2.12.09

Correcto? Incorrecto? Nenhuma das duas? - parte 2

(continuação)

Lembrei-me do meu primo, o Banana de Madeira, que me contou posteriormente à boda, que aqueles meses até ao casamento foram de um discutir até perder as forças. Da forma que falava, parecia que os noivos pensaram várias vezes em desistir do enlace. E esta conversa já a ouvi mais do que uma vez. Parece que a pressão da chegada à data faz nascer atitudes desconhecidas entre casais. Mas e então esta estratégia de marcar uma data a médio prazo é boa na medida de um teste de compatibilidade? Pode ser mau, mas um mal que vem para bem; posso não notar qualquer alteração; pode tornar-nos mais fortes. Vou longe com estas reflexões... não há respostas! Têm um sabor a reacções adversas a um medicamento: cada um tem as suas.

Também o P. me disse que isto de "ajuntamentos" são modernices, quem quer casa! E explicou-me que no caso dele, quando se separou, tal provavelmente não teria acontecido se fosse casado. Foi um ai é assim?! Então vou fazer as malas! E fez, e o orgulho tomou conta dos dois, e o tempo passou e depois já era tempo demais e sobrou um coração ainda partido e um outro coração já recuperado. Compreendo o argumento dele de que o papel assinado traz outra seriedade à coisa, mas tive de lhe responder que no meu coração, com o sem papel assinado, a força na busca de uma solução a um problema entre os dois seria sempre a mesma. Não encolheria nunca os ombros. Viver junto ou casado, na medida do compromisso, para mim é igual, ainda que admita que socialmente não o seja. Mas o P. deixou-me no ar outra questão. Então e ele, o homem da Poisoned Apple, numa fase má - porque eu sei que as vão haver - seria como o P. foi no passado ou como eu sou no presente?

It takes two to tango e neste momento somos donos do salão de baile, mas as pessoas mudam. Eu não sei se ele vai mudar um dia para pior, ele não sabe se isso vai acontecer comigo. De certeza que a ex-mulher do P. não esperava aquele golpe quase de indeferença. Não há seguro que cubra estes danos e não há nada que possa ouvir que me deixe mais descansada. É um salto, é uma nova fase, é como no Indiana Jones, um salto de fé, mão ao peito e olhos fechados, flutuar no ar ou cair no abismo.

(continua)

5 caroço(s):

Rabodesaia disse...

Querida maçã, a resposta foi tão longa que te enviei por e-mail.
beijinhos

Anónimo disse...

PA, eu sou da opinião "quem quer casa". O teu amigo P. tem razão no que diz...

ass. vizinha

Formiguita Bipolar disse...

P'ra mim casamento e união de facto são o mesmo.

Compreendo é que por aí há muita gente que assim não pensa. Cabe-te a ti aferir qual é o significado que ele atribui a tal acto e, agires mediante o que descobrires.

Piston disse...

Isso são inseguranças normais na adolescência. Quando chegares aos 30 anos isso passa.

Bem...

Rita disse...

O P não deixa de ter alguma razão... Embora eu não faça questão de casar, mas...
E claro, há os que casam, mas apenas no papel, não com o coração.

Raios, porque é que isto é assim tão difícil????????