Dizia o tal amigo que, coincidência das coincidências, o homem da Poisoned Apple conhecia a nova namorada dele. E dizia-o cheio de felicidade e paixão por uma T. que é, afinal, colega de trabalho do homem da Poisoned Apple. Ao saber quem era a pequena, entrou em estado de choque, chamou-me e perguntou o que fazia, precisava de um conselho. Cheio de pena do amigo, explicou-me que a pequena é - vamos dar o nome à coisa - uma porca. Dorme com todos, é cama fácil, toda a gente sabe e é de tal ordem que, de tão conhecida que ficou pelo seu desempenho horizontal e modo de vida, optou por mudar o apelido na página de identificação de trabalhadores da empresa, que tem milhares de colaboradores.
- Mas é assim tão mau? Às vezes as pessoas levam esse tipo de vida até que se apaixonam e tudo muda - opinei. Mas ele abanava a cabeça, o meu argumento era inválido e permanecia de olhos no portátil sem saber o que responder ao amigo.
E continuava o tal amigo contando o quanto se sentia apaixonado, que era coisa recente, menos de um mês, mas é tudo tão intenso!, não queria saber de preconceitos e ia viver com ela. Até comprou casa. E o desespero do homem da Poisoned Apple ia aumentando. A conversação acabou e horas depois, quando nos deitámos, ele continuava sem pensar noutra coisa. Se não se tivesse perdido algum contacto, não hesitava em avisá-lo do engano amoroso e do limbo em que caminhava. Mas apesar da certeza das "qualidades" da pequena, não consegue alertar o recente apaixonado.
E apesar de eu ter a certeza que preferia que me avisassem, disse-lhe que o melhor era estar quieto. Se eu própria, sabendo que alguns homens com quem namorei não eram flor que se cheirasse, ainda assim, decidi arriscar; se não soubesse e alguém me dissesse que a flor não prestava, só ia ficar ofendida com o mensageiro e dizer que estava enganado. Temos de ser nós a bater com a cabeça na parede e o mesmo acontecerá, eventualmente, com este rapaz.
Entre marido e mulher não se mete a colher, já diz o ditado. E todos dizem que preferem ser avisados, mas depois não correspondem a essa vontade. Não conheço história nenhuma em que uma "colher" tenha produzido bons efeitos e, assim sendo, o melhor é esperar que a ausência da colher se transforme em faca sem que ninguém se pronuncie.
11 caroço(s):
Concordo... Se ele realmente está apaixonado pela "piquena", por mais que o teu moço o avise, ele simplesmente não vai ouvir e, como dizes, ainda poderá ficar ofendido...
Além disso... Quem sabe? Ela até pode estar efectivamente apaixonada e mudar de comportamento... Não é que eu credite muito na possibilidade de uma pessoa mudar, mas pronto vá... Ela pode melhorar! :) Bjitos
Olha, fui a 1ª a comentar!! Boa Narizinho!! :D Bjitos
Como amigos, acredito que podemos dar o conselho. Se a pessoa ouvir, ainda bem. Se a pessoa nao estiver para ai virada, como acontece na maeioria das vezes, entao resta-nos apenas dar o ombro quando for preciso. Se for preciso, porque podemos nos enganar.
Ela pode ter dormido com muita gente, mas estar apaixonada por ele tambem. E isso nunca se sabera, por isso nao se pode dizer isto e aquilo.
és a contradição em pessoa: não gostas de referir o "meu" ex, até abres uma thread para isso, mas falas amiúde no "meu homem", no "homem da poison apple". a possessão acaba no momento em que a relação termina?
Anónimo,
pode-se dizer que sim. Essa expressão é uma brincadeira, coisa de cigana. Posso dizer o "meu" namorado porque é actual e porque o quero meu. O passado é que não quero chamá-lo de "meu", ainda que faça parte da minha vida.
E quem quer chama os ex de "meu"! Eu é que não gosto de o dizer, nunca disse.
hum até pode ser que ela mude mesmo! mas mais vale deixá-los em paz e ver no que dá.. não vale a pena meter a colher!
concordo.. é melhor a colher estar quietinha porque quem acabar a sair prejudicada é ela... (neste caso ele)
mas o que é isso de ser porca ou nao ser? quem define o que isso é e nao é? by the way, que têm as outras pessoas a ver com a vida da rapariga? e mesmo que fosse porca, estará condenada a nao ser amada tão pouco a amar? nao entendo estes moralismos nem a mania portuguesa de sempre opinarmos xeios de verdades acerca da conduta moral dos outros.
sofia
Cara Sofia,
sem dúvida que cada um é livre de fazer a vida que entende, como cada um é livre de desejar para um amigo uma mulher que entenda ser melhor.
Eu não queria para o meu irmão uma mulher com quem metade de uma empresa já dormiu e de quem se conversa a performance sexual que toda a gente conhece.
Ela é falada, a tal opinião portuguesa sempre presente, porque assim se colocou a jeito. De mim não se fala assim, pode ter a certeza. Pode-se falar muita coisa, mas não será da minha intimidade.
Ela é livre de ser assim, os outros são livres de não gostar.
Pois que também eu trabalho na dita empresa e, apesar de não fazer ideia de quem seja o poisoned apple man, sei bem quem é a flor em questão por causa da história do mudar de nome. Ora bem, a meu ver é mesmo melhor não meter a colher.
Ok, a rapariga não é nenhuma santa, mas bolas, há que dar o benefício da dúvida!
E o amigo, que até nem é assim tão próximo senão não tinham estado tanto tempo sem se falar, provavelmente nem vai acreditar e vai ser um grande 31. E se ele está com ela só há um mês ninguém o manda ir já viver com ela, não é?! Até porque se ele somar 1+1 vai perceber que há ali coisas estranhas. O melhor é o teu homem dar tempo ao tempo que o amigo há-de ver a verdade se quiser. Isto sem nunca esquecer que o pior cego é aquele que não quer ver!
Mas, pronto, isto é só a minha modesta opinião.
cara apple:
concordo ctg em muitas coisas. ainda assim axo que é um pouco arrogancia acharmos que sabemos o que é melhor para os outros, seja um amigo ou irmão. em meu entender é avisar o rapaz e ele que decida o que entender. avisar ressalvando que é o que se diz da rapariga e nao o que se sabe exactamente pq isso fala-se sempre muito e a verdade só está com quem a vive.
sofia
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