Há umas semanas, a sexóloga Vânia Beliz escreveu uma crónica sobre "excesso de intimidade" que pode ler-se aqui. Eu espero que a autora não me leve a mal, gosto do blog, tenho-a em boa conta, mas não podia discordar mais de tudo o que escreveu.Embirrei logo com a expressão. Existirá efectivamente tal coisa como excesso de intimidade entre duas pessoas? Nesta crónica, este conceito passa pelas necessidades fisiológicas e outras rotinas do dia-a-dia, como uma mulher depilar-se. O que duas pessoas fazem juntas, aos olhos de terceiros, sem dúvida que pode ser considerado feio, nojento e até ser rotulado: "isso é excesso de intimidade!". Mas duas pessoas, na sua intimidade, alguma vez considerarão que vivem com esse tipo de excesso?
É por isso que temos relações amorosas com o tipo de pessoa A e não B. Ou seja, as pessoas juntam-se porque têm características em comum e, quando duas pessoas estão juntas, se conhecem, partilham opiniões, educação e casas de banho, a intimidade existe ou não existe.
Aos olhos dos outros, os terceiros, eu sou certamente considerada uma porca. Mas para mim porcaria é não tomar banho. Eu não chamo o homem da Poisoned Apple ao WC para me ver mudar um tampão, mas se ele aparecer não me encolho, não fico envergonhada nem me sinto pouco à-vontade! Eu não preciso de fechar a porta. É, aliás, coisa que nunca senti necessidade de fazer depois da fase em que nos fomos conhecendo e adaptando. Se sofro de gases (o meu eterno problema), eu não me sento ao colo dele para me aliviar, mas não vou andar a fugir pela casa, fazer de conta que estou só a esticar as pernas, quando o meu problema é outro. Cheira mal? Normalmente não, mas se for caso disso afasto-me eu ou ele. E o melhor é rir da desgraça inevitável.
É óbvio que os homens sabem que que as meninas defecam, urinam, têm gases, mudam pensos e tampões, tiram pêlos dos sítios mais esquisitos, blá, blá, blá. A questão não passa por fazer uma festa desses "eventos", mas somos obrigadas a fazer de conta que essas questões foram solucionadas num ápice, por obra e graça do Espírito Santo? Ou ninguém sabe que se gasta tempo em algumas destas coisas? Fazê-lo quando ele não está? E devo fechar-me à chave no WC? E por que razão este papel de discrição deve ser interpretado pelas mulheres enquanto os homens o desempenham à-vontade? Sim, alguém conhece um homem que viva preocupado com a discrição na vida a dois?
Diz o texto que estes momentos podem tornar-se num veneno para a relação. Se assim o é, é porque essas duas pessoas não estão em sintonia, não partilham da mesma opinião em relação à temática e esse é que é o verdadeiro veneno: não combinam.
Os momentos acima referidos, sem dúvida que só a mim me interessam, mas de todas as vezes que procedi da forma que se aconselha, discreta, fi-lo inicialmente ou em relações nas quais tinha a esperança de virem a ser boas, quando na verdade eram mas é uma porra de uma ilusão. Procedia desta forma porque estava à espera que a intimidade chegasse, pois há sempre a esperança, o "isto vai melhorar". Mas a verdade é que foi muito cedo na idade que descobri nas minhas relações amorosas, as verdadeiras, perdoem-me a expressão, que não havia cá merdas (ou havia, depende do ponto de vista). Existia intimidade e essa, lá está, ou existe ou não existe. Sempre que deixava de ter vergonha ou embaraço em fazer à frente de um homem o que fazia sozinha, sem que ele reparasse no quer que fizesse, então aí sim, sabia que era uma relação para valer.
Não, não espero um dia inteiro em ânsias para ver o meu par sentado no trono a puxar pelos intestinos, mas se o vir não morro nem fico enojada. Nem sequer passa pela questão de tal ser atraente ou não. Isso não se coloca. É uma necessidade de todos nós, não há lugar a juízos de valor. Não gosto menos dele porque se alivia à minha frente, e muito menos perco tesão, e nem por sombras isso afecta a minha sexualidade.
