(Por favor, chovam comentários a ver se me faço entender!)
Odeio ciúmes. Sim, não há melhor forma de dar início a este texto. Os ciúmes representam para mim um lado mau do ser humano. São irracionais na larga maioria das vezes e irritam-me tanto quanto a ignorância. Quando é quanto-baste, estamos bem, um picozinho leve faz bem a qualquer relação. Mas quando os ciúmes transformam as pessoas para pior, sobem-se-me os calores nas costas, a raiva e a vontade de desatar aos gritos. Fico fora de mim.
Há quem não se dê com o passado, há quem ao fim de algum tempo consiga ficar realmente amigo. E foi o que aconteceu comigo, para desagrado do homem da Poisoned Apple. Há meses, voltei a conversar com um antigo namorado, ficámos amigos, falamos de vez em quando, faço-lhe favores, ele faz-me a mim e tudo corre com normalidade. Na verdade, nem me lembro do passado. E vivo bem assim, de forma saudável, para desagrado do meu par.
Os que são incapazes de ficar amigos do passado não concebem que isso possa acontecer a outros. Posso ser amiga, mas à distância. Posso conversar via telefone, no msn, enviar fotos das minhas viagens, receber fotos da filha dele que entretanto nasceu, tudo no maior dos respeitos. Posso até ir ao consultório dele onde fico de cuecas para me secar derrames e varizes com injecções nas pernas, mas ao convite a ver se jantamos para pôr a conversa em dia, não pode ser. Isso não! Posso comentar com ele que me mudei oficialmente, que até já temos conta conjunta, mostrar-me feliz, mas jantar não! É falta de princípio. E nisto, monta-se o carnaval em casa. Odeio ciúmes. Mesmo.
É que odeio mesmo ciúmes. Tanto que me dá vontade de insultar quem padece deste mal. Posso compreender a sua existência, mas isso não significa que aceite. Mudei a minha vida para estar com um homem num bairro que não adoro, que fica ao dobro da distância do meu trabalho e ao triplo do tempo. Vivo horas de trânsito como nunca vivi na vida, alimento o gato dele, logo eu que não gosto de bichos, passei a fazer jantares qual dona de casa, a tentar ser sempre correcta mesmo nos dias que estou estoirada e só me apetece estar sozinha. Lutei contra mim mesma, contra os meus medos e angústias e mudei-me para uma casa onde até agora não cabem todos os meus sapatos, mas que assim quis. Passei a ter mais despesa, abri uma conta conjunta, passei a fazer e a ter coisas que gosto, outras que não tanto, mas tudo por um bem comum, por algo maior. Porque tinha vontade. Mas não parece ser quanto-baste como prova do meu sentimento.
Apesar de ter mudado de vida, houve algo que nunca quis: mudar a minha vida, quem eu sou e sempre fui perante outros. E é isso que me é pedido. Para ele, trata-se de um ex-namorado; para mim trata-se da minha liberdade, já nem quero saber de um eventual jantar. Eu sou livre de ir, diz ele. É claro que posso ir, mas e as consequências? Primeiro era porque não é amigo coisa nenhuma, sabe Deus com base em quê. Que quer é saltar-me em cima, eu que ali já conheço tudo. Ou seja, em suma, será então uma questão de confiança.
Não, não é confiança porque confia em mim. Então é o quê? Agora é uma questão de princípio, não se faz, não é normal, pergunta no blog e vais ver respostas! E o conceito de "normalidade" adquire aqui um estatuto importante. Admito que me digam não ser vulgar, mas normal é. E quem é que me vai ditar o que devo ou não fazer de acordo com os parâmetros da sociedade? Se eu perguntar no blog a preferência Sporting/Benfica, o que vai acontecer? Vai haver de tudo. E o mesmo acontecerá para o resto. E por que razão eu tenho de pedir opiniões alheias quando eu própria lhe digo o que sinto? Isso não é mais que suficiente? Qual é a pior coisa que pode acontecer num jantar com um amigo? Se eu não gostasse do homem com quem estou, não estava!
Eu odeio ciúmes. Os homens têm momentos acéfalos. Bem sei que não sou de ter ciúmes e lembro das amigas que me pediam palavras mágicas para acabar com a dor de ver quem gostavam com outras. Mas nunca houve remédios ou mezinhas. Havia inteligência e racionalidade: para quê focar a minhar dor noutra gaja que não conheço? Ele é que me enganou! Ele é que tinha o poder de decidir! Já há muito que aprendi que não é por apertar o cerco ou a qualidade da observação que alguém fica connosco mais tempo. Ao lado de um homem ou uma mulher, pode sentar-se numa mesa do restaurante mais romântico outra mulher ou homem fascinante, mas se ele ou ela gostar mesmo de si, acha que isso faz mossa na relação que tem? Não faz e falo por mim. É-me indiferente, pois quando me dedico a alguém é ali que estou. E então quando na mesa está alguém que já se conhece? Então aí não há nem novidade.
Odeio ciúmes e o que não me é indiferente é a forma como se me colocam as coisas. Alguém tem de ceder, que é disso que as relações são feitas. Ou aceita quem sempre fui antes dele, sem que isso signifique que me torne adúltera; ou eu privo-me da minha liberdade e da minha vontade, passo a viver condicionada e respondo a um amigo não posso ir jantar, não estou autorizada, que é basicamente isso. Os meus amigos passam a ser escolhidos a dedo, como boas ou más companhias.
Esta história já vai na parte II, meses depois da I parte. Não há razões para grandes preocupações, porque estas coisas só têm efeitos danosos a longo prazo, foi o que lhe disse. Há também a hipótese de morrer para o mundo, como se fazia antigamente, e tentar aprender a viver com isso, o que quem me conhece sabe que não vai acontecer nunca. Ou ainda fazer a minha vida sem dizer onde estive nem com quem, o que também não me apetece.
Mas sem dúvida que algo aprendi: o princípio da franqueza, da transparência e da honestidade (com que eu falei já por duas vezes para jantar com um amigo), valeram-me voz alta, frases mal-educadas, conversas entre-dentes para que eu não oiça mas saiba que está a falar, valeram cada um num canto da casa, a minha vontade de estar sozinha, as minhas lágrimas e eu cheia de vontade de ir trabalhar, tudo para não estar em casa. Ou seja, valeu-me infelicidade e uns cigarros na varanda.
