Há meses que lhe digo: não tens espaço para mim! E ele diz que sou louca, já viste a quantidade de armários? Isto é um T4! Sim, mas há roupa de verão e de inverno! E protesta como uma velha chata, diz que estou avariada, que o que é preciso é reorganizar a coisa, mais nada.
Levei-o a minha casa. Abri um roupeiro. Mostrei duas cómodas e informei que lá para dentro estava mais o armário dos vestidos e o armário dos casacos. E aqui estão os sapatos! Abro a porta. Onde é que isto cabe, heim?
Lá estavam eles, caixas e caixas, de todas as cores, com salto e sem salto, lindos. Coçou o queixo: Não sei como é que vamos fazer isto...
Quem é que é maluca?
9 caroço(s):
Os homens nunca levam as mulheres a sério à primeira, são como Tomé, ver para crer, lolol
Beijinhos
Nós mulheres temos razões que a razão deles não entende ;)
como eu te entendo ...
Ser mulher é difícil.
Claramente és tu. Não se tira nada do armazém que não seja preciso a curto prazo ou com frequência.
ahahaha, tu x)
Ai ai, eu vou ter o mesmo problema... Mas pelo menos o meu gajo é realista e questiona se eu preciso daquilo tudo!! :p Bjs
As mulheres são como os clientes: têm sempre razão! :D
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Encontrei por acaso este simpático "edifício de palavras". Palavras ditas e pensadas no feminino (quiça?) e que anunciava à entrada, uma placa. Parei. Li com atenção o que estava transcrito na placa e o que li aturdiu-me! - O peso das palavras, o sentido da frase, a conjugação pretendida!
De repente, tinham-se passado 3 horas a "esmiuçar" os textos. Viagem de 3 horas, por Ontem e Hoje até Amanhã do percurso que já fiz nesta estrada. O que vivi, o que não consegui viver, aquilo que quis ter e tive, aquilo que não quis e também tive e aquilo que nunca quis e nunca tive...
História de amor mal acabada; um namoro de escape que começou do nada; um casamento prematuro que ainda existe e consiste. Os sonhos adiados, os momentos inconfessados, os milhares de "pecados"(mais uma vez a placa da entrada!)que acordam a consciência em jeitinho de recados; as noites de consternação que juntos passamos acordados e os choros e sonos agitados dos que deram sentido à nossa prematuridade. Sim, tudo isto foi, é e será verdade.
Enrubresci, fiquei envergonhado. Não tenho nenhuma dúvida do poder de uma mulher. Não ponho sequer em causa que as mulheres têm a graciosidade (em tudo) mas também da racionalidade; no entanto aquilo que penso eu faço, aquilo que às vezes faço eu não digo. Porém, vou-te confessar aqui "maçã" que não deveis (todas as maçãs) culpar os Adãos do ciúme. Pois não fosteis vós que os persuadis-tes a trincar a maçã!?
Quero dizer, é próprio da femeninidade complicar o simples e da masculinidade simplicar o complexo. É como o yin e yang, como Adão e Eva, como fogo e água, como calor e frio, como Sol e chuva, como dia e noite...
Esta é a beleza do relacionamento a dois, a complementaridade, a cumplicidade, a experimentação participativa, a discussão anacrónica, as pacificações cometidas entre as duas partes da vida no conforto dos lençois. afinal, não é a isto que chamamos uma vida a dois?
Lembro-me de um ditado ao qual a minha avó não se cansava de aludir: - Toda a panela tem o seu testo e todo o testo há-de servir a uma panela. Sei hoje que a minha avó tinha razão e para me despedir, devo dizer que na vivência da minha história de amor mal acabada, outra voz sábia se levantou e disse: - Meu filho. Não chores mais (sim porque eu chorei), por trás dessa montanha, uma montanha bem maior encontrarás. Era a voz da minha mãe.
Mar de Areia
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