30.3.09
O amor engorda
E como educar o corpinho a viver com a estabilidade, heim? É que eu não como mais, pelo contrário! Estou oficialmente desesperada. Merda mais ao metabolismo histérico e a roupa que encolhe de cada vez que é lavada.
29.3.09
Do you remember? #46
Bad English - When I see you smile - 1988
Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com
27.3.09
Como entalar um amigo com apenas 20€
O meu querido amigo DM foi hoje comer qualquer coisa com um antigo director e discutir a hipótese de um regresso à antiga empresa. Na hora de pagar, ele atirou a nota para cima do recibo, virada para o antigo director. Este último, arrastadamente avisou-o que parecia haver um recado escrito com destinatário. Na nota podia ler-se:
"DM (por extenso),
a tua pila é o máximo.
Bem que mereces esta gorjeta!
Beijos"
25.3.09
Put yourself together, woman!
Nem eu nem ele sabemos dizer do amanhã, pois isto do viveram felizes para sempre são coisas que a Disney anuncia no fim das suas películas, mas sabe dizer-me que nada é assim-assim, que tudo tem um sabor especial, que o futuro não conhecemos, mas no presente sabemos o que temos e o que somos. Mostra que se lembra de mim assim que acorda, que quando se deita é comigo que quer sonhar, que me adora, que me quer, que levamos uma vida de circo, passamos dias sem os ver, mas o sentimento não muda. Diz-me que gosta dos meus lábios, que me deseja e se sente incompleto quando não estou. É comigo que quer partilhar tudo o que tem, carrega a vontade de sermos só um, é com frequência que me diz ter saudades nossas e procura-me nos armários onde está o meu cheiro em embalagens de creme, hidratantes de cabelo e perfumes.
Ainda assim, ainda que não tenha razões de queixa, a sabedoria popular diz-me que o que é bom dura pouco, que quando a esmola é demais o pobre desconfia e eu refuto sempre, porque devagar se vai ao longe, já penei tanto que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Faço por interromper estas viagens do pensamento impondo ordem em mim própria ao melhor jeito americano, put yourself together, woman! Vale-me o diálogo e a esperança de que as hormonas se deixem ficar mansas.
24.3.09
Questões pertinentes #15
21.3.09
Do you remember? #45
Adrian Gurvitz - Classic - 1982
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20.3.09
(in)digno
Sinto-me envergonhada de cada vez que me lembro que por causa de um rapaz que não valia um corno, sabe Deus o que vi nele, fiz as figuras mais tristes de sempre, humilhei-me e perdi mais do que muitas vezes a dignidade, tudo para manter o amor que vivia com ele. Garanto que lembrar-me desta relação me provoca náuseas, tinha 17 anos, era o primeiro namorado e nada sabia da vida, mas ainda assim gostava muito de ter tido alguém que me sacudisse, me enfiasse um par de estalos ou me desse uma tareia sem nome de cada vez que uma discussão por causa de coisa nenhuma levava ao fim do namoro (na adolescência é assim). Ora então, chorava continuamente sentada nos degraus à porta de casa dele. Lá dentro ele ria, bebia Coca-Cola e jogava qualquer coisa parecida com uma playstation. Os vizinhos passavam e viam-me ali. Os amigos entravam e saiam de casa dele para os famosos torneios, contornavam-me para poder entrar e ele olhava-me com quem pergunta ainda estás aí? E ali fiquei horas a fio, tantas vezes. Hesito imenso em escrever isto porque faz de mim uma pior pessoa, uma pessoa sem dignidade não tem nada. Muitas pessoas não vão conseguir imaginar-me a fazer estas figuras indignas, mas só eu sei os erros que já cometi. Se este texto sacudir alguma mulher de repetir este ridículo ou semelhante, já valeu a pena.
E não tenho como fazer compreender uma mulher com quem até nem tenho este tipo de conversas, que nenhum homem gosta de uma mulher que primeiro não goste dela própria. Não que isto tenha a ver com géneros, pois também nenhuma mulher gosta de um homem que viu a dignidade desaparecer por um ralo. Revoltam-me situações como as que eu fiz que, embora não perdoando, consigo perceber numa pessoa que ainda não é adulta. Mas uma adulta por inteiro não consigo compreender que massacre um homem por telefone, todos os dias, num contacto onde não existe diálogo, apenas um questionário (longo) de quem tem uma folhinha no colo e vai preenchendo com cruzes o que corresponde à verdade dele: pensaste em mim hoje? A que horas? E o que pensaste exactamente? E o que sentiste? Achas que vais sonhar comigo? E quando achas que voltas? Achas que ainda há esperança? Saíste com quem? Estavam mesmo só essas pessoas? Hoje alguma mulher te ligou? E até eu já estou cansada de escrever 10% das perguntas proferidas.