Como mulher, deixo ainda esta dica para os homens que não vêem mais do que está à frente: preocupem-se com os homens com quem elas não falam, não dos que são amigas.
53 caroço(s):
eu ando desde de segunda a engolir os ciumes de um desses patetas... tudo por causa de um amigo de longa data e de um post no blog... se não fosse tão drástico e surreal até seria cómico...
começa a faltar me a paciência...
beijinho e boa sorte!
Isso! E para o caso de precisares de perguntar ao blog, olha: é normalíssimo. There, atestado de normalidade passado.
Eu na verdade uma vez até sugeri a um projecto de namorado que tinha umas coisas mal resolvidas no passado, pacífica mas com alguma saudade, que se encontrasse com a última namorada, assim só porque sim. Nao deixou de me assustar um bocadinho, mas foi muito eficaz esse jantar.
Concordo com a normalidade!
A questão é...senão fosse normal, não se tinha falado sequer sobre o assunto, tinha sido escondido e transformado noutra coisa qualquer!
Mesmo que inconscientemente, se houvesse qualquer resquicio de qualquer coisa, não se falava sobre ela! Se se fala e porque já está mais que enterrado qualquer tipo de sentimento!
Ciumes toda gente tem (eu sofro desse mal, confesso), mas é preciso aceitar a liberdade do outro e confiar que se a pessoa esta connosco é porque quer estar! Ela vai jantar, mas volta...e essas 3h vao ser horriveis, cheias de delirios estupidos, mas quando ela voltar a casa estamos de sorriso na cara a pensar que somos taoooo estupidos por termos tido ciumes sem razão!
Não se pode tentar prender as pessoas de quem se gosta. Mas isto custa...
Certos precedentes não se abrem, da mesma forma que de certas liberdades não se abre mão, sob pena de nos tornarmos responsáveis pelo nosso próprio cárcere relacional, da nossa infantilização mediante um suposto companheiro que de igual passa a paternal.
Há coisas que não são do foro a dois, porque a vida a dois não pode ser mais do que o total de cada uma das vidas que a compõem, não é um sorvedouro de energias, amigos e vontades.
A vida com alguém é parte da nossa vida e não a nossa vida por inteiro, e cabe a cada um salvaguardar o que é seu.
Vai jantar.
O ciúme é como uma criança mimada, alimenta-se da indulgência e da permissividade, e calá-lo pequeno é arrancar um penso rápido. Dar-lhe espaço para crescer é alimentar uma erva daninha... e não encontras um jardineiro que perante uma erva daninha não se detenha imediatamente para a arrancar...
Há tempos escrevi sobre isso. Tenho um ex-namorado com quem convivo por questões profissionais, e de quem fiquei amiga. Foi uma pessoa que me marcou e o meu marido sabe disso. Soube desde o primeiro dia, desde a primeira vez que o confrontei com o facto de me cruzar com o meu ex muitas vezes, e sermos amigos. Avisei-o logo, desde o primeiro minuto que ODEIO ciumes, que não suporto cenas. Ele é ciumento. Sei que engole em seco sempre que se cruza com o outro. Sei que se roi por dentro aos bocadinhos quando me vê falar com ele, ou quando comento alguma coisa relativa ao outro. Mas não me diz nada. Nem se atreve. Prefiro assim.
Mas sinceramente não sei se alguma vez iria jantar com o meu ex... talvez, com outras pessoas também, mas sozinhos acho que não. Sentiria que estava a abusar da sanidade mental do meu homem.
Mas lá está, cada caso é um caso, e conheço muito boa gente que tem relações fantásticas com ex namorados, e até saídas com os actuais de casa um. E acho bem :)
Concordo contigo Poisoned Apple, acho que estás certíssima.
É dificil explicar a um homem que a vida vive-se do presente e não do passado quando este está minado de ciúmes.
É dificil para eles e quase impensável a namorada ir jantar com um amigo que, por acaso, foi ex-namorado. Batem o pé, fazem birra e respondem-nos mal se os contrariarmos.
O importante é nunca deixares de ser fiel e sincera contigo. Se já lhe disseste o que sentias e o que te vai na cabeça, cabe-lhe a ele decidir se quer continuar com a mulher fantástica que tem a seu lado ou se prefere perdê-la e viver com o aperto no coração por não ter dado uma oportunidade a ambos de serem felizes com todas as adversidades que uma relação pode ter, porque são duas pessoas com feitios e maneiras de estar diferentes, com ideais diferentes mas que no fundo são capazes de se completar se assim quiserem.
Força Poisoned Apple!
Siceramente eu sou uma pessoa ciumenta e ODEIO isso em mim, mas se o meu namorado fosse amigo de uma ex e fosse jantar/sair ou outra coisa kk eu NUNCA mas NUNCA lhe diria para não ir nem tão pouco o "ameaçava"!!
Não digo que não ficava magoada pq ficava!!!
O que eu acho que fazia se tivesse no teu lugar tentava por o meu namorado a "conviver" um bocado com o meu ex para ver que o que existiu acabou, não ha mais nada!!!
Acho que depois de ele ver por o relacionamento que existe, ou seja que não passa além da amizade,vai aperceber que não tem razão para os tais ciumes!!
Bj*
Não te queria assustar: mas só pensa assim (ciumeira desgraçada e sem necessidade) quem fez aquilo de que desconfia que é capaz de acontecer. Expliquei-me bem? :)
Olá Eva,
eu tenho o mesmo problema. Ele não quer que eu saia, pq os outros olham para mim (doente). Ele não quer que envie mgs aos mesu ex namorados (doente), ele não gosta que eu viage sozinha com a minha melhor amiga (doente). Que faço eu com alguém assim? SOu doente tmb? O que lhe vale isto tudo? Passo a vida a mentir-lhe, a esconder o que faço. Não, não é vida. Porque ninguém pdoe controlar tudo. Se quiseres alguma coisa com esse teu amigo, vais ter, não será por não ires ao jantar. Enfim... Odeio os ciumes porque me prende e eu adoro viver. Afinal so tenho esta e ninguém pode tentar prender-me.
