fui criada nessa religião. Conheci lá o meu primeiro namorado sério e casei com ele quando tinha 22 anos. Devo dizer que segundo essa religião não se pode ter sexo antes do casamento, por isso casei muito nova. Passado mais ou menos um ano de nos termos casado, fomos deixando a pouco e pouco de nos associar nessa religião, até que deixámos mesmo de ir, e começámos a ter uma vida "normal". Começámos a ir a discotecas e beber o que nos apetecia, fumámos uns cigarros para experimentar, etc etc (tudo o que mencionei anteriormente é proibido pela religião) (...) Fui muito feliz no meu casamento, até que um dia descobri que ele andava com outra. As coisas acabaram e neste momento estamos divorciados.
(...) Segundo essa religião, o facto de não se ir lá, ou de não ter associação, não anula o facto de lá se pertencer, ou seja mesmo que não se vá lá há anos, as regras têm de ser cumpridas, correndo o risco de se ser expulso. Esta expulsão não teria a conotação negativa que tem se as pessoas que conhecemos, que são da mesma religião, não tivessem de deixar de nos falar. Por exemplo, imaginando que uma amiga minha (Testemunha de Jeová) me visse na rua e eu tivesse sido expulsa ela nem «Olá» me diria.
Isto para dizer que o meu ex-marido foi expulso da religião, e agora está a vingar-se de mim indo contar tudo o que terei feito de "mal", para que possa ser expulsa também. Inclusivé tirou-me fotos a fumar e de quando saí com um amigo mais especial. Sinceramente apetece-me escrever uma carta para que não me considerem mais associada áquela religião, mas isso significaria o maior desgosto da vida da minha mãe (que passaria a ter uma relação limitada comigo), e também implicaria que uns tios e primos meus deixassem de me falar ou de até me receberem em casa.
(...) Tenho saído de há 3 meses para cá com um rapaz. Ele tem sido super querido para mim, já lhe contei o que se passou comigo, mas parece que não me consigo "atrever" a ter uma relação com alguém. Fui traída, trocada, e isso afectou a minha auto estima e a capacidade de confiar nos outros. Há alturas em que ele quer algo mais, quer um compromisso digamos e isso assusta-me. Tenho medo que me firam de novo os meus sentimentos e que volte a sofrer. Eu sei que as pessoas não são todas iguais e que não podemos catalogar todos do mesmo modo, e ele tem demonstrado ser uma pessoa que só me quer ver bem, no entanto, não me consigo entregar totalmente e fico sempre de pé atrás... (Devo dizer que este tipo de comportamento é também um pecado, visto que só deve existir namoro tendo em vista o casamento). Por vezes acho que me magoaram de tal forma que nunca vou recuperar, que nunca mais ninguem conseguirá entrar de verdade no Mundo e que não me vou conseguir entregar a alguém.
Passámos o último fim-de-semana juntos e devo dizer que foi fantástico, mas no Domingo à noite quando regressei a casa, comecei a pensar que não podia estar a gostar tanto dele, e então comecei a dar-lhe o tratamento do silêncio, estive a 2ª e 3ª quase sem lhe falar, não porque não me apetecesse, mas porque não queria ficar tão agarrada a uma pessoa, como fiquei depois do fim-de-semana que passámos. Mas o melhor de tudo isso, é que ele esteve sempre em contacto.
(...) Outra coisa que se passa, é que muitas vezes acho não estamos em pé de igualdade. Eu acho-o um rapaz super interessante: inteligente, culto, muito bonito com um corpo perfeito, sabe conversar, sabe cozinhar, é atencioso, carinhos... e fico a pensar que não estou ao mesmo nível, como se costuma dizer «areia a mais para a minha camioneta». Chego a ir na rua com ele e pensar que as pessoas à volta pensem: mas o que é que aquele jeitoso faz com aquela?? (...)"
Olá XY
Começo imediatamente por lhe dizer o seguinte: a XY é uma pessoa inteligente, é de caras, mas encontra-se submersa num mundo com o qual não se identifica e tem dificuldades em sair dele, pelas razões óbvias.
