23.9.09

Do amor e da sua análise

"E eu não quero ter de andar sempre a repetir a minha história (...) sinto que estava mais confiante em relação ao sexo e ao romance quando tinha dezasseis anos (...)"

"Nessa altura eras jovem e estúpida. Só os jovens e estúpidos se sentem confiantes em relação ao sexo e ao romance. Pensas que algum de nós sabe o que está a fazer? Pensas que há alguma maneira de os humanos se amarem uns aos outros sem complicações (...) O amor é sempre complicado. Mas ainda assim os humanos devem tentar amar-se uns aos outros, querida. É inevitável ficar por vezes com o coração despedaçado. Isso é um bom sinal, ter o coração despedaçado. Significa que lutámos por alguma coisa"

in Comer, orar, amar by Elizabeth Gilbert

É verdade, quando era miúda era quase como se fosse ignorante, acéfala, o amor era possível sem qualquer complicação. Mas depois cresci a abri os olhos, comecei a pensar, a decompor e dissecar cada aspecto que eventualmente pudesse desaguar num fim, de modo a contorná-lo, de modo a fazer mais por mim, pelos amor e por um "nós". Quando era miúda não me lembro de pensar nestes aspectos. Agora penso. Muito. Acho que todos os dias. Às vezes desgasta-me, deixa-me frequentemente inquieta e há quem diga que sou uma eterna insatisfeita.

6 caroço(s):

Cate disse...

Adorei esse livro.

marianinha disse...

Quando somos crianças pensamos que o amor é perfeito é para tuda á vida mas quando crescemos sabemos que não é verdade e acontecem as desilusões e os desgostos mas quando a idade avança começamos a crecer e a ver que o amor é um bom sentimento mas as vezes magoa mas o que seria de nos sem amor acho que não seriamos ninguem.


beijinhos grandes

Celinha 007 =) disse...

Então junta.te ao clube! Era tudo mais facil antes... Menos pensamento e mais acção, mais determinação e menos medos! Começo a achar que é tudo meramente psicológico! Bah! *

Wolve disse...

até que lá para os 50 percebemos que andámos metade da vida a complicar, e na verdade até é simples. Aí corremos atrás do que nos escapou todo este tempo, e com sorte - conheço alguns casos - encontamos.

a inocência deixa saudades, não é?

Cheese Maker disse...

Por vezes dou por mim fechada na bolha dos 15 anos.


Bolha q teima em não rebentar, e quem sofre? eu...

Maria disse...

Grande verdade..!
Quando somos crianças tudo é relativizado. O amor é visto noutras perspectivas. Quase sem preocupações.

beijinho