Olá Eva
O ciúme é, por definição, irracional. Quando os ânimos arrefecerem, conversem e ele verá que não se trata de uma questão de princípio ou outra coisa qualquer, é pura e simplesmente uma questão de ciúmes. Agora, se ainda assim não ceder, ele terá de admitir que não tem razão.
É só a minha opinião, mas eu às vezes acho que os homens são assim por não confiarem nos outros homens.
acho q essa relação não vai durar muito. tu não gostas deste teu namorado actual.
o jantar pode nem significar nada para ti, mas significa, pelos vistos, para ele. se não consegues vislumbrar isso, a tua sensibilidade relacional está com um deficit grande e é indiciador de outra coisa.
e se achas que vale a pena por isso em causa, só te posso desejar boa sorte.
Julgo que não é o teu rol de argumentos que inviabiliza que se considere numa hipótese remota que voltes a gostar do ex. Pois também me diz a experiência alheia que se estando bem com o seu amor também se pode apaixonar pelos amigos (e não distingo amigo regular de amigo despromovido). Esta é a minha opinião empírica.
Também é minha opinião que deves ir e não ceder a ciúmes desprovidos de qualquer sustentação plausível. Um "se", "e se", "podes vir", não é argumento para nada.
Eu não quero que a minha cara metade goste de mim por falta de oportunidade de conviver com outros. Não devemos manter o nosso amado/a por prisão da livre vida social (e, mais uma vez, não distingo com amigo regular de amigo despromovido). Seja qual for a resolução da socialização, é sempre o melhor para ambas as partes. Ou estou com a pessoa que livre e conscientemente me quer, ou não estou com a pessoa que não deveria estar cmg.
São sempre dos que não se fala que causam os maiores danos!!!
beijo
Resumidamente, os ciúmes são uma alarvidade. Não é que às evzes não façam sentido, mas são tudo menos racionais e ponderados. E não és tu que estás mal. Mas és tu que vais ter que o saber levar.
E ir jantar com um ex bem resolvido só não é normal porque há para aí uma cambada de mal resolvidos que decidiram que isso não é normal, porque para eles nõ pode mesmo ser. É uma questão social, estúpida como tantas outras.
Caro Anónimo,
podia ter-se identificado, que eu não levo a mal uma opinião contrária à minha. Acho é que não tem qualquer argumento que sustente a acusação de que não gosto do meu namorado. Por quê? Porque quero ser quem eu sempre fui com outras pessoas? Porque não quero ser condicionada de forma desagradável? Eu não o faço! Ele farta-se de sair só com amigos e até tem uma viagem planeada da qual eu não faço parte. E quê? Vou dizer que não vai? Prender para meu bel-prazer? Quer dizer... qual é o propósito? Fazer dele quem eu quero que seja em vez de ser ele próprio? Quem é que está a colocar algo em causa: quem prende o outro ou quem quer ser a mesma pessoa que foi até aqui? E quando me aparece a altas horas da madrugada porque saiu só com amigos, de cheiro a álcool, faço cenas? Proibo-o de sair porque há mulheres na noite?
Eu compreendo que lhe custe, que possa ter ciúmes. Mas entre isso e condicionar a minha vida, não há que duvidar na escolha. Não tem quaisquer motivos para duvidar dos meus sentimentos, mudei a minha vida e as minhas rotinas por ele.
Caro Anónimo, só me falta dizer que, se gosto dele, tenho de ceder a todos os seus caprichos. Com esse argumento, então ele não gosta de mim, pois está com mais dificuldade em aceitar, ainda que eu comece a ver alguma luz.
Para mim já não se trata de ir jantar com alguém que pertence ao passado, trata-se da minha vida. E não vou jantar porque quero que seja ele a dizer-me para ir. É a ele que lhe falta tolerância e não a mim, é ele que me quer guardar numa caixinha e não eu. Depois de umas 3 horas de sofrimento, como alguém aqui escreveu, volto para casa e percebe que não fazia sentido nenhum todo este drama. Só custa uma vez.
Deseja-me boa sorte e eu acho que tenho. Não me falta o discernimento saudável de querer uma vida dos dois e permitir que cada um tenha o seu espaço. Há tempo para tudo e, se nos opromirmos, aí é que não há sorte que nos valha.
Mas aceito a sua opinião, conheço pessoas que gostam de ser "mandadas" na relação, ter quem as oriente no que devem ou não fazer. Para alguns é simplesmente confortável. Para mim também seria mais fácil "comer e calar", mas não posso. Porque primeiro tenho de gostar de mim mesma, senão serei incapaz de gostar de alguém.
olha, o ciúme não é algo lá muito racional. envolve diversas questões, medos e crenças.
em qualquer situação dentro de um relacionamento, acho importante, em primeiro lugar, as duas partes se lembrarem que estão do mesmo lado, e que portanto não se trata de uma guerra de um contra o outro, para se saber quem está mais certo, quem é mais forte, quem ama mais, quem é melhor ou seja o que for.
relacionamentos e tudo que eles envolvem (incluindo os ciúmes) é um desafio que se enfrenta junto. então, acho que ao se enxergarem realmente assim, podem ir, com mais tranquilidade, encontrando caminhos para seguirem lado a lado felizes.
se um cede mais ou cede menos, não importa. mas vale lembrar que a parte que cede, o deve fazer com amor e se sentindo inteira, sem se violentar. percebendo que esse ceder feito com integridade não é fraqueza, é força.
com o tempo, os dois lados percebem que muitas das exigências e necessidades não eram tão grandes assim.
boa sorte! beijos
Padeço do mesmo mal. Tive já situações IGUAIS à que descreves. Se deixei de fazer aquilo que me parecia correcto e normal com medo das consequências? Não. Expliquei-me o melhor que pude para que ele entendesse que se alguma coisa o ameaçasse não lhe falaria do assunto.... Abdicarmos da nossa identidade, da nossa personalidade, isolarmo-nos do resto do Mundo (mesmo que não seja todo)só porque ele não gosta, ou tem receios, sujeitarmo-nos a "autorizações" do que podemos ou não fazer.... NÃO. E não se pode vacilar com medo das represálias. Ou damos por nós encarceradas num local donde depois não podemos sair...