Eu não sabia que ser testemunha de Jeová implicava tudo isso: não ter liberdade de pensar por si próprio, não ter liberdade de tomar uma decisão, ter regras para tudo, até para ter uma opinião. Com todo o respeito, e por favor não se ofenda, ser testemunha de Jeová é ser-se inútil, é não ter personalidade, é colocar de lado qualquer firmeza e determinação pessoal, é viver sob as regras das quais se desconhece objectivo. Com isto, quero dizer-lhe que estou completamente do seu lado.
As religiões assentam (ou deveriam assentar) em princípios que procuram tornar o mundo um sítio melhor, mas as testemunhas de Jeová promovem o estigma, a expulsão, a falta de diálogo, de compreensão, as pessoas não são livres de ser elas próprias, de falar e amar quem o coração manda, apenas quem a religião permite. Estou enojada.
A XY, provavelmente viveu sob esta "bolha" a vida inteira, não tem culpa. No entanto, ainda que acredite que não, safou-se. Está apenas com dificuldades em gerir isso e dar a conhecer quem é. Aquilo que a XY e o seu ex-marido fizeram ao fim de um tempo de casados (sair à noite, fumar, etc.) foi, simplesmente, viver. Imagine-se! Foi descobrirem-se num mundo normal, foi encontrarem quem verdadeiramente são, a vossa personalidade, vontades e aquilo em que acreditam, que não é claramente ser testemunha de Jeová.
Lamento o desfecho do seu casamento, mal tal aconteceu porque também ele nunca tinha vivido nada. Vocês os dois viveram "presos" todo o tempo da vossa vida, nas idades em que mais teriam para descobrir e conhecer. Não é que considere correcto o que ele fez, mas parece-me que era de esperar. Tenho para mim que foi algo que não conseguiu controlar. Ele devia estar sedento de realidade, cansado de viver afogado em obrigações estúpidas. Eu não imagino a angústia de viver assim! Quem não vive, quem não se descobre na altura certa, acaba por cair nestes erros. O mesmo acontece com homens (e mulheres) que casaram praticamente crianças e um dia descobrem que existe mais vida além daquilo que conhecem, lá para os quarenta e cinquenta anos. E depois fica tudo muito surpreendido e o mundo acha que enlouqueceram.
Acho muito triste e lamentável que ele procure prejudicá-la por ter sido expulso da religião, algo que também era de esperar. No que toca ao seu ex-marido, à sua mãe e restante família, só tem uma solução: diálogo. E muita paciência e argumentação! Ao ex-marido, toque-lhe no coração, faça-o ver o que perderam uma juventude inteira, lembre-o que não tem culpa da sua frustração, que nada vai ganhar com isso, seja o mais sincera possível. À sua mãe (e restante família), por muito que possa ficar magoada, é dizer que na relação com ela nada mudará, mas que cresceu, tornou-se mulher e adulta, tomou opções de vida e não pode continuar ligada a algo que não acredita e que até agora manteve apenas porque é sua mãe. Depois desse "anúncio" é entregar a carta em que abdica de uma vida controlada por regras, medos, angústias e ansiedades. Sim, porque é isso tudo que sofre neste momento e é tudo provocado por essa religião. O poder de argumentação vai ser fundamental. A sua mãe tem de perceber que a S. é e vai continuar a ser a mesma pessoa para ela, mas vai ser livre, vai passar a viver sem um peso sob os ombros, vai poder respirar e ser genuína.
Prepare-se para todo o tipo de reacção, mas lembre-se sempre que as pessoas que gostarem realmente de si vão querer estar consigo, independentemente do que ditam as regras. Para alguns, talvez seja necessário que algum tempo passe. No entanto, lembre-se também que não vale a pena ficar triste por alguém que não fala consigo por regras inventadas por sabe-se lá quem, até pode ser o Diabo! Ser testemunha de Jeová é promover o mal estar entre entes queridos, caramba! É indiferente se alguém se afasta de si porque é obrigado a tal (fraco) ou porque não quer mesmo. Para qualquer das hipóteses, são pessoas que nunca lhe vão ensinar nada ou trazer algo de bom, são gente tacanha, diminuída, desprovida de personalidade. De que serve essa gente na nossa vida?
