29.1.10

Questões pertinentes #21

É um grande passo abrir uma conta conjunta para despesas da casa (leia-se água, luz, gás, supermercado...) para ter dois cartões Multibanco e facilitar a vida no pagamentos destas necessidades?

Para mim não é nenhum big deal, nenhum excitamento em particular, é algo que aparece naturalmente para facilitar a vida aos dois. Mas quando procurei informar-me sobre contas sem despesas de manutenção (já que isto não é para poupar nem nada que se pareça), têm-se multiplicado ovações:

- Wouhoooooo! Isso é um passo em grande!!!

Ou eu estou parva ou não acho nada. E ficava assim com cara de toina, surpreendida. Talvez porque seja muito prática: para mim fecha-se a conta da mesma forma que se abre, para outros/as é símbolo de uma união mais difícil de desfazer porque existe um laço bancário. Aparentemente há muita gente a pensar assim, mas aqui entre nós, que ninguém nos ouve, como é que alguém pode pensar isso por umas centenas de Euros?

Mas concordo com o meu amigo DM que me fez lembrar a minha vida de hoje e a de há um ano.

Sorri.

Realmente... que diferença! Passei de sumida de tristeza, desgostosa, de coração partido sem acreditar em nada a dividir despesas do lar.

8 caroço(s):

Teresa disse...

LOLOLOL, estou exactamente nessa fase, e há um ano tb estava afogada em solidao amorosa e agora falamos ao telefone "entao o q se faz para o jantar? e amanha levamos almoço?" :)

Poetic GIRL disse...

Isso demonstra a meu ver que estás agora bem melhor que há um ano atrás. Mas realmente é como tu dizes não é nenhum big deal, já que (esperemos que não) hipoteticamente as coisas não deiam certas, olha fecha-se a dita, e divide-se os trocos. Tudo é o que tem que ser! bjs

Fuschia disse...

Também estou nessa fase e parece-me natural, serve para facilitar as coisas. Não percebo a grande agitação com a conta conjunta. Se é para haver ovações, que seja por as pessoas estarem a ir viver juntas, certo? Até porque "viver junto" já pressupõe que se vá partilhar contas, seja ou não com conta conjunta..

António Prates disse...

Como tenho no meu nome uma conta substantiva que me dá direito a aderir espontaneamente ao mundo de todos os toinos, vejo nestas Questões Pertinentes algumas particularidades fundamentadas no tempo de duração de um enlace conjugal… E assim sendo, penso que esses tais cartões deviam de ter averbado uma medida referente aos intentos conjugais. Por exemplo: se a conta fosse aberta com base numa ligação concebida por uma atracção física, o cartão teria um prazo de validade de uma semana ou um mês; se a relação fosse grudada pelo calor de uma paixão, o mesmo cartão seria legitimado por seis meses ou um ano; e se o enlace conjugal tivesse as distintas honras do amor, certamente que fazia todo o sentido que o seu prazo de viabilidade tivesse uma validade muito mais amplificada – e, para aperfeiçoar ainda mais a pertinência da questão, penso que os entendidos na matéria, podiam conceber ainda uma cor diferente para cada uma destas categorias.

Xo disse...

Acho que é um passo habitual quando se está bem numa relação, não importa se já passaram meses ou anos... Já passei por ai e na altura a nossa escolha caiu na cgd unicamente por ser a unica na altura que não pagava transferencias para outras contas :p parecendo que não, isso é uma coisa que até importa! Boa sorte :)

renovada disse...

Não há nada que facilite mais a vida a dois que uma conta conjunta para as despesas. Principalmente se for como a minha que recebe mensalmente uma quantia igual de cada um. Assim nunca há desculpas, nunca há discussões e nunca atiraremos nada relacionado com dinheiros à cara um do outro. A contribuição para a casa e para as despesas é exactamente igual.
Claro que ninguém pensa em separações quando começa a via a dois, mas como nunca sabemos o dia de amanha, não há nada como facilitar :)

La Trinca disse...

Pronto e cá estou eu outra vez com uma experiência diferente.

Nós la em casa, não temos conta conjunta para as despesas.
Cada um tem a sua conta, que por motivos de segurança o outro também é titular, apesar de nunca fazer uso dessa titularidade.

E depois vamos pagando as despesas como calha, por exemplo a água, a luz, e o gás paga ele, por esta domiciliado na sua conta, mas os supermercados semanais, frutas, legumes, carne, peixe pago eu, os supermercados grandes paga ele, o condomínio também costuma ser ele, os seguros é conforme e o que vai sobrando juntamos nas contas individuais para as coisas extra, como viagens, presentes, etc.

Nunca nós em qualquer discussão que fosse fomos buscar a história de eu pago mais que tu, e tu gastaste dinheiro aqui ou ali.

Confiamos um no outro e sabemos que se vivemos um com outro e um para o outro, onde gastamos o dinheiro é sempre bem gasto.

La Trinca disse...

Ah, as gasolinas e gasóleos normalmente é sempre ele que paga, afinal eu "ando muito menina" e francamente não consigo encher o depósito, assim quando o meu popó esta a ficar sem combustível, la vai o meu mais-que-tudo, atestar o bichinho e obviamente que não me pede o meu cartão multibanco.