Vai Jantar.
Se ele não gostar paciência.
Com o tempo passa-lhe e vai-se habituando.
Se não passar é porque é um ciúme doentio, e que se tornará cada vez pior se cederes.
Boa sorte
Carísssima Autora,
Concordo em tudo o que disse sobre os ciúmes.
Discordo em absoluto dos argumentos que usa para justificar a sua forma de estar na relação.
Eu sou daquelas que odeia mais justificações " se fiz isto aquilo e mais aquilo é porque..." do que ciúmes.
É que diz quem os tem que são um sentimento incontrolável, quase uma vozinha esquizofrénica, quem justifica não só pensou em tudo isso já antes como guarda para usar em momentos chave.
Seja igual a si mesma e não deixe de ir jantar com o seu ex-namorado e amigo ou qualquer outra pessoa, porque já sabe que mais cedo ou mais tarde vai dizer " eu nem fui jantar com ...". E isso como os ciúmes também não é nada bom.
Marta
Marta,
permita-me que discorde. Aquilo que chama de "justificações" são apenas argumentos, que é o que uma pessoa faz em diálogo, quando duas partes estão em desacordo: argumenta. Ora, se não se argumentar, perde-se o assunto, a conversa, o diálogo, ganha sempre o mesmo e há alguém que viva infeliz para sempre, dando ao outro aquilo a que também deveria ter direito.
E que aliás é o que fazemos aqui no blog, na caixa de comentários, entre leitores que discordam.
Poisoned,
Devo confessar que muito me admirou este seu texto. Não só me admirou como chocou/magooou. Compreendo perfeitamente que odeie ciúmes, no entanto, penso que julga de uma forma demasiado abusiva aqueles que o sentem. Tal como a Marta disse "...É que diz quem os tem que são um sentimento incontrolável, quase uma vozinha esquizofrénica...", e são mesmo. E eu posso falar sobre o assunto porque padeço do mesmo mal. Sou uma Mulher (não uma adolescente) que não se considera de todo uma pessoa insegura, no entanto, sempre que amo, sofro por ciúmes. Se me perguntar se tento controlá-lo, sim, todos os dias, repito todos-os-dias, sem descansar um minuto, um segundo que seja. Consegue perceber o sofrimento que isso causa? Pois, eu pensaria que sim, a avaliar pelo seu discernimento habitual a avaliar situações, mas com este texto percebo que não. Ou pelo menos, não em todas as situações. E repare que eu não condeno a sua posição em relação aos ciumes (é que eu, que os sinto, partilho dela. Odeio, repugno), mas o que me parece é que lhe falta um pouquinho de coração aberto/maturidade para saber lidar com a situação. Não, não é fazendo-lhe as vontades, não indo jantar seja com quem fôr, que vai resolver o problema. Até porque "amanhã" ele teria uma outra exigência qualquer, um qualquer outro ciúme infundado e lá teria a Poisoned de voltar a ceder (se já cedeu uma vez... Porque não desta? E desta? E desta?) Compreende? Mas certamente não será "humilhando" o seu parceiro em praça pública que lhe dará mais segurança. E atenção, eu sei que foi ele que lhe pediu que o fizesse, e também imagino que não tenha sido essa a sua intenção, no entanto, foi o que, de certa forma, acabou por fazer.
Dá trabalho amar um ciumento crónico? Dá. Muito. Por isso só fica quem realmente Ama. E eu, acredito que é possível. Tenho mesmo de acreditar...
Declaração de interesses: acompanho o blog há mais tempo do que consigo lembrar. Sou homem, não sou especial admirador de blogs similares, mas aprecio a escrita e a razoabilidade das opiniões da autora. Geralmente concordo com o teor dos textos, mas neste caso acrescento um dado à discussão. O que a poisoned diz é efectivamente verdade e concordo que os factos que descreve serão bastantes para «fazer prova» dos seus sentimentos e das suas intenções, bem como da motivação simples que a levará a jantar com o ex (eu acho que deve ir). Mas, como quase sempre acontece, não podemos/devemos ter uma perspectiva tão objectiva da situação. O que está aqui em causa não é o mesmo que surge noutros comentários (sinais de relações um nadinha obsessivas e na minha opinião de horizonte curto). Não podemos esquecer a insegurança do companheiro, que é mais uma fraqueza do que outra coisa, mas também que estamos a presumir que o ex tem as mesmas motivações/intenções simples e despretensiosas da poisoned. Dir-me-ão: ah e tal ele é muito feliz e tem um filho. pois isso não demonstra coisa nenhuma a não ser o que ele diz e quer que transpareça e, ainda que assim seja, o companheiro da poisoned estará sempre a leste dessa realidade e tem justas dúvidas sobre o assunto. Para terminar este (longo echato) comentário digo o seguinte: que tal um jantar com o ex, a respectiva e o filho, se é para conhecer novidades conheçam-se mesmo. E se sim, ficará feita a prova dos nove quanto ao móbil apenas amigável do ex e fica apenas a ter de lidar com a insegurança do namorado ciumento. E quanto a isso umas palavras meigas e certeiras costumam resolver.
Sou apologista de que ninguém deve mudar (não me refiro a adaptar certas coisas numa relação), mas sim a mudar a forma de ser/agir por causa da outra pessoa.
Se queres ir jantar, vai!
Com certeza que o teu namorado, como pessoa inteligente que é, acabará por entender e não fará birra :)
Já agora, como reagirias se o teu namorado fosse jantar com uma ex namorada?
É que é sempre interessante pormo-nos do lado de lá...
Um beijinho,
Ana
Como irracional que é, o ciúme acaba muitas vezes por tomar proproções um tanto ou quanto exageradas. Não odeio o ciúme, desde que não se torne doentio.
Se acho doentio o teu namorado não achar normal ires jantar a sós com o ex namorado? Sinceramente não acho.
Por mais resolvidas que as coisas estejam entre vocês, acho um pouco "provocatório" irem só os 2.