(...) Use o seu poder de argumentação, agarre as pessoas pelo coração, faça mostrar que acredita noutras coisas mas que nas relações nada mudará, pois há muito que pensa assim e ninguém teve razão de queixa até ao momento da verdade. É adulta, seja também individual, tenha uma opinião própria, deixe de viver no meio da "carneirada" se é essa a sua vontade.
No que respeita ao novo rapaz que apareceu na sua vida, pelo que conta, parece realmente querer estar consigo. Seguros, só para os bens materiais e mesmo esses dão problemas. Olhe para mim e para o que leu no blog, passei tanto tempo a bater com a cabeça, arrisquei e deu certo. Quando pensar no que pode vir a sofrer, lembre-se também do que pode estar a atirar pela janela. Dê tempo ao tempo, seja sempre honesta, confesse os seus receios. Se ele for boa pessoa e gostar mesmo de si, vai respeitá-la e quando der por si tem uma relação normal, de gente normal. Estas coisas são uma questão de tempo e de lembrar o coração de que também temos direito a ser amadas. E deixe-se de coisas, não se subestime! A XY é uma mulher inteligente que no meio de uma educação lamentável conseguiu ver outras luzes. Isso, não é para todos. Não há ninguém com demasiada areia para a sua camioneta.
Achei o seu e-mail extremamente interessante. Mas que nenhuma testemunha de Jeová me apareça pela frente enquanto me lembrar o que são obrigados a fazer uns aos outros! Até tenho raiva. Liberte-se e escreva-me sempre que lhe apetecer. Acredito em si e na sua força de vontade. E tenho a certeza que os outros leitores também!
Beijinhos,
Olá XY
Começo imediatamente por lhe dizer o seguinte: a XY é uma pessoa inteligente, é de caras, mas encontra-se submersa num mundo com o qual não se identifica e tem dificuldades em sair dele, pelas razões óbvias.
Eu não sabia que ser testemunha de Jeová implicava tudo isso: não ter liberdade de pensar por si próprio, não ter liberdade de tomar uma decisão, ter regras para tudo, até para ter uma opinião. Com todo o respeito, e por favor não se ofenda, ser testemunha de Jeová é ser-se inútil, é não ter personalidade, é colocar de lado qualquer firmeza e determinação pessoal, é viver sob as regras das quais se desconhece objectivo. Com isto, quero dizer-lhe que estou completamente do seu lado.
As religiões assentam (ou deveriam assentar) em princípios que procuram tornar o mundo um sítio melhor, mas as testemunhas de Jeová promovem o estigma, a expulsão, a falta de diálogo, de compreensão, as pessoas não são livres de ser elas próprias, de falar e amar quem o coração manda, apenas quem a religião permite. Estou enojada.
A XY, provavelmente viveu sob esta "bolha" a vida inteira, não tem culpa. No entanto, ainda que acredite que não, safou-se. Está apenas com dificuldades em gerir isso e dar a conhecer quem é. Aquilo que a XY e o seu ex-marido fizeram ao fim de um tempo de casados (sair à noite, fumar, etc.) foi, simplesmente, viver. Imagine-se! Foi descobrirem-se num mundo normal, foi encontrarem quem verdadeiramente são, a vossa personalidade, vontades e aquilo em que acreditam, que não é claramente ser testemunha de Jeová.
