Parece que entre americanos, li eu, circula uma regra 80/20, adaptada a relacionamentos amorosos e criada por um homem qualquer. Diz a regra que um homem obtém do casamento 80% daquilo que precisa, os outros 20% andam por aí, fora do casamento. Mas ninguém tem tudo e há que fazer escolhas. Há os que se mantêm fiéis aos seus 80%, afirmando que não há 20% nenhum que bata o que já tem, sabem que o risco não vale a pena, pois poderão acabar por ficar apenas com 20% das necessidades preenchidas ou, na pior das hipóteses, numa partida (bem) pregada pelo destino, com coisa nenhuma, a zeros.E há os que não pensam, os que não sabem equilibrar os pratos da balança e esses, não desfazendo, são mais que muitos. São os que não ponderam os riscos, os que talvez pensem que as lições da vida só acontecem aos outros, assim como quem se julga imortal, são os que não se preocupam o quanto podem magoar alguém, egoístas, até porque este é um perfil de quem não se importa com nada, nunca pensa no amanhã, pensa a curto prazo e, verdadeiramente, só gosta de si próprio. Há quem diga quem este é um estilo de quem "vive a vida", seja lá o que isso for, porque, diz-se, a vida são só dois dias e outras expressões do género que associo a tesão do mijo, passageiro. Aqui para mim, vou continuar a opinar que este é um estilo de vida de quem tem amor e interesses apenas por si próprio, ponto.
O curioso é que ninguém se lembrou de fazer um regra destas adaptada ao universo feminino. Porquê? Porque embora existam excepções à regra masculina (e certamente a uma regra feminina, caso existisse), as mulheres quando amam e se sentem amadas não passam a vida a olhar para os lados a pensar no que poderão ter perdido, as mulheres pensam no valor do que têm, sentem-se sortudas, pensam no que ganharam e que não apostariam em jogo nenhum. As mulheres vêem até onde o copo está cheio, os homens pensam na parte que ainda falta para encher. Nunca fui casada, não posso afirmar com certeza que ao fim de uns anos de matrimónio continuarei fiel a mim mesma - talvez numa realidade destas virasse mulher das cavernas - mas posso afirmar, pelo que sei que sou, que se tiver vontade de olhar para os lados, é porque já não há amor.
E no meio de regras estúpidas, inventadas por homens eternamente insatisfeitos, há por aí mulheres 80% que não sabem que o são, não sabem que falta algo à outra parte, que talvez um dia seja apanhado em falso. Há por aí mulheres 80% com aspirações a, talvez, impossíveis 100%. Há as que ainda têm esperança, as que já não acreditam em coisa nenhuma, e as que contam com a dor que poderá estar sempre ao virar da esquina, escondendo continuamente esta forma de pensar, como quem põe água na fervura. Assim como eu, com a diferença que já não escondo.
16 caroço(s):
Essa «regra 80/20» tem um nome: Princípio de Pareto (entrada na wikipédia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Pareto).
Explica por exemplo que 20% da população mundial tem 80% da riqueza, ou que 80% das vendas de uma empresa provenham de 20% dos clientes, só para citar dois exemplos mais conhecidos.
No campo da sociologia, como é o caso desta tua notícia, também é bastante utilizado (até porque Pareto além de economista era também sociólogo)
Adorei o teu texto! Concordo plenamente contigo. As mulheres têm uma forma de amar diferente das dos homens, a mulher quando tem amor sabe abrir as duas mãos e não o dispensa por nada deste mundo.
A Lei de Pareto aplica-se (ou dizem que se aplicam) a uma centena de coisas... :)
Mas nunca a tinha lido aplicada a relacionamentos.
É difícil e pouco linear falar-se daquilo que escreves no teu texto. De facto os homens e as mulheres observam a vida de outro modo. O tema apaixona-me, mas não cabe numa caixa de comentário.
Como homem, queria apenas dizer que quando os 20% nos parecem interessantes (a galinha do vizinho ou outra galinha qualquer, e normalmente tem a ver com sexo ou paixão) isso não significa que não amemos os 80% ou não os queiramos acima de tudo. Não é linear - e provavelmente poucas vezes justo - dizer-se que olhar a esses 20% possa ser egoismo ou pensar apenas no umbigo. Há algo de celular, evolutivo, nesse comportamento.
Como digo, apaixona-me o tema. Mas aqui não cabe tudo. :)
Usando o Princípio de Pareto:
- 80% dos homens só se casa para ter quem lhe faça o que a mãe fazia em casa (cozinhar, lavar, limpar).
- 80% das mulheres casa-se com uma utopia de amor, companheirismo e felicidade eterna (nem 20% dos casos, nem 20%...).
- 80% dos homens casados queixam-se com amigos e colegas de trabalho da mulher (já ouvi da boca de homens coisas abomináveis sobre a mulher com quem casaram = provoca-me pãnico de um dia um meu marido - não sou casada - falar assim de mim).
- 80% das mulheres perdoam as infidelidades ao marido (escrito no plural porque normalmente há recaídas).
