7.6.10

Mais fragilidades

Continuo a ter fragilidades, vivo com elas no dia-a-dia, dormem ao meu lado e muitas vezes aparecem nos meus sonhos. Apesar de não ter razões para tal, continuo com medos. Ou há sempre razão para ter medos? Com fases melhores, outras piores, tenho a horrível sensação de que um dia tudo verá um fim. E pior, paro no tempo a imaginar como seria. E repito o meu nome por extenso, para mim própria, como uma mãe que ralha a um filho, para me deixar destas coisas, que não tenho juízo, que sou estúpida. Logo eu que detesto energias negativas e tenho medo de atrair a desgraça para cima de mim.

Esta tem sido uma parte dura de trabalhar, mas pergunto-me se haverá solução a estes desatinos momentâneos, se o contrário deste problema não será dar tudo por garantido. Venha o diabo e escolha. Entre ter medo e sentir alguém por garantido não faço ideia qual é a pior. A segunda hipótese é, a médio ou longo prazo, também uma desgraça.

Como numa destas semanas, com ele do outro lado do mundo, percebi que nesse dia ainda não me tinha dito nada ao contrário do que é habitual. Enviei um SMS que não via resposta, mas como tal nunca acontece, achei de imediato que algo ia mal. E olhava para o telefone de 30 em 30 segundos, e os medos a tomarem conta de mim, e aquelas palpitações horríveis, o esconder a terceiras pessoas o que estou a sentir, o semblante sério, a falta de sorriso para as piadas alheias que noutro momento até teriam graça. Chegar a perguntar-me se me saiu na rifa mais um cabrão.

Não me considero obsessiva ou histérica, não vivo colada lado a lado, não estabeleço contacto por tudo e por nada e acho até que dou todo o espaço que é possível dar a alguém, no entanto, por algumas vezes, não consigo afastar de mim este tipo de coisas. Será simplesmente gostar? Foi uma hora e qualquer coisa de agonia e quando cheguei a casa o meu portátil já denunciava dois contactos anteriores ao meu SMS. Descansei a alma e preocupei-me comigo. Quando é que vou parar com isto? Afinal tinha esquecido o telemóvel, só isso. Lembrava-se de mim e eu pensava como seria fazer malas.

Chegou a casa e falou-me em ter bebés.

13 caroço(s):

Piston disse...

Esquiva-te de qualquer maneira. Diz que tens a arca cheia.

Gelatina de morango disse...

Amar tanto não é fácil em certas alturas...
Eu às vezes dou por mim, quando ele vai fazer uma viagem de carro mais longa (preocupam-me bem mais que as de avião), a lhe dar um abraço mais sentido de despedida e um "amo-te" mais sentido ainda, com medo que lhe aconteça alguma coisa.
Quando ele se apercebe diz que eu sou parva =).
Beijinhos

Um gajo qualquer... disse...

"Quem ama tem medo de perder!"

Lady disse...

Acho que estas fragilidades quase toda a gente as tem em determinadas alturas. Como o comentário anterior diz e muito bem este medo só existe para quem ama. Bjs

Pi disse...

Como te percebo...

Formiguita Bipolar disse...

Não dizem que "gato escaldado de água fria tem medo"?

Eu também precisei de muitas "confirmações" até perceber que daquela vez não ia passar-se nada de mirabolante precisamente na altura em que tudo parecia "encaminhar-se". E depois essa sensação de algo-tão-bom-só-pode-mesmo-ser-temporário acabou por passar por si.

Luisa Corte Real disse...

Esses medos e receios são completamente normais de quem ama!
Penso que todos nós sofremos disso, só quem tem um coração de pedra, nada receia.
E já agora, bebés?Porque não?
São o melhor da vida!


Beijocas

Almofadas disse...

Esses medos não é de quem ama, mas sim de quem já sofreu e não quer sofrer outra vez. Normal essa insegurança. Acho que é um trabalho interno que se tem que fazer para ganhar segurança em nós próprias de que, aconteça o que acontecer vamos ficar bem e saber tomar conta de nós. Para mim a outra pessoa não tem muito a ver com esta insegurança, somos nós que reagimos baseadas no passado, em quem nos fez mal e, muitas vezes podem-nos dar todas as certezas do mundo que mesmo assim não sentimos segurança. O "trabalho" tem de ser nosso.

Anónimo disse...

Eu disse mais ou menos o mesmo que a Almofada, no entanto, o meu comentário foi censurado.

Porquê Maçã?
Isso não costuma ser seu apanágio.

A pergunta é mera curiosidade, pois respeito a decisão.

Poisoned Apple disse...

Censurado???! Eu nunca apaguei nada! Há comentários a desaparecer???!

Anónimo disse...

Sim Maçã, há... :(

poison fruit disse...

alô é a minha primeira vez, que comento! Mas decidi a criar uma conta pra começar a expressar a minha opinião :P gosto muito do teu blog acho que tens uma mentalidade mto idêntica à minha, é mto terra-a-terra. Não mostra ilusão :) parabéns .. Quanto a este assunto, acho que isso acontece a qq pessoa que gosta realmente de alguém, mesmo que possa ser a pessoa mais fiel e leal. Eu também me considero uma pessoa bastante flexível, as minhas amigas até dizem que até demais por vezes, mas a verdade é que quando não há motivos aparente, não há necessidade para se entrar em pânico e estar sempre a controlar, as pessoas à partida estão numa relação, devem saber qual a posição a tomar. Quando não nos sentimos bem com alguma coisa, acho realmente que o melhor é falar e expressar, pq ficar c aquilo para nós, só ateia o "fogo" e é mto pior. Mas esse sentimento que falaste, em que todo o dia e tudo à nossa volta parece só cenário, nós estamos mesmo à parte, tipo num mundinho a pensar em biliões de coisas, e no que temos que dizer, e não sai da cabeça, não nos deixa pensar em mais nada, e na altura pelo menos eu só acho que tou a ser mesmo obsessiva e que pareço "louca". Mas é perfeitamente normal, e além do mais humano, e nao digo que somos todos iguais mas nao podemos ser julgadas por sentir isto de vez em quando :p beijinho *

R* disse...

ataques de ansiedade?