Lamento o desfecho do seu casamento, mal tal aconteceu porque também ele nunca tinha vivido nada. Vocês os dois viveram "presos" todo o tempo da vossa vida, nas idades em que mais teriam para descobrir e conhecer. Não é que considere correcto o que ele fez, mas parece-me que era de esperar. Tenho para mim que foi algo que não conseguiu controlar. Ele devia estar sedento de realidade, cansado de viver afogado em obrigações estúpidas. Eu não imagino a angústia de viver assim! Quem não vive, quem não se descobre na altura certa, acaba por cair nestes erros. O mesmo acontece com homens (e mulheres) que casaram praticamente crianças e um dia descobrem que existe mais vida além daquilo que conhecem, lá para os quarenta e cinquenta anos. E depois fica tudo muito surpreendido e o mundo acha que enlouqueceram.
Acho muito triste e lamentável que ele procure prejudicá-la por ter sido expulso da religião, algo que também era de esperar. No que toca ao seu ex-marido, à sua mãe e restante família, só tem uma solução: diálogo. E muita paciência e argumentação! Ao ex-marido, toque-lhe no coração, faça-o ver o que perderam uma juventude inteira, lembre-o que não tem culpa da sua frustração, que nada vai ganhar com isso, seja o mais sincera possível. À sua mãe (e restante família), por muito que possa ficar magoada, é dizer que na relação com ela nada mudará, mas que cresceu, tornou-se mulher e adulta, tomou opções de vida e não pode continuar ligada a algo que não acredita e que até agora manteve apenas porque é sua mãe. Depois desse "anúncio" é entregar a carta em que abdica de uma vida controlada por regras, medos, angústias e ansiedades. Sim, porque é isso tudo que sofre neste momento e é tudo provocado por essa religião. O poder de argumentação vai ser fundamental. A sua mãe tem de perceber que a S. é e vai continuar a ser a mesma pessoa para ela, mas vai ser livre, vai passar a viver sem um peso sob os ombros, vai poder respirar e ser genuína.
Prepare-se para todo o tipo de reacção, mas lembre-se sempre que as pessoas que gostarem realmente de si vão querer estar consigo, independentemente do que ditam as regras. Para alguns, talvez seja necessário que algum tempo passe. No entanto, lembre-se também que não vale a pena ficar triste por alguém que não fala consigo por regras inventadas por sabe-se lá quem, até pode ser o Diabo! Ser testemunha de Jeová é promover o mal estar entre entes queridos, caramba! É indiferente se alguém se afasta de si porque é obrigado a tal (fraco) ou porque não quer mesmo. Para qualquer das hipóteses, são pessoas que nunca lhe vão ensinar nada ou trazer algo de bom, são gente tacanha, diminuída, desprovida de personalidade. De que serve essa gente na nossa vida?
(...) Use o seu poder de argumentação, agarre as pessoas pelo coração, faça mostrar que acredita noutras coisas mas que nas relações nada mudará, pois há muito que pensa assim e ninguém teve razão de queixa até ao momento da verdade. É adulta, seja também individual, tenha uma opinião própria, deixe de viver no meio da "carneirada" se é essa a sua vontade.
No que respeita ao novo rapaz que apareceu na sua vida, pelo que conta, parece realmente querer estar consigo. Seguros, só para os bens materiais e mesmo esses dão problemas. Olhe para mim e para o que leu no blog, passei tanto tempo a bater com a cabeça, arrisquei e deu certo. Quando pensar no que pode vir a sofrer, lembre-se também do que pode estar a atirar pela janela. Dê tempo ao tempo, seja sempre honesta, confesse os seus receios. Se ele for boa pessoa e gostar mesmo de si, vai respeitá-la e quando der por si tem uma relação normal, de gente normal. Estas coisas são uma questão de tempo e de lembrar o coração de que também temos direito a ser amadas. E deixe-se de coisas, não se subestime! A XY é uma mulher inteligente que no meio de uma educação lamentável conseguiu ver outras luzes. Isso, não é para todos. Não há ninguém com demasiada areia para a sua camioneta.