É que para ter um homem ao meu lado, eu quero um homem inteiro, com todas as suas necessidades fisiológicas às quais dou a mesma importância que dou às minhas. Quero um homem a sério, não quero um brinquedo fingido. Ou então eles teriam de fazer eternamente o que já fiz numa terrível noite de cólicas: suei em bica, fumei cigarros, apertei o ânus o mais que pude (não cabia nem um alfinete!), fiz sorrisos amarelos e sofri horrores. Não aproveitei o todo porque não sentia outra coisa senão as dores provocadas pelo que não podia libertar, estava com um namorado com quem não tinha intimidade*. E isso, a longo prazo, não é vida para ninguém. Somos humanos, caramba, vamos fingir que não?
* Atenção, é diferente de ainda não ter intimidade, coisa que cresce com o tempo, do que não a ter de todo.
33 caroço(s):
Concordo plenamente com o que diz aqui, é verdade, a intimidade não é só mostrar as partes mais agradáveis é conviver com uma pessoa no seu todo e ambas as partes se sentirem bem assim.
Eu tenho uma amiga que é capaz de terminar um encontro mais cedo, por não ter coragem de ir à casa-de-banho defecar. Eu, desde o primeiro dia que fui a casa dele, ou que fiquei lá a dormir, nunca tive esse problema. E tanto ele como eu entramos na casa-de-banho quando o outro lá está. Não vejo mal nisso. As pessoas acham romântico tomar banho juntas, mas depois não querem ver a mulher a depilar-se, ou o homem a cortar as unhas. Daqui a pouco, não podem tossir ou limpar o nariz. Criam-se essas distâncias em nome do romantismo na relação. Romântico, para mim, é ele saber a marca dos meus pensos/ tampões quando eu precisar que os traga do supermercado. Ah, e não ter vergonha de os comprar. Romântico é ele conhecer-me totalmente por fora e por dentro. E continuar a dizer que sou linda (apesar dos gases noturnos). :p
Eu confesso que me a princípio me fazia alguma confusão quando a Cláudia ia prá casa de banho quando estávamos a falar e começava a fazer lá as cenas dela! Mas depois de tomarmos banho juntos algumas vezes e de um ano a vivermos juntos, aquela casa basicamente deixou de ter portas... Fechávamos, por educação, mas se houvesse alguma necessidade urgente durante as nossas necessidades, ela abria-se e lá vai disto (pode ter soado mal...)
Boa semana
Kiss
Concordo completamente contigo =)
Concordo em tudo...
Não há isso de excesso de intimidade. O podermos estar a vontade com a pessoa que gostamos é das melhores coisas de sempre!!
Então essa senhora nunca esteve doente, ou nunca pariu. O meu marido deu-me banho quando tive a meningite. Cortou-me as unhas dos pés enquanto estive grávidérrima, fez-me a depilação nas partes intimas antes do parto e queres saber: isso ainda nos uniu mais! Sei que tenho um homem para o qual posso contar. Pra tudo!!
adorei o texto. acho que só assim faz sentido.
eu não podia estar mais de acordo. claro que não é propriamente sexy e excitante ver ou ser vista a defecar e coisas assim do género. mas que é que se vai fazer? toda a gente tem necessidades. eu acho super normal. se não se fazem coisas consideradas "nojentas", com medo de perder o romantismo ou a excitação, então vão andar o resto da vida a esconder-se? isso é ridiculo
concordo absolutamente com tudo, cá por casa tb é tudo de portas abertas
Quem já a lê há algum tempo não pode deixar de notar a diferença de postura do que escreveu em Junho de 2009 para agora...
Folgo em saber que aquele senhor a tornou numa pessoa mais descontraída.
Caro Anónimo,
engraçado o seu comentário! :)
Mas tenho de esclarecer o seguinte: eu sempre fui uma pessoa muito descontraída nestas coisas. Costumo dizer que não sou mete-nojo. Mas há aquela fase difícil em que as portas ainda não se percebem nem abertas nem fechadas, uma pessoa não sabe se pode ou não tomar certas liberdades e anda-se naquele limbo até tombar para algum lado!
Esses textos de Junho de 2009 que referiu representavam uma fase dessas. Com a agravante que para o homem parecia não ser necessária uma fase de adaptação! Mas como vê, não fugi dele por causa disso ;)
Eu não posso estar mais de acordo, amar não é apenas as coisas da vida, temos de encarar às màs, e como aqui foi dito é bom saber que podemos contar com a outra pessoa para tudo, e não apenas para um jantar romantico, uma noite a dois.
É bom saber que essa pessoa nos conhece, que quando e se tivermos momentos menos bons que ela estará ali por nós.