- 80% dos homens casados são infiéis (18% gostavam de ser mas não têm coragem... 2% não são...).
Convivo com várias pessoas casadas e não conheço nemhum casal feliz. Daqueles que se amam e são realmente companheiros, que falam "a mesma língua" e estão sempre lá, um para o outro.
Mas acredito que seja possível.
80% céptica mas 20% optimista.
Nós mulheres quando amamos é pra valer! Mas estes homens são todos uns ingratos, bah!
Deixei um "comentário" mais vasto aqui:
http://www.geografiadascurvas.net/?p=1058
80% das mulheres não tentam preencher o que lhes falta porque não se apercebem dessa falta no parceiro, e as outras 20% que se apercebem, não têm vontade de tentar e mudam de marido antes que ele de pela falta.
Esse Pareto deve ter sido um gajo interessante.
Passando pra conhecer seu blog, e desejar boa noite
bjs
aguardo sua visita :D
Quem é que dá mais golpes do baú? São elas ou são eles?
Esta história da 'superioridade emocional' feminina é cada vez mais patética.
Regra parva, diria eu. Mas infelizmente para muito boa gente tem logica. Parece-me que a maioria das pessoas esta sempre insatisfeita.
EU SABIA!! Eu sabia que devia haver uma explicação científica para esta minha lesbianice compulsiva lol
Poisoned, que se passa contigo??
Este é um dos posts mais sexistas, mais irrazoáveis e mais injustos que tenho lidos teus. Não que fuja muito à tua toada recente, mas este alcança um novo nível!
Para já partes de uma generalização muito discutível para dizer o minimo (essa dos 80% dos homens comprometidos).
Depois assumes (e não questionando a tua lealdade) que a maior parte das mulheres sao como tu: fieis por natureza.
Não entendo tanto rancor sinceramente... Eu tenho vivido coisas inacreditaveis (no campo da lealdade) das mulheres. Estou (já que usaste tantos números neste) 100%(!!!) em desacordo contigo neste texto.
Infelizmente acho que a Economia se aplica e muito na vida quotidiana e nos relacionamentos actuais. Mas parece-me que não se pode generalizar que todos os Homens só sentem 80% das suas necessidades preenchidas e afirmar que todas as mulheres quando amam sentem a totalidade das suas necessidades preenchidas. As generalizações são perigosas mas, penso que as mulheres são mais constantes nos afectos.Concordo, que quando há espaço para um terceiro -" olhar para o lado"- é porque já não há amor.
Mas a "lei" económica mais "injusta" e que muita gente aplica todos os dias é aquela que afirma não existirem almoços grátis. E para mim o amor é um constante almoço grátis que não pode nem tem que ser cobrado. Leio o teu blog há muitos meses e infelizmente tenho-me cada vez mais revisto nos teus posts sempre impecavelmente escritos. Hoje finalmente passei os meus pensamentos para a caixa de comentários.
Concordo plenamente com o Nexis.
Mas, pegando no princípio de pareto, acrescento que "80%" das mulheres são infedilizadas no casamento pq 80% das mesmas pensavam que ele mudava.
As outras 20%, das 80% infelizadas, são traídas de surpresa... tal como os homens o são por elas.
Não há cá santos, há 20% de vítimas inocentes e 80% de tótós ingénuos/as.
Na generalidade, os homens acomodam-se ao casamento mesmo que já não consigam ver a tromba da esposa pela frente. É sempre preciso uma terceira pessoa que os faça sair desse buraco. Por eles só, não vão lá.
Já com a mulher, a coisa é diferente; basta sentirem que não lhes apetece ouvir a respiração do mongo ao seu lado para largarem tudo, venha o que vier. As mulheres (lá está, regra geral) são mais intensas e genuinas. Acreditam no "amor forever" e no coração quente. Os homens, desde que tenham sexo 4 vezes por semana, comidinha da boa e um sofá confortável, "tá-se".
E sim, é um comentário sexista. Temos pena, eu não disse que era bem resolvida.
Infelizmente vejo-me obrigado a concordar com o Nexis e o Rodrigo. Este post, para além de roçar (?) o sexista, orienta-se perigosamente pela generalização. Não há santos, não há demónios, somos apenas humanos... Uns mais que outros.
Concordo que quando há vontade de olhar para o lado é porque já não há amor. No entanto essas coisas do "amor" e da "paixão" não passam de convenções humanas. Logo, susceptíveis de serem erradas ou viciadas.
Quanto a essa regra dos 80/20: tudo muito relativo! Posso ser muito mais feliz com 20% das minhas necessidades satisfeitas do que com as restantes 80%. É tudo uma questão de saber quais as necessidades que para mim são realmente primordiais.
Sim, muitas vezes os homens tomam atitudes que podemos associar à "tesão do mijo", como lhe chamas. Mas também as mulheres tomam atitudes dessas (e falo por experiência própria!) e, na verdade, poucas serão as pessoas que, colocadas frente a frente com o Fruto Proibido, o rejeitarão. Afinal de contas é o mais apetecido ;)
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