Achei o seu e-mail extremamente interessante. Mas que nenhuma testemunha de Jeová me apareça pela frente enquanto me lembrar o que são obrigados a fazer uns aos outros! Até tenho raiva. Liberte-se e escreva-me sempre que lhe apetecer. Acredito em si e na sua força de vontade. E tenho a certeza que os outros leitores também!
Beijinhos,
19 caroço(s):
Isso é uma situação muito complicada... ir contra a família custa mas se é essa a solução para seres feliz... força.
Uma vez li uma reportagem comprida sobre Testemunhas de Jeová aqui na Alemanha, uma situaçao que é bastante complexa uma vez que o tribunal constitucional as tem permanentemente sobre investigaçao.
O complicado com as religioes que sao também vidas, ou seja que incluem regras de vida, actividades muito regulares e um círculo social interno é que no fim quase todas as pessoas que uma pessoa conhece estao dentro daquele círculo. Isso significa que se a XY for expulsa, alguém que fale com ela pode também ser expulso, mesmo que seja a mae ou os tios.
Nao nego que provavelmente seria excelente para todos deixar esse mundo, que nao conheço suficientemente bem, mas se ela for expulsa a mae pode optar entre cortar os laços ou continuar a relaccionar-se com ela, podendo também ser expulsa. Acho que isto devia ser claro para qualquer mae, mas estamos a falar de pessoas muito dentro desta igreja, que recusariam um transplante de sangue ao filho mesmo que ele pudesse morrer (!). Se a senhora fosse expulsa perderia, potencialmente pelo menos, toda a sua rede de amigos e, pelo que descreve a XY, também familiares.
Nao acho que seja assim tao simples pedir a uma senhora, potencialmente idosa, que abdique de tudo o que acredita e de toda a sua rede de apoio (mesmo que, preciso de frisar isto, eu ache que o devia fazer sem hesitar, como mae e como pessoa inteira).
O resultado seria sempre, em quallquer um dos casos, imenso sofrimento para a mae e para a filha.
Só por isso, e nao por complacência para com a instituiçao, eu tentaria primeiro evitar a expulsao.
Conheço isto tão bem. Tenho um familiar que se apaixonou e casou com uma miúda Testemunha de Jeová. Ele não casou com uma mulher, casou também com os pais dela, com a cunhada e com todos os "irmãos" Testemunhas de Jeová, o inferno, o sufoco e a prisão duraram 7 anos.
As Testemunhas de Jeová, sei agora, preferem, ou melhor, são obrigados a deixar de falar aos filhos, a expulsá-los de casa, caso eles tentem pensar e agir por conta própria. Ainda tenho muita raiva com tudo aquilo a que o meu familiar foi sujeito.
Por baixo daquela capa de "somos tão bonzinhos, somos tão fraternos e blá blá blá", está gente doente, mesquinha, obcecada, paranóica e alucinada. O mal é alguém de fora cair na armadilha que eles montam, depois, entrando, é muito difícil sair.
Assino todos os comentários com o meu nome, mas este, por razões de índole pessoal, e porque temo pelo meu familiar, não o farei.
Não fiquei enojada, fiquei profundamente triste. O que é que a humanidade é capaz de fazer a ela própria..
e estou como a Apple:
"Acredito em si e na sua força de vontade."
Abraço.
Diana
Bolas não fazia ideia que era assim...muito mau mesmo!
E que a S* seja feliz!
Boa resposta Maçã!
Bjs
"Mas que nenhuma testemunha de Jeová me apareça pela frente enquanto me lembrar o que são obrigados a fazer uns aos outros! Até tenho raiva."
Maçã, está deixando de falar com as Testemunhas de Jeová? Está 'desassociando' elas da sua vida? Então, em que sentido você é melhor que elas?
Acho que depende muito das pessoas. A minha avó paterna é Testemunha de Jeová e o meu pai foi criado dentro dessa religião tendo, no entanto, acabado por se afastar quase que por completo (só não o faz totalmente porque tem medo de ferir os sentimentos da minha avó - que tem quase 90 anos, muitos deles passados nesta fé - ou porque alguma fé dele ficou sempre meio suspensa ali).