Pessoalmente não o faria, opartia pelo menos numa primeira vez por levá-lo a ele também isto por duas razões:
1º para que ele visse que não tem motivos para se preocupar minimamente.
2º para não dar a impressão errada ao teu Ex. (é que o facto de aceitares irem jantar sozinhos pode, eventualmente, dar-lhe a ideia de que pode pensar em algo mais.)
Se não concordas com algumas coisas que ele faz, mas aguentas, acho que lhe devias mostrar o teu desagrado sempre que ele as faz. é mais do que um direito teu. Deves manifestar que não gostas. Aí sou 100% de acordo contigo, devem ter direitos iguais.
Quanto à questão de fundo, e descula a delonga, se fosse eu optaria por um lanche ou um almoço em detrimento do jantar. É sempre uma coisa mais informal e que não transmite uma ideia "clima romantico".
Um beijinho e de qualquer maneira não mates muito a cebeça com isso
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Poisoned, porque é que queres ir jantar com o amigo? Porque a sua amizade é importante para ti, acrescenta algo de único na tua vida que não queres perder ou simplesmente pelo principio de não abdicar da tua liberdade incondicional?
Qualquer dos dois pontos é para mim suficientemente importante para que não deixes de ir mas a maneira de abordar o tema com a tua cara metade é bem diferente. E pelo teu texto suspeito que não o explicaste bem, simplesmente levaste a nega e bateste com o pé porque sim.
Em qualquer dos casos recomendo uma cedência temporária: não vás mas deixa no ar que o assunto não está encerrado (tipo, "to be continued" das séries de televisão). Já pensaste que ele pode ter reagido mal não por sofrer de ciúmes doentios mas porque naquele momento estava mal disposto, inseguro ou simplesmente embirrento?
Há-de surgir outra ocasião em que o tema venha à baila e à 2ª ou 3ª és capaz de o conseguir convencer que jantar com esse ex não tem problema nenhum. Quem sabe com um bocado de sorte e abertura de espírito até és capaz de perceber REALMENTE porque é que ele não quer que vás... ;-)
Verniz escarlate, estou certo de que esse exercício já foi feito que ela, mesmo que não pense assim, irá dizer que estaria totalmente confortável com isso.
Estimada Poisoned, isto está bonito está! Blog como arma de manipulação/pressão? Já vi terrorismo mais leve que este.
Olá!
Antes de mais gostava de dizer-lhe q gosto bastante de ler o seu blog, e não poderia deixar de escrever umas palavras acerca deste tema.
Ciúmes q.b. é saúdavel, não me digam que não porque são, acabam por apimentar a relação, mas eu disse q.b.
A relação mais intensa que tive foi à distância, separados por mais de 200km, onde naturalmente não eram permitidos ciúmes. Mas esse naturalmente não custou, pois o nosso amor era tão grande ou parecia ser, que não haviam dúvidas e saber que ele convivia com a ex não me preocupava, porque era por mim que ele se movia.
É natural que preferia que ele estivesse comigo, mas existem tantas formas de manifestar o amor que foram superados... afinal o que nos separou foi a distância e não os ciúmes, mas como é natural estes existiam (mas q.b.).
Se existe amor entre vós, se ambos estão a fazer cedências... não tem de existir esse problema. Basta ele confiar em ti. Até ao momento tu tens cedido por ele, chegou o momento de confiar em ti, mesmo que isso não o agrade a 100%, o amor vive com base na confiança.
Eu iria jantar, porque as pessoas com quem estamos têm de gostar de nós como somos e simplesmente temos de adaptarmo-nos e não mudar, porque aí deixamos de ser nós.
Ele vai compreender a tua posição, vais ver.
Ass: M
Cara Poisoned Apple
Já vivi um caso parecido com o meu namorado. Ele fez birra pq achava q eu n confiava nele. Eu disse-lhe q confiava mas tb gostava de sentir q ele "trabalhava " p não me deixar insegura. Tal como eu faço com ele. E isso n é deixarmos de ser livres. Simplesmente, se estamos com outra pessoa, devemos tratar determinadas situações de forma diferente de que qd estamos sozinhas. Até pq gostamos q eles façam o mesmo connosco.
Por vezes qd temos amigos do sexo oposto, permitimo-nos a certas liberdades como um apalpão ou outras coisas q tais. Admitindo q o meu namorado tem amizades assim, n gostaria q esse gesto acontecesse à minha frente, por uma questão de respeito. Só isso.E eu tb n o faço.
Acho q se passa o mesmo com o seu namorado. Ele sabe q na sua relação com o seu ex até pode ser normal um jantar a dois, mas por uma questão de respeito para com ele, não deveria acontecer.
Mas parece q a Poisoned Apple vê isto como uma marcação de posição...
Um bem haja
O meu melhor amigo é um ex-namorado. Como disseste muito bem, preocupem-se com os que não falamos e em não nos cortarem as asas. É nessa altura que nos lembramos de voar.
Cara Poisoned, quando voltares do jantar, dá-lhe um mimo e diz-lhe a verdade. Que a melhor parte do jantar foi regressar a casa.
não concordo nada ctg, para mim quem uma vez se sentiu atraid@ por alguem, pode sempre voltar a sentir o mesmo..
não acredito mesmo q se possa ter uma relação tipo amizade c alguem c quem houve um caso.
mas diz-me só, o teu homem costuma ir jantar com alguma ex?
Parece que se esquecem que nos entregamos a ele, namoramos com ele e sorrimos com as parvoices dele e não é um simples amigo, por mais mais ex que seja, que nos vai mudar de ideias.
Que tenham ciumes, ok, mas não nos metam num redoma de vidro, em casa, trancada as 7 chaves como se fossemos saltar ao primeiro que aparecesse.
Antes dele...tivemos uma vida, aceitem-na!
possa tanta opiniao....
bem.... eu concordo e discordo...
acho que podes ser amiga do teu ex... eu tb sou... mas a ir jantar com ele, na minha maneira de ver nao acho correcto mesmo que nao tivesse marido/ namorado...
bjs
cristina
Apple,
Fala, comunica e não deixes nada por dizer e ele que tambem não deixe. Tentem compreender-se mutuamente, tu que ele tem ciumes e ele que tu não queres mudar quem és!