Podemos ter defeitos, ser inseguros, não tão expressivos quanto a outra parte gostaria, pode faltar-nos o dinamismo e faltarem-nos as ideias para fazer coisas novas, mas quando perdemos a dignidade e alertamos se me vires com alguém é só um amigo porque sabes que eu continuo sempre à espera que voltes, está o caldo entornado e não há criatura nenhuma no mundo que queira o que não exige qualquer esforço, porque não sabe a nada, não traz a vitória da conquista, para além da exaustão que provoca uma figura inquisitória.
17.3.09
Verdade #45
16.3.09
Versão brasileira
15.3.09
Do you remember? #44
D.A.D - Sleeping my day away - 1989
Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com
13.3.09
Confiança...
10.3.09
Trio maravilha

7.3.09
Do you remember? #43
Estou apaixonada por este cover!
Youth Group - Forever Young - 2006
(original: Alphaville - 1984)
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5.3.09
S.O.S
4.3.09
A verdade dos 9 factos, 3 mentiras, 6 verdades
1. Tenho um cabelo praticamente indomável - É verdade, uma luta de leoa sem contar com parte dos meus redimentos dedicados aos produtos de forma a domar a coisa. Tem dias!
2. Tenho fama de antipática - Verdade e folgo em saber que nenhum dos comentários assinalou esta afirmação como uma mentira. Mas eu sou tão querida para os amigos!
3. Adoro! Não vivo sem Coca-Cola! -Blargggh! Mentira! Não bebo bebidas com picos. Em criança era única que nas festas dos amigos perguntava se podia beber leite. Ainda hoje estes ossinhos são só cálcio com a ingestão de um litro de leite por dia, yummy!
4. Já fiz uma declaração de amor num estádio de futebol com 60.000 pessoas - Meus filhos, isto dava um romance. Verdade, verdadinha e provavelmente a coisa mais ousada que fiz na vida. Foi no último jogo do antigo estádio de Alvalade, um Portugal-Brasil em que saímos a perder e foi mesmo no intervalo. Estava lá? Fui eu. Mas isto é história que sozinha dava um post.
5. Sempre que fico nervosa do ponto de vista amoroso dá-me um desarranjo intestinal - Verdade. Infelizmente eu e as entranhas vivemos mal juntas. As amigas já me viram correr para o WC muitas vezes. Assim de repente lembro de um encontro de terceiro grau na Kapital, eu de calças brancas, ele: "olá estás boa? Não te via há tanto tempo" e eu a apertar o esfíncter. Trágico.
6. Morro de saudades dos tempos universitários - Ca'nojo! Mentira, mentira, mentira! Não é verdade e muitas vezes achei que não ia chegar ao fim da licenciatura. Nunca vou ser daquelas pessoas que suspira "ai, no tempo de estudante é que era bom..." Qual quê? Eu gosto é de trabalhar.
7. Já estive envolvida numa pancadaria de bairro - Errr... não fui eu que comecei! É verdade, eu gostava de um rapaz, que gostava de mim e havia uma filha de uma mulher-a-dias qualquer que queria que ele gostasse dela. Vai daí, um dia apanha-me na rua e foi um festival de variedades: eu rasguei as minhas Levis 501 (o que com 16 anos era muito importante!), perdi (muito) cabelo e com os nervos só soube agarrar-me ao top da selvagem. Ficou de soutien na rua e eu fiquei com uma cicatriz no joelho até hoje. Admito que levei muito mais do que dei, mas isto é o resultado de meninas educadas com classe que não têm experiência nesta matéria. Se fosse hoje dava-lhe com os dentes no alcatrão que eu cresci e estou mais expedita. Às vezes vejo-a e digo-lhe "olá" com um sorriso e ela responde ao cumprimento. Já estamos crescidas. E ela com um rancho de filhos, uns quatro ou cinco, claro.
8. É raro, muito raro, maquilhar-me - Mentira! A maquilhagem serve para reforçar os pontos fortes e esconder os fracos. Mesmo que não reforce os pontos fortes, eu recuso-me a sair de casa sem esconder os fracos! Como por exemplo o facto de ser branca como a morte no inverno. Há que dizer aos outros que circula sangue neste corpo com um pouco de blush.
9. Quando era miúda regava a roupa acabada de estender da vizinha de baixo com groselha - Verdade. Ninguém imagina as vezes que fiquei de castigo...
3.3.09
9 factos, 3 mentiras, 6 verdades
1. Tenho um cabelo praticamente indomável
2. Tenho fama de antipática
3. Adoro! Não vivo sem Coca-Cola!
4. Já fiz uma declaração de amor num estádio de futebol com 60.000 pessoas
5. Sempre que fico nervosa do ponto de vista amoroso dá-me um desarranjo intestinal
6. Morro de saudades dos tempos universitários
7. Já estive envolvida numa pancadaria de bairro
8. É raro, muito raro, maquilhar-me
9. Quando era miúda regava a roupa acabada de estender da vizinha de baixo com groselha
E agora? Quem sabe o que é o quê?
2.3.09
1.3.09
Do you remember? #42
Bee Gees - You win again - 1987
Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com