O meu pai casou com uma pessoa que não era Testemunha de Jeová e não foi por isso que alguma vez foi expulso, nem alguma vez a minha avó deixou de lhe falar ou lhe fechou a porta da casa dela (nem à minha mãe, nem a mim). Nunca senti sequer que fosse pressionada a isso.
Acho que, como em tudo na vida, nada é perfeito e até mesmo uma religião cujo principal objectivo é atingir a perfeição (pensamentos puros, boas acções, pregar a palavra de Deus, etc.), existem erros e falhas. As pessoas não são perfeitas!!!!
Eu adoro a minha avó - posso não concordar em tudo com ela, claro, mas não acho que seja uma pessoa mesquiha ou tacanha. Custa-me pensar que alguém a pode ofender ou agredir na rua por ser Testemunha de Jeová. Ela acredita no que acredita, por muito estranho que possa parecer à maioria das pessoas. E nunca a vi fazer mal a ninguém, muito menos à família. Enfim. É um assunto que dá pano para mangas, mas acho que só conhecendo todos os pilares da fé das Testemunhas de Jeová se pode perceber o porquê de comportamentos tão rígidos. No entanto, convém perceber que, mesmo lá dentro, há pessoas mais rígidas e com uma visão mais fechada que outras.
No fundo, têm coisas boas e têm coisas más... But don't we all?
Quanto à XY, acho que deve fazer aquilo que lhe deixar o coração mais sossegado. Eu sei - já senti na pele, muitas vezes - que é difícil irmos contra a nossa família e/ou contra muito daquilo em que sempre acreditámos como certo. O meu conselho é que abra o coração à sua mãe, diga-lhe o que sente, certamente que a ama e que, mesmo que não o diga em voz alta, a perdoa por não pensar como ela. Pense naquilo em que vale mais a pena apostar. A Bíblia diz que Deus deu ao ser humano a capacidade de livre-arbítrio. Por isso, a última decisão será sempre a sua!
Meu Deus... é assustador! eu tenho um aluna Testemunha de Jeova... e gosto tanto dela que nem me passa pela cabeça que a minha pequerrucha F possa passar por isso um dia... e logo ela que é tão inteligente e critica! até fico de coração apertado, pela XY e pela minha F.
* beijocas
Como dizia alguém isso depende das pessoas e do que nós conhecemos sobre a religião. Tenho a dizer que conheço muito bem as Testemunhas de Jeová, sei que defendem muito aquilo que acreditam e que se baseiam na biblia. Também sei que não obrigam ninguém, por isso se alguém se quer tornar um deles é a propria pessoa que o decide e sabe à partida o que isso implica. Que são imperfeitas, cometem erros não é novidade, em todas as religiões existe isso, ou não? Não existem queixas contra padres pedofilos? Isso torna-os todos iguais? Ainda hoje vi uma noticia de alguém que destruiu um centro de adoração da IURD por se queixar de o explorarem. Por isso não vejo nenhuma perfeita.
Quanto a serem pesoas tacanhas ou mesquinhas não concordo, pois conheço algumas pessoas e não vejo nada disso nelas, aliás pessoas bem instruidas e com mente bem aberta, mas não digo que não existam algumas assim, mas em que religião não existe??
Por isso querida S., se não quer ter mais nada a ver com eles é fácil, escreve a tal carta, as consequências à muito que já as sabia não são novidade, só é preciso se mentalizar para as superar. Quanto a homens, o velho ditado que "são todos iguais", não é verdade! E se não arriscar também nunca saberá se esse não era o seu grande amor.
Bjs Ana
Força S. :)
Bela resposta, Maçã!
As Testemunhas de Jeová são muito cordiais, compreensivos e bondosos para com aqueles que chegam de novo enquanto e se eles seguirem todos os preceitos, não se questionarem e não pensarem muito por eles, quando a pessoa volta a si, começa a pensar e a agir por ela, faz perguntas e quer sair, aí sim é que começam os problemas. É nessa altura que se revelam.
