2.4.09

(Sem título)

Beijas-me sem pressa, assim como quem gosta de provocar porque sabes que devagarinho, a falta de celeridade, me aquece. Vais passando a mão pela minha nuca num arrepio e mudas-te para o meu peito. Empurras-me contra a parede, fazes-me sentir a força do teu corpo contra o meu e sem nunca largares o nosso beijo, desces a mão até à cintura. Depois apertas-me as nádegas, as coxas, até que te deténs no meu sexo, enquanto exploro o teu pescoço e te seguro a intimidade. Estás louco de tesão, ofegante, ansioso e não sei se é da tua pele, mas faz calor neste quarto. A tua boca desce pelo decote, mordes-me mesmo por cima da roupa e fazes-me deitar. Apoias-te nos braços, roças-te contra mim, despes-me porque entendes que a roupa não tem lugar entre nós. Observas-me. E finalmente tens acesso ao meu peito desnudo, onde brincas com a língua e vais descendo. As palavras são soltas porque juntas não têm nexo. Os teus dedos passeiam por mim sem pudor e eu retribuo. A penetração está latente, mas adoramos aquela tortura de a retardar. Fecho as pernas em jeito de provocação, gosto de te dificultar o caminho para que me mostres quanta vontade de mim trazes em ti. Fazes-me festas no cabelo, na cara.
Fazes uso da força nas minhas pernas e ganhas.
Lisboa, 29 de Outubro de 2008

22 caroço(s):

Bombokinha disse...

Simplesmente fantástico este texto...:)

Anónimo disse...

Costumava sentir-me assim, costumava ser beijada assim, ser tocada assim e tenho saudades...e como não posso dizer a quem me as faz sentir...digo aqui e ali onde há alguém que sente o que eu senti...
Gosto da tua forma de escrever, gosto da meneira como expões os teus pontos de vistas e partilhas as tuas ideias...
Costumo passar por cá mas nunca me pronunciei, hoje não resisti porque me fizeste arrepiar ao voltar atrás pelas tuas palavras...
Resumindo: Parece que valeu a pena perder a dignididade no passado para valorizar o amor que vives hoje, sem procuras espero um dia escrever com a mesma felicidade que escreves hoje, ele deve andar por ai... :)

Jo disse...

ui logo de manha um post destes faz bem :)

Miss G disse...

Quase fotográfico de tao bem escrito. Parabéns!

Pandora disse...

Uiii Poisoned que post tão escaldante!

Joao disse...

Sou grande apreciador de narrativas que apelam à memória fotográfica.
Gostei.

Anónimo disse...
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pimenta disse...

Parabéns pelo texto é fantástico, muito sensual sem ser chocante.
Adorei
Um beijinho
Manu

AnNa disse...

Melhor?! IMPOSSÍVEL!

April disse...

Bem... Vou pra casa ter com o meu Homem!

Pedro disse...

O que andas a lêr?
Parece bom!

Débora disse...

É assim, ler isto no dia em que o namorado foi em viagem de trabalho por 4 (longos) dias é, no mínimo, uma tortura!

Muito bom, como sempre :)

Anónimo disse...
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Madame Butterfly disse...

Texto fantástico, extremamente sensorial. Nenhuma imagem revelaria tanto. É por textos destes que gosto tanto de aqui vir.

Rapariga do Batom Vermelho disse...

Adorei!!=)

*

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Manual do Inseguro.com disse...

Por delicados caminhos transita o desejo. Dutos construídos com uma sensibilidade que encanta. Parabéns pelo belo texto! Abraços.

oadestradordesentimentos.blogs.sapo.pt

Werinha disse...

Gostei mt:P beijinhos

Anónimo disse...
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Nicole Pedrosa disse...

adorei!

Anónimo disse...

Este texto está sem dúvida alguma bem descrito. Contudo, ponho em mim oos actos aqui contados no masculino..
Tímido como é deixa-se enlevar pelos meus toques.
Os beijos, são loucos demais.
Beijinho