Confesso que tenho bastante medo de ser mãe, não por engordar e bláblá, mas sim pelo parto em si, pelo-me de medo, desmaio só de ver ou cheirar sangue, como é que encarar esse episódio? Sim porque também quero ser mãe, claro que ai só poderei contar com ele.
Como esse momento como outros, porque a vida prega-nos partidas e ai precisamos dos nossos pilares para nos erguer.
Cá em casa, faço até questão de lhe explicar tudo o que ele queira saber e fazer de tudo com a maior naturalidade, se não, vai chegar a um ponto que por exemplo, sabem que estamos mentruadas e até fogem de nós com nojo.
Assim em vez de fugir, faz-me massagens gostosas!
Encara tudo com normalidade, eu também não o chamo para ver, mas se ele entrar assim de repente na casa de banho encaro com normalidade.
Aliás isso é normal!! hihihi
Beijinhos grandessssssssssss
O nível certo de intimidade é algo universal e objectivo como a matemática ou depende da personalidade das pessoas?
Esclareça-me de uma coisa por favor, este blog é escrito por várias "maçãs"? a pergunta pode ser parva, mas é o que me dá a entender pelo que diz no lado direito do blog, no entanto pela escrita parece-me só uma maçã. Visto que tenho lido este blog com alguma frequência queria esclarecer esta dúvida.
Thanks
Lamento ser a ovelha negra nesta secção de comentários, mas eu de facto acho que se deve preservar alguns momentos. Terá certamente a ver com a educação que recebi, mas não creio que mudar tampões, peidar-se e defecar à frente do nosso homem sejam momentos de entrega. Para mim é uma questão de respeito, de manter a minha privacidade, de manter a imagem de mulher sedutora, independentemente dos anos juntos que nos unem. Viver a dois não é tornar-se um, e é importante manter objectivos, continuar a evoluir, continuar a amar e a surpreender, respeitar espaços. Isso não significa que me incomode a ideia de o auxiliar em momentos privados menos bonitos, ou ele a mim, mas gostamos da nossa privacidade pessoal. Para nós assim funciona bem, mas respeito com prefere mandar o maridinho comprar tampões, quem mostra os coágulos de sangue da menstruação, quem se passeia de máscara verde por casa enquanto partilham uns peidos... para nós, não obrigada :) O que importa mesmo é encontrar o equilíbrio a dois até nos momentos íntimos, para que o tal excesso de intimidade não afaste ou submeta nenhuma das partes. KISS KISS
Olá Bárbara,
o blog, inicialmente, começou a ser escrito por quatro amigas, quatro maçãs. No início eu era quem escrevia menos, depois fui escrevendo mais e as minhas amigas, com o tempo, acabaram por abandonar o blog. Além de não ter vontade de apagar os "nomes" delas, há muitos textos que não são da minha autoria, pelo que não faria sentido nenhum :)
Mónica C.,
veio confirmar aquilo que eu dizia: as pessoas procuram para partilhar a vida um tipo de pessoa A ou B. Ou seja, partilham da mesma visão da coisa, entendem-se, estão bem um para o outro.
Mas se fosse eu a viver com o seu marido, estaria muito infeliz! :)
Certamente que estaria infeliz -o sentido de intimidade é bastante diferente e certamente que não viveria muito tempo consigo! :)
Se as pessoas querem fazer essas coisas para provarem a si mesmas e ao mundo o sucesso da relação, tudo bem.
Considero me uma pessoa mente aberta e sem grandes problemas, não me tranco a 7 chaves nem acabo encontros mais cedo para ir a correr para casa, mas gosto de preservar o meu espaço, a minha intimidade e a do outro.
Ninguem se tranca, mas há respeito e espaço.
O meu marido sabe que me depilo, sabe que tenho gases, sabe que como porcarias e luto no wc etc etc, mas isso não faz com que tenha que presenciar isso tudo.
É que se ainda me dissessem que essas coisas los excitam, inda vá, agora ser por ser...
Só faltava agora dizerem-me que o homem trocar o tampao á mulher é sinal de uma entrega maxima.
Se o meu tivesse esse fetish inda va, agora sendo assim, continuo a preferir troca-lo sossegada no wc.
E já somos duas ovelhas negras Mónica ;) Considero que esse tipo de necessidades fisiológicas não se podem considerar aumento de intimidade. Com isto não quero dizer que fecho sempre a porta da casa de banho, ou outras necessidades urgentes mas quando tomamos banho juntos, e se me der vontade de fazer xixi, aguento, pois não tem nada de intimo molhar os seus pézinhos com água quente;)
Certas atitudes, ou necessidades (como quisermos chamar) não deviam de ser partilhades pois não acrescentam intimidade nenhuma. É como fumar um cigarro sem esperar que se acabe de comer.Tudo por uma questão de educação ou respeito. E nada com intimidade.