Esmiuçem mesmo o assunto até não dar mais, com calma e sem dizer coisas que se possam magoar mutuamente e depois ultrapassem-no...
Viver a dois não é facil...se eu nem com a minha mae conseguia, não imagino quando for com outra pessoa!!!
Mas os problemas depois de resolvidos tornam o amor mais forte. =)
E, se ambos estão envolvidos em novas relações, e felizes com as ditas, porque não um double-date?
Não há nada para assustar o bicho-papão como abrir a porta do armário...
Muitas vezes, quem não confia é de desconfiar.
Basicamente ele não se dá com nenhuma ex-namorada que teve...
Mas muito provavelmente tu já sentiste uns ciumes de matar de alguma mulher que se fizesse ao teu "alvo"...está na natureza do Homem...para mim é normal ele sentir ciúmes, sentir-se ameaçado, mostra que gosta de ti...
Certamente não te vai bater, não vai alimentar discussões...se calhar até és tu que as alimentas porque não compreendes a sua maneira de ver...
É normal se acontecer ficarmos amigas de ex...mas também convenhamos que o outro pedir um jantar para por a conversa em dia não é lá muito de cavalheiro...preocupou-se em convidar o teu homem também? Va, tudo bem, dá-se um desconto...agora se se marimbou para a tua situação amorosa, também não lhe dava credibilidade...
Eu tenho ciumes...aqueles saudaveis, não alimento brigas, nem discuto, nem amuo...tudo porque falo muito sobre esse assunto com o meu namorado e o sentimento é reciproco...
Não vejo inconveniente se o teu homem se sente incomodado...é compreensível.
Bom... penso que não vai ser surpresa para ti se eu disser que concordo em absoluto contigo.
E a questão do jantar é por ser um ex-namorado ou um amigo do sexo masculino? Eu sou da opinião que ninguém deve castrar ninguém, que ninguém é de ninguém, e, pior, as coisas "proibidas" são as piores. Se tiver de acontecer apaixonares-te por outra pessoa vais apaixonar-te por outra pessoa mesmo que não vás sair com ninguém. E, aliás, se em hipótese tu só estivesses com a pessoa que estás por não teres mais ninguém disponível não seria amor. E em relação a alguns comentários, que dizem que a outra pessoa tem de fazer algo para não nos sentirmos inseguras, isso é das piores coisas que se pode fazer numa relação. A outra pessoa tem apenas de nos respeitar. A insegurança é nossa, somos nós que a temos de resolver. Não devemos fazer com o outro seja culpado por algo que é nosso. E aqui falo como psicóloga. Beijinhos
Já ontem por cá passei, abri a caixa de comentários (só cá estavam 5) e fiquei a reler o texto, vezes sem conta.
Venho cá muitas vezes, mas raramente comento. Ontem, mais uma vez, decidi não comentar. Achei que poderia "cair mal" a minha visão das coisas.
Hoje, depois de tanta coisa dita, acabo por perceber que aquilo que possa aqui dizer é pura e simplesmente mais uma opinião, e que não será com base nisso (oxalá que não!) que a Poisoned e o homem dela vão decidir o que quer que seja. Aliás, porque eu acho que a decisão, tanto de um como de outro, está mais que tomada.
Sou aquilo a que se chama uma mulher (30) relativamente ciumenta. E sou daquelas que acha impossível manter uma relação puramente de amizade com alguém com quem se partilhou muito. Cama, casa, acordar, dormir, viajar, crescer... acredito que seja possível uma reaproximação, mas nunca arrisco algo mais íntimo (ou propício a intimidade, como um jantar a dois) pois sei que, nalgum momento, as lembranças do "como era", "como fazíamos" acabam sempre por vir à conversa. E o alcool, ou a hora, ou o ambiente começam a pedir mais. E às tantas... Até sentimos saudades, porque se sabe que há sempre coisas boas a reter de uma relação.
Consigo compreender perfeitamente o homem da Poisoned. E compreendo também a Poisoned. Como é óbvio, trata-se apenas de ciúme.
Só não me parece correcto que a Poisoned sinta que mudou isto e aquilo, no fundo, a sua vida, para agradar o homem dela. Esse foi o pior erro que podia cometer. e como li num comentário atrás, não é bonito "atirar" em cara que o fez por causa dele. Depois do que a Poisoned aqui escreveu, acredito que ir ao jantar será o menos importante resultado desta discussão.
Final note: vá ao jantar, não beba e ao chegar a casa relativize a "coisa" e "peça aos anjinhos" que não lhe apeteça voltar a repetir. Tudo porque me parece que vive uma relação bonita, saudável e com "pernas para andar".
Beijinho
Poisoned,
Como sabes (e falamos ontem) na minha opinião não se deve ir a um jantar a dois com um ex. Para mim é uma questão de princípio.
Percebo que te sintas atingida na tua liberdade com a atitude do teu homem, mas não posso deixar de o perceber a ele também.
Aqui o problema não é o teu ex ou o ciúme do teu homem. Aqui o problema é a adaptação ao que é uma vida a dois... ninguém pede que deixes de ser quem és (até por que isso seria um desperdício para a humanidade!), pedem-te sim que te adaptes da melhor forma possível a uma vida que queres que seja a dois. Não é fácil! Acredita que hoje em dia a duração dos relacionamentos tem muito a ver com a atitude das pessoas nesta dita 'adaptação'. Que perdes alguma liberdade? Perdes sim, mas a tua essência, essa é que tem de ser mantida.
Enfim, esta conversa dava pano para mangas...
ass. Vizinha
PS. Não me crucifiques!!
E se fosse ele a ir jantar com uma ex namorada?
Inês
garota, qq pessoa q n tenha um blog e queira comentar, invariavelmente, só o pode fazer a cobro do anonimato.
não por as opiniões n coincidirem.
eu mantenho a opinião: pode n ser importante para ti, mas é para ele.
como é que se faz a gestão disso? com muita sensibilidade e sem dramatismos. se o jantar vai por a relação em causa? só vcs podem responder.
Poisoned,
Leia estes comentários (e os anteriores) de espírito aberto...