As Testemunhas de Jeová não admitem nem aceitam que, de repente um deles, pense de outra maneira, ou melhor, admitir que remédio, mas as represálias são a doer.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Normas_morais_das_Testemunhas_de_Jeov%C3%A1
Aqui está bem explicado as regras morais das Testemunhas do Jeová.
Cada religião teve sua modificação pelo homem, cada um interpreta de um jeito os ensinamentos, e então começam a impor a sociedade. Falar de religião é complicado. Mas falar de sentimentos e amor é mais facil.
Querida XY, se agrida menos, faça os questionamento a si própria. Por que não posso isso ou aquilo? Para ganharmos algo, temos que perder algo.
Se deseja ser plena ganhará a sua felicidade, a sua VIDA e por outro lago "perderá" ou se afastará de algumas pessoas e conceitos.
Nós temos duas escolhas ser feliz ou não ser feliz. Você escolhe o que deseja pra sua vida.
Espero que escolha ser feliz.
Grande Abraço
Mia
Acho que ela é suficientemente forte para deixar essa religião.
Ela está a condicionar a vida toda só por causa de algo que nem sequer existe, não é palpável nem real.
É uma escolha que ela tem que fazer.
Familia e religião ou a felicidade
beijinhos*
Obrigada a todas pela força. É verdade que nunca ninguém escondeu as consequências que podem advir de se mudar de idéias, e também é verdade que existem coisas boas nesta religião, apenas especifiquei este caso da "expulsão", porque era o assunto sobre o qual queria opinião, e claro que tive de explicar certos detalhos para que as pessoas pudessem compreender.
Obrigada pelas palavras de todas e principalmente à maçã pela sua resposta tão rápida e acolhedora.
XY
Acho que é muito fácil rejeitarmos e criticarmos aquilo que não conhecemos.Assim como também é fácil pegar numa religião de principios fortes e deturpá-los ou cair em excessos. Eu não sou testemunha de Jeová, mas metade da minha família é, conheço bem os principios,tive a oportunidade de me relacionar com muitas testemunhas e afirmo com convicção que foram das melhores e mais correctas pessoas que já conheci na vida. Admiro o respeito, a fé, a temência a Deus e a força que têm quando no seu dia-a-dia são insultados, escorraçados e agredidos por defenderem e acreditarem numa religião, da qual a maioria só conhece estereótipos. Durante a minha infância sempre frequentei o salão e quando decidi por minha iniciativa deixar de ir nunca fui recriminada, nunca fui olhada de lado, continuo a fazer companhia a minha mãe durante a páscoa e outros periodos cerimoniais e todos continuam a ser cordiais e amigos.Conheço inclusive o caso de uma rapariga que optou deixar a religião por ter tido relações sexuais antes do casamento e sei que toda a sua familia continua a comportar-se como antes para com ela assim como aqueles que a conheciam previamente. Tive também a oportunidade de conhecer a fundo a fé católica e os seus "praticantes" e encontro nela muito mais hipocrisia e crueldade. Contudo não critico, não me sinto enojada, respeito. E acho que é isso mesmo que falta, mais respeito e mais tolerância pelas crenças dos outros. Sobretudo acho que não devemos criticar baseados em histórias ou boatos. Pessoas boas e más há em todos lado e é sempre bom não generalizar.Para finalizar, ás testemunhas de jeová admiro acima de tudo o facto de se dedicarem, apesar dos principios rigorosos, a algo em que acreditam com todo o coração. Não existem categorias de "testemunhas de jeová não praticantes" que só servem para casamentos ou baptizados. Mas disso ninguém fala.
A Andreia e essa amiga eram baptizadas?
Sim.Era baptizada.E toda a familia dela faz parte da mesma religião.
E ela está desassociada, e toda a família continua como se nada se passasse? Na Bíblia, e eles usam muito essa passagem, diz: nem comendo com tal homem. Mas ainda bem que põe a família à frente da religião.
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