Sónia
Mais outra ovelha negra,lol!
Pessoalmente, penso que intimidade não está relacionada com a partilha de momentos mais privados, em que , pelo menos para mim, há necessidade de respeitar o espaço do outro.
Tomar banho juntos é erótico ( para quem gosta,claro) mas eu considero que seria uma invasão do meu espaço o meu parceiro entrar no WC quando eu estivesse a trocar um tampão, ou, muito simplesmente, quando deixo a porta fechada. Intimidade não é deixar de ter espaço privado,nem deixar de ocultar certas coisas.
Bom texto do qual partilho a opinião.
No início de qualquer relação todas nós pensamos em todos e quaisquer pormenores... Por exemplo, digam-me se estes "Medos" não vos são familiares:
a)Fazer um Mega Brushing ao cabelo, e subitamente, sem que algo o fizesse prever, começa a chover, ou cai cacimba, e lá se vai o belo Look... aí pensamos: Que Medooo, a esta hora ele está a achar-me um verdadeiro Caniche;
b)(...a meio do jantar)...Deverei rir-me....na volta tenho salsa presa nos dentes...
c)Combinamos o tão esperado fim-de-semana a dois e o que é que nos passa pela cabeça: - ...E se tenho vontade de dar um traque?!! Vou a correr para o WC e puxo o autoclismo para fazer barulho?!
-Começo a tossir compulsivamente?!
- E se ele de manhã me beija e cheiro a bedum de borrego da boca?!
- ...E se tenho vontade de defecar?!?
Poderia continuar a preencher a lista de situações que nós mulheres pensamos ... A questão é: Eles não pensam como nós!
Como é evidente, nenhum homem gosta de estar com uma "Brojeça" ao lado, mas acredito que para eles, dar um traque, defecar, e tantas outras situações que nos incomodam, são coisas perfeitamente normais,banais, inerentes à condição de Ser Humano.
As mulheres esquecem-se, é que, os próprios homens também sentem e têm inúmeras inseguranças. Portanto, quando estamos com alguém "novo", onde a intimidade, a verdadeira intimidade ainda não existe, temos de pensar que, naquele momento, ele também está a pensar: " Hummmm o que será que ela vai achar do tamanho do meu pénis?" " Será que ela gosta de pêlos, ou prefere um gajo rapado?"
Com todo este discurso literário, quero apenas dizer que a minha experiência diz-me que: A Intimidade é algo muito importante entre um homem e uma mulher. Vai sendo construída e é algo tão bom e tentador, que quando conquistada temos é de usar e abusar dela.
Acima de tudo, tanto homens como mulheres são seres humanos, têm as mesmas necessidades, as mesmas vontades, partilham de algumas inseguranças, portanto, o segredo é descontrair.
Libertem a vossa intimidade com quem mais amam :)) ...E como diz o outro: ... nos bons e maus momentos LOLOL
Sendo homem, onde é peidos e tampões aumentam intimidade?! Depois queixam-se que o marido anda a comer a vizinha do lado! Vão lá ver se ela se peida e arrota e muda tampões à frente dele! Iludam-se senhoras, iludam-se!
Aqui está outra ovelha negra. Realmente não posso concordar com tudo o que dizem. Alguns aspectos, alguns actos, passam-me ao lado, não me importo de os partilhar. Mas especificamente, defecar de porta aberta? Isso é que não. Prezo muito o meu espaço e tempo para isso. É quando estou descansada na sanita, a pensar na vida, na solução de algum problema que tenho em mente, em que tenho um momento para mim. Privado. Privado = sem ninguém por perto a entrar para lavar os dentes :S Lá se iam os meus pensamentos. No entanto faço xixi de porta aberta ao pé do meu companheiro sem problema. Não acho que seja uma coisa agressiva. Mudar pensos ao pé do parceiro? Nem pensar! A mim faz-me confusão nas 2 referidas situações estar com alguém por perto. São actos íntimos e privados. E isto não quer dizer que eu não seja íntima com o meu parceiro. Assim como há pensamentos na nossa cabeça que não compartilhamos com ele, também há actos que não devem ser comparilhados.
