27.11.09

Correcto? Incorrecto? Nenhuma das duas? - parte 1

Penso demais, bem sei, mas não há como evitá-lo. E em algumas situações acho mesmo que tem de ser. Estoirar a cabecinha com possibilidades, fazer equações às probabilidades, procurar um resultado que, tenho para mim, será sempre indefinido.

O homem da Poisoned Apple pediu-me em "ajuntamento", que é como quem diz, que nos amancebássemos, vivêssemos em pecado, juntar os trapos de uma vez por todas. Na verdade, não muda muito da situação actual, a diferença está em ter os bens materiais, todos os meus trapinhos, sapatos, brincos e outras coisas que tanto espaço ocupam, debaixo do tecto que é dele. Quis tanto que me fizesse esta pergunta que, quando a fez, só me faltou fazer xixi nas cuecas. Deu-me o medo. Virei tímida e deve ter-me estranhado. E se corre mal?, era a pergunta que fazia eco na minha cabeça. Sorri, dei uma meia-resposta qualquer que no fundo foi uma não-resposta. Desconversei e fiz mal, mas não estava a encontrar outra saída porque não conseguia fazer contas a todas as variáveis que brotavam no meu pensamento. Qualquer coisa que dissesse poderia não ser exactamente o que queria dizer. No ouvido susurrou a solução encontrada por ele: um pensa nisso.

Depois deste dia, muitas vezes falámos sobre este assunto. De como seria feito, como organizaríamos as coisas mais banais do dia-a-dia, outras não tão fáceis e, mais discutíveis, a força da aposta. Do investimento e do risco. Se correr mal separam-se e vais-te embora!, dizia-me uma amiga. Mas eu não consigo ter esta ligeireza. Na prática é isso mesmo, mas e no coração?
Tenho medo agora, penso que tudo é tão bom que tenho medo que se estrague, que é estranho andar emocionalmente tão bem com a vida. Não estou habituada e tenho a mania de pensar que a seguir a uma fase boa, vem uma má. E a minha tem estado boa há muito tempo.

Não há dúvida, mas há medo. E a esse não sei o que lhe fazer. Será mesmo o casamento o princípio do fim como tenho pensado até aqui?

(continua)

11 caroço(s):

Poetic GIRL - BELA disse...

Nunca o saberás se não arriscares... bjs

Cate disse...

Ui, tantos receios. Arrisca, rapariga! E boa sorte :)

Anónimo disse...

Vai em frente. O medo só nos afasta do que é bom.
Eu fui e aqui estou feliz contudo o que a vida a dois trás de novo e de bom.

beijinho

Miss G. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miss G. disse...

Sendo verdade que só saberás se arriscares, eu não te digo de carcas "vai em frente". Não. Não acho que seja assim tão simples como "se correr mal separas-te e vens-te embora". E os danos emocionais se isso acontecesse? Por isso digo-te que penses bem sim, em todos os prós e contras e, sobretudo, que percebas se o que te impede de dizer sim é apenas medo ou alguma incerteza de ser isso mesmo que queres. E, depois, decidires. Sem que isto seja uma crítica para quem comentou anteriormente, há decisões que não se devem tomar de ânimo leve. E o ideal seria que a resposta "sim" te tivesse surgido automaticamente. Por isso digo que tentes perceber se é mesmo só medo.

Anónimo disse...

Por experiência própria não vai ser muito diferente do que já tens... apenas uma melhor arrumação da casa para caberem todos os teus trapinhos, a pouco e pouco uma pequena mudança na decoração (é sempre importante uma mãozinha feminina) para poderes sentir que é tua também... e uma partilha das contas é claro... e olhares para frente e começares a dizer "é nosso".
Poder partilhar é o melhor do mundo...
Boa sorte...

Piston disse...

Não há por aí ninguém com perna de abertura fácil que coma o homem dela de uma vez por todas?
Há que dar alguma paz à rapariga.

Anónimo disse...

aí está a insegura juvenil! cadê a feminista exacerbada??

Miss Kin disse...

Se vocês funcionam essa vai ser a melhor fase. Sim, sem dúvida pode correr mal, mesmo quando à partida não corre, mas pode ser na mesma casa ou em casas separadas...

Mia disse...

LOLOL, o Piston é o maior!

Formiguita Bipolar disse...

Eu acho que deves ponderar bem e seguir em frente, se achares que é isso que queres.

Eu já o fiz há 4 anos e meio e não me arrependi.

Acho é que os primeiros tempos não são necessariamente os melhores: em alguns campos são, mas nos outros serão os mais tensos, até ambos "acertarem as agulhas um pelo outro" e começarem ambos a viver ao ritmo de casal, por assim dizer.