Há alguns "sacrifícios" que diz ter feito que pesam na reacção violenta que teve aos ciúmes/tristeza do seu namorado...
Eu acredito que a agressividade tem origem na dor, tristeza ou frustração, analise p.f. a causa das reacções de cada um...
Também seria bom que você se pusesse no lugar dele e sentisse a tristeza dele...
E ele devia pôr-se no seu lugar e entender que a forma como aborda a questão (em vez de assumir que a ida dela ao jantar o deixa simplesmente triste) a faz sentir que tem a liberdade diminuída...
Boa Sorte e Amor para os dois...
Eu confio no meu namorado. Não me importo quando sai com os amigos, não me importo com os seus contactos no messenger, facebook e outros. Mas se ele me dissesse que voltara a falar com uma ex, eu iria estar atenta. E se ele me dissesse que havia um convite para jantar, eu não iria gostar que ele fosse. E eu nem sou ciumenta! Por outro lado, se ele me apresentasse à ex, muito provavelmente acabaria por avaliar a situação com outros olhos. Já consideraste essa ideia? Sendo apenas uma amizade, se o teu ex também já tem alguém, mais vale conhecerem-se todos para evitar estes stress. Compreendo que estejas a passar por algumas mudanças de forma acelerada, que sintas que esta reacção do teu namorado é exagerada, mas nem todos são iguais e a relação ainda não cimentou bem os alicerces.
Pois a minha opinião não quero que seja apenas para te ajudar a ti, mas também a muitos dos que aqui escrevem, que com muita pena deles, vivem num mundo de tristeza, rotina e solidão partilhada...
Pois se temos medo de contar experiências, então ao contrário do que muitos consideram "politicamente correcto" essa pessoa não é ainda a "tal"... porque quando gostamos verdadeiramente de alguém gostamos que ela saiba tudo acerca de nós, bem como o que nos vai na alma...
Não acho que estejas a proceder mal, pois se é dele que gostas e por ele mudaste a tua vida, fazes bem em ser transparente nem que isso custe as discussões de que falas.
Acredito que ele um dia vai perceber que és uma miúda especial e sem nada a esconder... Pergunta-lhe o que é melhor saber que queres ir jantar com um "ex" ou ver-te a pensar: "Como irei jantar com o outro sem tu saberes?!!".
Há quem seja da opinião que a ignorancia é a melhor forma de estar na vida, outros preferem, "olhos que não vêem coração que não sente", enquanto assim for mentalidades em que o amigo de um, é amigo do casal, leva a que o guincho em finais de tarde de trabalho ou os Ibis por este pais fora continuem a fazer fila de espera por um coito alheio...
Quando a relação é feita de tabus, procuram-se soluções noutros lados. Quanto mais se aperta, mais nos foge. Quando há liberdade e honestidade, todos vivemos mais felizes e mais soltos, porque não estamos a cumprir obrigações nem a pensar como contorná-las.
O que li fez-me lembrar de momentos tristes que passei ao lado de um ser estranho... Ciumes, desconfiança... fartei-me! Caguei naquilo e voltei a viver a minha liberdade... e foi duro tomar essa posição ao fim de 7 anos!
O grande problema dos homens não são os ciumes, são aquilo que o unico neurónio existente no meio dos ossos do crânio conspira e acha que fazemos... acha... apenas acha!
Não gostam deles! Não confiam neles!
E acham que somos o seu espelho!
Quem não se fia não é de fiar, ja dizia a minha avózinha!
NUNCA DEIXES DE SER TU PRÓPRIA, DE FAZERES O QUE GOSTAS! AMA-TE ANTES DE O AMARES!
Boa Sorte!
Força!
Muita Luz!
O que é de facto impressionante é como é possível tanta gente perder tempo com este assunto.
Acho que o que se devia discutir neste blog é de facto a autora detalhar toda a sua vida, algum problema de infância? O que leva alguém a fazer isso?
De facto o "seu" homem é o melhor do mundo, ler toda a sua privacidade exposta para todo o "mundo" e ainda estar disposto a ficar nessa relação.
De facto impressionante.
Os ciumes nunca foram nem nunca vao ser um tema de absoluta concordia. Sabes que sao irracionais, que por muito que a pessoa confie na outra ha sempre aquela duvida que normalmente nao esta relacionada com a pessoa com quem se esta mas com os outros... e irracional...
Acho que o T e eu somos um bom exemplo... quando vou para Portugal ele sabe que vou estar com os meus amigos e nao questiona com quem eu vou estar, e mesmo aqui quando saio sem ele acontece o mesmo... E ele tambem sai com os amigos dele e viaja com os amigos dele, e eu sou a primeira a dizer-lhe para ir.
No nosso caso, ele acaba por ter alguma 'sorte' (se e que se pode chamar isso) porque eu deixei a minha 'bagagem' noutro pais... mas ele nunca questiona se eu vou ver algum ex quando visito Portugal. ele e muito amigo de algumas das ex dele, e nos ja fomos passar fins de semana a casa delas, que agora estao casadas e com filhos. nao posso dizer que tenha achado facil a primeira vez que as conheci, ate porque acho que para elas tambem foi estranho porque estavam habituadas a ve-lo solteiro e agora tinham esta outra mulher ali em casa, mas passou e agora somos amigas.
o ciume e natural, como tu dizes e bem, mas em pequenas doses, e sinal de que se gosta. da-lhe tempo e ele vai acabar por se habituar a ideia, as vezes demora um pouco mais. geralmente e mais um caso de inseguranca do que de falta de confianca em ti, percebes? mas acho que ele e um homem inteligente e razoavel, e acima de tudo gosta de ti (muito!), e de certeza que vai compreender que vao sempre haver amigos, de um ou do outro, de quem nao se gosta tanto e com quem preferia nao ter que se preocupar, mas que sao uma presenca na vossa vida e por isso vai ter que aprender a lidar com isso da melhor maneira. mas nao tentanto limitar a tua liberdade, assim como tu nao fazes com a dele... tenho a certeza que ele vai chegar a essa conclusao. da-lhe algum tempo e tem paciencia... sabes que ter paciencia (para tudo e mais alguma coisa) e essencial numa relacao... ;-)
GiGi
Esta é a primeira vez que visito este blog e deparo-me com este texto que é, no mínimo, um alerta para as relações.