Em relação ao parceiro estar a defecar com a porta aberta, também é algo que não gosto. Às vezes venho eu da cozinha para a sala com um pão torrado acabado de fazer e como passo em frente ao WC, não é muito agradável ver o meu parceiro sentado na sanita e com um cheiro não muito bom a vir de lá. Isso estraga logo o apetite. Assim como estraga o apetite de muita coisa... Há coisas que realmente devem ficar numa divisão à porta fechada.
Dá-me a ideia que algumas pessoas pensaram que os maridos/ namorados têm de presenciar esses momentos menos bonitos. Obviamente, falo por mim, não paramos de falar se tiver vontade de soltar um gazito, para ambos desfrutarmos do momento, mas também não faço um drama acerca disso. Se são silenciosos e sem cheiro nem me mexo, se ando aflita, com problemas intestinais, o mais certo é ir à casa-de-banho. Pronto. Outra coisa, são as nossas necessidades. Se um está no duche e o outro está aflito, entra e avisa. Se der para esperar, melhor. Não faço a depilação em casa, mas se fizesse, não me trancava na casa-de-banho. Ou seja, sabendo que ele está a fazer as suas necessidades, a tomar o seu duche, a barbear-se, não faço por estar lá, mas se tiver de lá ir não me cai nada. É que no final de contas, durante a noite a máscara cai. Ressonámos, babámo-nos, damos uns traques e a cereja no bolo, é que a maioria acorda com um hálito pavoroso.
Eu sou mais Ovelha Malhada!
Os cócós são feitos à porta fechada e a troca de tampões também.
De resto, xixis, depilações, puns, espremer borbulhas nojentas, passar fio dental nos dentes, tomar banho e limpar o nariz com o dedo enrolado em papel higiénico, é pão nosso de cada dia!
Penso que cada casal deve encontrar o seu ponto de equilíbrio, porque tudo está bem quando os 2 estão bem com isso!
E lá por casa, está-se muito bem assim!
Credo ele há cada coisa, eu conheço um casal, que n~
ao soltam gases uma ao p
é do outro nem noutro sitio onde o outro possa ouvir, que ridiculo, uma vez a coisa deu-se e ela ficou super envergonhada.Eu também quero e por acaso a té tenho um homem que não tem problema nenhum com nada, talvez por me conhecer o suficiente.Imaginem lá que ele até ja me lavou os pés e me ajudou a fazer a depilação.....ai que desgraça vejam lá.....
Este post está tão lindo que necessito de o comentar. Concordo totalmente com o assunto, até porque acho que um relacionamento saudável pressupõe as duas pessoas terem um grande á-vontade uma com a outra. Dar uma bufa na cama (não é puxar por ela só por javardice, é ter o intestino cheio e libertar-se sem ter que estar preocupado com a reacção da sua cara metade e por consequente ter que levantar a peida da cama para ir dar a bufa no hall) para mim é uma prova de intimidade, assim como falar sem complexos nenhuns sobre sexo com a sua namorada(o), posições, o que lhes dá mais prazer, etc. Isso sim, é ter um relacionamento muito bom, saudável na minha modesta opinião.
Ahh adorei o texto, apesar de eu não ser assim. Eu sou a mulher do meu marido, não sou o seu "buddy", compincha. Desta forma, evito traques, sangrias e nhanhas várias. Confesso que arroto como um carroceiro à frente dele lolooll.
Mas não me faz confusão que outros assim não pensem/façam. Se vocês se sentem bem/unidos/desinibidos assim, então bola para a frente :)
oh maçã, eu já te conheço há algum tempo. tenho andado por aqui, sempre em silêncio que ainda só sou brutalmente honesta (incluindo dizer as maiores baboseiras) frente a frente. vamos então à estreia aqui... Concordo contigo quase "sem tirar nem pôr". Não sei qual a crónica porque não me dei ao trabalho de a ler. refiro os teus posts. E olha, é mesmo sem tirar nem pôr, que isto de opressão dentro de portas, nem a minha mãe. era o que faltava. e entao eu, que com a porcaria da prisão de ventre, se não aproveitasse cada traque ou sinal de "cagar" estava feita. já não basta a opressão fora de portas... e pra quê inventar numa relação? é o que é, e ainda bem. também tenho direito a perfumar o belo do wc. beijinhos
ps: tenho aqui uma amostra de blog, o qual n estimo mto. pode ser q o comece a fazer. confesso que tenho preferido ler o que tu e mais meia dúzia escrevem :)
porra, esqueci-me de por o endereço:
http://www.sofabembom.blogspot.com/
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