A minha amiga, cansada daquele consumismo obsceno, vai de obrigar o seu homem a sentar a peida no bidé e a lavar-se, no lugar de gastar parte do orçamento do agregado familiar em futilidades como papel higiénico. Não que considere este bem de primeira necessidade uma futilidade, mas quando vai de segurar na extremidade e puxar do rolo como se não houvesse amanhã - e aliás, recordo, como fazia a minha irmã mais nova correndo pela casa fora - aí estamos a brincar com os pobrezinhos que não têm outro remédio senão limpar-se ao jornal. Mas desengane-se quem pense que a minha amiga conseguiu um grande feito. Agora o problema é que o seu esposo deixa micro-resíduos no bidé que, com o tempo secam, e não tem ela outro remédio senão raspar com as unhas. E com uma fúria que só vendo. Quem disse que o amor era fácil?
E nisto, eu e o homem da Poisoned Apple fomos às compras. Na hora de escolher o papel higiénico, que ele quer sempre o mais fofo, com 300 folhas duplas ao melhor estilo esdredão de penas (não vá ele lesionar o ânus), tentei explicar a barbaridade que era gastar tanto dinheiro numa coisa que servia para limpar o rabo, quando logo na prateleira ao lado existia a mesma coisa, para o mesmo efeito, mais barato.
Chegámos a um acordo a meio da prateleira: nem caro, nem barato; nem com penas de ganso, nem com arame farpado. Mas insistiu na quantidade porque assim até saía mais barato o rolo. Então vai de ocupar o carrinho de compras com uma embalagem de fazer inveja ao Pai Natal: 50 e tal rolos mais uma dezena de oferta. E eu perguntava-lhe: tens noção que isto é mais de meia centena em rolos de papel higiénico? Ele não quis saber. Eu encolhi os ombros, mas quando chegámos à caixa senti-me envergonhada. Parecíamos uns cagões.
Mas os homens são como as crianças. Quando há muito, têm gozo em gastar. E eu comecei a ver o primeiro rolo de papel higiénico mirrar rapidamente. Assim sendo, deixei-lhe um recado.
E foi toda uma conversa sobre asfixia democrática e escutas à porta de tudo o que ele produzia, que já não se pode estar em lado nenhum e que vivemos numa nação mal parada. Está como o Cavaco, a cagar chouriços, não confirmando nem desmentindo se tinha produzido em demasia, nem ainda se tinha sido ele o autor de tamanha despesa.
22 caroço(s):
Fantástico... as maçãs também cagam??
LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
AHAHAHAHAHAHAH :)
Só tenho a dizer....fantástico o teu post!!! De ir ás lagrimas de tanto rir...sem dúvida que há semelhanças entre casais...oh se há!!!!!!
;)
ahahaahahh, adorei este post!
Será o fenómeno do papel higiénico.
Porque lá em casa passa-se o mesmo, muito se consome de papel.
Sem duvida Fantastico... A unica coisa q m fez rir no dia todo xD
demais!!!!
de facto, é estranho ir ao supermercado e comprarmos mais papel higiénico do que comida!
:)
já me animaste o dia! :P LOL Então um beijinho para os cagões! :P tou a brinkar ;)
Mas adorei a analogia c a cena do Cavaco... Um beijinho Apple :P
Tem graça que fui educado a lavar o rabo no bidé depois de defecar, e não concebo que não se faça isso. Pasmo como alguém pode achar que o papel limpa o rabo. Não é preciso ter diarreias... aquilo é... enfim, merda. Por mais consistente e direitinha que seja, não aceito que apenas papel deixe o rabo limpo. E por isso fico pasmo com a quantidade de homens e mulheres que só usam papel e não passam pela torneira.
Em suma: uso pouco papel. :)
Concordo com o João. Quando se esta na rua é uma coisa. Mas em casa lavo-me sempre depois de utilizar a sanita seja para o que for. Quer cague, quer mije. E cá em casa toda a gente faz o mesmo. Não percebo quem não o faz e se sente limpo só por utilizar papel higienico. Nem que sejam dois rolos.
sem dúvida, excelente post.
Para essas questões há um método que ainda não chegou a Portugal. No Brasil têm umas mangueirinhas ao lado da sanita que chegam às partes íntimas, abrem-se na extremidade e splash, fica tudo lavadinho!
Quanto a poupar em papel higiénico acho que isso deve ser bem calculado, afinal o que poupam em papel devem gastar no monte de sabão que é preciso para lavar muito bem as mãos depois de lavar a merda do rabo... :-)
Bom post!
para o pessoal que lava o cú depois de cagar: lavam o cú com o quê? com a mão? uma esponja? um pano? e depois lavam isso? ou deitam fora?
bem se lavam com a mão, qual é a sensação de começarem a ficar com os dedos enegrecidos ao fim de determinado tempo? e as cutículas? nunca deram por vocês com elas sujas, com pequenas catotas, que não saíram depois de terem lavado as mãos? enfim...modernices, qualquer dia só cagam em ambiente hospitalar, com sanitas esterlizadas, de luvas e mascaras.
De mais... lollololololololllll
Oh anónimo, claro que lavo o cú com as mãos. Com as mãos, com água e com uma loção cuidado íntimo que compro na Avon. Custa à volta de 8 euros, mas quando está em promoção compro várias porque gasto bastante. É uma maravilha, neutra, mas cheira muito bem. Queria que lavasse o cú com o quê? Com um gancho de jardim? E claro que não fico nem com as mãos enegrecidas nem sujas nas cutículas. Já por isso se chama.... lavar?
HAhas adorei, muito foda, cagueI de rir!!!!
JAJAJAJAJAJA!!! A maioria dos gajos tem um problema com o cu; deve ser por isso que há tanta homofobia.
E pias sujas, claro... :)
Era só o que faltava vocês terem voto na matéria, no que diz respeito ao nosso cagar. Concentrem-se mas é nas vossas merdas que nós fazemos o mesmo.
Acho escusado o banho de imersão, duche escoçês ou a exfoliação do cu depois de cagar. O papel humedecido não vos chega? É assim que se arranjam paranoias. Somos humanos e vivemos dentro deste corpo, e ele é o que é. Somos evoluidos o suficiente para termos a noção da higiene, mas daí até nos tranformarmos em Mickael Jacksons acho que tem de haver um bocadinho de bom senso no meio.
Adorei o blogg... Lol :)
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