O ciúme é de facto algo inconsciente e que todo o ser humano, sem excepção, sente. É algo inato à sua existência e não há volta a dar. Agora, o que não é de todo normal é o ciume doentio e que impede as pessoas de serem felizes e construírem uma relação.
Não vale a pena o massacre da desconfiança e de outros sentimentos que, muitas das vezes, nem sequer têm razão de ser porque o homem não tem o direito de controlar e mandar na mulher e vive-versa.
E podes dizer-lhe que não! Que não é normal esta situação e que o mais provável é ele estar a perder tempo... um tempo que é dos dois.
Poisoned:
eu tb sou da opinião que só não se conta alguma coisa ou se fala de alguém, qd se tem algo a esconder. Afinal gostamos de falar de tudo com a pessoa de quem gostamos, pq não havemos de falar desta ou daquela pessoa? Eu não sou ciumenta, nunca fui. Melhor exemplo? Um ex namorado meu trabalhava num escritório com uma ex namorada que fazia parte do grupo de amigos, e ao mesmo tempo tb tinha um negócio com uma ex noiva. Um chamado as good as it gets. Qd ele me conta isto no início foi um pontapé nas costas, mas com o passar o tempo já nem lembrava da 1ª ter sido namorada dele, e só não me esqueci da 2ª pq ela era mesmo muitiiinho inconveniente, mas nem assim havia a questão do ciúme. No meio disto, o problema na nossa relação foi uma 3ª ex namorada, o grande amor da vida dele, que tinha por hábito voltar a dar-lhe corda quando não tinha ninguém... Uma pessoa de quem ele nunca me falou e que um dia apanhei a enviar-lhe beijos no messeger, vindos do nada. Confrontado, (e após muito tempo a negar, como todos os homens, nunca acreditem neles à primeira se a história vos "cheirar mal") ele acabou por assumir que tinha retomado contacto com ela e que estava confuso. Por isso não tenham medo daquilo que vêm, daquilo que é um livro aberto. Podemos voltar a apaixonar-nos por um ex namorado? Acredito que sim. Nunca me aconteceu. A probabilidade deve ser igual à de nos apaixonar-nos por outra pessoa qualquer.
Bj
Marta
oh maçã envenenada, permite-me a "opinação", ou será antes um desabafo. Se eu soubesse que ias escrever sobre este tema, tinha poupado o meu latim. Após dois casamentos fracassados e promessas infindáveis de jamais matrimoniê outra vez, a verdade é que a terceira cai quem quer e de burrice. Se os outros mostravam uma centelha de ciumeira que me fazia subir paredes....ninguém vira tapete só porque entra numa relação, bem, dizia eu, se os outros volta e meia se encrispavam com assuntos de ex's porque toca a filhos, este, o rei dos largesse é mas é o rei dos conservadores e eu devo ter virado peça de museu porque ando tão relíquia, que inventa milhentos argumentos (redundantes e anacrónicos e faceis de manjar á légua, diga-se) pra me acompanhar a uma simples consulta, seja lá do que for....terá ele medo que eu seja duplicada da sharon stone, penélope e afins? Eu sou boa, digo-lhe eu, mas tanto é que desconhecia!!! O gajo fica ainda mais azedume, mais azeitona, mais narcisico e diz que haviam de haver tatuagens proprias pra cada casamento e esssas sim, mostrar com orgulho, do tipo 29març2000 e trocó passo miss rocha. :S;OSDGHHIKHDJDG
Enfim, compreendo-te perfeitamente. Deve ser por isso, por causa dos malditos ciumes que não são prova de amor, mas de irracionalidade e possessão doentia, que os documentos pra um divorcio se mantêm na advogada, não vá o diabo do homem tecê-las.
Ah, e não se esqueçam, o aumento de violência doméstica e crime de homicidio sanguinolento atentado contra companheiras continua a disparar indices malaicos de como se vivem as relações por dentro no nosso querido país tuga. Uma mão à frente, pra nos segurarmos e dois pés atrás, bem seguros.
E na cedência, cedam eles. As concessões ficam-se pelo jogo do monopólio.
Gostei de te/vos ler :)
E quase ano e meio depois, deixo aqui a minha opinião... se é que alguém a vai ler; não interessa, fica gravada!
Não sou ciumenta; tenho noção do que é, ou não, falta de respeito, do que é, ou não razoável. Não se trata de confiança, ciumeira, etc, mas de razoabilidade!
Advogo a máxima "não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti". Não quer dizer que consiga sempre segui-la, mas esforço-me, pois adorava que fizessem o mesmo em relação a mim.
Podia dar muitos exemplos, mas vou tentar resumir a questão: eu não gostava que o meu pai, ou a minha mãe, fossem jantar a dois com um amigo/a do sexo oposto! Nem preciso de falar em ex-namorados. Acho que era uma falta de respeito pela outra parte, por mim, pelo meu irmão, pela família... Já o caso muda se fossem ambos jantar com ex de um deles: perfeitamente normal. Ou ir um deles jantar com o grupo (o que acontece algumas vezes). Normalíssimo!
Agora, uma pessoa que assume relação achar normal ir jantar só com alguém do sexo oposto, ex ou não ex, parece-me falta de sensibilidade para com a outra pessoa.
Como já alguém aqui disse, se é só para pôr conversa em dia, beber uns copos, rir, porque não, com toda a naturalidade, abrir o círculo?
Conversas privadas têm-nas por telefone, e-mail...
Sou das que não corta relações com os ex; não tenho "defuntos" na minha vida, como a maioria das minhas amigas, mas acharia estranho que algum dos meus ex, ou mesmo dos meus amigos, quisesse um jantar a 2, sabendo que há alguém na minha vida (e se houvesse alguém na vida dele).
E se vamos, como muita gente disse, que aquilo de que não se fala/mostra é que é de suspeitar, pressumo que ninguém ache que o conceito de swing seja de traição, uma vez que o outro está ali, a assistir a tudo!
Repito, tudo tem a ver com respeito e com sensibilidade, na minha opinião.
Atlântida
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